CategoriesContabilidade para Farmácias

Farmácia deve ir para o Lucro Real?

Uma farmácia deve considerar o Lucro Real quando esse regime oferece uma carga tributária menor do que o Simples Nacional ou o Lucro Presumido. 

Na prática, isso pode acontecer principalmente em negócios com margens de lucro reduzidas, despesas operacionais elevadas e uma estrutura financeira bem organizada.

Entretanto, o Lucro Real não é necessariamente a melhor opção para todas as farmácias. A decisão depende do faturamento, dos custos, da lucratividade e das características dos produtos comercializados.

Uma drogaria que apresenta faturamento elevado, mas possui uma margem de lucro pequena, por exemplo, pode encontrar vantagens nesse regime. Por outro lado, uma farmácia com boa rentabilidade pode pagar mais impostos ao fazer a mudança.

Neste artigo, a Five Consultant Contabilidade explica quando vale a pena uma farmácia optar pelo Lucro Real, como funciona a tributação e quais fatores devem ser analisados antes de mudar de regime.

O que é Lucro Real para farmácias?

O Lucro Real é um regime tributário em que o IRPJ e a CSLL são calculados com base no lucro efetivamente apurado pela empresa, após os ajustes previstos na legislação.

Isso significa que o cálculo considera as receitas, os custos e as despesas dedutíveis da farmácia.

Imagine uma drogaria com os seguintes resultados mensais:

Indicador Valor
Faturamento R$ 300.000,00
Custo das mercadorias vendidas R$ 210.000,00
Despesas operacionais R$ 65.000,00
Lucro contábil antes dos tributos R$ 25.000,00

Nesse exemplo, a farmácia apresenta uma margem de lucro de aproximadamente 8,33%.

No Lucro Real, o IRPJ e a CSLL são apurados considerando o resultado tributável, e não simplesmente um percentual presumido do faturamento.

Quanto menor for o lucro tributável da empresa, menor poderá ser o valor desses tributos.

Entretanto, o regime também exige controles contábeis rigorosos e o cumprimento de obrigações fiscais mais complexas.

Qual é a diferença entre Lucro Real, Lucro Presumido e Simples Nacional?

Antes de escolher um regime tributário, o empresário precisa compreender as diferenças entre as três alternativas.

Simples Nacional: Reúne diversos tributos em uma guia de recolhimento, o DAS. Para o comércio, as alíquotas começam em 4%, mas aumentam conforme o faturamento acumulado.

Lucro Presumido: O IRPJ e a CSLL são calculados sobre uma margem de lucro estabelecida pela legislação, independentemente da lucratividade efetiva da farmácia.

Lucro Real: O IRPJ e a CSLL consideram o lucro tributável efetivamente apurado pela empresa.

Além dessas diferenças, cada regime possui regras próprias para outros tributos.

A escolha não deve considerar apenas a alíquota inicial de cada regime, mas o valor total dos impostos que a farmácia precisará recolher.

Uma simulação tributária permite identificar qual alternativa oferece o melhor resultado financeiro.

Quando vale a pena uma farmácia ir para o Lucro Real?

O Lucro Real merece atenção principalmente quando a farmácia apresenta determinadas características.

  1. Margem de lucro reduzida

Farmácias que trabalham com preços competitivos podem apresentar margens pequenas, mesmo quando possuem faturamento elevado.

Nesse cenário, a tributação baseada no lucro efetivo pode ser vantajosa.

  1. Despesas operacionais elevadas

Aluguel, salários, energia, sistemas, serviços e outras despesas necessárias à atividade podem reduzir o lucro tributável, desde que atendam aos requisitos de dedutibilidade.

  1. Alto custo das mercadorias

A compra de medicamentos e outros produtos representa uma parcela significativa do faturamento das farmácias.

Quando o custo das mercadorias é elevado, a margem final pode ficar reduzida.

  1. Possibilidade de aproveitamento de créditos tributários

No regime não cumulativo, a empresa pode aproveitar determinados créditos de PIS e Cofins, conforme as regras aplicáveis.

Entretanto, é necessário observar as particularidades dos medicamentos sujeitos à tributação monofásica.

