CategoriesContabilidade para indústrias

Como calcular a margem de contribuição na indústria

Saber como calcular a margem de contribuição na indústria é fundamental para entender quais produtos realmente ajudam a empresa a gerar resultado e quanto precisa ser vendido para cobrir os custos fixos e começar a produzir lucro.

No ambiente industrial, essa análise é especialmente importante. Afinal, uma empresa pode fabricar diferentes produtos, utilizar matérias-primas distintas e ter custos de produção que variam significativamente entre uma linha e outra.

Por isso, olhar apenas para faturamento ou preço de venda não é suficiente para descobrir se determinado produto é realmente interessante para o negócio.

É nesse contexto que entra a margem de contribuição, um indicador que mostra quanto sobra das vendas depois de descontados os custos e despesas variáveis.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como calcular a margem de contribuição na indústria, quais valores devem entrar na conta e como utilizar esse indicador para melhorar as decisões financeiras da empresa.

O que é margem de contribuição na indústria?

A margem de contribuição representa quanto sobra da receita de vendas depois que a empresa desconta os custos e despesas variáveis relacionados àquela venda.

O valor restante é utilizado para contribuir com o pagamento dos custos e despesas fixas da indústria e, posteriormente, com a formação do lucro.

Para entender melhor, imagine que uma indústria venda determinado produto por R$ 200,00.

Para produzir e comercializar uma unidade, ela possui R$ 120,00 em custos e despesas variáveis.

Nesse caso: R$ 200,00 – R$ 120,00 = R$ 80,00

A margem de contribuição unitária seria de R$ 80,00.

Isso significa que cada unidade vendida contribui com R$ 80,00 para pagar a estrutura fixa da empresa e, depois que essa estrutura estiver coberta, ajudar na geração de resultado.

Portanto, não podemos afirmar que os R$ 80,00 são automaticamente o lucro da venda.

A indústria ainda possui despesas que não desaparecem simplesmente porque determinado produto deixou de ser fabricado ou vendido naquele momento, como determinadas despesas administrativas, aluguel e outros gastos fixos.

Qual é a fórmula da margem de contribuição?

A fórmula básica é relativamente simples:

Margem de contribuição = Receita de vendas – Custos variáveis – Despesas variáveis

Também é possível calcular a margem de contribuição percentual:

Margem de contribuição (%) = Margem de contribuição ÷ Receita de vendas x 100

Vamos considerar uma indústria que vende uma peça por R$ 500,00.

Os custos e despesas variáveis relacionados a cada unidade são:

  • Matéria-prima: R$ 220,00;
  • Embalagem: R$ 15,00;
  • Comissão sobre venda: R$ 20,00;
  • Outros gastos variáveis considerados na análise: R$ 20,00.

Total: R$ 275,00

A margem de contribuição unitária seria: R$ 500,00 – R$ 275,00 = R$ 225,00

Agora calculamos o percentual: R$ 225,00 ÷ R$ 500,00 x 100 = 45%

Portanto, nesse exemplo, a indústria possui uma margem de contribuição de R$ 225,00 por unidade, equivalente a 45% do preço de venda.

Em outras palavras, de cada R$ 500,00 vendidos, R$ 225,00 ficam disponíveis para contribuir com a estrutura fixa e, depois de sua cobertura, com o resultado da empresa.

Quais custos devem entrar no cálculo da margem de contribuição?

Esse é um dos pontos que mais exigem atenção. Para calcular corretamente a margem de contribuição, a indústria precisa identificar quais custos e despesas variam conforme a produção ou as vendas.

Dependendo das características da operação, podem entrar na análise itens como:

  • Matéria-prima;
  • Insumos utilizados na fabricação;
  • Componentes;
  • Embalagens;
  • Determinadas despesas de frete;
  • Comissões sobre vendas;
  • Taxas diretamente vinculadas às vendas;
  • Outros gastos variáveis relacionados à produção e comercialização.

A composição precisa ser analisada individualmente porque nem todo gasto industrial possui o mesmo comportamento.

Qual é a diferença entre margem de contribuição e margem de lucro?

Apesar de estarem relacionadas, margem de contribuição e margem de lucro não são a mesma coisa.

A margem de contribuição mostra quanto sobra das vendas depois dos custos e despesas variáveis considerados no cálculo.

O lucro, por outro lado, depende também da estrutura de custos e despesas da empresa.

Imagine novamente uma indústria com:

  • Receita mensal: R$ 500.000,00;
  • Custos e despesas variáveis: R$ 300.000,00;
  • Margem de contribuição: R$ 200.000,00;
  • Custos e despesas fixas: R$ 160.000,00.

Nesse cenário simplificado: R$ 500.000,00 – R$ 300.000,00 = R$ 200.000,00 de margem de contribuição

Depois:

R$ 200.000,00 – R$ 160.000,00 = R$ 40.000,00

Portanto, a empresa teria R$ 200 mil de margem de contribuição, mas um resultado de R$ 40 mil antes de outros efeitos eventualmente considerados na apuração completa.

Essa diferença explica por que uma indústria pode ter produtos com boas margens e, ainda assim, apresentar baixa lucratividade quando sua estrutura fixa é muito pesada.

O que pode reduzir a margem de contribuição da indústria?

A margem pode diminuir por diversos motivos, inclusive sem que o gestor perceba imediatamente.

Imagine uma empresa que mantenha o mesmo preço durante vários meses enquanto o custo da matéria-prima aumenta.

O faturamento pode continuar crescendo, mas cada unidade passa a contribuir menos para a cobertura da estrutura.

Entre os fatores que merecem acompanhamento estão:

  • Aumento do preço das matérias-primas;
  • Desperdícios;
  • Baixa produtividade;
  • Descontos comerciais excessivos;
  • Aumento das comissões;
  • Alterações nos custos logísticos;
  • Mudanças na tributação das operações;
  • Mudanças no mix de produtos;
  • Variações cambiais em insumos importados;
  • Falhas na formação de preços.

Por isso, a margem de contribuição não deve ser calculada uma única vez e esquecida.

Os custos mudam, os preços mudam e o mercado muda.

A indústria precisa revisar periodicamente seus indicadores para identificar rapidamente a perda de rentabilidade.

Sua indústria conhece a margem de contribuição dos produtos?

Como vimos, saber como calcular a margem de contribuição na indústria permite descobrir quanto cada venda efetivamente contribui para pagar a estrutura fixa e gerar resultado.

No entanto, para que o indicador seja confiável, os custos precisam estar corretamente identificados e classificados.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a organizar custos, analisar resultados, acompanhar indicadores e identificar oportunidades para melhorar sua rentabilidade.

Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e conte com uma equipe especializada para cuidar da contabilidade da sua indústria e fornecer informações que contribuam para decisões mais seguras e estratégicas.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Quanto uma farmácia precisa faturar para dar lucro?

Quanto uma farmácia precisa faturar para dar lucro? Para quem está planejando abrir uma drogaria ou já possui uma operação em funcionamento, essa é uma das perguntas mais importantes para avaliar a saúde financeira do negócio.

Entretanto, não existe um valor de faturamento que garanta lucro para todas as farmácias. Duas empresas podem faturar R$ 200 mil por mês e apresentar resultados completamente diferentes.

Enquanto uma pode terminar o mês com R$ 15 mil de lucro, outra pode ficar no zero a zero ou até registrar prejuízo.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como fazer essa análise e quais números o empresário precisa acompanhar para melhorar a rentabilidade da farmácia.

Faturamento e lucro de uma farmácia são a mesma coisa?

Não. Um dos primeiros conceitos que o empresário precisa compreender é a diferença entre faturamento e lucro.

O faturamento representa, de maneira simplificada, o total das vendas realizadas pela empresa em determinado período.

Imagine uma farmácia que vendeu R$ 200 mil durante um mês. Isso não significa que o proprietário ganhou R$ 200 mil.

Desse montante, será necessário retirar o custo dos medicamentos e demais produtos vendidos, além de despesas e tributos relacionados à operação.

Podemos imaginar um exemplo simplificado:

  • Faturamento mensal: R$ 200.000;
  • Custo das mercadorias vendidas: R$ 130.000;
  • Despesas com funcionários: R$ 25.000;
  • Aluguel e ocupação: R$ 8.000;
  • Impostos: R$ 10.000;
  • Outras despesas: R$ 17.000.

Nesse cenário hipotético, sobrariam R$ 10 mil.

Portanto, apesar de faturar R$ 200 mil, a farmácia apresentaria um resultado equivalente a 5% das vendas nesse exemplo.

É justamente por isso que olhar apenas para o faturamento pode criar uma percepção equivocada sobre a situação financeira do negócio.

Afinal, quanto uma farmácia precisa faturar para dar lucro?

A resposta depende da estrutura de custos da própria farmácia. Na prática, a empresa começa a gerar resultado operacional depois que suas vendas são suficientes para superar o ponto de equilíbrio.

O ponto de equilíbrio representa o volume de vendas necessário para que a margem gerada pelas operações seja suficiente para cobrir os custos e despesas fixas.

Para entender o cálculo, primeiro precisamos conhecer a margem de contribuição.

Ela representa quanto sobra das vendas depois de descontados os custos e despesas variáveis associados a essas vendas.

De forma simplificada: Margem de contribuição = faturamento – custos e despesas variáveis

Suponha que uma farmácia apresente:

  • faturamento de R$ 150.000;
  • custos e despesas variáveis de R$ 112.500;
  • margem de contribuição de R$ 37.500.

