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Farmácia deve ir para o Lucro Real?

Uma farmácia deve considerar o Lucro Real quando esse regime oferece uma carga tributária menor do que o Simples Nacional ou o Lucro Presumido. 

Na prática, isso pode acontecer principalmente em negócios com margens de lucro reduzidas, despesas operacionais elevadas e uma estrutura financeira bem organizada.

Entretanto, o Lucro Real não é necessariamente a melhor opção para todas as farmácias. A decisão depende do faturamento, dos custos, da lucratividade e das características dos produtos comercializados.

Uma drogaria que apresenta faturamento elevado, mas possui uma margem de lucro pequena, por exemplo, pode encontrar vantagens nesse regime. Por outro lado, uma farmácia com boa rentabilidade pode pagar mais impostos ao fazer a mudança.

Neste artigo, a Five Consultant Contabilidade explica quando vale a pena uma farmácia optar pelo Lucro Real, como funciona a tributação e quais fatores devem ser analisados antes de mudar de regime.

O que é Lucro Real para farmácias?

O Lucro Real é um regime tributário em que o IRPJ e a CSLL são calculados com base no lucro efetivamente apurado pela empresa, após os ajustes previstos na legislação.

Isso significa que o cálculo considera as receitas, os custos e as despesas dedutíveis da farmácia.

Imagine uma drogaria com os seguintes resultados mensais:

Indicador Valor
Faturamento R$ 300.000,00
Custo das mercadorias vendidas R$ 210.000,00
Despesas operacionais R$ 65.000,00
Lucro contábil antes dos tributos R$ 25.000,00

Nesse exemplo, a farmácia apresenta uma margem de lucro de aproximadamente 8,33%.

No Lucro Real, o IRPJ e a CSLL são apurados considerando o resultado tributável, e não simplesmente um percentual presumido do faturamento.

Quanto menor for o lucro tributável da empresa, menor poderá ser o valor desses tributos.

Entretanto, o regime também exige controles contábeis rigorosos e o cumprimento de obrigações fiscais mais complexas.

Qual é a diferença entre Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional?

Antes de escolher um regime tributário, o empresário precisa compreender as diferenças entre as três alternativas.

Simples Nacional: Reúne diversos tributos em uma guia de recolhimento, o DAS. Para o comércio, as alíquotas começam em 4%, mas aumentam conforme o faturamento acumulado.

Lucro Presumido: O IRPJ e a CSLL são calculados sobre uma margem de lucro estabelecida pela legislação, independentemente da lucratividade efetiva da farmácia.

Lucro Real: O IRPJ e a CSLL consideram o lucro tributável efetivamente apurado pela empresa.

Além dessas diferenças, cada regime possui regras próprias para outros tributos.

A escolha não deve considerar apenas a alíquota inicial de cada regime, mas o valor total dos impostos que a farmácia precisará recolher.

Uma simulação tributária permite identificar qual alternativa oferece o melhor resultado financeiro.

Quando vale a pena uma farmácia ir para o Lucro Real?

O Lucro Real merece atenção principalmente quando a farmácia apresenta determinadas características.

  1. Margem de lucro reduzida

Farmácias que trabalham com preços competitivos podem apresentar margens pequenas, mesmo quando possuem faturamento elevado.

Nesse cenário, a tributação baseada no lucro efetivo pode ser vantajosa.

  1. Despesas operacionais elevadas

Aluguel, salários, energia, sistemas, serviços e outras despesas necessárias à atividade podem reduzir o lucro tributável, desde que atendam aos requisitos de dedutibilidade.

  1. Alto custo das mercadorias

A compra de medicamentos e outros produtos representa uma parcela significativa do faturamento das farmácias.

Quando o custo das mercadorias é elevado, a margem final pode ficar reduzida.

  1. Possibilidade de aproveitamento de créditos tributários

No regime não cumulativo, a empresa pode aproveitar determinados créditos de PIS e Cofins, conforme as regras aplicáveis.

Entretanto, é necessário observar as particularidades dos medicamentos sujeitos à tributação monofásica.

  1. Estrutura contábil organizada

O Lucro Real exige registros confiáveis de estoque, compras, vendas, despesas e resultados.

Sem esses controles, a farmácia poderá enfrentar dificuldades na apuração dos impostos.

Quanto uma farmácia paga de imposto no Lucro Real?

No Lucro Real, os principais tributos federais incluem:

  • IRPJ: 15% sobre o lucro tributável, com adicional de 10% sobre a parcela que ultrapassar R$ 20 mil por mês, considerando o período de apuração.
  • CSLL: 9% sobre a base de cálculo ajustada.
  • PIS e COFINS: Em regra, seguem o regime não cumulativo, com alíquotas de 1,65% e 7,6%, respectivamente, mas existem tratamentos específicos para medicamentos e outros produtos.

Além disso, a farmácia deve considerar o ICMS e os encargos relacionados à folha de pagamento.

As alíquotas de PIS e Cofins não devem ser aplicadas indiscriminadamente a todos os medicamentos, pois determinados produtos estão sujeitos à tributação monofásica.

Como saber se o Lucro Real é mais vantajoso?

A melhor maneira é realizar uma simulação tributária considerando os resultados reais da farmácia.

Imagine duas drogarias com faturamento mensal de R$ 300 mil. A primeira apresenta lucro de R$ 15 mil, enquanto a segunda registra lucro de R$ 60 mil.

Embora ambas tenham o mesmo faturamento, suas margens são diferentes. Na primeira, o lucro representa apenas 5% da receita. Na segunda, corresponde a 20%.

A farmácia com menor margem pode encontrar maior vantagem no Lucro Real, pois o IRPJ e a CSLL consideram o lucro tributável.

Entretanto, a comparação precisa incluir todos os tributos, os créditos permitidos e os custos administrativos de cada regime.

Como a Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua farmácia?

A escolha do regime tributário influencia diretamente a lucratividade de uma farmácia.

Optar pelo Lucro Real sem uma análise detalhada pode aumentar os custos. Por outro lado, permanecer no Simples Nacional ou no Lucro Presumido sem comparar as alternativas também pode resultar no pagamento de impostos acima do necessário.

A Five Consultant Contabilidade oferece suporte especializado para farmácias, drogarias e empresas do setor farmacêutico, auxiliando na análise de custos, margens e planejamento tributário.

Nossa equipe avalia as características do negócio e realiza estudos para identificar o regime mais econômico dentro da legislação.

Quer descobrir se sua farmácia deve ir para o Lucro Real?

Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e solicite uma análise tributária para identificar oportunidades de economia e melhorar os resultados do seu negócio.

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Como calcular curva ABC em uma farmácia?

A curva ABC é uma ferramenta de gestão que ajuda farmácias a identificar quais produtos representam a maior parte do faturamento e quais possuem menor participação nas vendas.

Com essa informação, o gestor consegue tomar decisões mais inteligentes sobre compras, controle de estoque, reposição de mercadorias e utilização do capital de giro.

Afinal, nem todos os produtos de uma farmácia possuem a mesma importância financeira. Enquanto alguns medicamentos e itens de higiene representam uma parcela significativa das vendas, outros apresentam baixa procura e permanecem meses nas prateleiras.

Sem esse controle, a farmácia pode investir muito dinheiro em produtos de baixa saída e, ao mesmo tempo, enfrentar a falta de mercadorias que os clientes procuram diariamente.

Neste artigo, a Five Consultant Contabilidade explica como calcular a curva ABC em uma farmácia, apresenta exemplos práticos e mostra como utilizar essa ferramenta para melhorar os resultados do negócio.

O que é curva ABC em uma farmácia?

A curva ABC é um método utilizado para classificar os produtos de uma farmácia de acordo com sua importância para o faturamento.

Essa classificação divide os itens em três grupos:

  • Classe A: Produtos que, juntos, representam aproximadamente 80% do faturamento.
  • Classe B: Produtos responsáveis pelos próximos 15% do faturamento.
  • Classe C: Produtos que representam os 5% restantes do faturamento.

Esses percentuais são referências e podem variar conforme as características de cada estabelecimento.

Imagine uma farmácia que comercializa 3.000 produtos diferentes. Embora todos façam parte do estoque, é possível que apenas algumas centenas sejam responsáveis pela maior parte das vendas.

A curva ABC permite identificar esses produtos e estabelecer prioridades. O objetivo não é simplesmente descobrir quais mercadorias vendem mais unidades, mas quais possuem maior participação financeira nas vendas da farmácia.

Essa diferença é importante porque um medicamento vendido por R$ 100,00 pode representar um faturamento superior ao de outro produto vendido por R$ 10,00 mesmo apresentando menor quantidade de unidades comercializadas.

Como calcular a curva ABC de uma farmácia passo a passo?

O cálculo da curva ABC pode ser realizado com auxílio de uma planilha eletrônica ou diretamente pelo sistema de gestão da farmácia.

Veja como funciona.

1. Levante as vendas dos produtos

O primeiro passo é obter um relatório com todos os produtos vendidos durante determinado período, preferencialmente considerando os últimos três ou seis meses.

O relatório precisa apresentar:

  • Nome do produto;
  • Quantidade de unidades vendidas;
  • Preço médio de venda;
  • Faturamento total por produto.

