A partir de 2026 todas as empresas prestadoras de serviços no Brasil estão obrigadas a utilizar o Emissor Nacional da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e).
Essa mudança representa uma virada no modelo de emissão adotado até então, centralizando em um único sistema nacional o processo que antes era controlado individualmente por milhares de municípios.
Se você presta serviços, mas ainda não se adequou ao novo sistema, saiba que é muito importante entender o que mudou, o que fazer agora e quais os cuidados para manter sua empresa em situação regular com o fisco.
Por que o Emissor Nacional se tornou obrigatório?
A obrigatoriedade do uso do Emissor Nacional da NFS-e foi estabelecida para padronizar o processo de emissão de notas fiscais de serviços em todo o país.
Antes, cada município adotava seu próprio sistema, com formatos, códigos de serviço e regras distintas, o que gerava confusão, custos adicionais e erros frequentes, principalmente para empresas que atuam em mais de uma cidade.
Com o novo emissor, o objetivo é:
- Unificar o modelo da NFS-e em todo o território nacional;
- Centralizar as informações fiscais em um banco de dados nacional;
- Facilitar a fiscalização e o cruzamento de dados pela Receita Federal e pelos municípios;
- Simplificar a rotina fiscal das empresas prestadoras de serviços;
- Aumentar a segurança jurídica e a automação dos processos.
O que é o Emissor Nacional da NFS-e?
O Emissor Nacional da NFS-e é uma plataforma pública, gratuita e padronizada, desenvolvida pelo governo federal para substituir os antigos emissores municipais.
Por meio dessa plataforma, qualquer empresa prestadora de serviços pode emitir suas notas fiscais em conformidade com o novo modelo nacional.
O emissor está disponível no seguinte endereço: 🔗 www.nfse.gov.br/EmissorNacional
O que mudou na emissão da NFS-e em 2026?
Abaixo, você confere os principais pontos da mudança:
1. Obrigatoriedade para todas as empresas
A partir de janeiro de 2026, todas as empresas prestadoras de serviços devem emitir suas NFS-e exclusivamente pelo modelo nacional.
Isso vale para:
- MEIs;
- Microempresas;
- Empresas do Simples Nacional;
- Empresas do Lucro Presumido;
- Empresas do Lucro Real.
2. Fim da fragmentação entre municípios
Com o novo modelo, a emissão de NFS-e deixa de ser responsabilidade exclusiva de cada prefeitura. Isso significa que não é mais necessário acessar diferentes sistemas para emitir notas em cidades distintas.
Agora, todas as notas são emitidas com base em um layout nacional e processadas de forma centralizada, trazendo mais agilidade e consistência para as empresas e para a fiscalização.
3. Novo layout padronizado da NFS-e
O novo modelo traz um layout padronizado, com campos obrigatórios e códigos nacionais de serviços.
Isso elimina divergências de formatação entre cidades e evita problemas como:
- Descrições vagas de serviços;
- Falta de padronização nos códigos de atividade;
- Dificuldade no preenchimento dos campos obrigatórios.
Agora, todos devem utilizar a Tabela Nacional de Serviços, com códigos CNAE e itens de serviço harmonizados.
4. Fiscalização integrada com a Receita Federal
Todas as NFS-e emitidas são automaticamente enviadas ao Ambiente de Dados Nacional, que se integra com a Receita Federal, com as Secretarias Municipais.
Sendo assim, a Receita terá acesso em tempo real a todas as NFS-e emitidas no Brasil, aumentando a fiscalização e dificultando omissões ou fraudes.
5. Cancelamento e substituição centralizados
Outra mudança importante é que o cancelamento de notas fiscais agora também acontece dentro do ambiente nacional. A empresa pode solicitar o cancelamento diretamente no portal, desde que:
- A nota ainda esteja dentro do prazo legal de cancelamento;
- A nota não tenha sido utilizada para dedução tributária por nenhuma das partes.
Como emitir NFS-e pelo novo sistema?
Veja o passo a passo para emitir sua nota pelo Emissor Nacional:
1.Acesse o site nfse.gov.br/EmissorNacional
2.Escolha o tipo de login: certificado digital ou conta Gov.br
3.Cadastre os dados da sua empresa, se for o primeiro acesso
4.Clique em “Emitir NFS-e”
5.Preencha os dados do cliente (tomador de serviço):
- Nome ou razão social
- CPF ou CNPJ
- Município
6.Escolha o serviço prestado:
- Código do serviço (de acordo com a tabela nacional)
- Descrição
- Valor
- Alíquota do ISS (automática ou ajustável)
7.Confirme os dados e clique em “Emitir”
8.Gere o PDF ou envie a nota por e-mail ao cliente
Tudo isso pode ser feito de forma rápida e gratuita, direto pelo navegador.
O que acontece com os sistemas de emissão antigos?
Se sua empresa usava o portal da prefeitura para emitir notas, a partir de 2026 ele pode:
- Ser desativado e redirecionado para o emissor nacional;
- Funcionar apenas como consulta, mas não mais para emissão.
O fato é: o único modelo válido de nota fiscal de serviços é o padrão nacional.
Multas e riscos para quem não se adaptar
Emitir notas fora do padrão nacional a partir de 2026 representa grave irregularidade fiscal, com riscos como:
- Multas municipais e federais por descumprimento de obrigação acessória;
- Impossibilidade de deduzir despesas com serviços não comprovados;
- Autuações por omissão de receita;
- Problemas com fornecedores e clientes que exigem nota válida.
O papel da contabilidade nesse momento de transição
Muitas empresas ainda não entenderam a importância dessa mudança. É por isso que a atuação do contador é essencial para:
- Orientar sobre a migração correta para o novo emissor;
- Realizar treinamentos internos com os responsáveis pelo faturamento;
- Adequar sistemas internos de gestão à nova NFS-e nacional;
- Conferir alíquotas e códigos de serviço para evitar autuações;
- Fazer conciliações fiscais e relatórios contábeis com base nos novos dados.
Como a Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua empresa?
A Five Consultant Contabilidade está pronta para auxiliar empresas de todos os portes a se adaptarem de forma segura ao novo cenário fiscal da NFS-e em 2026. Nossa equipe oferece:
- Suporte na implantação do emissor nacional;
- Orientações práticas para equipes que emitem notas;
- Integração da NFS-e com sistemas ERP e contábeis;
- Análise de códigos de serviço e alíquotas do ISS;
- Consultoria tributária para evitar erros e aproveitar benefícios legais.