Nesse exemplo, a margem de contribuição percentual seria de 25%.

Agora, imagine que as despesas fixas mensais dessa mesma farmácia sejam de R$ 30 mil.

O ponto de equilíbrio aproximado seria: R$ 30.000 ÷ 25% = R$ 120.000

Portanto, nessa simulação, a farmácia precisaria faturar aproximadamente R$ 120 mil por mês para atingir o ponto de equilíbrio.

Acima disso, começaria a existir espaço para geração de resultado, considerando as premissas utilizadas no cálculo.

Observe que esse número não pode ser simplesmente aplicado a outra farmácia. Se os custos, despesas ou margens forem diferentes, o faturamento necessário também será.

Como calcular quanto a farmácia precisa vender para ter o lucro desejado?

O empresário não precisa calcular apenas quanto deve vender para ficar no zero a zero.

É possível fazer uma projeção considerando o lucro desejado.

Vamos continuar utilizando uma farmácia hipotética com:

Despesas fixas mensais: R$ 30 mil

Margem de contribuição: 25%

O proprietário deseja obter um resultado mensal de R$ 20 mil.

Em uma simulação simplificada, podemos somar o resultado desejado às despesas fixas:

R$ 30.000 + R$ 20.000 = R$ 50.000

Depois, dividimos pela margem de contribuição:

R$ 50.000 ÷ 25% = R$ 200.000

Nesse exemplo, a farmácia precisaria faturar aproximadamente R$ 200 mil por mês para gerar R$ 20 mil de resultado, considerando que as margens e despesas previstas sejam mantidas.

Se ela faturasse R$ 150 mil, a projeção seria diferente.

Com uma margem de contribuição de 25%, teríamos:

R$ 150.000 x 25% = R$ 37.500

Retirando R$ 30 mil de despesas fixas:

R$ 37.500 – R$ 30.000 = R$ 7.500

Perceba como o faturamento sozinho diz muito pouco. Para saber se uma farmácia realmente é rentável, precisamos analisar quanto sobra de cada real vendido para pagar a estrutura e gerar lucro.

Quais custos precisam entrar nessa conta?

Para calcular corretamente quanto uma farmácia precisa faturar, é fundamental conhecer detalhadamente os custos do negócio.

Um dos componentes mais relevantes é o CMV — Custo das Mercadorias Vendidas.

A farmácia compra medicamentos, produtos de higiene, cosméticos, suplementos e outros itens para posteriormente revendê-los. O custo dessas mercadorias afeta diretamente sua rentabilidade.

Além disso, existem diversas outras despesas, como:

  • Salários e encargos trabalhistas;
  • Pró-labore;
  • Aluguel;
  • Energia elétrica;
  • Sistemas e softwares;
  • Serviços contábeis;
  • Taxas de cartão;
  • Despesas bancárias;
  • Marketing;
  • Entregas;
  • Manutenção;
  • Impostos;
  • Licenças e obrigações regulatórias;
  • Perdas de estoque;
  • Produtos vencidos;
  • Descontos concedidos.

É importante também separar corretamente custos e despesas fixas dos componentes variáveis, pois essa classificação será utilizada na análise da margem de contribuição e do ponto de equilíbrio.

Uma farmácia que não conhece esses números pode até aumentar suas vendas e continuar com dificuldades financeiras.

Como saber se minha farmácia está dando lucro de verdade?

Para responder a essa pergunta, não basta olhar quanto existe na conta bancária no último dia do mês.

O empresário precisa acompanhar relatórios gerenciais e contábeis que demonstrem o desempenho real do negócio.

Entre os indicadores importantes estão:

  • Faturamento mensal;
  • CMV;
  • Margem bruta;
  • Margem de contribuição;
  • Despesas fixas;
  • Ponto de equilíbrio;
  • Ticket médio;
  • Giro de estoque;
  • Despesas com pessoal;
  • Carga tributária;
  • Resultado operacional;
  • Lucro líquido.

A DRE — Demonstração do Resultado do Exercício também possui papel fundamental nessa análise, pois organiza receitas, custos e despesas para demonstrar o resultado da empresa em determinado período.

Sua farmácia sabe quanto precisa faturar para dar lucro?

Como vimos, não existe uma resposta única para a pergunta “quanto uma farmácia precisa faturar para dar lucro?”

Uma farmácia pode precisar faturar R$ 100 mil, R$ 200 mil, R$ 500 mil ou muito mais, dependendo de sua estrutura.

Para chegar ao número correto, é necessário analisar principalmente custos, despesas, margem de contribuição e ponto de equilíbrio.

Também é importante acompanhar CMV, estoque, impostos, folha de pagamento e demais indicadores que afetam a rentabilidade.

Sem essas informações, o empresário pode comemorar recordes de faturamento enquanto o lucro permanece baixo.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua farmácia a organizar os números, acompanhar os resultados, analisar a tributação e tomar decisões baseadas em informações concretas.

Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e conte com uma equipe especializada para cuidar da contabilidade da sua farmácia e ajudar seu negócio a crescer com mais controle, planejamento e rentabilidade.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como calcular o ponto de equilíbrio de uma farmácia?

Você sabe quanto uma farmácia precisa faturar por mês para pagar todas as despesas e começar a gerar lucro? A resposta pode ser encontrada por meio do cálculo do ponto de equilíbrio.

Esse é um dos indicadores mais importantes para a gestão financeira, pois permite estabelecer uma meta mínima de faturamento e avaliar se o volume atual de vendas é suficiente para manter a operação saudável.

Uma farmácia pode, por exemplo, faturar R$ 200 mil por mês e ainda assim apresentar prejuízo, enquanto outra, com faturamento menor, pode ser lucrativa. Tudo depende de fatores como margem de contribuição, despesas fixas, custos dos produtos, impostos e estrutura operacional.

Por isso, acompanhar somente o faturamento não é suficiente.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como calcular o ponto de equilíbrio de uma farmácia, apresenta um exemplo prático e mostra como utilizar esse indicador para melhorar os resultados do negócio.

O que é o ponto de equilíbrio de uma farmácia?

O ponto de equilíbrio representa o volume de vendas necessário para que as receitas sejam suficientes para cobrir todos os custos e despesas da operação.

Nesse ponto: Receitas = custos + despesas

Portanto, a empresa não apresenta lucro nem prejuízo. 

Imagine uma farmácia cujo ponto de equilíbrio seja de R$ 180 mil mensais.

Se ela faturar R$ 160 mil, existe uma forte indicação de que o volume de vendas não é suficiente para sustentar sua atual estrutura de custos.

Se faturar exatamente R$ 180 mil, estará no ponto de equilíbrio.

Agora, se alcançar R$ 230 mil, os R$ 50 mil adicionais não correspondem automaticamente ao lucro, pois ainda existem custos variáveis associados às vendas. 

Entretanto, a margem de contribuição gerada pelo faturamento acima do ponto de equilíbrio passa a contribuir para a formação do resultado positivo.

É por isso que conhecer esse indicador ajuda o empresário a definir metas muito mais realistas.

O que é preciso saber antes de calcular o ponto de equilíbrio?

Antes de fazer o cálculo, é necessário separar corretamente custos e despesas fixas dos custos e despesas variáveis.

Os gastos fixos são aqueles que não acompanham diretamente o volume vendido no curto prazo.

Uma farmácia pode ter, por exemplo:

  • Aluguel;
  • Salários administrativos;
  • Sistemas;
  • Serviços contábeis;
  • Internet;
  • Segurança;
  • Despesas administrativas;
  • Pró-labore;
  • Determinados contratos recorrentes.

Isso não significa que esses gastos nunca mudem. O aluguel pode ser reajustado e a folha pode aumentar. Eles são classificados como fixos porque não crescem automaticamente na mesma proporção de cada venda realizada.

Já os gastos variáveis estão diretamente relacionados às vendas.  Entre eles podem estar:

  • Custo das mercadorias vendidas;
  • Impostos sobre vendas;
  • Taxas de cartões;
  • Comissões;
  • Fretes relacionados às vendas;
  • Outras despesas variáveis.

Fazer essa separação corretamente é indispensável para chegar a um ponto de equilíbrio confiável.

O que é margem de contribuição?

Outro conceito fundamental é a margem de contribuição. Ela representa quanto sobra das vendas depois da dedução dos custos e despesas variáveis. Esse valor é utilizado para pagar as despesas fixas e, depois que elas são cobertas, gerar lucro.

Considere um produto vendido por R$ 100,00.

Imagine que:

  • custo de aquisição: R$ 60,00;
  • impostos sobre a venda: R$ 5,00;
  • taxas e outras despesas variáveis: R$ 3,00.

Temos R$ 68,00 em custos e despesas variáveis.

Portanto: R$ 100,00 – R$ 68,00 = R$ 32,00

A margem de contribuição desse produto seria de R$ 32,00 ou 32%.

Isso significa que, de cada R$ 100,00 vendidos nas mesmas condições, aproximadamente R$ 32,00 ficam disponíveis para cobrir despesas fixas e, posteriormente, formar o lucro.

Em uma farmácia, entretanto, existem milhares de produtos com margens diferentes. Por isso, para calcular o ponto de equilíbrio geral do estabelecimento, normalmente é necessário trabalhar com a margem de contribuição média da operação.