  1. Estrutura contábil organizada

O Lucro Real exige registros confiáveis de estoque, compras, vendas, despesas e resultados.

Sem esses controles, a farmácia poderá enfrentar dificuldades na apuração dos impostos.

Quanto uma farmácia paga de imposto no Lucro Real?

No Lucro Real, os principais tributos federais incluem:

  • IRPJ: 15% sobre o lucro tributável, com adicional de 10% sobre a parcela que ultrapassar R$ 20 mil por mês, considerando o período de apuração.
  • CSLL: 9% sobre a base de cálculo ajustada.
  • PIS e COFINS: Em regra, seguem o regime não cumulativo, com alíquotas de 1,65% e 7,6%, respectivamente, mas existem tratamentos específicos para medicamentos e outros produtos.

Além disso, a farmácia deve considerar o ICMS e os encargos relacionados à folha de pagamento.

As alíquotas de PIS e Cofins não devem ser aplicadas indiscriminadamente a todos os medicamentos, pois determinados produtos estão sujeitos à tributação monofásica.

Como saber se o Lucro Real é mais vantajoso?

A melhor maneira é realizar uma simulação tributária considerando os resultados reais da farmácia.

Imagine duas drogarias com faturamento mensal de R$ 300 mil. A primeira apresenta lucro de R$ 15 mil, enquanto a segunda registra lucro de R$ 60 mil.

Embora ambas tenham o mesmo faturamento, suas margens são diferentes. Na primeira, o lucro representa apenas 5% da receita. Na segunda, corresponde a 20%.

A farmácia com menor margem pode encontrar maior vantagem no Lucro Real, pois o IRPJ e a CSLL consideram o lucro tributável.

Entretanto, a comparação precisa incluir todos os tributos, os créditos permitidos e os custos administrativos de cada regime.

Como a Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua farmácia?

A escolha do regime tributário influencia diretamente a lucratividade de uma farmácia.

Optar pelo Lucro Real sem uma análise detalhada pode aumentar os custos. Por outro lado, permanecer no Simples Nacional ou no Lucro Presumido sem comparar as alternativas também pode resultar no pagamento de impostos acima do necessário.

A Five Consultant Contabilidade oferece suporte especializado para farmácias, drogarias e empresas do setor farmacêutico, auxiliando na análise de custos, margens e planejamento tributário.

Nossa equipe avalia as características do negócio e realiza estudos para identificar o regime mais econômico dentro da legislação.

Quer descobrir se sua farmácia deve ir para o Lucro Real?

Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e solicite uma análise tributária para identificar oportunidades de economia e melhorar os resultados do seu negócio.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como calcular curva ABC em uma farmácia?

A curva ABC é uma ferramenta de gestão que ajuda farmácias a identificar quais produtos representam a maior parte do faturamento e quais possuem menor participação nas vendas.

Com essa informação, o gestor consegue tomar decisões mais inteligentes sobre compras, controle de estoque, reposição de mercadorias e utilização do capital de giro.

Afinal, nem todos os produtos de uma farmácia possuem a mesma importância financeira. Enquanto alguns medicamentos e itens de higiene representam uma parcela significativa das vendas, outros apresentam baixa procura e permanecem meses nas prateleiras.

Sem esse controle, a farmácia pode investir muito dinheiro em produtos de baixa saída e, ao mesmo tempo, enfrentar a falta de mercadorias que os clientes procuram diariamente.

Neste artigo, a Five Consultant Contabilidade explica como calcular a curva ABC em uma farmácia, apresenta exemplos práticos e mostra como utilizar essa ferramenta para melhorar os resultados do negócio.

O que é curva ABC em uma farmácia?

A curva ABC é um método utilizado para classificar os produtos de uma farmácia de acordo com sua importância para o faturamento.

Essa classificação divide os itens em três grupos:

  • Classe A: Produtos que, juntos, representam aproximadamente 80% do faturamento.
  • Classe B: Produtos responsáveis pelos próximos 15% do faturamento.
  • Classe C: Produtos que representam os 5% restantes do faturamento.

Esses percentuais são referências e podem variar conforme as características de cada estabelecimento.

