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PRIMEIRA ERA DO GERENCIAMENTO DE TEMPO: EFICIÊNCIA

Essa estratégia baseava-se na ideia de que o melhor era fazer as coisas rapidamente. Se todas as pendências fossem iguais e tivessem peso equivalente, a estratégia de gerenciamento de tempo com base em eficiência seria boa, porém existe uma limitação que a faz ser questionável.

Não importa o quão eficientes somos, no mundo moderno sempre teremos mais para fazer do que somos capazes. Em algum ponto da história o consenso era o de que se desenvolvêssemos a tecnologia, realizaríamos aquilo que precisamos com maior eficiência e, com isso, teríamos um determinado tempo livre ao final do dia.

No entanto, essa afirmação ainda é imprecisa para os dias atuais. Por mais que carregamos computadores em nosso bolso, os quais fazem com que possamos trabalhar de forma mais ágil do que nunca. Mesmo assim, nunca parecemos conseguir colocar as pendências em dia. Isso se dá pelo fato de que ao final de nossa lista moderna de afazeres não encontra-se tempo livre, mas sim uma nova demanda de afazeres!

SEGUNDA ERA DO GERENCIAMENTO DE TEMPO: PRIORIZAÇÃO

A chamada era da priorização consistiu basicamente em desenvolver calendários e listas de obrigações com o intuito de resolver primeiro aquilo que importava mais. Tal estratégia tem sido o modelo de pensamento mais adotado no mundo desde 1989. Ainda nos referimos esse modelo como sendo a cura para todos os nossos problemas de gerenciamento de tempo. Contudo, apesar de ser uma habilidade fundamental e que ainda é de grande relevância, apresenta uma limitação que é poucas vezes discutida.

A estratégia de priorização não cria necessariamente mais tempo. A única coisa que faz é colocar um item na frente do outro; simplesmente transforma o sétimo item de sua lista de afazeres no primeiro, porém não necessariamente o ajuda a completa-los ou resulta em mais tempo livre. Sendo assim, resulta, basicamente, em pegar tempo emprestado de uma tarefa e alocar em outra.

A ERA MODERNA: MULTIPLICAR O TEMPO

No mundo moderno um novo tipo de gerenciamento de tempo vem aos poucos surgindo. Com efeito, o foco hoje não é gerenciar o tempo com base em eficiência ou mesmo em priorização, mas buscar multiplicar o tempo disponível.

Pessoas que buscam gerenciar seu tempo com base nessa estratégia vem descobrindo formas de efetivamente criar mais tempo enquanto todas as outras pessoas continuam a viver a falácia de que o tempo é um bem finito. Bem vindo a terceira era do gerenciamento de tempo.

Agora deve ter se perguntado: como se faz para multiplicar o tempo? Simples. Na verdade, você multiplica o seu tempo dando a si mesmo a permissão emocional para dedicar o hoje fazendo coisas que lhe ajudarão a criar mais tempo no futuro. Assim, não se pergunta “quais são as coisas mais importantes que eu tenho para fazer hoje?”, mas “quais são as coisas que eu poderia fazer hoje para ter mais tempo livre amanhã?”.

Quando se faz essa indagação, imediatamente perceberá que se sente menos pressionado a respeito das coisas urgentes que precisa cumprir e subitamente ganha perspectiva ao começar a pensar naquilo que poderia estar fazendo no presente com o objetivo de gerar um impacto positivo adiante. Você dá permissão para fazer escolhas significativas que irão ser importantes a longo prazo.

É assim que pessoas que buscam multiplicar seu tempo pensam. Elas fogem de sua lista de afazeres ou de prioridades imediatas por perceber que a chave para ter mais tempo em suas vidas não é trabalhar mais rápido ou priorizar, mas sim aprender a pensar diferente.

Para ser alguém que multiplica o seu tempo você tem de parar de viver com pressa e urgência e começar a viver de forma significativa.

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