2. Calcule o faturamento de cada produto

Multiplique a quantidade vendida pelo preço médio de venda.

A fórmula é: Faturamento do produto = Quantidade vendida × Preço médio de venda

Por exemplo, se a farmácia vendeu 200 unidades de determinado medicamento por R$ 30,00 cada, o faturamento desse produto será de R$ 6.000,00.

3. Organize os produtos por faturamento

Depois de calcular o faturamento individual, organize os produtos em ordem decrescente.

O produto que gerou maior faturamento aparece primeiro, seguido pelos demais.

4. Calcule a participação percentual

Divida o faturamento de cada produto pelo faturamento total da farmácia e multiplique por 100.

Participação (%) = (Faturamento do produto ÷ Faturamento total) × 100

5. Calcule o percentual acumulado

Some progressivamente a participação percentual dos produtos, respeitando a ordem do maior para o menor faturamento.

Por fim, utilize os percentuais acumulados para separar os produtos nas classes A, B e C, adotando os limites de aproximadamente 80%, 95% e 100%.

Como utilizar a curva ABC para melhorar o estoque da farmácia?

Depois de calcular a curva ABC, o próximo passo é transformar os resultados em decisões práticas. A principal aplicação está no planejamento das compras e na reposição de mercadorias.

Produtos da classe A: Como representam a maior parte do faturamento, precisam de acompanhamento frequente.

O gestor deve verificar o estoque disponível, a velocidade de vendas e o prazo de entrega dos fornecedores. A falta desses produtos pode representar uma perda significativa de faturamento.

Produtos da classe B: Exigem acompanhamento regular, mas geralmente permitem maior flexibilidade na reposição.

O objetivo é manter quantidades suficientes para atender à demanda sem comprometer desnecessariamente o capital de giro.

Produtos da classe C: Precisam de atenção especial quanto ao excesso de estoque.

Quando apresentam baixa saída, podem permanecer armazenados por longos períodos, aumentando o risco de vencimento e perdas financeiras.

Entretanto, medicamentos essenciais ou de demanda específica não devem ser retirados apenas porque pertencem à classe C.

O ideal é combinar a curva ABC com informações sobre validade, margem de lucro, giro de estoque e necessidade dos clientes.

Como a curva ABC ajuda a aumentar a lucratividade da farmácia?

A curva ABC contribui para melhorar a lucratividade ao permitir uma distribuição mais eficiente dos recursos financeiros.

Quando a farmácia compra mercadorias sem analisar o comportamento das vendas, corre o risco de manter dinheiro parado em produtos de baixa procura.

Esse problema pode comprometer o capital de giro e dificultar o pagamento de fornecedores, funcionários e outras despesas.

Com a curva ABC, o gestor consegue identificar oportunidades para:

  • Reduzir compras excessivas;
  • Evitar a falta de produtos importantes;
  • Diminuir perdas por vencimento;
  • Negociar melhor com fornecedores;
  • Liberar capital de giro;
  • Melhorar o planejamento financeiro.

Entretanto, faturamento não é sinônimo de lucro. Um produto pode apresentar grande participação nas vendas e, mesmo assim, oferecer uma margem de lucro reduzida.

Por isso, é importante que a farmácia também acompanhe o custo das mercadorias vendidas (CMV), a margem de contribuição e as despesas operacionais.

Conte com a Five Consultant para melhorar os resultados da sua farmácia

Calcular a curva ABC é um passo importante para organizar o estoque, mas uma gestão eficiente exige uma visão completa dos números do negócio.

A Five Consultant Contabilidade oferece suporte especializado para farmácias que desejam melhorar seus controles financeiros, acompanhar custos, avaliar a lucratividade e tomar decisões mais seguras.

Com informações organizadas e acompanhamento profissional, sua farmácia pode reduzir desperdícios, utilizar melhor o capital de giro e construir resultados mais consistentes.

Entre em contato com a Five Consultant e descubra como uma gestão contábil e financeira especializada pode contribuir para o crescimento da sua farmácia.

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Como montar DRE gerencial de uma farmácia?

A DRE gerencial de uma farmácia é uma ferramenta que permite acompanhar o faturamento, os custos, as despesas e, principalmente, descobrir se o estabelecimento está realmente gerando lucro.

Muitos proprietários de farmácias acompanham diariamente o volume de vendas, mas não sabem exatamente quanto dinheiro sobra depois do pagamento de fornecedores, funcionários, impostos e outras despesas.

Isso acontece porque faturamento não é a mesma coisa que lucro. Uma farmácia pode vender R$ 200 mil por mês e, mesmo assim, apresentar prejuízo quando seus custos e despesas são elevados.

É justamente nesse cenário que a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) gerencial se torna importante.

Neste artigo, a Five Consultant Contabilidade explica como montar uma DRE gerencial para farmácias, quais informações devem ser incluídas e como utilizar os resultados para melhorar a gestão financeira do negócio.

O que é DRE gerencial de uma farmácia?

A DRE gerencial é um relatório financeiro que apresenta, de maneira organizada, as receitas, os custos, as despesas e o resultado de uma farmácia durante determinado período.

Seu principal objetivo é mostrar quanto a farmácia faturou, quanto gastou para funcionar e qual foi o lucro ou prejuízo da operação.

Diferentemente da DRE contábil, elaborada conforme normas contábeis, a versão gerencial pode ser adaptada às necessidades do proprietário.

Isso significa que o gestor pode organizar as informações de uma maneira que facilite a análise do desempenho da farmácia.

Por exemplo, a DRE gerencial pode apresentar separadamente os resultados de diferentes categorias de produtos:

  • Medicamentos de referência;
  • Medicamentos genéricos;
  • Medicamentos similares;
  • Produtos de higiene pessoal;
  • Perfumaria e cosméticos;
  • Vitaminas e suplementos.

Essa separação permite identificar quais categorias contribuem mais para o resultado do estabelecimento.

O ideal é elaborar a DRE gerencial mensalmente, utilizando critérios consistentes para comparar os resultados de diferentes períodos.

Como montar uma DRE gerencial de farmácia?

Para montar uma DRE gerencial, é necessário reunir as informações financeiras da farmácia e organizá-las em uma sequência que permita calcular o resultado.

Veja quais são as principais etapas.

1. Identifique o faturamento bruto da farmácia

O primeiro passo é identificar o valor total das vendas realizadas durante o período analisado.

Por exemplo, imagine uma farmácia que registrou R$ 200 mil em vendas durante determinado mês. 

Esse será o faturamento bruto utilizado como ponto de partida da DRE. É importante considerar todas as vendas, independentemente de terem sido realizadas por dinheiro, cartão, PIX ou outros meios de pagamento.

2. Desconte impostos e deduções sobre vendas

Depois de identificar o faturamento bruto, é necessário descontar os impostos incidentes sobre as vendas e outras deduções, como devoluções e descontos comerciais.

O resultado será a receita líquida da farmácia.

Por exemplo:

  • Faturamento bruto: R$ 200.000,00;
  • Impostos e deduções: R$ 12.000,00;
  • Receita líquida: R$ 188.000,00.

Os valores dos impostos dependem do regime tributário da farmácia e das características das mercadorias comercializadas.

3. Calcule o custo das mercadorias vendidas (CMV)

O CMV representa o custo dos produtos que foram efetivamente vendidos durante o período.

Para calcular esse indicador, utilize a fórmula:

CMV = Estoque inicial + Compras líquidas – Estoque final

Imagine que a farmácia apresentou os seguintes números:

  • Estoque inicial: R$ 100.000,00;
  • Compras líquidas: R$ 110.000,00;
  • Estoque final: R$ 105.000,00.

Nesse caso: CMV = R$ 100.000,00 + R$ 110.000,00 – R$ 105.000,00 = R$ 105.000,00.

É importante considerar eventuais ajustes de estoque e utilizar valores de custo, não preços de venda.

4. Identifique as despesas operacionais

Depois de calcular o CMV, é necessário relacionar as despesas necessárias para manter a farmácia funcionando.

Entre as principais, podemos destacar:

  • Salários, encargos e benefícios;
  • Aluguel do imóvel;
  • Energia elétrica e internet;
  • Sistemas de gestão;
  • Serviços contábeis;
  • Marketing e publicidade;
  • Taxas de cartões;
  • Materiais de consumo;
  • Despesas administrativas.

Esses gastos devem ser registrados de maneira organizada para permitir uma análise detalhada.

5. Calcule o resultado da farmácia

Por fim, subtraia da receita líquida o CMV, as despesas operacionais e os demais gastos considerados na demonstração.

O resultado indicará se a farmácia apresentou lucro ou prejuízo durante o período.

Modelo de DRE gerencial de uma farmácia

Para facilitar o entendimento, imagine uma farmácia com faturamento mensal de R$ 200 mil.

Veja como sua DRE gerencial poderia ser organizada:

Descrição Valor mensal
Faturamento bruto R$ 200.000
(-) Impostos e deduções R$ 12.000
Receita líquida R$ 188.000
(-) CMV R$ 105.000
Lucro bruto R$ 83.000
(-) Salários e encargos R$ 25.000
(-) Aluguel R$ 8.000
(-) Energia e internet R$ 3.000
(-) Marketing R$ 2.000
(-) Taxas de cartões R$ 4.000
(-) Outras despesas operacionais R$ 11.000
Resultado operacional R$ 30.000
(-) Despesas financeiras R$ 2.000
Lucro gerencial do período R$ 28.000

Exemplo ilustrativo, com valores fictícios. Considera-se que os tributos sobre o lucro, quando aplicáveis, já foram adequadamente tratados.