Como calcular o ponto de equilíbrio de uma farmácia?

Depois de identificar as despesas fixas e calcular a margem de contribuição média, podemos descobrir quanto a farmácia precisa faturar.

A fórmula do ponto de equilíbrio financeiro em faturamento é:

Ponto de equilíbrio = Despesas fixas ÷ Margem de contribuição percentual

Vamos utilizar um exemplo.

Imagine uma farmácia que apresente os seguintes números mensais:

Faturamento: R$ 300.000,00

Custos e despesas variáveis: R$ 225.000,00

Primeiramente, calculamos a margem de contribuição:

R$ 300.000,00 – R$ 225.000,00 = R$ 75.000,00

Agora, calculamos o percentual:

R$ 75.000,00 ÷ R$ 300.000,00 = 25%

A farmácia possui, portanto, uma margem de contribuição média de 25%.

Suponha agora que suas despesas fixas sejam de R$ 50 mil mensais.

O cálculo será:

R$ 50.000,00 ÷ 25% = R$ 200.000,00

Nesse exemplo, o ponto de equilíbrio da farmácia é de R$ 200 mil mensais.

Em outras palavras, considerando as premissas utilizadas, a empresa precisa faturar aproximadamente R$ 200 mil para cobrir seus custos e despesas.

A partir desse patamar, começa a existir geração de resultado positivo.

Como saber se o ponto de equilíbrio da farmácia está muito alto?

Um ponto de equilíbrio elevado significa que a empresa precisa gerar um volume significativo de vendas antes de começar a apresentar lucro.

Isso pode acontecer por dois motivos principais: despesas fixas elevadas ou margem de contribuição baixa.

Imagine uma farmácia com despesas fixas de R$ 80 mil e margem de contribuição de 20%.

Seu ponto de equilíbrio seria:

R$ 80.000,00 ÷ 20% = R$ 400.000,00

Para reduzir esse valor, a gestão pode trabalhar em duas frentes.

  • A primeira é revisar despesas fixas e identificar possíveis desperdícios.
  • A segunda é melhorar a margem de contribuição por meio de ações como negociação com fornecedores, revisão do mix, controle de descontos e melhoria da política de preços.

Reduzir custos sem estratégia, entretanto, também pode ser prejudicial. Cortar funcionários essenciais ou reduzir demais o estoque, por exemplo, pode comprometer vendas e atendimento.

Conte com uma contabilidade especializada em farmácias

Saber como calcular o ponto de equilíbrio de uma farmácia permite descobrir quanto o estabelecimento precisa vender para sustentar sua estrutura e começar a gerar lucro.

No entanto, para que o cálculo seja confiável, custos, despesas, CMV e margens precisam estar corretamente registrados e classificados.

É nesse ponto que uma contabilidade especializada pode fazer diferença.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua farmácia a organizar os números, acompanhar indicadores financeiros e tributários e identificar oportunidades para melhorar margens e resultados.

Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e conte com uma equipe especializada para ajudar sua farmácia a crescer com planejamento, controle e rentabilidade.

 

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como calcular o capital de giro de uma farmácia?

Saber como calcular o capital de giro de uma farmácia é fundamental para manter o negócio funcionando, pagar fornecedores nos prazos combinados e evitar dificuldades financeiras, mesmo em períodos de queda nas vendas.

Isso é especialmente importante no setor farmacêutico, pois uma parcela significativa dos recursos da empresa costuma ficar concentrada em estoques de medicamentos, suplementos, produtos de higiene, cosméticos e outros itens.

Além disso, existem despesas que precisam ser pagas independentemente do volume de vendas, como salários, aluguel, energia, sistemas, impostos e fornecedores.

Por isso, uma farmácia pode apresentar um bom faturamento e, ainda assim, enfrentar falta de dinheiro no caixa.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica o que é capital de giro, como calcular, apresenta exemplos práticos e mostra como descobrir quanto sua farmácia precisa manter disponível para funcionar com segurança.

O que é capital de giro de uma farmácia?

O capital de giro corresponde aos recursos necessários para financiar as atividades do negócio no curto prazo.

Na prática, existe um intervalo entre o momento em que a farmácia desembolsa dinheiro e o momento em que efetivamente recebe pelas vendas.

Imagine uma farmácia que compra R$ 80 mil em mercadorias de seus fornecedores. Parte desses produtos pode permanecer várias semanas no estoque antes de ser vendida.

Quando a venda acontece, ainda existe outro fator: o recebimento.

Nas vendas realizadas no cartão de crédito, por exemplo, pode existir um prazo entre a compra do cliente e a entrada efetiva do dinheiro na conta da empresa.

Enquanto isso, a farmácia continua tendo compromissos como:

  • Pagamento de fornecedores;
  • Folha de pagamento;
  • Aluguel;
  • Impostos;
  • Energia elétrica;
  • Sistemas e softwares;
  • Serviços contábeis;
  • Reposição de mercadorias.

O capital de giro ajuda justamente a sustentar a operação durante esse intervalo.

Como calcular o capital de giro de uma farmácia?

Uma das formas mais utilizadas para analisar o capital de giro é calcular o Capital Circulante Líquido (CCL).

A fórmula é:

Capital de Giro = Ativo Circulante – Passivo Circulante

O ativo circulante reúne valores e bens que podem ser convertidos em dinheiro no curto prazo, como:

  • Dinheiro disponível em caixa;
  • Saldo bancário;
  • Aplicações financeiras de curto prazo;
  • Contas a receber;
  • Estoque de medicamentos e demais produtos.

Já o passivo circulante corresponde às obrigações que precisam ser pagas no curto prazo, incluindo:

  • Fornecedores;
  • Impostos;
  • Salários e encargos;
  • Empréstimos de curto prazo;
  • Aluguel;
  • Contas operacionais;
  • Outras obrigações.

Vamos considerar uma farmácia com a seguinte situação:

Ativo circulante

Caixa e bancos: R$ 50.000
Contas a receber: R$ 70.000
Estoques: R$ 180.000

Total: R$ 300.000

Agora, imagine que a empresa tenha:

Passivo circulante

Fornecedores: R$ 140.000
Impostos: R$ 20.000
Folha e encargos: R$ 35.000
Outras obrigações: R$ 25.000

Total: R$ 220.000

Portanto:

R$ 300.000 – R$ 220.000 = R$ 80.000

Nesse exemplo, a farmácia possui capital circulante líquido positivo de R$ 80 mil.

No entanto, esse número sozinho não é suficiente para avaliar a saúde financeira da empresa.

O que é necessidade de capital de giro?

Para administrar uma farmácia, também é muito importante conhecer a Necessidade de Capital de Giro (NCG).

Enquanto o CCL apresenta uma fotografia da posição financeira de curto prazo, a NCG ajuda a identificar quanto a operação precisa financiar em função dos seus prazos de recebimento, estoque e pagamento.

Uma fórmula simplificada é:

NCG = Ativos Operacionais Circulantes – Passivos Operacionais Circulantes

Nos ativos operacionais podem entrar principalmente: estoques + contas a receber.

Nos passivos operacionais, temos principalmente: fornecedores + outras obrigações operacionais.

Imagine que determinada farmácia apresente:

  • Estoques: R$ 200.000;
  • Contas a receber: R$ 100.000;
  • Fornecedores: R$ 160.000;
  • Obrigações operacionais: R$ 40.000.

Nesse caso:

NCG = (R$ 200.000 + R$ 100.000) – (R$ 160.000 + R$ 40.000)

NCG = R$ 100.000

Isso significa que a operação exige aproximadamente R$ 100 mil em recursos para financiar seu ciclo financeiro, considerando essa fotografia simplificada.

É justamente nesse ponto que muitos empresários percebem por que faturamento elevado não significa necessariamente dinheiro sobrando.

Por que o estoque influencia tanto o capital de giro da farmácia?

O estoque é um dos principais pontos de atenção na gestão financeira de uma farmácia.

Cada medicamento parado na prateleira representa dinheiro que já foi investido, mas ainda não retornou ao caixa.

Se a farmácia mantém R$ 400 mil em estoque quando poderia operar adequadamente com R$ 250 mil, existem aproximadamente R$ 150 mil adicionais imobilizados em mercadorias.

Além disso, estoque excessivo aumenta outros riscos, como:

  • Vencimento de medicamentos;
  • Perdas e avarias;
  • Produtos com baixa saída;
  • Necessidade de promoções;
  • Redução das margens para liquidar itens;
  • Falta de dinheiro para comprar produtos de maior giro.

Por outro lado, reduzir demais o estoque também pode ser prejudicial. A falta de medicamentos importantes gera perda de vendas e pode fazer o consumidor procurar um concorrente.

Por isso, a solução não é simplesmente ter menos produtos, mas trabalhar com estoque adequado ao giro de cada categoria.

Quanto de capital de giro uma farmácia deve ter?

Não existe um valor único que possa ser aplicado a todas as farmácias. Uma farmácia que fatura R$ 100 mil mensais possui necessidades completamente diferentes de outra que movimenta R$ 1 milhão por mês.

Além do faturamento, devem ser considerados fatores como:

  • Despesas mensais;
  • Tamanho do estoque;
  • Prazo dos fornecedores;
  • Prazo de recebimento;
  • Sazonalidade;
  • Nível de endividamento;
  • Margem de contribuição;
  • Crescimento esperado das vendas.