Imagine uma farmácia que comercializa 3.000 produtos diferentes. Embora todos façam parte do estoque, é possível que apenas algumas centenas sejam responsáveis pela maior parte das vendas.

A curva ABC permite identificar esses produtos e estabelecer prioridades. O objetivo não é simplesmente descobrir quais mercadorias vendem mais unidades, mas quais possuem maior participação financeira nas vendas da farmácia.

Essa diferença é importante porque um medicamento vendido por R$ 100,00 pode representar um faturamento superior ao de outro produto vendido por R$ 10,00 mesmo apresentando menor quantidade de unidades comercializadas.

Como calcular a curva ABC de uma farmácia passo a passo?

O cálculo da curva ABC pode ser realizado com auxílio de uma planilha eletrônica ou diretamente pelo sistema de gestão da farmácia.

Veja como funciona.

1. Levante as vendas dos produtos

O primeiro passo é obter um relatório com todos os produtos vendidos durante determinado período, preferencialmente considerando os últimos três ou seis meses.

O relatório precisa apresentar:

  • Nome do produto;
  • Quantidade de unidades vendidas;
  • Preço médio de venda;
  • Faturamento total por produto.

2. Calcule o faturamento de cada produto

Multiplique a quantidade vendida pelo preço médio de venda.

A fórmula é: Faturamento do produto = Quantidade vendida × Preço médio de venda

Por exemplo, se a farmácia vendeu 200 unidades de determinado medicamento por R$ 30,00 cada, o faturamento desse produto será de R$ 6.000,00.

3. Organize os produtos por faturamento

Depois de calcular o faturamento individual, organize os produtos em ordem decrescente.

O produto que gerou maior faturamento aparece primeiro, seguido pelos demais.

4. Calcule a participação percentual

Divida o faturamento de cada produto pelo faturamento total da farmácia e multiplique por 100.

Participação (%) = (Faturamento do produto ÷ Faturamento total) × 100

5. Calcule o percentual acumulado

Some progressivamente a participação percentual dos produtos, respeitando a ordem do maior para o menor faturamento.

Por fim, utilize os percentuais acumulados para separar os produtos nas classes A, B e C, adotando os limites de aproximadamente 80%, 95% e 100%.

Como utilizar a curva ABC para melhorar o estoque da farmácia?

Depois de calcular a curva ABC, o próximo passo é transformar os resultados em decisões práticas. A principal aplicação está no planejamento das compras e na reposição de mercadorias.

Produtos da classe A: Como representam a maior parte do faturamento, precisam de acompanhamento frequente.

O gestor deve verificar o estoque disponível, a velocidade de vendas e o prazo de entrega dos fornecedores. A falta desses produtos pode representar uma perda significativa de faturamento.

Produtos da classe B: Exigem acompanhamento regular, mas geralmente permitem maior flexibilidade na reposição.

O objetivo é manter quantidades suficientes para atender à demanda sem comprometer desnecessariamente o capital de giro.

Produtos da classe C: Precisam de atenção especial quanto ao excesso de estoque.

Quando apresentam baixa saída, podem permanecer armazenados por longos períodos, aumentando o risco de vencimento e perdas financeiras.

Entretanto, medicamentos essenciais ou de demanda específica não devem ser retirados apenas porque pertencem à classe C.

O ideal é combinar a curva ABC com informações sobre validade, margem de lucro, giro de estoque e necessidade dos clientes.

Como a curva ABC ajuda a aumentar a lucratividade da farmácia?

A curva ABC contribui para melhorar a lucratividade ao permitir uma distribuição mais eficiente dos recursos financeiros.

Quando a farmácia compra mercadorias sem analisar o comportamento das vendas, corre o risco de manter dinheiro parado em produtos de baixa procura.

Esse problema pode comprometer o capital de giro e dificultar o pagamento de fornecedores, funcionários e outras despesas.

Com a curva ABC, o gestor consegue identificar oportunidades para:

  • Reduzir compras excessivas;
  • Evitar a falta de produtos importantes;
  • Diminuir perdas por vencimento;
  • Negociar melhor com fornecedores;
  • Liberar capital de giro;
  • Melhorar o planejamento financeiro.