Nesse exemplo, a farmácia apresentou um lucro de R$ 28 mil. Para calcular a margem de lucro líquido gerencial, basta dividir o resultado pelo faturamento bruto:

Margem de lucro = (R$ 28.000 ÷ R$ 200.000) × 100 = 14%.

Isso significa que, a cada R$ 100,00 vendidos, a farmácia obteve R$ 14,00 de lucro no período.

Como analisar a DRE gerencial para melhorar os resultados da farmácia?

Montar a DRE é apenas o primeiro passo. O maior benefício aparece quando o gestor utiliza as informações para identificar oportunidades de melhoria.

Imagine que uma farmácia aumentou seu faturamento de R$ 180 mil para R$ 200 mil, mas o lucro permaneceu praticamente igual.

Nesse caso, a DRE pode revelar que os custos das mercadorias ou as despesas operacionais cresceram proporcionalmente mais do que as vendas.

Entre os principais indicadores que merecem acompanhamento, estão:

  • Margem bruta: Mostra quanto sobra da receita líquida depois do CMV.
  • CMV percentual: Indica quanto do faturamento está comprometido com as mercadorias vendidas.
  • Despesas com pessoal: Permitem avaliar o peso da equipe sobre o faturamento.
  • Margem de lucro: Mostra qual percentual das vendas se transforma em resultado.

A comparação mensal desses indicadores ajuda a identificar problemas antes que comprometam a saúde financeira da farmácia.

Também é importante comparar os resultados com as metas estabelecidas pela administração.

Como a Five Consultant pode ajudar na gestão financeira da sua farmácia?

Uma farmácia pode apresentar um bom volume de vendas e, ainda assim, enfrentar dificuldades financeiras por falta de controle sobre custos, despesas e margens de lucro.

A Five Consultant Contabilidade oferece suporte especializado para farmácias que desejam organizar suas informações financeiras e tomar decisões com maior segurança.

Com acompanhamento contábil e gerencial, é possível analisar os custos das mercadorias, identificar despesas excessivas, avaliar a rentabilidade e desenvolver estratégias para melhorar os resultados.

Quer descobrir quanto sua farmácia realmente lucra e identificar oportunidades para melhorar o desempenho financeiro?

Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e conheça as soluções que podem ajudar sua farmácia a crescer com organização, planejamento e lucratividade.

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Indústria deve abrir filial ou novo CNPJ?

Quando uma indústria decide expandir sua operação, uma dúvida comum é: vale mais a pena abrir uma filial ou constituir uma nova empresa?

As duas alternativas podem ser utilizadas para ampliar a produção, entrar em uma nova região, criar uma unidade de distribuição ou separar determinadas atividades. No entanto, existem diferenças importantes entre elas.

Uma filial está vinculada juridicamente à empresa matriz. Já a abertura de uma nova empresa cria outra pessoa jurídica, com estrutura societária e responsabilidades próprias.

Por isso, a escolha não deve considerar apenas o custo de abertura. É necessário avaliar tributação, riscos, gestão financeira, atividade desenvolvida, estrutura societária e objetivos da expansão.

Neste artigo, entenda as principais diferenças e descubra qual alternativa pode fazer mais sentido para uma indústria.

Qual é a diferença entre abrir uma filial e um novo CNPJ?

Apesar de a filial possuir um estabelecimento próprio e número de CNPJ específico, ela não é uma pessoa jurídica independente da matriz.

Na prática, matriz e filial fazem parte da mesma empresa.

Por exemplo, uma indústria pode possuir:

  • Matriz: Unidade responsável pela produção.
  • Filial: Centro de distribuição localizado em outro estado.

Embora cada estabelecimento tenha seu próprio CNPJ e possa possuir obrigações específicas, ambos pertencem à mesma pessoa jurídica.

A situação é diferente quando os sócios constituem uma nova empresa.

Nesse caso, surge outra pessoa jurídica, com:

  • CNPJ próprio;
  • Contrato social próprio;
  • Capital social próprio;
  • Contabilidade própria;
  • Obrigações fiscais próprias;
  • Patrimônio próprio;
  • Resultado próprio.

Essa diferença é fundamental para entender as vantagens e limitações de cada estrutura.

Quando abrir uma filial pode ser mais interessante para a indústria?

A filial costuma fazer sentido quando a nova unidade é uma extensão da operação que já existe. Imagine uma indústria localizada em São Paulo que pretende abrir um centro de distribuição em Minas Gerais.

Se a intenção é apenas ampliar sua capacidade logística, sem criar uma operação empresarial independente, a filial pode ser uma alternativa natural.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado quando a indústria pretende abrir uma segunda unidade produtiva que continuará integrada à estrutura atual.

Entre as vantagens está a possibilidade de manter a operação dentro da mesma organização empresarial. 

Isso facilita a visão consolidada do negócio e evita a criação desnecessária de outra empresa apenas para representar uma nova unidade.

Ainda assim, abrir uma filial não significa simplesmente alugar um imóvel e começar a operar. 

Dependendo da atividade, será necessário analisar questões como inscrição estadual, licenciamento, alvarás, exigências ambientais e demais autorizações relacionadas à atividade industrial.

Quando pode ser melhor abrir uma nova empresa?

Existem situações em que separar as operações pode ser estratégico. Uma delas acontece quando a indústria pretende desenvolver uma atividade significativamente diferente da atual.

Imagine uma indústria que fabrica determinado produto e decide criar uma nova operação dedicada a outro segmento, com fornecedores, clientes, estrutura e riscos diferentes.

A constituição de uma nova empresa pode facilitar a separação dos resultados.

Também pode fazer sentido quando existem sócios diferentes em cada negócio. Suponha que uma indústria tenha três sócios, mas apenas dois deles participarão de um novo projeto.

Nesse cenário, simplesmente abrir uma filial não resolveria a questão societária, pois a filial pertence à mesma pessoa jurídica da matriz.

Uma nova empresa permite estruturar uma composição societária própria para a nova operação.

Por isso, antes da escolha, é importante entender se estamos diante de uma expansão da empresa atual ou da criação de um negócio que precisa funcionar de maneira independente.

Abrir uma filial reduz os impostos da indústria?

Não necessariamente. A decisão entre filial e nova empresa não deve ser tomada apenas com a expectativa de pagar menos impostos.

É preciso fazer um planejamento tributário considerando características como:

  • Faturamento atual;
  • Faturamento projetado;
  • Margem da operação;
  • Produtos fabricados;
  • Localização das unidades;
  • Operações entre estabelecimentos;
  • Regime tributário;
  • Créditos tributários;
  • Estrutura de custos.

Em uma indústria, a análise tributária tende a ser ainda mais importante devido às particularidades da cadeia produtiva.

Uma estrutura que parece mais barata quando analisada apenas pelo valor dos impostos pode gerar custos adicionais em logística, controles internos e obrigações fiscais.

Portanto, é necessário fazer simulações antes de escolher a estrutura.

O que analisar antes de abrir uma filial ou outro CNPJ?

Antes de tomar a decisão, os sócios precisam desenvolver um estudo da nova operação.

Algumas perguntas ajudam nessa análise: 

  • A nova unidade terá a mesma atividade da empresa atual?

Se a resposta for sim, a filial pode ganhar força como alternativa.

  • Os sócios serão os mesmos? 

Se houver uma composição societária diferente, provavelmente será necessário avaliar uma nova empresa.

  • As operações precisam ser separadas?

Quando existem negócios independentes, separar as pessoas jurídicas pode facilitar a gestão.

  • Qual será o impacto tributário?

É necessário simular os cenários antes da abertura.

  • A nova unidade ficará em outro estado?

Nesse caso, devem ser analisadas as particularidades fiscais e as obrigações aplicáveis naquela localidade.

  • Existem riscos diferentes entre as operações?

Essa questão também deve ser considerada na estruturação empresarial.

As respostas ajudam a construir uma visão muito mais completa do que simplesmente comparar os custos para registrar uma filial e abrir uma nova empresa.

Afinal, indústria deve abrir filial ou novo CNPJ?

Se a intenção é simplesmente expandir a mesma operação, mantendo atividades, estrutura societária e estratégia integradas, abrir uma filial pode ser o caminho mais adequado.

Por outro lado, quando a nova operação possui outros sócios, atividade diferente, riscos próprios ou necessidade de independência financeira e administrativa, constituir uma nova empresa pode ser mais interessante.

A decisão, entretanto, precisa ser tomada com planejamento. Antes de fazer qualquer alteração societária, é importante comparar os impactos tributários, financeiros, contábeis e operacionais das alternativas.

A Five Consultant Contabilidade pode auxiliar sua indústria nessa análise, simulando diferentes cenários e identificando a estrutura mais adequada para a expansão.

Assim, a empresa consegue crescer com uma estrutura compatível com seus objetivos, evitando decisões que aumentem desnecessariamente os impostos, os custos administrativos ou a complexidade da operação.

Receba apoio e orientação especializada, entre em contato com um dos nossos especialistas!