Por isso, utilizar simplesmente uma regra como “manter três meses de despesas no caixa” pode não refletir a realidade do negócio.

O ideal é calcular a necessidade com base no ciclo operacional e financeiro da própria farmácia e manter também uma reserva adequada para situações inesperadas.

Sua farmácia precisa melhorar a gestão financeira?

Saber como calcular o capital de giro de uma farmácia é essencial para tomar decisões mais seguras e evitar que um negócio lucrativo enfrente dificuldades por falta de recursos disponíveis.

Como vimos, não basta acompanhar o saldo bancário ou o faturamento.

É necessário analisar estoques, contas a receber, fornecedores, despesas, prazos e ciclo financeiro para descobrir quanto a operação realmente precisa.

Nesse cenário, contar com uma contabilidade especializada no segmento farmacêutico pode fazer a diferença.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua farmácia a organizar seus números, acompanhar indicadores, analisar custos e tributos e tomar decisões com base em informações confiáveis.

Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e descubra como uma contabilidade especializada pode contribuir para a saúde financeira e o crescimento da sua farmácia.

CategoriesContabilidade Consultiva

Como calcular a margem de lucro de uma farmácia?

Saber como calcular a margem de lucro de uma farmácia é fundamental para entender se o negócio realmente está apresentando bons resultados. Afinal, faturamento elevado não significa necessariamente lucro alto.

Uma farmácia pode vender R$ 300 mil por mês e apresentar dificuldades financeiras, enquanto outra, com faturamento menor, pode conseguir uma rentabilidade superior. A diferença normalmente está na estrutura de custos, na formação dos preços, no mix de produtos, na tributação e na eficiência da gestão.

Além disso, olhar apenas para o valor que sobra na conta bancária não é suficiente. O empresário precisa conhecer indicadores como margem bruta, margem líquida, CMV e markup, além de acompanhar os resultados por categoria de produtos.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como calcular a margem de lucro de uma farmácia, apresenta exemplos práticos e mostra quais estratégias podem contribuir para aumentar a rentabilidade. Confira!

O que é a margem de lucro de uma farmácia?

A margem de lucro é um indicador que demonstra quanto da receita obtida com as vendas permanece na empresa depois da consideração dos custos e despesas.

Ela normalmente é apresentada em percentual.

Imagine, por exemplo, que uma farmácia tenha faturado R$ 200 mil em determinado mês e, depois de contabilizar todos os custos, impostos e despesas, tenha registrado lucro líquido de R$ 20 mil.

Nesse caso:

Margem líquida = (Lucro líquido ÷ Receita) x 100

Aplicando os valores:

Margem líquida = (R$ 20.000 ÷ R$ 200.000) x 100 = 10%

Isso significa que, de cada R$ 100 faturados, aproximadamente R$ 10 efetivamente se transformaram em lucro.

Esse indicador é muito mais útil para avaliar a rentabilidade do que analisar somente o faturamento.

Qual é a diferença entre margem bruta e margem líquida?

Um dos erros mais comuns é falar em margem de lucro sem identificar exatamente qual margem está sendo analisada.

A margem bruta considera principalmente a relação entre a receita das vendas e o custo das mercadorias vendidas (CMV).

Considere uma farmácia com os seguintes números:

  • Faturamento: R$ 250 mil;
  • CMV: R$ 150 mil;
  • Lucro bruto: R$ 100 mil.

A margem bruta será:

(R$ 100.000 ÷ R$ 250.000) x 100 = 40%

No entanto, esses R$ 100 mil ainda não representam o lucro do proprietário. A farmácia precisa pagar salários, aluguel, energia, sistemas, taxas de cartão, impostos, serviços contábeis e outras despesas.

Depois da dedução desses valores, encontramos o lucro líquido e, consequentemente, a margem líquida.

Por isso, uma boa margem bruta não garante automaticamente uma boa margem líquida.

Como calcular a margem de lucro de uma farmácia na prática?

Para calcular corretamente a margem de lucro, o primeiro passo é reunir todas as informações financeiras do período analisado.

Considere o seguinte exemplo mensal:

Receita bruta: R$ 300.000

(-) CMV: R$ 180.000

(=) Lucro bruto: R$ 120.000

Agora, considere:

  • Folha de pagamento e encargos: R$ 30.000;
  • Aluguel: R$ 10.000;
  • Energia, internet e sistemas: R$ 6.000;
  • Marketing: R$ 4.000;
  • Taxas financeiras e cartões: R$ 5.000;
  • Tributos: R$ 15.000;
  • Outras despesas: R$ 10.000.

As despesas totalizam R$ 80 mil.

Portanto: Lucro líquido = R$ 120.000 – R$ 80.000 = R$ 40.000

A margem líquida será: (R$ 40.000 ÷ R$ 300.000) x 100 = 13,33%

Nesse cenário, a farmácia apresenta uma margem líquida aproximada de 13,33%.

Margem de lucro e markup são a mesma coisa?

Não. Embora sejam conceitos relacionados, margem e markup não são a mesma coisa.

O markup representa quanto é acrescentado ao custo para chegar ao preço de venda.

Imagine um produto comprado pela farmácia por R$ 50 e vendido por R$ 100.

O acréscimo sobre o custo foi de R$ 50, ou seja, o markup sobre o custo corresponde a 100%.

Entretanto, a margem bruta sobre a venda é:

(R$ 50 ÷ R$ 100) x 100 = 50%

Confundir esses indicadores pode provocar erros importantes na formação de preços.

Além disso, definir o preço simplesmente adicionando determinado percentual ao custo pode ser insuficiente. O preço precisa contribuir também para cobrir despesas, tributos e proporcionar o lucro esperado.

Todos os produtos da farmácia precisam ter a mesma margem?

Não. Uma farmácia normalmente trabalha com centenas ou milhares de produtos, e cada categoria pode apresentar características comerciais diferentes.

Medicamentos, dermocosméticos, suplementos, produtos de higiene e itens de conveniência, por exemplo, podem apresentar margens bastante diferentes.

Por isso, analisar somente a margem média da empresa pode esconder oportunidades e problemas.

É interessante acompanhar indicadores por:

  • Categoria;
  • Produto;
  • Fabricante;
  • Unidade ou filial;
  • Canal de venda;
  • Período.

Um produto com margem percentual menor pode ser extremamente importante porque apresenta alto giro. Por outro lado, um produto com margem aparentemente excelente pode permanecer meses na prateleira e imobilizar capital.

O objetivo é encontrar um mix equilibrado entre margem, giro e demanda.

Quais custos precisam entrar no cálculo?

Para conhecer a rentabilidade real, nenhum custo relevante pode ficar de fora.

Primeiramente, a farmácia precisa apurar corretamente o CMV — Custo das Mercadorias Vendidas.

Uma fórmula básica é:

CMV = Estoque inicial + Compras – Estoque final

Além disso, para calcular o resultado líquido, devem ser consideradas despesas como:

  • Salários, benefícios e encargos;
  • Aluguel e condomínio;
  • Energia elétrica;
  • Softwares e sistemas;
  • Taxas de cartão;
  • Marketing;
  • Fretes;
  • Serviços terceirizados;
  • Tributos;
  • Perdas e vencimentos.

Desconsiderar pequenas despesas pode criar uma falsa percepção de lucratividade.

Por isso, a qualidade dos controles financeiros e contábeis é indispensável para calcular a margem corretamente.

A Five Consultant pode ajudar sua farmácia a aumentar a rentabilidade

Entender como calcular a margem de lucro de uma farmácia é apenas o primeiro passo. O mais importante é utilizar essa informação para tomar decisões melhores.

Faturamento, isoladamente, não demonstra a saúde financeira do negócio. É preciso conhecer custos, despesas, tributação e lucratividade para descobrir quanto efetivamente permanece na empresa depois de todas as obrigações.

Com informações confiáveis, o gestor consegue revisar preços, negociar compras, controlar despesas, otimizar o estoque e identificar os produtos que mais contribuem para os resultados.

A Five Consultant Contabilidade oferece suporte especializado para farmácias que desejam melhorar seus controles, otimizar a tributação e aumentar a rentabilidade.

Quer descobrir se a margem de lucro da sua farmácia está adequada? Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e converse com nossos especialistas.

CategoriesContabilidade Consultiva

Como organizar o estoque da farmácia e reduzir perdas?

Organizar o estoque da farmácia é uma tarefa que vai além de manter medicamentos e outros produtos arrumados nas prateleiras. Uma gestão eficiente precisa garantir que os itens certos estejam disponíveis no momento adequado, sem comprometer uma parcela excessiva do capital da empresa ou gerar perdas com vencimentos.

Esse cuidado é especialmente importante no setor farmacêutico. Afinal, medicamentos, suplementos, cosméticos e outros produtos comercializados possuem prazo de validade e, em muitos casos, apresentam alta variedade de marcas, apresentações e princípios ativos.

Quando não existe controle adequado, a farmácia pode comprar demais determinados produtos, ficar sem itens de alta procura e perder dinheiro com mercadorias vencidas.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como organizar o estoque da farmácia e adotar estratégias para reduzir perdas e melhorar os resultados do negócio. Continue conosco!

Por que a organização do estoque da farmácia é importante?

O estoque representa dinheiro investido pela empresa. Quando uma farmácia compra R$ 100 mil em mercadorias, por exemplo, parte significativa dos seus recursos financeiros fica temporariamente imobilizada até que esses produtos sejam vendidos.