Entretanto, faturamento não é sinônimo de lucro. Um produto pode apresentar grande participação nas vendas e, mesmo assim, oferecer uma margem de lucro reduzida.

Por isso, é importante que a farmácia também acompanhe o custo das mercadorias vendidas (CMV), a margem de contribuição e as despesas operacionais.

Conte com a Five Consultant para melhorar os resultados da sua farmácia

Calcular a curva ABC é um passo importante para organizar o estoque, mas uma gestão eficiente exige uma visão completa dos números do negócio.

A Five Consultant Contabilidade oferece suporte especializado para farmácias que desejam melhorar seus controles financeiros, acompanhar custos, avaliar a lucratividade e tomar decisões mais seguras.

Com informações organizadas e acompanhamento profissional, sua farmácia pode reduzir desperdícios, utilizar melhor o capital de giro e construir resultados mais consistentes.

Entre em contato com a Five Consultant e descubra como uma gestão contábil e financeira especializada pode contribuir para o crescimento da sua farmácia.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como montar DRE gerencial de uma farmácia?

A DRE gerencial de uma farmácia é uma ferramenta que permite acompanhar o faturamento, os custos, as despesas e, principalmente, descobrir se o estabelecimento está realmente gerando lucro.

Muitos proprietários de farmácias acompanham diariamente o volume de vendas, mas não sabem exatamente quanto dinheiro sobra depois do pagamento de fornecedores, funcionários, impostos e outras despesas.

Isso acontece porque faturamento não é a mesma coisa que lucro. Uma farmácia pode vender R$ 200 mil por mês e, mesmo assim, apresentar prejuízo quando seus custos e despesas são elevados.

É justamente nesse cenário que a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) gerencial se torna importante.

Neste artigo, a Five Consultant Contabilidade explica como montar uma DRE gerencial para farmácias, quais informações devem ser incluídas e como utilizar os resultados para melhorar a gestão financeira do negócio.

O que é DRE gerencial de uma farmácia?

A DRE gerencial é um relatório financeiro que apresenta, de maneira organizada, as receitas, os custos, as despesas e o resultado de uma farmácia durante determinado período.

Seu principal objetivo é mostrar quanto a farmácia faturou, quanto gastou para funcionar e qual foi o lucro ou prejuízo da operação.

Diferentemente da DRE contábil, elaborada conforme normas contábeis, a versão gerencial pode ser adaptada às necessidades do proprietário.

Isso significa que o gestor pode organizar as informações de uma maneira que facilite a análise do desempenho da farmácia.

Por exemplo, a DRE gerencial pode apresentar separadamente os resultados de diferentes categorias de produtos:

  • Medicamentos de referência;
  • Medicamentos genéricos;
  • Medicamentos similares;
  • Produtos de higiene pessoal;
  • Perfumaria e cosméticos;
  • Vitaminas e suplementos.

Essa separação permite identificar quais categorias contribuem mais para o resultado do estabelecimento.

O ideal é elaborar a DRE gerencial mensalmente, utilizando critérios consistentes para comparar os resultados de diferentes períodos.

Como montar uma DRE gerencial de farmácia?

Para montar uma DRE gerencial, é necessário reunir as informações financeiras da farmácia e organizá-las em uma sequência que permita calcular o resultado.

Veja quais são as principais etapas.

1. Identifique o faturamento bruto da farmácia

O primeiro passo é identificar o valor total das vendas realizadas durante o período analisado.

Por exemplo, imagine uma farmácia que registrou R$ 200 mil em vendas durante determinado mês. 

Esse será o faturamento bruto utilizado como ponto de partida da DRE. É importante considerar todas as vendas, independentemente de terem sido realizadas por dinheiro, cartão, PIX ou outros meios de pagamento.

2. Desconte impostos e deduções sobre vendas

Depois de identificar o faturamento bruto, é necessário descontar os impostos incidentes sobre as vendas e outras deduções, como devoluções e descontos comerciais.

O resultado será a receita líquida da farmácia.

Por exemplo:

  • Faturamento bruto: R$ 200.000,00;
  • Impostos e deduções: R$ 12.000,00;
  • Receita líquida: R$ 188.000,00.