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Quando uma indústria deve sair do Simples?

O Simples Nacional costuma ser uma alternativa interessante para pequenas indústrias, principalmente pela facilidade no recolhimento dos impostos. 

No entanto, conforme a empresa cresce, chega um momento em que permanecer no regime pode deixar de ser a opção mais econômica.

Por isso, uma dúvida comum entre empresários é: quando uma indústria deve sair do Simples Nacional? A resposta não depende apenas do faturamento.

Mesmo que a indústria ainda possa legalmente permanecer no regime, pode existir uma alternativa tributária mais vantajosa, como o Lucro Presumido ou o Lucro Real.

O caminho correto é fazer um planejamento tributário, comparando quanto a empresa pagaria em cada cenário. Entenda os principais pontos que devem ser analisados.

Qual é o limite do Simples Nacional para indústria?

O limite geral de receita bruta para enquadramento como empresa de pequeno porte e permanência no Simples Nacional é de R$ 4,8 milhões por ano.

  • As atividades industriais são tradicionalmente tributadas pelo Anexo II do Simples Nacional.

A tabela possui seis faixas de faturamento, e as alíquotas nominais aumentam conforme cresce a receita bruta acumulada nos últimos 12 meses.

Isso significa que uma indústria próxima do limite do Simples não possui a mesma carga tributária de uma pequena fábrica que ainda está nas primeiras faixas.

Além disso, existem regras específicas relacionadas ao sublimite. Com as adequações da Reforma Tributária, o sublimite de R$ 3,6 milhões também passa a ser considerado para o recolhimento de IBS, além de ICMS e ISS, dentro do Simples Nacional.

Portanto, conforme o faturamento aumenta, a análise tributária se torna ainda mais importante.

A indústria precisa esperar atingir R$ 4,8 milhões para sair do Simples?

Não. Esse é um dos pontos mais importantes para o empresário compreender.

O limite estabelece até quando a empresa pode permanecer no regime, mas não significa que o Simples será obrigatoriamente a opção mais econômica até esse valor.

Imagine uma indústria que fature R$ 3 milhões por ano. Ela ainda está dentro do limite do regime. Entretanto, dependendo de suas despesas, folha de pagamento, margem de lucro, produtos comercializados e características das operações, outro regime pode gerar uma carga tributária menor.

Por isso, existem duas situações diferentes:

  • Saída obrigatória: Ocorre quando a empresa deixa de cumprir os requisitos necessários para permanecer no Simples.

 

  • Saída por planejamento: Ocorre quando a indústria continua autorizada a utilizar o Simples, mas identifica que outro regime é financeiramente mais vantajoso.

É justamente a segunda situação que muitos empresários deixam de analisar.

Como saber se o Simples ainda é vantajoso para a indústria?

A resposta precisa vir dos números. Não existe um faturamento específico a partir do qual todas as indústrias deveriam migrar para outro regime.

Duas fábricas com faturamento de R$ 2 milhões podem apresentar cenários tributários completamente diferentes.

Por isso, o planejamento deve considerar fatores como:

  • Receita bruta;
  • Margem de lucro;
  • Folha de pagamento;
  • Quantidade de colaboradores;
  • Custos com matéria-prima;
  • Produtos fabricados;
  • Operações realizadas;
  • Benefícios fiscais existentes;
  • Créditos tributários;
  • Estado onde a indústria está instalada;
  • Estados para os quais vende seus produtos.

A partir dessas informações, a contabilidade consegue realizar simulações.

Por exemplo, pode calcular quanto a empresa pagaria permanecendo no Simples e comparar com uma projeção no Lucro Presumido ou no Lucro Real.

A decisão deve ser tomada com base nessa comparação, e não simplesmente na ideia de que “o Simples sempre paga menos imposto”.

Quando o Lucro Presumido pode ser melhor para uma indústria?

O Lucro Presumido pode aparecer como alternativa em determinados cenários. Nesse regime, IRPJ e CSLL são calculados utilizando percentuais de presunção estabelecidos pela legislação, enquanto os demais tributos seguem suas próprias regras.

Por isso, a margem efetivamente obtida pela indústria é um fator importante na análise.

Uma empresa com boa margem de lucro pode encontrar um cenário interessante no Lucro Presumido, dependendo das demais características da operação. 

Mas a comparação não pode olhar apenas para IRPJ e CSLL. É necessário considerar toda a carga tributária e os custos relacionados ao regime.

Em outras palavras, não adianta descobrir que determinado imposto seria menor e ignorar que outros tributos podem aumentar. A análise precisa comparar o custo tributário total.

Quando o Lucro Real pode valer a pena para uma indústria?

O Lucro Real também merece atenção, principalmente em operações industriais mais estruturadas.

Nesse regime, IRPJ e CSLL estão diretamente relacionados ao resultado tributável da empresa. Por isso, empresas com margens menores ou com determinadas estruturas de custos podem encontrar vantagens.

Além disso, historicamente, a possibilidade de aproveitamento de créditos em tributos sujeitos ao sistema não cumulativo tornou a análise especialmente relevante para empresas que possuem volume expressivo de compras e insumos.

Entretanto, o Lucro Real possui uma operação fiscal e contábil mais complexa. Não basta comparar uma alíquota com outra.

É necessário analisar o impacto completo da mudança, incluindo os controles exigidos e as características específicas da atividade industrial.

Como a Reforma Tributária influencia essa decisão?

A Reforma Tributária tornou essa análise mais importante. As novas regras incorporam IBS e CBS à estrutura do Simples Nacional e também estabelecem situações relacionadas à apropriação de créditos pelos adquirentes.

Esse ponto é especialmente relevante para empresas que vendem para outras empresas.

Imagine uma indústria cujo público seja predominantemente formado por distribuidores, atacadistas ou outras indústrias.

Para esses compradores, os créditos tributários podem influenciar inclusive as negociações comerciais.

Portanto, o empresário precisa começar a analisar não apenas quanto sua própria empresa paga de imposto, mas também como seu regime tributário interfere na cadeia em que está inserida.

Com a Reforma Tributária, permanecer ou não no Simples passa a exigir uma análise ainda mais cuidadosa.

Quais sinais indicam que é hora de revisar o regime tributário?

Algumas situações devem servir de alerta para o empresário. A primeira é o crescimento acelerado do faturamento.

Se a indústria saiu de R$ 1 milhão para R$ 3 milhões de faturamento anual, por exemplo, não faz sentido continuar utilizando uma análise tributária realizada quando a empresa era muito menor.

Outro sinal é a redução das margens. Uma fábrica pode aumentar bastante as vendas e, ao mesmo tempo, enfrentar crescimento dos custos com matéria-prima, energia, mão de obra e logística.

Também é importante revisar o regime quando ocorrerem:

  • Expansão da fábrica;
  • Entrada em novos mercados;
  • Alteração significativa da margem;
  • Aumento expressivo do faturamento;
  • Mudança relevante na folha de pagamento;
  • Lançamento de novos produtos;
  • Abertura de filiais;
  • Crescimento das vendas para outras empresas.

Quanto mais a operação muda, maior a necessidade de refazer as contas.

Afinal, quando a indústria deve sair do Simples?

Uma indústria deve considerar a saída do Simples quando não puder mais permanecer legalmente no regime ou quando as simulações demonstrarem que outra opção tributária é mais vantajosa para sua operação.

Portanto, não existe um número mágico de faturamento que determine o momento ideal para todas as empresas. O importante é não tomar essa decisão com base em suposições.

A Five Consultant Contabilidade pode realizar um planejamento tributário da indústria, comparando Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real e considerando as particularidades da operação.

Dessa forma, a empresa consegue identificar qual regime oferece a melhor combinação entre carga tributária, segurança fiscal e eficiência, em vez de permanecer no Simples apenas porque ainda não ultrapassou o limite de faturamento.

Receba apoio e orientação especializada, entre em contato com um dos nossos especialistas!

CategoriesContabilidade para indústrias

Como reduzir o ciclo financeiro da indústria?

Para reduzir o ciclo financeiro da indústria, a empresa precisa diminuir o tempo que o dinheiro permanece preso na operação. 

Na prática, isso significa girar os estoques mais rapidamente, receber dos clientes em menos tempo e negociar prazos maiores para pagar os fornecedores.

  • Esse cuidado é especialmente importante no setor industrial.

Antes de receber por uma venda, uma fábrica normalmente precisa comprar matéria-prima, produzir, manter produtos em estoque, entregar os pedidos e aguardar o prazo concedido aos clientes.

Enquanto o dinheiro não retorna ao caixa, alguém precisa financiar a operação. Quanto maior esse intervalo, maior tende a ser a necessidade de capital de giro.

Por isso, reduzir o ciclo financeiro pode liberar caixa, diminuir a necessidade de empréstimos e permitir que a indústria cresça sem aumentar na mesma proporção os recursos necessários para financiar sua operação.

O que é ciclo financeiro na indústria?

O ciclo financeiro representa o período entre o pagamento relacionado à operação e o recebimento das vendas.

Uma forma bastante utilizada de analisar esse intervalo considera três indicadores:

  • Ciclo financeiro = Prazo Médio de Estoque + Prazo Médio de Recebimento – Prazo Médio de Pagamento

Considere uma indústria com:

  • Prazo Médio de Estoque (PME): 50 dias;
  • Prazo Médio de Recebimento (PMR): 45 dias;
  • Prazo Médio de Pagamento (PMP): 30 dias.