Por isso, quanto mais mercadorias permanecerem paradas, maior poderá ser a necessidade de capital de giro.

Ao mesmo tempo, manter um estoque muito baixo também representa um risco. A falta de medicamentos e produtos procurados pelos clientes pode provocar perda de vendas e até fazer com que consumidores passem a comprar regularmente nos concorrentes.

O desafio está justamente em encontrar o equilíbrio.

Uma boa gestão precisa considerar fatores como:

  • Histórico de vendas;
  • Giro de cada produto;
  • Prazo de validade;
  • Tempo de reposição dos fornecedores;
  • Sazonalidade;
  • Margem de contribuição;
  • Estoque mínimo e máximo;
  • Necessidade de capital de giro.

Portanto, organizar o estoque significa encontrar um nível que permita atender à demanda sem manter dinheiro desnecessariamente parado.

Como organizar o estoque da farmácia?

O primeiro passo é abandonar controles baseados apenas na percepção dos gestores e utilizar informações concretas sobre compras, vendas e movimentações.

A tecnologia pode contribuir significativamente para isso. Um bom sistema de gestão permite acompanhar entradas e saídas, identificar produtos próximos ao vencimento e verificar quais mercadorias apresentam maior ou menor giro.

Também é fundamental estabelecer procedimentos padronizados para o recebimento dos produtos. Sempre que uma compra chegar, a equipe deve conferir quantidade, lote, validade, preço e condições das mercadorias.

Outro cuidado importante é realizar inventários periódicos. O estoque registrado no sistema precisa corresponder ao estoque físico.

Diferenças frequentes podem indicar problemas como erros operacionais, produtos não registrados corretamente, avarias, furtos ou falhas nos processos internos.

Quanto mais cedo essas diferenças forem identificadas, menor tende a ser o prejuízo acumulado.

Como evitar perdas com produtos vencidos?

Uma das principais fontes de prejuízo no estoque de uma farmácia é o vencimento de produtos.

Para minimizar esse problema, uma estratégia importante é utilizar o método PEPS — Primeiro que Entra, Primeiro que Sai, adaptado ao controle de validade. Na prática, produtos com vencimento mais próximo precisam ter prioridade de saída.

Imagine que uma farmácia tenha 20 unidades de determinado suplemento com validade para dezembro e receba outras 30 unidades com validade para março do ano seguinte.

Se os produtos novos forem posicionados à frente dos antigos, existe o risco de as unidades com vencimento em dezembro permanecerem esquecidas no estoque.

Por isso, além da organização física, o sistema deve permitir o acompanhamento dos lotes e das datas de validade.

Outra estratégia é criar alertas antecipados para mercadorias próximas ao vencimento. Dependendo do produto e da margem disponível, a farmácia poderá realizar campanhas promocionais para acelerar as vendas antes que exista uma perda integral.

Como definir estoque mínimo e máximo?

Comprar mercadorias sem analisar a demanda é um erro que pode comprometer o caixa da farmácia. Por isso, é importante trabalhar com estoque mínimo e estoque máximo.

O estoque mínimo funciona como uma reserva de segurança para evitar rupturas enquanto uma nova compra não chega. Para defini-lo, é necessário observar principalmente o consumo médio e o prazo de reposição do fornecedor.

Imagine que determinado medicamento venda, em média, cinco unidades diariamente e que o fornecedor demore quatro dias para realizar a entrega.

Somente durante esse período, a farmácia poderá vender aproximadamente 20 unidades. Manter uma margem de segurança adicional pode ser necessário dependendo da oscilação da demanda.

Já o estoque máximo ajuda a impedir compras excessivas. Naturalmente, esses parâmetros não devem permanecer congelados. Mudanças na procura, sazonalidade e comportamento dos consumidores exigem revisões periódicas.

Como identificar produtos que estão prejudicando o caixa?

Nem sempre um estoque elevado significa que a farmácia está preparada para vender mais. Em determinadas situações, significa apenas que existe muito dinheiro parado.

  • Uma ferramenta útil para identificar esse problema é a Curva ABC.

Por meio dessa metodologia, os produtos podem ser classificados conforme sua importância financeira para o negócio. De maneira simplificada:

  • Classe A: Produtos de maior relevância financeira;
  • Classe B: Produtos de importância intermediária;
  • Classe C: Itens com menor participação financeira.

Além disso, a farmácia deve acompanhar o giro individual das mercadorias. Produtos que permanecem durante meses no estoque merecem atenção, principalmente quando existe risco de vencimento.

Nesses casos, o gestor pode avaliar redução das próximas compras, promoções, negociação com fornecedores ou substituição por produtos com maior demanda.

A análise evita um problema comum: ter um estoque aparentemente cheio e, ao mesmo tempo, enfrentar dificuldades de caixa.

Como a contabilidade pode ajudar na gestão da farmácia?

A gestão do estoque também possui reflexos financeiros, tributários e contábeis.

Informações incorretas podem distorcer indicadores importantes do negócio e dificultar decisões relacionadas a compras, preços, fluxo de caixa e planejamento tributário.

Uma contabilidade especializada pode analisar os números da farmácia e ajudar o empresário a compreender questões como CMV (Custo das Mercadorias Vendidas), margem bruta, lucratividade, capital de giro e impacto do estoque no resultado financeiro.

Além disso, o acompanhamento gerencial permite identificar situações que nem sempre são percebidas observando somente o faturamento.

Uma farmácia pode vender bastante e, ainda assim, apresentar baixa geração de caixa por causa de margens inadequadas, compras excessivas ou estoque mal dimensionado.

Por isso, decisões sobre estoque precisam estar conectadas à gestão financeira.

Organizar o estoque da farmácia é proteger a lucratividade

Reduzir perdas não significa simplesmente comprar menos. O objetivo é comprar melhor, controlar melhor e vender melhor.

Com processos padronizados, acompanhamento das validades, inventários periódicos, análise do giro e definição de níveis mínimos e máximos, a farmácia consegue reduzir desperdícios e utilizar seus recursos com mais eficiência.

Também é fundamental transformar dados em decisões. Produtos parados, excesso de compras e mercadorias vencidas precisam ser tratados como problemas financeiros, e não apenas operacionais.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua farmácia a analisar custos, margens, fluxo de caixa, tributação e indicadores essenciais para aumentar a rentabilidade do negócio.

Quer melhorar a gestão financeira da sua farmácia e tomar decisões com base em números? Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e converse com nossos especialistas.

CategoriesContabilidade para indústrias

Como organizar o fluxo de caixa na indústria?

Como organizar o fluxo de caixa na indústria? Controlar corretamente as entradas e saídas financeiras é fundamental para manter a produção funcionando, cumprir compromissos com fornecedores e funcionários e evitar que uma empresa lucrativa enfrente falta de dinheiro.

Na indústria, esse controle merece atenção especial porque normalmente existe um intervalo relevante entre comprar matéria-prima, produzir, vender e efetivamente receber dos clientes.

Uma fábrica pode pagar seus fornecedores em 30 dias, gastar com folha de pagamento e energia durante a produção e vender seus produtos para receber em 60 ou 90 dias. Nesse intervalo, precisa existir dinheiro disponível para sustentar toda a operação.

Por isso, faturamento elevado não significa necessariamente caixa saudável.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como organizar o fluxo de caixa na indústria e quais indicadores precisam ser acompanhados para melhorar a gestão financeira.

O que é fluxo de caixa na indústria?

O fluxo de caixa registra e projeta todas as movimentações financeiras de uma empresa durante determinado período.

Basicamente, temos: Saldo inicial + entradas – saídas = saldo final.

Apesar de a fórmula parecer simples, uma operação industrial possui diversas movimentações.

Entre as entradas podemos encontrar:

  • Recebimentos de clientes;
  • Vendas à vista;
  • Antecipação de recebíveis;
  • Aportes dos sócios;
  • Financiamentos;
  • Outras receitas.

Nas saídas aparecem matéria-prima, fornecedores, salários, impostos, energia, fretes, manutenção, financiamentos e investimentos. O objetivo não é apenas descobrir quanto existe na conta bancária hoje.

Um fluxo de caixa eficiente precisa responder principalmente: quanto dinheiro a indústria terá disponível nas próximas semanas e meses?

É essa projeção que permite antecipar problemas.

Por que o fluxo de caixa industrial exige mais atenção?

Indústrias normalmente precisam investir recursos antes de realizar uma venda.

Imagine uma fábrica que compra R$ 200 mil em matérias-primas. Depois da compra, ainda existem custos de produção, mão de obra, energia, armazenamento e logística.

Somente depois o produto é vendido. Se os clientes ainda possuem prazo para pagar, o dinheiro investido pode levar meses para retornar ao caixa.

Esse intervalo cria uma necessidade de capital de giro. Quanto maior for o ciclo financeiro da indústria, maior tende a ser a quantidade de recursos necessária para financiar a operação.

  • O problema surge quando a empresa cresce sem considerar esse efeito.

Uma indústria pode aumentar rapidamente as vendas e, ao mesmo tempo, enfrentar dificuldades financeiras porque precisa comprar mais matéria-prima e produzir mais antes de receber pelas novas vendas.

O que é fluxo de caixa projetado?