Os valores dos impostos dependem do regime tributário da farmácia e das características das mercadorias comercializadas.

3. Calcule o custo das mercadorias vendidas (CMV)

O CMV representa o custo dos produtos que foram efetivamente vendidos durante o período.

Para calcular esse indicador, utilize a fórmula:

CMV = Estoque inicial + Compras líquidas – Estoque final

Imagine que a farmácia apresentou os seguintes números:

  • Estoque inicial: R$ 100.000,00;
  • Compras líquidas: R$ 110.000,00;
  • Estoque final: R$ 105.000,00.

Nesse caso: CMV = R$ 100.000,00 + R$ 110.000,00 – R$ 105.000,00 = R$ 105.000,00.

É importante considerar eventuais ajustes de estoque e utilizar valores de custo, não preços de venda.

4. Identifique as despesas operacionais

Depois de calcular o CMV, é necessário relacionar as despesas necessárias para manter a farmácia funcionando.

Entre as principais, podemos destacar:

  • Salários, encargos e benefícios;
  • Aluguel do imóvel;
  • Energia elétrica e internet;
  • Sistemas de gestão;
  • Serviços contábeis;
  • Marketing e publicidade;
  • Taxas de cartões;
  • Materiais de consumo;
  • Despesas administrativas.

Esses gastos devem ser registrados de maneira organizada para permitir uma análise detalhada.

5. Calcule o resultado da farmácia

Por fim, subtraia da receita líquida o CMV, as despesas operacionais e os demais gastos considerados na demonstração.

O resultado indicará se a farmácia apresentou lucro ou prejuízo durante o período.

Modelo de DRE gerencial de uma farmácia

Para facilitar o entendimento, imagine uma farmácia com faturamento mensal de R$ 200 mil.

Veja como sua DRE gerencial poderia ser organizada:

Descrição Valor mensal
Faturamento bruto R$ 200.000
(-) Impostos e deduções R$ 12.000
Receita líquida R$ 188.000
(-) CMV R$ 105.000
Lucro bruto R$ 83.000
(-) Salários e encargos R$ 25.000
(-) Aluguel R$ 8.000
(-) Energia e internet R$ 3.000
(-) Marketing R$ 2.000
(-) Taxas de cartões R$ 4.000
(-) Outras despesas operacionais R$ 11.000
Resultado operacional R$ 30.000
(-) Despesas financeiras R$ 2.000
Lucro gerencial do período R$ 28.000

Exemplo ilustrativo, com valores fictícios. Considera-se que os tributos sobre o lucro, quando aplicáveis, já foram adequadamente tratados.

Nesse exemplo, a farmácia apresentou um lucro de R$ 28 mil. Para calcular a margem de lucro líquido gerencial, basta dividir o resultado pelo faturamento bruto:

Margem de lucro = (R$ 28.000 ÷ R$ 200.000) × 100 = 14%.

Isso significa que, a cada R$ 100,00 vendidos, a farmácia obteve R$ 14,00 de lucro no período.

Como analisar a DRE gerencial para melhorar os resultados da farmácia?

Montar a DRE é apenas o primeiro passo. O maior benefício aparece quando o gestor utiliza as informações para identificar oportunidades de melhoria.

Imagine que uma farmácia aumentou seu faturamento de R$ 180 mil para R$ 200 mil, mas o lucro permaneceu praticamente igual.

Nesse caso, a DRE pode revelar que os custos das mercadorias ou as despesas operacionais cresceram proporcionalmente mais do que as vendas.

Entre os principais indicadores que merecem acompanhamento, estão:

  • Margem bruta: Mostra quanto sobra da receita líquida depois do CMV.
  • CMV percentual: Indica quanto do faturamento está comprometido com as mercadorias vendidas.
  • Despesas com pessoal: Permitem avaliar o peso da equipe sobre o faturamento.
  • Margem de lucro: Mostra qual percentual das vendas se transforma em resultado.

A comparação mensal desses indicadores ajuda a identificar problemas antes que comprometam a saúde financeira da farmácia.

Também é importante comparar os resultados com as metas estabelecidas pela administração.

Como a Five Consultant pode ajudar na gestão financeira da sua farmácia?