Teríamos: 50 + 45 – 30 = 65 dias

Isso significa, de maneira simplificada, que a empresa precisa financiar aproximadamente 65 dias do seu ciclo operacional.

Durante esse período existem matérias-primas, produtos em elaboração, mercadorias acabadas ou valores a receber consumindo recursos da indústria.

Quanto maior for o ciclo, maior tende a ser a necessidade de dinheiro para sustentar a operação.

Por que um ciclo financeiro longo é um problema?

Imagine uma indústria que venda R$ 3 milhões por mês e seja lucrativa. Mesmo com bons resultados, ela pode enfrentar dificuldades financeiras se precisar pagar fornecedores muito antes de receber dos clientes.

É possível, portanto, ter: Lucro + vendas crescendo + falta de caixa.

Isso acontece porque lucro e disponibilidade financeira não são a mesma coisa. O problema pode se tornar ainda maior durante períodos de crescimento.

Para aumentar as vendas, a indústria compra mais matéria-prima, aumenta a produção e forma estoques maiores. Porém, se os clientes pagarem somente depois de 60 ou 90 dias, será necessário financiar toda essa expansão.

  • É por isso que reduzir o ciclo financeiro pode ser tão importante quanto aumentar o faturamento.

Como reduzir o prazo médio de estoque?

A primeira frente é o estoque. Matéria-prima parada representa dinheiro que já foi investido, mas ainda não retornou ao caixa. O mesmo acontece com produtos em processo e produtos acabados aguardando venda.

  • A solução, entretanto, não é simplesmente cortar estoques.

Reduzi-los excessivamente pode interromper a produção ou provocar atrasos na entrega. O objetivo deve ser eliminar excessos e melhorar o giro.

A indústria pode:

  • Melhorar a previsão de demanda;
  • Planejar compras de acordo com a produção;
  • Identificar matérias-primas com baixo giro;
  • Reduzir estoques obsoletos;
  • Acompanhar produtos acabados sem saída;
  • Melhorar o planejamento da produção;
  • Reduzir perdas e retrabalho;
  • Negociar entregas mais frequentes com fornecedores.

Imagine uma empresa que mantenha R$ 1,2 milhão em estoque e descubra que R$ 300 mil correspondem a materiais com baixíssima movimentação.

Existe uma quantidade relevante de dinheiro imobilizada. Por isso, gestão de estoque também é gestão financeira.

Como receber mais rápido dos clientes?

Imagine uma indústria que compra matéria-prima pagando em 30 dias e vende para receber em 90.

Mesmo que venda com uma excelente margem, existe um intervalo relevante que precisa ser financiado.

Algumas alternativas para reduzir o prazo médio de recebimento incluem:

  • Negociar prazos menores;
  • Incentivar pagamentos antecipados;
  • Estabelecer políticas comerciais por perfil de cliente;
  • Melhorar a análise de crédito;
  • Acompanhar vencimentos;
  • Realizar cobranças rapidamente;
  • Reduzir atrasos e inadimplência;
  • Revisar condições excessivamente longas.

Uma política comercial aparentemente boa pode ser financeiramente ruim.

Por exemplo, conceder 90 dias em vez de 30 pode ajudar o vendedor a fechar o pedido, mas também obriga a empresa a financiar mais 60 dias da venda.

Por isso, prazo precisa fazer parte da negociação comercial.

Quanto dinheiro pode ser liberado reduzindo o ciclo financeiro?

Imagine uma indústria com desembolsos operacionais médios de R$ 60 mil por dia e ciclo financeiro de 70 dias.

De forma simplificada, a operação precisa sustentar: 70 × R$ 60.000 = R$ 4,2 milhões

Agora suponha que a empresa consiga:

  • Reduzir estoque em 10 dias;
  • Receber clientes 5 dias antes;
  • Aumentar o prazo dos fornecedores em 5 dias.

O ciclo passaria de: 70 para 50 dias.

A necessidade associada ao intervalo cairia, nessa simulação simplificada, para: 50 × R$ 60.000 = R$ 3 milhões

Diferença: R$ 1,2 milhão

Isso não significa que R$ 1,2 milhão aparecerá automaticamente na conta bancária. O exemplo demonstra a ordem de grandeza dos recursos que podem deixar de ficar comprometidos no financiamento do ciclo.

Quais indicadores a indústria deve acompanhar?

Para reduzir o ciclo financeiro, não basta olhar apenas o saldo bancário.

A gestão deve acompanhar pelo menos:

  • Prazo Médio de Estoque (PME);
  • Prazo Médio de Recebimento (PMR);
  • Prazo Médio de Pagamento (PMP);
  • Ciclo financeiro;
  • Giro de estoque;
  • Inadimplência;
  • Necessidade de capital de giro;
  • Fluxo de caixa projetado.

O ideal é acompanhar a evolução mensal desses indicadores. Imagine que o ciclo tenha passado de 45 para 70 dias nos últimos seis meses.

A gestão precisa identificar onde estão os 25 dias adicionais.

  • O estoque aumentou?
  • Os clientes passaram a pagar mais tarde?
  • A empresa perdeu prazo com fornecedores?

Essa análise transforma um problema genérico de “falta de caixa” em causas concretas que podem ser corrigidas.

Como reduzir o ciclo financeiro sem prejudicar a operação?

Reduzir o ciclo não significa simplesmente comprar menos, pressionar todos os clientes para pagar à vista e atrasar fornecedores.

Esse tipo de estratégia pode prejudicar produção, vendas e relacionamento comercial. O objetivo é encontrar ineficiências.

  • Uma indústria pode descobrir que possui estoque excessivo de determinados itens enquanto falta matéria-prima essencial. 
  • Pode conceder 90 dias para clientes que aceitariam 45. 
  • Pode pagar fornecedores em 15 dias mesmo tendo possibilidade contratual de pagar em 30.

É nesses descasamentos que existem oportunidades.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a analisar fluxo de caixa, capital de giro, estoques, contas a receber e indicadores financeiros para identificar onde os recursos estão ficando presos.

Entre em contato conosco e fale com um dos nossos especialistas!

CategoriesContabilidade para indústrias

Como formar preço de venda na indústria?

Formar o preço de venda na indústria exige conhecer quanto realmente custa fabricar cada produto, quanto a empresa gasta para vendê-lo e qual margem precisa obter para sustentar a operação.

O cálculo é mais complexo do que simplesmente pegar o custo da matéria-prima e acrescentar 30%, 40% ou 50%.

Uma indústria possui mão de obra, máquinas, energia, manutenção, perdas de produção, embalagens, despesas administrativas, tributos, comissões e diversos outros gastos que precisam ser pagos pelas vendas.

Por isso, um produto pode parecer lucrativo e, na prática, gerar uma margem muito pequena ou até prejuízo.

Neste artigo, a Five Consultant explica como estruturar a formação do preço de venda na indústria e mostra um exemplo prático para facilitar o cálculo.

O que precisa entrar na formação do preço de venda?

O primeiro passo é entender que preço de venda e custo de produção são coisas diferentes.

O custo industrial mostra quanto a empresa gasta para fabricar determinado produto.

Já o preço precisa ser suficiente para cobrir os custos, contribuir para o pagamento das despesas da empresa, absorver os valores incidentes sobre a venda e proporcionar o resultado esperado.

Entre os elementos que precisam ser analisados estão:

  • Matéria-prima;
  • Componentes;
  • Embalagens;
  • Mão de obra;
  • Energia utilizada na produção;
  • Manutenção;
  • Depreciação das máquinas;
  • Perdas e desperdícios;
  • Despesas administrativas;
  • Logística;
  • Comissões;
  • Tributos;
  • Margem desejada.

Além disso, o preço calculado internamente precisa ser confrontado com aquilo que o mercado aceita pagar.

Portanto, existem duas perguntas diferentes: 

  • Quanto precisamos cobrar para que o produto seja rentável?
  • Quanto o cliente está disposto a pagar por ele?

A precificação precisa conciliar essas duas respostas.

Como descobrir o custo de produção de cada produto?

O ponto de partida é uma boa estrutura de custos. Imagine uma indústria que fabrica 10 mil unidades mensais de determinado produto.

No período, os gastos relacionados à fabricação foram:

  • Matéria-prima: R$ 120.000;
  • Embalagens: R$ 20.000;
  • Mão de obra produtiva: R$ 40.000;
  • Outros custos diretamente atribuídos: R$ 10.000;
  • Custos indiretos de fabricação atribuídos ao produto: R$ 50.000.

O custo industrial seria: R$ 120.000 + R$ 20.000 + R$ 40.000 + R$ 10.000 + R$ 50.000 = R$ 240.000

Dividindo pelas 10 mil unidades: R$ 240.000 ÷ 10.000 = R$ 24,00 por unidade

Esse é o primeiro número que a empresa precisa conhecer. 

Entretanto, R$ 24,00 ainda não é o preço de venda.

A empresa possui despesas e valores incidentes sobre as vendas que também precisam ser considerados.

Como os custos indiretos podem distorcer o preço?