Registrar o que já aconteceu é importante, mas insuficiente. Uma indústria precisa trabalhar com fluxo de caixa projetado

A ideia é estimar antecipadamente entradas e saídas futuras.

Considere a seguinte projeção:

  • Saldo inicial: R$ 150 mil
  • Recebimentos previstos: R$ 400 mil
  • Pagamentos a fornecedores: R$ 250 mil
  • Folha e encargos: R$ 100 mil
  • Impostos: R$ 50 mil
  • Outras despesas: R$ 80 mil

Nesse cenário: R$ 150 mil + R$ 400 mil – R$ 480 mil = R$ 70 mil.

A empresa terminaria o período com R$ 70 mil. Se houver uma compra extraordinária de matéria-prima de R$ 100 mil, entretanto, o saldo ficaria negativo.

Ao identificar essa situação antecipadamente, a empresa pode renegociar prazos, antecipar recebimentos ou reorganizar compras.

Como controlar contas a pagar e a receber?

O controle financeiro precisa estar integrado ao fluxo de caixa.

Nas contas a receber, acompanhe:

  • Cliente;
  • Valor;
  • Vencimento;
  • Forma de pagamento;
  • Status do recebimento;
  • Atrasos.

Nas contas a pagar, registre fornecedor, vencimento, valor, categoria e situação do pagamento. 

Um erro muito comum é analisar apenas os valores totais. O prazo também importa. 

Uma indústria pode possuir R$ 500 mil a receber e apenas R$ 300 mil a pagar. À primeira vista, parece uma situação confortável.

Porém, se os R$ 300 mil vencem nos próximos 30 dias e os R$ 500 mil serão recebidos somente em 90 dias, existe um descasamento financeiro que precisa ser administrado.

Como estoque e fluxo de caixa estão relacionados?

Essa relação é fundamental na indústria. Estoque representa dinheiro imobilizado.

Quando a empresa compra R$ 300 mil em matéria-prima e mantém esse material parado durante meses, parte do capital fica indisponível para outras necessidades.

O mesmo acontece com produtos acabados que demoram para ser vendidos. Por isso, é importante acompanhar indicadores como:

  • Giro de estoque;
  • Prazo médio de estocagem;
  • Nível de matérias-primas.

Comprar grandes quantidades pode proporcionar descontos, mas nem sempre representa uma boa decisão financeira.

Imagine economizar R$ 10 mil em uma compra maior, mas precisar contratar R$ 200 mil em crédito bancário para financiar o estoque adicional. O custo financeiro pode eliminar completamente a economia obtida.

O que é ciclo financeiro da indústria?

O ciclo financeiro ajuda a entender por quanto tempo a empresa precisa financiar suas operações com recursos próprios ou de terceiros.

Considere:

  • Prazo médio de estoque: 40 dias
  • Prazo médio de recebimento: 50 dias
  • Prazo médio de pagamento aos fornecedores: 30 dias

De maneira simplificada: 40 + 50 – 30 = 60 dias.

Nesse exemplo, a indústria precisa financiar aproximadamente 60 dias da sua operação.

Reduzir esse intervalo pode liberar uma quantidade significativa de dinheiro. Para isso, a empresa pode negociar prazos maiores com fornecedores, diminuir estoques ou melhorar as condições de recebimento dos clientes.

Quais erros prejudicam o fluxo de caixa industrial?

Entre os erros mais frequentes estão:

  • Misturar despesas dos sócios com as da empresa;
  • Registrar vendas como se fossem recebimentos;
  • Não projetar impostos;
  • Ignorar parcelas de financiamentos;
  • Manter estoque excessivo;
  • Conceder prazos muito longos aos clientes;
  • Pagar fornecedores rapidamente sem necessidade;
  • Não acompanhar inadimplência;
  • Realizar investimentos sem analisar o impacto financeiro;
  • Retirar lucros sem verificar a disponibilidade de caixa.

Outro erro importante é confundir lucro com dinheiro disponível. Uma venda pode gerar lucro contabilmente e ainda não ter sido recebida. Por isso, DRE e fluxo de caixa devem ser analisados conjuntamente.

Organize o fluxo de caixa com apoio da Five Consultant

Saber como organizar o fluxo de caixa na indústria é essencial para garantir que a empresa tenha recursos suficientes para sustentar produção, estoque, funcionários, fornecedores e investimentos.

O primeiro passo é registrar corretamente entradas e saídas. Depois, é necessário projetar o futuro, acompanhar contas a pagar e receber, controlar estoques e analisar o ciclo financeiro.

Mais do que mostrar quanto dinheiro existe hoje, um bom fluxo de caixa precisa antecipar quando poderá faltar ou sobrar dinheiro.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a transformar números contábeis e financeiros em informações úteis para a gestão.

Quer melhorar o controle financeiro e tomar decisões com mais segurança? Entre em contato com a Five Consultant e conte com uma contabilidade preparada para apoiar o crescimento da sua indústria.

CategoriesContabilidade para indústrias

Como calcular o preço de venda na indústria?

Como calcular o preço de venda na indústria? Essa é uma decisão que influencia diretamente a margem de lucro, a competitividade e a capacidade de crescimento de qualquer indústria.

O cálculo é mais complexo do que simplesmente verificar quanto custa produzir determinada mercadoria e acrescentar uma margem. Para chegar ao preço adequado, é necessário considerar matéria-prima, mão de obra, custos indiretos, despesas, impostos, comissões, margem desejada e condições do mercado.

Uma indústria pode apresentar um excelente volume de vendas e, ainda assim, enfrentar dificuldades financeiras quando seus produtos estão precificados incorretamente.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como calcular o preço de venda na indústria, apresenta um exemplo prático e mostra quais informações não podem ficar de fora da formação do preço.

Por que calcular corretamente o preço de venda na indústria?

O preço precisa cumprir pelo menos três funções: cobrir os custos, pagar as despesas e gerar lucro.

Quando o preço fica abaixo do necessário, aumentar as vendas pode até piorar o problema. Afinal, quanto maior o volume comercializado, maior poderá ser o prejuízo.

Por outro lado, simplesmente aumentar os preços não resolve tudo. Se o valor ficar muito acima daquele praticado pelos concorrentes sem uma justificativa percebida pelo cliente, a indústria pode perder mercado.

Por isso, precificação exige equilíbrio entre três dimensões:

  • Custos internos de produção;
  • Margem necessária para o negócio;
  • Preço que o mercado aceita pagar.

A contabilidade gerencial é fundamental para transformar essas informações em números confiáveis.

Quais custos entram no preço de venda da indústria?

O primeiro passo é conhecer quanto realmente custa produzir. Dentro de uma indústria, existem custos diretos e indiretos.

Os custos diretos são aqueles que podem ser associados com maior facilidade a determinado produto.

Imagine uma fábrica de móveis. Madeira, ferragens e componentes utilizados em uma mesa podem ser mensurados por unidade produzida.

Entre os principais exemplos estão:

  • Matéria-prima;
  • Embalagens;
  • Componentes;
  • Mão de obra diretamente relacionada à produção.

Já os custos indiretos são necessários para a operação industrial, mas nem sempre podem ser atribuídos diretamente a uma única unidade.

Podemos citar manutenção das máquinas, supervisão da fábrica, depreciação de equipamentos e determinados gastos com energia.

Esses custos precisam ser distribuídos entre os produtos utilizando critérios adequados.

Qual é a diferença entre custo e despesa?

Essa diferenciação é importante para calcular o preço de venda corretamente.

  • Custo está relacionado à produção. Matéria-prima utilizada na fabricação é um exemplo.
  • Despesa, por sua vez, está relacionada à administração ou comercialização do negócio.

Podemos considerar despesas:

  • Marketing;
  • Setor administrativo;
  • Honorários;
  • Sistemas;
  • Comissões comerciais;
  • Determinadas despesas financeiras;
  • Estrutura do escritório.

Embora essas despesas não façam parte fisicamente da fabricação, elas precisam ser pagas pelo dinheiro gerado pelas vendas.

Portanto, ignorá-las na formação dos preços pode produzir uma falsa sensação de lucratividade.

Como calcular o custo unitário de um produto?

Depois de identificar os custos, é necessário calcular quanto cada unidade efetivamente consome.

Considere uma indústria que produza 10.000 unidades mensais de determinado item.

Durante o período, ela apresenta:

  • Matéria-prima: R$ 100.000
  • Mão de obra produtiva: R$ 30.000
  • Outros custos diretos: R$ 10.000
  • Custos indiretos atribuídos à produção: R$ 40.000

O custo industrial total seria: R$ 100.000,00 + R$ 30.000,00 + R$ 10.000,00 + R$ 40.000,00 = R$ 180.000,00

Dividindo pela produção: R$ 180.000,00 ÷ 10.000,00 = R$ 18,00 por unidade.

Portanto, cada produto apresenta, nesse exemplo simplificado, um custo industrial de R$ 18,00.

Mas isso ainda não significa que basta vender por R$ 18,00 mais o lucro desejado. Existem outros componentes.

Como os impostos afetam o preço de venda?

A tributação possui impacto significativo na precificação industrial. Uma indústria pode estar enquadrada no Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, e cada regime possui regras próprias.

Além disso, dependendo do produto e da operação, podem existir diferentes tratamentos tributários. Por isso, copiar a margem utilizada por outra empresa é perigoso.