Uma farmácia pode apresentar um bom volume de vendas e, ainda assim, enfrentar dificuldades financeiras por falta de controle sobre custos, despesas e margens de lucro.

A Five Consultant Contabilidade oferece suporte especializado para farmácias que desejam organizar suas informações financeiras e tomar decisões com maior segurança.

Com acompanhamento contábil e gerencial, é possível analisar os custos das mercadorias, identificar despesas excessivas, avaliar a rentabilidade e desenvolver estratégias para melhorar os resultados.

Quer descobrir quanto sua farmácia realmente lucra e identificar oportunidades para melhorar o desempenho financeiro?

Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e conheça as soluções que podem ajudar sua farmácia a crescer com organização, planejamento e lucratividade.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como abrir filial de uma farmácia?

Saber como abrir filial de uma farmácia é uma dúvida comum entre empresários que conseguiram consolidar a primeira unidade e agora pretendem expandir o negócio para outro bairro ou município.

No entanto, abrir uma segunda loja não significa simplesmente alugar um novo ponto comercial, contratar funcionários e começar a vender.

Farmácias pertencem a um segmento sujeito a diferentes exigências cadastrais, sanitárias e profissionais. Além disso, a nova unidade precisará de CNPJ próprio como estabelecimento filial, ainda que pertença à mesma pessoa jurídica da matriz.

Por isso, a expansão precisa ser planejada tanto do ponto de vista financeiro quanto contábil e regulatório.

Neste artigo, a Five Consultant Contabilidade explica como abrir uma filial de farmácia, quais são as principais etapas e o que deve ser analisado antes de investir na nova unidade.

Qual é a diferença entre matriz e filial de uma farmácia?

A matriz é o estabelecimento principal da empresa, enquanto a filial representa outra unidade pertencente à mesma pessoa jurídica.

Isso significa que abrir uma filial não é o mesmo que constituir uma empresa completamente independente.

A filial estará vinculada à matriz, mas terá identificação própria como estabelecimento no CNPJ. Na prática, os estabelecimentos possuem a mesma raiz do número de inscrição, com identificação específica para cada unidade.

Por exemplo, uma empresa pode possuir:

  • Matriz: XX.XXX.XXX/0001-XX
  • Filial: XX.XXX.XXX/0002-XX

Uma eventual terceira unidade poderá receber outra identificação de estabelecimento. Essa estrutura permite que a mesma empresa opere em diferentes endereços, mantendo uma matriz e uma ou mais filiais.

Contudo, cada estabelecimento precisa observar as exigências aplicáveis à sua localização e atividade.

O que analisar antes de abrir uma filial da farmácia?

Antes de iniciar os procedimentos cadastrais, o empresário precisa descobrir se a nova unidade possui condições econômicas para funcionar.

A decisão não deveria ser baseada somente no fato de a matriz estar apresentando bons resultados.

É necessário elaborar uma projeção específica para a filial.

Comece estimando o investimento inicial, considerando itens como:

  • Reforma e adequação do imóvel;
  • Mobiliário e equipamentos;
  • Computadores e sistemas;
  • Estoque inicial;
  • Taxas e licenças;
  • Contratação e treinamento da equipe;
  • Divulgação da nova unidade;
  • Capital de giro.

Depois, estime o faturamento necessário para sustentar a operação.

Imagine que a nova farmácia tenha R$ 45 mil em despesas fixas mensais e uma margem de contribuição média de 30%.

Nesse cenário, desconsiderando outros ajustes necessários à análise, o ponto de equilíbrio seria:

R$ 45.000 ÷ 30% = R$ 150.000

Portanto, a unidade precisaria gerar aproximadamente R$ 150 mil mensais de receita para atingir o ponto de equilíbrio nesse exemplo.

Realizar essa análise antes de assumir aluguel, folha e estoque reduz significativamente o risco da expansão.

Como abrir filial de uma farmácia [Passo a Passo]

O processo pode apresentar diferenças de acordo com o estado e o município onde a unidade será instalada. Entretanto, algumas etapas são comuns à abertura.

O primeiro passo é fazer o planejamento da filial, definindo endereço, atividades que serão desenvolvidas, investimento necessário e estrutura operacional.