Um dos maiores desafios da indústria está justamente nos custos que não podem ser relacionados diretamente a uma unidade.

Considere uma fábrica com três linhas de produtos utilizando as mesmas máquinas.

  • Quanto da manutenção pertence ao produto A?
  • Quanto da depreciação deve ser atribuída ao produto B?
  • Quanto da supervisão da fábrica está relacionada ao produto C?

É necessário utilizar critérios de apropriação e rateio coerentes.

Um rateio mal elaborado pode fazer um produto absorver custos demais enquanto outro recebe custos de menos.

O resultado pode ser perigoso: Produto A parece pouco lucrativo, mas está absorvendo custos excessivos.

Enquanto: Produto B parece extremamente rentável porque parte dos custos que deveria carregar foi atribuída a outro item.

Por isso, indústrias com diversos produtos precisam analisar a rentabilidade por SKU, família ou linha, em vez de observar apenas o resultado geral da empresa.

Como formar o preço de venda com markup?

Uma das metodologias utilizadas na precificação é o markup. Ele permite considerar percentuais que incidem sobre a receita e a margem pretendida.

Uma fórmula simplificada é: Markup divisor = 1 – (percentuais considerados no preço)

Depois: Preço de venda = custo base ÷ markup divisor

Vamos voltar ao produto com custo industrial de R$ 24,00.

Considere, apenas para fins didáticos:

  • Tributos sobre a receita: 10%;
  • Comissão: 5%;
  • Outras despesas variáveis: 5%;
  • Margem pretendida: 20%.

Somando: 10% + 5% + 5% + 20% = 40%

Logo:

Markup divisor = 1 – 0,40 = 0,60

Preço:

R$ 24,00 ÷ 0,60 = R$ 40,00

O preço calculado seria R$ 40,00 por unidade.

Essa metodologia evita um erro muito comum: confundir percentual aplicado sobre o custo com margem sobre o preço de venda.

O preço do concorrente deve ser usado como referência?

Sim, mas não deve substituir o cálculo interno. Suponha que sua indústria chegue a um preço de R$ 150,00 enquanto concorrentes vendem produtos equivalentes por R$ 125,00.

Reduzir imediatamente para R$ 125,00 pode transformar uma venda lucrativa em prejuízo.

Primeiro, investigue a diferença.

O concorrente pode:

  • Comprar matéria-prima por um preço menor;
  • Possuir maior produtividade;
  • Trabalhar com escala superior;
  • Utilizar tecnologia diferente;
  • Ter menos desperdícios;
  • Possuir outra estrutura tributária;
  • Aceitar uma margem menor;
  • Entregar um produto com especificações diferentes..

Se o mercado aceita R$ 125,00 e sua indústria precisa cobrar R$ 150,00 o problema talvez não esteja no preço. Pode estar no custo.

Essa conclusão é muito mais útil do que simplesmente conceder desconto.

Quando revisar o preço de venda?

O preço não deve ser calculado uma vez e permanecer indefinidamente na tabela. É necessário revisar a precificação quando houver mudanças relevantes em:

  • Matéria-prima;
  • Salários;
  • Energia;
  • Fretes;
  • Câmbio;
  • Produtividade;
  • Capacidade utilizada;
  • Tributação;
  • Comissões;
  • Despesas;
  • Mercado.

Também é importante comparar periodicamente: Preço previsto × custo real × margem prevista × margem realizada.

Imagine que um produto tenha sido precificado para gerar margem de contribuição de 35%, mas os relatórios dos últimos três meses indiquem 27%.

A gestão precisa descobrir por quê.

Pode ter ocorrido aumento de matéria-prima, crescimento das perdas, concessão excessiva de descontos ou algum custo não considerado inicialmente.

Como melhorar a formação de preços da indústria?

O primeiro passo é abandonar a precificação baseada exclusivamente em percentual padrão ou preço dos concorrentes.

Uma indústria precisa saber quanto custa fabricar e vender cada produto.

Depois, deve acompanhar indicadores como:

  • Custo unitário;
  • Margem de contribuição;
  • Lucratividade por produto;
  • Desperdícios;
  • Capacidade ociosa;
  • Ponto de equilíbrio;
  • Preço médio realizado;
  • Descontos concedidos.

A precificação deixa, então, de ser apenas uma conta comercial e passa a fazer parte da gestão financeira.

Uma empresa pode faturar milhões e continuar com dificuldade de caixa se vender produtos com margens insuficientes.

Por outro lado, conhecer a rentabilidade de cada linha permite decidir onde aumentar produção, quais produtos precisam de reajuste e quais custos precisam ser reduzidos.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a organizar custos, analisar margens, avaliar a tributação e transformar os números contábeis em informações para decisões de preço.

Entre em contato conosco e converse com um dos nossos especialistas!

 

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como abrir filial de uma farmácia?

Saber como abrir filial de uma farmácia é uma dúvida comum entre empresários que conseguiram consolidar a primeira unidade e agora pretendem expandir o negócio para outro bairro ou município.

No entanto, abrir uma segunda loja não significa simplesmente alugar um novo ponto comercial, contratar funcionários e começar a vender.

Farmácias pertencem a um segmento sujeito a diferentes exigências cadastrais, sanitárias e profissionais. Além disso, a nova unidade precisará de CNPJ próprio como estabelecimento filial, ainda que pertença à mesma pessoa jurídica da matriz.

Por isso, a expansão precisa ser planejada tanto do ponto de vista financeiro quanto contábil e regulatório.

Neste artigo, a Five Consultant Contabilidade explica como abrir uma filial de farmácia, quais são as principais etapas e o que deve ser analisado antes de investir na nova unidade.

Qual é a diferença entre matriz e filial de uma farmácia?

A matriz é o estabelecimento principal da empresa, enquanto a filial representa outra unidade pertencente à mesma pessoa jurídica.

Isso significa que abrir uma filial não é o mesmo que constituir uma empresa completamente independente.

A filial estará vinculada à matriz, mas terá identificação própria como estabelecimento no CNPJ. Na prática, os estabelecimentos possuem a mesma raiz do número de inscrição, com identificação específica para cada unidade.

Por exemplo, uma empresa pode possuir:

  • Matriz: XX.XXX.XXX/0001-XX
  • Filial: XX.XXX.XXX/0002-XX

Uma eventual terceira unidade poderá receber outra identificação de estabelecimento. Essa estrutura permite que a mesma empresa opere em diferentes endereços, mantendo uma matriz e uma ou mais filiais.

Contudo, cada estabelecimento precisa observar as exigências aplicáveis à sua localização e atividade.

O que analisar antes de abrir uma filial da farmácia?

Antes de iniciar os procedimentos cadastrais, o empresário precisa descobrir se a nova unidade possui condições econômicas para funcionar.

A decisão não deveria ser baseada somente no fato de a matriz estar apresentando bons resultados.

É necessário elaborar uma projeção específica para a filial.

Comece estimando o investimento inicial, considerando itens como:

  • Reforma e adequação do imóvel;
  • Mobiliário e equipamentos;
  • Computadores e sistemas;
  • Estoque inicial;
  • Taxas e licenças;
  • Contratação e treinamento da equipe;
  • Divulgação da nova unidade;
  • Capital de giro.

Depois, estime o faturamento necessário para sustentar a operação.

Imagine que a nova farmácia tenha R$ 45 mil em despesas fixas mensais e uma margem de contribuição média de 30%.

Nesse cenário, desconsiderando outros ajustes necessários à análise, o ponto de equilíbrio seria:

R$ 45.000 ÷ 30% = R$ 150.000

Portanto, a unidade precisaria gerar aproximadamente R$ 150 mil mensais de receita para atingir o ponto de equilíbrio nesse exemplo.

Realizar essa análise antes de assumir aluguel, folha e estoque reduz significativamente o risco da expansão.

Como abrir filial de uma farmácia [Passo a Passo]

O processo pode apresentar diferenças de acordo com o estado e o município onde a unidade será instalada. Entretanto, algumas etapas são comuns à abertura.

O primeiro passo é fazer o planejamento da filial, definindo endereço, atividades que serão desenvolvidas, investimento necessário e estrutura operacional.

Depois, será necessário:

  1. Verificar a viabilidade do endereço: Antes de assinar um contrato de locação de longo prazo, é importante confirmar se o imóvel pode receber a atividade pretendida de acordo com as regras locais.
  2. Registrar a abertura da filial: A empresa precisará realizar os procedimentos societários e de registro correspondentes à criação do novo estabelecimento.
  3. Obter a inscrição do estabelecimento no CNPJ: A filial passa a possuir sua própria identificação dentro do cadastro da pessoa jurídica.
  4. Providenciar inscrições fiscais necessárias: Conforme as atividades exercidas e as regras aplicáveis, será necessário providenciar os cadastros correspondentes.
  5. Solicitar licenças e autorizações: A nova unidade deverá atender às exigências municipais e sanitárias para entrar em funcionamento.

Como se trata de uma farmácia, o processo não termina na abertura cadastral do estabelecimento. Existem exigências específicas do setor que também precisam ser observadas.

Quais licenças são necessárias para abrir uma filial de farmácia?

Farmácias estão sujeitas a regras sanitárias específicas e, por isso, a nova unidade precisa verificar as autorizações necessárias antes do início das atividades.