Uma indústria pode possuir créditos tributários relevantes enquanto outra não possui a mesma estrutura. Com a Reforma Tributária, essa análise ganha ainda mais importância devido à implementação da CBS e do IBS, que substituirão gradualmente os tributos atuais.

A lógica de créditos do novo sistema também precisará entrar na formação dos preços. Consequentemente, o setor fiscal e a contabilidade precisam participar ativamente das decisões comerciais.

O que é markup e como utilizá-lo na indústria?

O markup é uma metodologia bastante utilizada para ajudar a chegar ao preço de venda.

Ele considera os percentuais que incidem sobre a receita, como impostos, comissões, despesas e margem de lucro desejada.

Uma fórmula simplificada é: Markup divisor = 1 – (percentuais incidentes sobre a venda)

Depois: Preço de venda = custo ÷ markup divisor

Imagine um produto com custo de R$ 50,00.

Considere:

  • Impostos: 10%
  • Comissão: 5%
  • Despesas variáveis: 5%
  • Margem desejada: 20%

A soma corresponde a 40%.

Então: Markup divisor = 1 – 0,40 = 0,60

O preço seria: R$ 50,00 ÷ 0,60 = R$ 83,33

Assim, vender por R$ 75,00 simplesmente adicionando 50% ao custo não produziria necessariamente a margem imaginada.

Essa é uma diferença importante entre markup sobre custo e margem sobre venda.

Como calcular o preço de venda na indústria na prática?

Vamos utilizar outro exemplo. Imagine uma indústria que calculou um custo unitário de R$ 80,00.

Sobre o preço de venda, considere hipoteticamente:

  • Tributos: 12%;
  • Comissão comercial: 4%;
  • Outras despesas variáveis: 4%;
  • Margem de contribuição desejada após esses componentes: 25%.

A soma é: 12% + 4% + 4% + 25% = 45%.

O markup divisor será:

1 – 0,45 = 0,55.

Logo: Preço de venda = R$ 80,00 ÷ 0,55

Preço de venda = R$ 145,45.

Agora podemos conferir.

De uma venda de R$ 145,45, aproximadamente R$ 65,45 seriam destinados aos componentes percentuais considerados no cálculo, enquanto R$ 80,00 corresponderiam ao custo utilizado como base.

O exemplo é simplificado, mas demonstra por que a precificação precisa ser matemática e não intuitiva.

O preço dos concorrentes deve entrar no cálculo?

Sim, mas como referência de mercado, e não como única base. Imagine que sua indústria calcule que determinado produto precisa ser vendido por R$ 150,00 mas tem concorrentes que comercializam produtos equivalentes por R$ 120,00.

Simplesmente reduzir para R$ 120,00 pode destruir sua margem. Nesse caso, é necessário descobrir por que existe essa diferença.

O concorrente pode:

  • Comprar matéria-prima mais barato;
  • Produzir em maior escala;
  • Possuir processo mais eficiente;
  • Trabalhar com margem menor;
  • Ter tributação diferente;
  • Oferecer um produto com especificações diferentes.

Essa análise pode revelar oportunidades de redução de custos. O mercado funciona como um teste de realidade para a precificação.

Precisa melhorar a precificação da sua indústria? Conte com a Five Consultant

Saber como calcular o preço de venda na indústria exige muito mais do que adicionar um percentual ao custo da matéria-prima.

É necessário conhecer custos diretos e indiretos, despesas, impostos, comissões, capacidade produtiva e margem desejada. Depois disso, o preço calculado ainda precisa ser confrontado com a realidade do mercado.

Sem essas informações, a indústria corre o risco de vender muito e lucrar pouco.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a transformar informações contábeis em ferramentas de gestão, analisando custos, tributação, margens e indicadores importantes para a tomada de decisões.

Quer descobrir se os produtos da sua indústria estão realmente gerando a margem esperada? Entre em contato com a Five Consultant e conte com uma contabilidade preparada para apoiar o crescimento do seu negócio.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Farmácia consegue recuperar impostos?

Recuperar impostos pode ser uma possibilidade real para muitas farmácias que recolheram tributos indevidamente ou em valor superior ao efetivamente devido.

Isso acontece porque o setor farmacêutico possui uma das estruturas tributárias mais complexas do comércio. Uma única farmácia pode vender medicamentos, cosméticos, produtos de higiene pessoal, suplementos, alimentos e outros itens submetidos a tratamentos tributários diferentes.

Em alguns produtos, por exemplo, o PIS e a COFINS seguem o regime de tributação monofásica, no qual a cobrança fica concentrada, em regra, no fabricante ou importador.

Se a farmácia não classificar corretamente suas mercadorias e oferecer o tratamento tributário adequado a cada venda, pode acabar pagando impostos desnecessariamente.

Mas como descobrir se existem valores para recuperar? Quais impostos podem ser revisados? E como fazer isso com segurança?

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica os principais pontos sobre recuperação tributária para farmácias.

Por que farmácias podem pagar impostos a mais?

O problema normalmente começa na enorme diversidade de produtos comercializados.

Imagine uma farmácia com milhares de SKUs cadastrados no sistema. Embora todos estejam sendo vendidos pelo mesmo estabelecimento, eles não necessariamente recebem o mesmo tratamento tributário.

É possível encontrar mercadorias sujeitas a:

  • Tributação monofásica de PIS e Cofins;
  • Tributação normal;
  • Substituição tributária de ICMS, conforme legislação aplicável;
  • Benefícios fiscais específicos;
  • Regras tributárias diferenciadas conforme a mercadoria e o estado.

O regime monofásico é um bom exemplo dessa complexidade. Nesse modelo, a legislação concentra a incidência de PIS e COFINS em determinada etapa da cadeia, normalmente no fabricante ou importador, desonerando as etapas seguintes nos casos previstos em lei.

  • O problema surge quando o cadastro tributário da farmácia não identifica corretamente essas mercadorias.

No Simples Nacional, por exemplo, as receitas sujeitas à tributação monofásica precisam ser informadas adequadamente no PGDAS-D para que os percentuais correspondentes de PIS e COFINS recebam o tratamento previsto na legislação. O próprio material oficial do Simples Nacional orienta sobre a segregação dessas receitas.

Quando isso não é feito corretamente, existe a possibilidade de recolhimento maior do que o devido.

Farmácia do Simples Nacional pode recuperar impostos?

Sim, uma farmácia optante pelo Simples Nacional pode ter valores pagos indevidamente e passíveis de restituição, desde que seja comprovado efetivamente o pagamento a maior.

  • Um dos pontos que merece atenção é justamente a classificação das receitas relacionadas a produtos submetidos à tributação monofásica.

Medicamentos e determinados produtos de perfumaria, higiene e toucador podem estar submetidos a regras específicas de PIS e COFINS, conforme sua classificação e enquadramento legal.

Por isso, não é correto simplesmente assumir que tudo o que uma farmácia vende recebe o mesmo tratamento.

Imagine, de maneira simplificada, que determinado estabelecimento tenha recolhido o DAS durante anos sem fazer corretamente a segregação das receitas monofásicas.

Nesse caso, é necessário revisar as vendas, identificar os produtos efetivamente abrangidos pelo regime e recalcular os períodos para verificar se houve recolhimento indevido.

É justamente daí que pode surgir o direito de recuperar impostos. Entretanto, existe um cuidado importante: não basta procurar uma lista genérica de produtos monofásicos na internet.

A classificação precisa ser feita de acordo com informações fiscais, NCM, legislação aplicável e períodos analisados.

A Receita Federal, inclusive, mantém tabelas no SPED com os enquadramentos legais relacionados aos bens submetidos a tratamentos diferenciados de PIS e Cofins.

Quais produtos da farmácia devem ser analisados?

A análise precisa considerar individualmente o mix de mercadorias. Esse cuidado é fundamental porque uma farmácia moderna comercializa muito mais do que medicamentos.

Além dos medicamentos tradicionais, podem existir:

  • Cosméticos;
  • Produtos de perfumaria;
  • Itens de higiene pessoal;
  • Dermocosméticos;
  • Suplementos alimentares;
  • Alimentos;
  • Bebidas;
  • Produtos infantis;
  • Produtos hospitalares;
  • Produtos de conveniência.

Não significa que todos esses produtos sejam monofásicos ou que gerem automaticamente direito a restituição.

A análise correta precisa identificar produto por produto quais regras estavam vigentes em cada período. Depois disso, é possível cruzar essas informações com as vendas realizadas e com os valores efetivamente recolhidos.

É possível recuperar PIS e COFINS pagos a mais?

Essa costuma ser uma das principais áreas de revisão tributária no segmento farmacêutico.

A legislação estabelece tributação concentrada para determinados produtos, incluindo mercadorias do setor farmacêutico. Para alguns desses itens, a incidência fica concentrada na indústria ou na importação, com tratamento diferenciado nas vendas subsequentes.

Por isso, uma farmácia que tenha recolhido PIS e Cofins indevidamente sobre receitas que deveriam ter recebido outro tratamento pode possuir valores a recuperar.

No Simples Nacional, isso costuma exigir uma revisão das informações transmitidas pelo estabelecimento.

O trabalho pode envolver:

  1. Levantamento das vendas: Identificação das mercadorias vendidas durante o período analisado.
  2. Revisão dos cadastros: Conferência de NCM, tributação e demais informações fiscais dos produtos.
  3. Identificação das receitas monofásicas: Separação apenas dos produtos que efetivamente se enquadravam nessa condição em cada período.
  4. Recálculo dos impostos: Comparação entre aquilo que deveria ter sido recolhido e aquilo que efetivamente foi pago.
  5. Correção das declarações necessárias: Quando aplicável, as informações fiscais precisam ser ajustadas antes da solicitação dos valores.