Depois, será necessário:

  1. Verificar a viabilidade do endereço: Antes de assinar um contrato de locação de longo prazo, é importante confirmar se o imóvel pode receber a atividade pretendida de acordo com as regras locais.
  2. Registrar a abertura da filial: A empresa precisará realizar os procedimentos societários e de registro correspondentes à criação do novo estabelecimento.
  3. Obter a inscrição do estabelecimento no CNPJ: A filial passa a possuir sua própria identificação dentro do cadastro da pessoa jurídica.
  4. Providenciar inscrições fiscais necessárias: Conforme as atividades exercidas e as regras aplicáveis, será necessário providenciar os cadastros correspondentes.
  5. Solicitar licenças e autorizações: A nova unidade deverá atender às exigências municipais e sanitárias para entrar em funcionamento.

Como se trata de uma farmácia, o processo não termina na abertura cadastral do estabelecimento. Existem exigências específicas do setor que também precisam ser observadas.

Quais licenças são necessárias para abrir uma filial de farmácia?

Farmácias estão sujeitas a regras sanitárias específicas e, por isso, a nova unidade precisa verificar as autorizações necessárias antes do início das atividades.

Entre as exigências que podem integrar o processo estão o licenciamento sanitário, a regularização perante a Anvisa e os procedimentos perante o Conselho Regional de Farmácia (CRF).

  • Também podem existir licenças e autorizações municipais e outras exigências relacionadas ao imóvel.

A estrutura física precisa atender às normas aplicáveis às atividades que serão realizadas no estabelecimento. Esse cuidado deve começar antes mesmo da reforma.

Imagine investir dezenas de milhares de reais na adaptação de um imóvel e descobrir posteriormente que o estabelecimento não atende a determinada exigência necessária ao licenciamento.

Por isso, a análise de viabilidade regulatória deve fazer parte do planejamento da expansão.

Quanto custa abrir uma filial de farmácia?

Não existe um valor único. O investimento dependerá do tamanho da unidade, localização, estoque inicial, estrutura física, quantidade de funcionários e modelo de operação.

Uma projeção adequada deve separar pelo menos três grupos:

  • Investimento inicial: Obras, equipamentos, mobiliário, sistemas, licenciamento e demais gastos necessários para colocar a unidade em funcionamento.
  • Estoque inicial: Medicamentos e demais mercadorias necessárias para iniciar as vendas com um mix adequado.
  • Capital de giro: Recursos para sustentar a operação enquanto a filial ainda não gera caixa suficiente para pagar suas próprias despesas.

Ignorar o terceiro item é especialmente perigoso.

Uma nova farmácia pode levar algum tempo até construir sua carteira de clientes e atingir o faturamento esperado. Durante esse período, salários, aluguel, fornecedores e outras despesas continuarão vencendo.

Quer abrir uma filial da sua farmácia?

Como vimos, abrir uma filial de farmácia exige planejamento financeiro, contábil, societário e regulatório.

Além de registrar o novo estabelecimento e obter seu CNPJ, é necessário analisar licenças, exigências sanitárias, responsabilidade farmacêutica, estoque, equipe, tributação e capital de giro.

Uma expansão bem planejada aumenta as chances de transformar a segunda unidade em uma nova fonte de resultados, em vez de comprometer o caixa da matriz.

A Five Consultant Contabilidade é especializada no segmento farmacêutico e pode auxiliar desde o planejamento financeiro e tributário até os procedimentos necessários para estruturar a expansão.

Está planejando abrir uma nova unidade da sua farmácia? Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e conte com uma equipe que conhece as particularidades do setor farmacêutico.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como calcular o CMV de uma farmácia?

Saber como calcular o CMV de uma farmácia é fundamental para entender quanto realmente custa aquilo que o estabelecimento vende e, consequentemente, se a margem obtida é suficiente para pagar as demais despesas e gerar lucro.

Uma farmácia pode apresentar um faturamento elevado e, mesmo assim, enfrentar dificuldades financeiras. Isso acontece porque vender muito não significa necessariamente vender com boa margem.