Entre as exigências que podem integrar o processo estão o licenciamento sanitário, a regularização perante a Anvisa e os procedimentos perante o Conselho Regional de Farmácia (CRF).

  • Também podem existir licenças e autorizações municipais e outras exigências relacionadas ao imóvel.

A estrutura física precisa atender às normas aplicáveis às atividades que serão realizadas no estabelecimento. Esse cuidado deve começar antes mesmo da reforma.

Imagine investir dezenas de milhares de reais na adaptação de um imóvel e descobrir posteriormente que o estabelecimento não atende a determinada exigência necessária ao licenciamento.

Por isso, a análise de viabilidade regulatória deve fazer parte do planejamento da expansão.

Quanto custa abrir uma filial de farmácia?

Não existe um valor único. O investimento dependerá do tamanho da unidade, localização, estoque inicial, estrutura física, quantidade de funcionários e modelo de operação.

Uma projeção adequada deve separar pelo menos três grupos:

  • Investimento inicial: Obras, equipamentos, mobiliário, sistemas, licenciamento e demais gastos necessários para colocar a unidade em funcionamento.
  • Estoque inicial: Medicamentos e demais mercadorias necessárias para iniciar as vendas com um mix adequado.
  • Capital de giro: Recursos para sustentar a operação enquanto a filial ainda não gera caixa suficiente para pagar suas próprias despesas.

Ignorar o terceiro item é especialmente perigoso.

Uma nova farmácia pode levar algum tempo até construir sua carteira de clientes e atingir o faturamento esperado. Durante esse período, salários, aluguel, fornecedores e outras despesas continuarão vencendo.

Quer abrir uma filial da sua farmácia?

Como vimos, abrir uma filial de farmácia exige planejamento financeiro, contábil, societário e regulatório.

Além de registrar o novo estabelecimento e obter seu CNPJ, é necessário analisar licenças, exigências sanitárias, responsabilidade farmacêutica, estoque, equipe, tributação e capital de giro.

Uma expansão bem planejada aumenta as chances de transformar a segunda unidade em uma nova fonte de resultados, em vez de comprometer o caixa da matriz.

A Five Consultant Contabilidade é especializada no segmento farmacêutico e pode auxiliar desde o planejamento financeiro e tributário até os procedimentos necessários para estruturar a expansão.

Está planejando abrir uma nova unidade da sua farmácia? Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e conte com uma equipe que conhece as particularidades do setor farmacêutico.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como calcular o CMV de uma farmácia?

Saber como calcular o CMV de uma farmácia é fundamental para entender quanto realmente custa aquilo que o estabelecimento vende e, consequentemente, se a margem obtida é suficiente para pagar as demais despesas e gerar lucro.

Uma farmácia pode apresentar um faturamento elevado e, mesmo assim, enfrentar dificuldades financeiras. Isso acontece porque vender muito não significa necessariamente vender com boa margem.

Se o custo dos medicamentos, produtos de higiene, cosméticos e demais mercadorias consumir uma parcela muito grande da receita, sobrará pouco dinheiro para pagar folha, aluguel, energia, sistemas, taxas e outras despesas.

É nesse cenário que entra o CMV — Custo das Mercadorias Vendidas.

Neste artigo, a Five Consultant Contabilidade explica como calcular o CMV de uma farmácia, apresenta um exemplo prático e mostra como utilizar esse indicador para melhorar os resultados do negócio.

O que é CMV de uma farmácia?

O CMV representa o custo das mercadorias que efetivamente foram vendidas pela farmácia em determinado período.

É importante destacar a expressão “efetivamente vendidas”.

Quando a farmácia compra R$ 100 mil em medicamentos durante determinado mês, isso não significa necessariamente que seu CMV naquele período foi de R$ 100 mil.

Parte dessas mercadorias pode continuar no estoque e ser vendida somente nos meses seguintes.

Por isso, para calcular corretamente o indicador, é necessário considerar três informações:

  • Estoque inicial;
  • Compras realizadas no período;
  • Estoque final.

A partir desses números, é possível descobrir quanto custaram as mercadorias que saíram do estoque em razão das vendas.

O acompanhamento do CMV ajuda a responder uma pergunta essencial: Quanto de cada R$ 100 faturados pela farmácia está sendo consumido pelo custo dos produtos vendidos?

Quanto maior essa parcela, menor tende a ser o espaço disponível para cobrir despesas e gerar resultado, considerando os demais fatores constantes.

Qual é a fórmula para calcular o CMV de uma farmácia?

A fórmula básica é:

CMV = Estoque Inicial + Compras – Estoque Final

Vamos entender cada componente.

  • Estoque inicial: Valor das mercadorias disponíveis no começo do período analisado.
  • Compras: Valor das mercadorias adquiridas durante o período, considerando os critérios contábeis adequados para composição do custo.
  • Estoque final: Valor das mercadorias que permaneceram disponíveis ao final do período.

Imagine uma farmácia que começou o mês com R$ 150 mil em estoque.

Durante o mês, comprou mais R$ 120 mil em mercadorias.

Ao realizar o levantamento no último dia do período, verificou que ainda possuía R$ 140 mil em estoque.

O cálculo seria:

  • CMV = R$ 150.000 + R$ 120.000 – R$ 140.000
  • CMV = R$ 130.000

Portanto, o custo das mercadorias vendidas naquele período foi de R$ 130 mil.

Essa informação, entretanto, se torna ainda mais útil quando comparada ao faturamento da farmácia.

Como calcular o percentual de CMV da farmácia?

Depois de descobrir o CMV em reais, é possível calcular quanto ele representa sobre as vendas.

A fórmula é:

CMV (%) = CMV ÷ Receita de vendas × 100

Vamos continuar com o exemplo anterior.

Imagine que a farmácia tenha registrado R$ 250 mil em vendas durante o mês e apresentado CMV de R$ 130 mil.

Teremos:

CMV (%) = R$ 130.000 ÷ R$ 250.000 × 100

CMV = 52%

Isso significa que, a cada R$ 100 vendidos, R$ 52 correspondem ao custo das mercadorias vendidas.

Restam R$ 48 antes da consideração das demais despesas e custos do negócio.

É importante não interpretar esses R$ 48 como lucro. A farmácia ainda precisa arcar com salários, encargos, aluguel, energia elétrica, sistemas, marketing, despesas administrativas e diversos outros gastos.

Por isso, CMV e lucro são conceitos diferentes.

O que pode aumentar o CMV de uma farmácia?

Quando o percentual de CMV começa a crescer, é importante investigar o motivo.

Um dos fatores pode ser o aumento dos preços praticados pelos fornecedores sem um reajuste proporcional nos preços de venda.

Mas essa não é a única possibilidade.

O CMV também pode ser pressionado por problemas como:

  • Compras realizadas em condições desfavoráveis;
  • Descontos excessivos nas vendas;
  • Alterações no mix de produtos vendidos;
  • Erros de estoque;
  • Perdas e avarias;
  • Vencimento de medicamentos e outros produtos;
  • Furtos ou desvios;
  • Falhas no registro de entradas e saídas.

Existe ainda o efeito do mix de vendas.

Uma farmácia pode comercializar produtos com margens muito diferentes. Se em determinado mês aumentar significativamente a participação de itens com margens menores no faturamento, seu CMV percentual poderá subir mesmo que não exista necessariamente um problema nas compras.

Portanto, um CMV elevado precisa ser investigado, e não apenas observado.

Qual é o CMV ideal para uma farmácia?

Não existe um único percentual de CMV que possa ser considerado ideal para todas as farmácias.

O indicador varia conforme localização, porte, estratégia comercial, fornecedores, perfil dos clientes e principalmente o mix de mercadorias.

Uma farmácia com grande participação de medicamentos pode apresentar uma estrutura de margem diferente de outra que venda proporcionalmente mais dermocosméticos, suplementos, produtos de higiene ou itens de conveniência.

Por isso, o acompanhamento deve considerar principalmente o histórico da própria empresa e sua estratégia de margem.

Se a farmácia normalmente opera com CMV de 55% e o indicador começa a subir para 58%, 60% ou 62%, por exemplo, existe um sinal que merece investigação.

Uma diferença aparentemente pequena pode representar muito dinheiro.

Em uma farmácia que fatura R$ 300 mil mensais, cada ponto percentual equivale a R$ 3 mil sobre o faturamento.

Uma deterioração de quatro pontos percentuais na relação entre CMV e vendas representa R$ 12 mil em um único mês.

Como reduzir o CMV de uma farmácia?

Reduzir o CMV não significa simplesmente comprar os produtos mais baratos disponíveis.

A gestão precisa considerar preço, prazo, giro, volume e rentabilidade.

Entre as estratégias que podem ser avaliadas estão:

  • Negociar melhores condições com fornecedores;
  • Comparar preços antes das compras;
  • Reduzir compras excessivas de produtos de baixo giro;
  • Acompanhar produtos próximos do vencimento;
  • Revisar descontos concedidos;
  • Analisar margem por categoria;
  • Controlar diferenças de estoque;
  • Melhorar o planejamento de compras.

Também é interessante acompanhar o CMV mensalmente, comparando o indicador com faturamento, margem bruta, despesas e lucro.

Dessa maneira, a farmácia deixa de descobrir problemas somente quando falta dinheiro no caixa e passa a identificar mudanças de margem com antecedência.