Somente depois dessas etapas é possível saber se existe efetivamente um crédito e qual é o seu valor.

Farmácia pode recuperar ICMS?

O ICMS também pode fazer parte de uma revisão tributária, mas sua análise é mais complexa porque se trata de um imposto estadual.

Além disso, determinados produtos podem estar submetidos ao regime de substituição tributária, no qual o imposto referente às operações subsequentes é recolhido antecipadamente na cadeia. 

O Convênio ICMS 142/2018 estabelece regras gerais relacionadas aos regimes de substituição tributária e antecipação.

A possibilidade de restituição depende da situação concreta e, principalmente, da legislação do estado em que a farmácia está localizada.

Portanto, não existe uma regra única que permita afirmar que toda farmácia possui determinado percentual de ICMS para recuperar. É necessário analisar operações, produtos, documentos fiscais e normas estaduais.

Essa mesma cautela deve existir em qualquer trabalho de recuperação tributária: crédito tributário precisa possuir fundamento documental e legal.

Quanto uma farmácia pode recuperar de impostos?

Não existe um percentual fixo. Uma farmácia pode não possuir qualquer valor relevante para recuperar, enquanto outra pode descobrir recolhimentos indevidos acumulados durante vários exercícios.

Tudo depende de fatores como:

  • Faturamento;
  • Mix de produtos;
  • Regime tributário;
  • Qualidade do cadastro fiscal;
  • Forma como as receitas foram segregadas;
  • Quantidade de mercadorias monofásicas;
  • Período analisado;
  • Valores efetivamente recolhidos.

Five Consultant: contabilidade especializada para farmácias

Sim, farmácia consegue recuperar impostos quando existem pagamentos indevidos ou superiores ao que determinava a legislação. No entanto, a existência do crédito não pode ser presumida.

É necessário revisar produtos, documentos fiscais, enquadramentos tributários e recolhimentos para identificar com segurança se existem valores passíveis de restituição ou compensação.

A Five Consultant Contabilidade possui experiência no atendimento a farmácias e pode realizar uma análise completa da situação tributária do seu negócio.

Além de verificar oportunidades para recuperar impostos, nossa equipe pode identificar falhas nos cadastros e processos fiscais que estejam fazendo sua empresa pagar mais tributos do que realmente deveria.

Sua farmácia cresceu, possui grande variedade de produtos ou nunca realizou uma revisão tributária detalhada?

Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e solicite uma análise tributária da sua farmácia.

CategoriesContabilidade para indústrias

Créditos de IBS e CBS na indústria: veja como vai funcionar

IBS e CBS vão transformar a forma como as indústrias brasileiras calculam tributos, aproveitam créditos e analisam o custo efetivo de suas compras. 

Com a Reforma Tributária, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema de IVA Dual, baseado na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado de forma compartilhada por estados e municípios.

  • Para a indústria, uma das mudanças mais importantes está justamente na não cumulatividade e no aproveitamento dos créditos tributários.

Hoje, empresas precisam conviver com diferentes regras de creditamento de PIS, Cofins, ICMS e IPI, além de inúmeras discussões sobre quais aquisições permitem ou não apropriação de créditos.

Com o IBS e a CBS, a proposta é estabelecer uma não cumulatividade mais ampla, na qual, em linhas gerais, os tributos incidentes nas aquisições relacionadas à atividade econômica poderão gerar créditos, observadas as regras, restrições e condições estabelecidas pela legislação.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como funcionarão os créditos de IBS e CBS e o que as indústrias precisam fazer para se preparar.

O que são IBS e CBS?

Antes de falarmos sobre os créditos, precisamos entender o novo modelo.

A Reforma Tributária criou dois tributos que formarão o chamado IVA Dual brasileiro:

  • CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência federal;
  • IBS – Imposto sobre Bens e Serviços, de competência dos estados e municípios.

A CBS substituirá principalmente PIS e Cofins, enquanto o IBS assumirá gradualmente o espaço atualmente ocupado pelo ICMS e pelo ISS.

A transição começou em 2026 e será realizada progressivamente até a implementação completa do novo modelo.

Durante esse período, as empresas precisarão conviver com regras antigas e novas simultaneamente, tornando o planejamento tributário ainda mais importante.

Como vão funcionar os créditos de IBS e CBS?

A lógica básica dos créditos de IBS e CBS pode ser compreendida da seguinte forma: a empresa calcula os tributos incidentes sobre suas operações e desconta os créditos permitidos relativos às aquisições realizadas.

Imagine, de maneira simplificada, que determinada indústria realizou compras que geraram R$ 20 mil em créditos de IBS e CBS.

No mesmo período, suas vendas resultaram em R$ 35 mil de débitos desses tributos.

Teríamos:

Débitos de IBS e CBS: R$ 35.000

(-) Créditos: R$ 20.000

(=) Saldo: R$ 15.000

Portanto, a indústria não suportaria novamente toda a tributação correspondente aos R$ 35 mil. Os créditos das etapas anteriores seriam utilizados para reduzir o saldo tributário.

Essa lógica é essencial em uma cadeia industrial.

Antes de um produto chegar ao consumidor, podem existir várias etapas envolvendo matéria-prima, componentes, fabricação, embalagem, transporte, distribuição e comercialização.

A não cumulatividade busca impedir que a tributação se acumule integralmente em cada uma dessas etapas.

O objetivo é fazer com que o tributo incida, economicamente, sobre o valor agregado em cada etapa da cadeia.

Quais compras poderão gerar créditos de IBS e CBS para a indústria?

Essa é uma das perguntas mais importantes para os departamentos fiscais das indústrias.

O novo sistema adota uma lógica de não cumulatividade ampla, permitindo, como regra geral, o creditamento relacionado às aquisições de bens e serviços utilizados pelo contribuinte em sua atividade econômica, respeitadas as exceções previstas na legislação.

  • Isso representa uma mudança relevante em relação a diversos conflitos existentes no sistema atual.

Na prática, dependendo das características da operação e do atendimento aos requisitos legais, poderão existir créditos relacionados a aquisições como:

  • Matérias-primas;
  • Insumos industriais;
  • Componentes;
  • Materiais intermediários;
  • Embalagens;
  • Energia elétrica;
  • Serviços contratados;
  • Máquinas;
  • Equipamentos;
  • Bens incorporados ao ativo;
  • Determinados gastos necessários à atividade empresarial.

Naturalmente, isso não significa que qualquer despesa realizada pela empresa gerará automaticamente crédito.

Existem limitações e exceções, especialmente para aquisições caracterizadas como de uso ou consumo pessoal e outras situações previstas na legislação.

O ponto central é que a lógica do IBS e da CBS tende a ser mais ampla do que diversos modelos de creditamento existentes atualmente. Para uma indústria, isso pode ter um impacto expressivo.

Como os créditos de IBS e CBS afetam o fluxo de caixa?

Para uma indústria, crédito tributário não é apenas um conceito contábil. É dinheiro.

Quanto maior o período entre o desembolso financeiro de uma compra e a efetiva utilização do crédito correspondente, maior pode ser a necessidade de capital de giro.

Imagine uma indústria que compra grandes volumes de matéria-prima no início do mês, produz durante algumas semanas e vende posteriormente.

Durante esse ciclo, existe dinheiro imobilizado em:

estoque → produção → produto acabado → venda → recebimento.

Se acrescentarmos diferenças temporais relacionadas aos créditos tributários, o planejamento de caixa fica ainda mais importante.

Indústrias que atualmente analisam impostos principalmente no fechamento mensal precisarão migrar para uma gestão tributária muito mais próxima da operação em tempo real.

Será necessário acompanhar:

  • Créditos gerados;
  • Créditos apropriados;
  • Créditos pendentes;
  • Débitos de IBS e CBS;
  • Pagamentos vinculados às operações;
  • Saldos acumulados;
  • Pedidos de ressarcimento quando aplicáveis;
  • Impactos sobre capital de giro.

Quanto maior a empresa e maior o volume de operações, maior tende a ser a importância da automação desses controles.

Como a contabilidade especializada pode ajudar a indústria?

A gestão dos créditos de IBS e CBS exigirá muito mais do que simplesmente calcular impostos no final do mês.

Será necessário compreender como cada operação afeta custos, preços, créditos, margens e fluxo de caixa.

Uma contabilidade especializada no setor industrial pode ajudar a empresa a realizar simulações e responder perguntas estratégicas como:

  • Quanto de crédito nossa operação poderá gerar?
  • Quais fornecedores terão maior impacto tributário?
  • Qual será o custo líquido das matérias-primas?
  • Como os novos tributos afetarão nossa margem?
  • Será necessário renegociar preços?
  • Quais processos precisam ser modificados antes da transição?

Essas perguntas precisam ser respondidas com antecedência. Quanto maior o volume de compras e vendas da indústria, maior pode ser o impacto de pequenas ineficiências na gestão tributária.

Sua indústria já calculou quanto poderá gerar e aproveitar em créditos de IBS e CBS?

Entre em contato com a equipe da Five Consultant Contabilidade e prepare sua empresa para as novas regras tributárias.