Sua farmácia acompanha o CMV todos os meses?

Como vimos, saber como calcular o CMV de uma farmácia é essencial para entender quanto às mercadorias vendidas realmente custam e qual margem está sobrando para sustentar a operação.

A fórmula é relativamente simples:

CMV = Estoque Inicial + Compras – Estoque Final

Entretanto, o verdadeiro valor desse indicador está na análise.

É necessário acompanhar sua evolução, investigar variações, controlar estoques, avaliar o mix de produtos e relacionar o CMV às demais despesas da empresa.

A Five Consultant Contabilidade conta com expertise no segmento farmacêutico e pode ajudar sua empresa a transformar números contábeis e financeiros em informações úteis para a tomada de decisão.

Quer entender se o CMV da sua farmácia está comprometendo sua margem e seus resultados? Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e conte com uma equipe especializada em farmácias.

CategoriesContabilidade para indústrias

Como calcular o capital de giro de uma indústria?

Saber como calcular o capital de giro de uma indústria é fundamental para manter a produção funcionando, pagar fornecedores e funcionários e cumprir as obrigações financeiras enquanto a empresa aguarda o recebimento das vendas.

Nas indústrias, essa necessidade costuma ser ainda mais relevante porque existe um intervalo entre a compra da matéria-prima e a entrada efetiva do dinheiro no caixa. Primeiro, a empresa compra os insumos, depois produz, mantém produtos em estoque, vende e, muitas vezes, ainda concede prazo para os clientes pagarem.

Isso significa que uma indústria pode ser lucrativa e apresentar um bom faturamento, mas ainda assim enfrentar dificuldades financeiras por falta de capital de giro suficiente para sustentar sua operação.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como calcular o capital de giro de uma indústria, quais informações precisam ser consideradas e como melhorar a gestão desses recursos.

O que é capital de giro de uma indústria?

Capital de giro é o conjunto de recursos necessários para financiar as atividades do dia a dia da empresa.

Na prática, é o dinheiro que mantém a operação funcionando enquanto a indústria transforma seus investimentos em produção e vendas até que os valores retornem ao caixa.

Entre outras necessidades, o capital de giro ajuda a financiar:

  • Compra de matérias-primas;
  • Formação de estoques;
  • Pagamento de fornecedores;
  • Folha de pagamento;
  • Energia elétrica;
  • Fretes e logística;
  • Tributos;
  • Manutenção da estrutura;
  • Outras despesas operacionais.

Uma característica importante da atividade industrial é que normalmente existe dinheiro aplicado em diferentes etapas do processo produtivo.

A empresa pode ter recursos investidos simultaneamente em matéria-prima, produtos em elaboração, mercadorias acabadas e contas a receber.

Por isso, quanto mais longo for o ciclo entre a compra dos insumos e o recebimento das vendas, maior poderá ser a necessidade de recursos para financiar a operação.

Qual é a diferença entre capital de giro e necessidade de capital de giro?

Os dois conceitos estão relacionados, mas não representam exatamente a mesma coisa.

Uma maneira simples de analisar o capital de giro líquido é calcular a diferença entre ativo circulante e passivo circulante:

Capital de Giro Líquido = Ativo Circulante – Passivo Circulante

O ativo circulante reúne valores e direitos de curto prazo, como caixa, aplicações financeiras, estoques e contas a receber.

Já o passivo circulante reúne as obrigações de curto prazo, incluindo fornecedores, salários, tributos, empréstimos e outras contas.

Entretanto, para a gestão financeira, também é muito importante calcular a Necessidade de Capital de Giro (NCG), concentrando a análise nas contas diretamente relacionadas à operação.

Uma fórmula bastante utilizada é:

NCG = Ativo Circulante Operacional – Passivo Circulante Operacional

Essa análise permite identificar quanto da operação precisa ser financiado pela própria empresa ou por outras fontes de recursos.

Como calcular a necessidade de capital de giro de uma indústria?

Vamos considerar uma indústria que apresente os seguintes números relacionados à sua operação:

Ativo circulante operacional:

  • Estoque de matéria-prima: R$ 180.000,00;
  • Produtos em elaboração e acabados: R$ 220.000,00;
  • Contas a receber de clientes: R$ 350.000,00.

Nesse cenário, temos:

R$ 180.000,00 + R$ 220.000,00 + R$ 350.000,00 = R$ 750.000,00

Agora, considere que a indústria possua:

Passivo circulante operacional:

  • Fornecedores: R$ 300.000,00;
  • Obrigações trabalhistas operacionais: R$ 80.000,00;
  • Tributos e outras obrigações operacionais: R$ 70.000,00.

Portanto:

R$ 300.000 + R$ 80.000,00 + R$ 70.000,00 = R$ 450.000,00

Aplicando a fórmula:

NCG = R$ 750.000,00 – R$ 450.000,00

NCG = R$ 300.000,00

Nesse exemplo simplificado, a indústria possui uma necessidade de capital de giro de R$ 300 mil para financiar a diferença entre os recursos aplicados na operação e as obrigações operacionais que ajudam a financiá-la.

Esse cálculo precisa ser analisado dentro da realidade de cada negócio, pois a composição das contas e o comportamento financeiro podem variar significativamente entre diferentes segmentos industriais.

Como estoque, clientes e fornecedores afetam o capital de giro?

Uma das melhores maneiras de entender a necessidade de capital de giro de uma indústria é analisar seu ciclo financeiro.

Imagine que a empresa compre matéria-prima hoje, leve 20 dias para produzir e mantenha o produto acabado mais 20 dias em estoque antes de realizar a venda.

Depois disso, concede mais 30 dias para o cliente pagar.

Existe, portanto, um período considerável entre o desembolso necessário para produzir e o recebimento da venda.

Se o fornecedor exigir pagamento em 30 dias, a indústria precisará financiar parte desse intervalo com recursos próprios ou de terceiros.

Por isso, três fatores exercem grande influência sobre o capital de giro:

  • Prazo médio de estoque: Quanto mais tempo matérias-primas e produtos permanecem parados, mais dinheiro fica imobilizado.
  • Prazo médio de recebimento: Quanto maior o prazo concedido aos clientes, mais tempo a empresa precisa esperar para transformar vendas em dinheiro disponível.
  • Prazo médio de pagamento: Prazos maiores negociados com fornecedores podem ajudar a reduzir a necessidade de recursos próprios para financiar a operação.

O equilíbrio entre esses três elementos é essencial para uma gestão financeira saudável.

Uma indústria que vende muito pode ficar sem capital de giro?

Sim. Inclusive, crescimento acelerado pode aumentar a necessidade de capital de giro.

Imagine uma indústria que normalmente venda R$ 500 mil por mês e receba um grande contrato que elevará seu faturamento para R$ 800 mil.

A princípio, a notícia é positiva. Entretanto, para atender aos novos pedidos, talvez seja necessário comprar mais matéria-prima, aumentar o estoque, contratar funcionários, ampliar turnos e pagar mais despesas antes de receber dos clientes.

Se a empresa não tiver recursos suficientes para financiar essa expansão, poderá enfrentar falta de caixa mesmo com uma carteira de pedidos crescente.

Esse fenômeno demonstra por que faturamento, lucro e disponibilidade de caixa são conceitos diferentes.

Uma venda realizada a prazo aumenta a receita da empresa, mas não significa necessariamente que o dinheiro já esteja disponível para pagar as contas.

Por isso, o planejamento do capital de giro deve acompanhar o crescimento da indústria.

Como reduzir a necessidade de capital de giro?

Nem sempre a solução para uma necessidade elevada de capital de giro é buscar empréstimos.

Antes disso, a indústria pode avaliar diferentes pontos da operação para identificar recursos que estão ficando presos no ciclo financeiro.

Uma gestão eficiente pode envolver medidas como:

  • Reduzir estoques excessivos, sem comprometer a produção;
  • Negociar melhores prazos de pagamento com fornecedores;
  • Reduzir o prazo médio concedido aos clientes;
  • Melhorar processos de cobrança;
  • Analisar clientes inadimplentes;
  • Planejar compras conforme a demanda;
  • Identificar matérias-primas e produtos com baixo giro;
  • Elaborar projeções de fluxo de caixa;
  • Revisar periodicamente a necessidade de capital de giro.

Imagine, por exemplo, uma indústria com R$ 1 milhão em estoque, sendo que R$ 250 mil correspondem a itens com movimentação muito baixa.

Nesse caso, parte importante do capital da empresa está imobilizada e não está contribuindo adequadamente para o fluxo operacional.

Portanto, gestão de estoque também é gestão de capital de giro.

Como a contabilidade pode ajudar na gestão do capital de giro industrial?

Uma gestão eficiente depende de informações confiáveis. Não basta olhar apenas para o saldo disponível na conta bancária. A indústria precisa compreender quanto possui em estoques, quanto tem para receber, quais compromissos estão próximos do vencimento e como essas contas se relacionam.

Uma contabilidade especializada pode auxiliar na análise de indicadores como capital de giro, necessidade de capital de giro, liquidez, endividamento, margens, custos e resultados.

Com esses números organizados, os gestores conseguem tomar decisões mais fundamentadas sobre compras, produção, preços, investimentos e crescimento.

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