Se o custo dos medicamentos, produtos de higiene, cosméticos e demais mercadorias consumir uma parcela muito grande da receita, sobrará pouco dinheiro para pagar folha, aluguel, energia, sistemas, taxas e outras despesas.

É nesse cenário que entra o CMV — Custo das Mercadorias Vendidas.

Neste artigo, a Five Consultant Contabilidade explica como calcular o CMV de uma farmácia, apresenta um exemplo prático e mostra como utilizar esse indicador para melhorar os resultados do negócio.

O que é CMV de uma farmácia?

O CMV representa o custo das mercadorias que efetivamente foram vendidas pela farmácia em determinado período.

É importante destacar a expressão “efetivamente vendidas”.

Quando a farmácia compra R$ 100 mil em medicamentos durante determinado mês, isso não significa necessariamente que seu CMV naquele período foi de R$ 100 mil.

Parte dessas mercadorias pode continuar no estoque e ser vendida somente nos meses seguintes.

Por isso, para calcular corretamente o indicador, é necessário considerar três informações:

  • Estoque inicial;
  • Compras realizadas no período;
  • Estoque final.

A partir desses números, é possível descobrir quanto custaram as mercadorias que saíram do estoque em razão das vendas.

O acompanhamento do CMV ajuda a responder uma pergunta essencial: Quanto de cada R$ 100 faturados pela farmácia está sendo consumido pelo custo dos produtos vendidos?

Quanto maior essa parcela, menor tende a ser o espaço disponível para cobrir despesas e gerar resultado, considerando os demais fatores constantes.

Qual é a fórmula para calcular o CMV de uma farmácia?

A fórmula básica é:

CMV = Estoque Inicial + Compras – Estoque Final

Vamos entender cada componente.

  • Estoque inicial: Valor das mercadorias disponíveis no começo do período analisado.
  • Compras: Valor das mercadorias adquiridas durante o período, considerando os critérios contábeis adequados para composição do custo.
  • Estoque final: Valor das mercadorias que permaneceram disponíveis ao final do período.

Imagine uma farmácia que começou o mês com R$ 150 mil em estoque.

Durante o mês, comprou mais R$ 120 mil em mercadorias.

Ao realizar o levantamento no último dia do período, verificou que ainda possuía R$ 140 mil em estoque.

O cálculo seria:

  • CMV = R$ 150.000 + R$ 120.000 – R$ 140.000
  • CMV = R$ 130.000

Portanto, o custo das mercadorias vendidas naquele período foi de R$ 130 mil.

Essa informação, entretanto, se torna ainda mais útil quando comparada ao faturamento da farmácia.

Como calcular o percentual de CMV da farmácia?

Depois de descobrir o CMV em reais, é possível calcular quanto ele representa sobre as vendas.

A fórmula é:

CMV (%) = CMV ÷ Receita de vendas × 100

Vamos continuar com o exemplo anterior.

Imagine que a farmácia tenha registrado R$ 250 mil em vendas durante o mês e apresentado CMV de R$ 130 mil.

Teremos:

CMV (%) = R$ 130.000 ÷ R$ 250.000 × 100

CMV = 52%

Isso significa que, a cada R$ 100 vendidos, R$ 52 correspondem ao custo das mercadorias vendidas.

Restam R$ 48 antes da consideração das demais despesas e custos do negócio.

É importante não interpretar esses R$ 48 como lucro. A farmácia ainda precisa arcar com salários, encargos, aluguel, energia elétrica, sistemas, marketing, despesas administrativas e diversos outros gastos.

Por isso, CMV e lucro são conceitos diferentes.

O que pode aumentar o CMV de uma farmácia?

Quando o percentual de CMV começa a crescer, é importante investigar o motivo.

Um dos fatores pode ser o aumento dos preços praticados pelos fornecedores sem um reajuste proporcional nos preços de venda.

Mas essa não é a única possibilidade.

O CMV também pode ser pressionado por problemas como:

  • Compras realizadas em condições desfavoráveis;
  • Descontos excessivos nas vendas;
  • Alterações no mix de produtos vendidos;
  • Erros de estoque;
  • Perdas e avarias;
  • Vencimento de medicamentos e outros produtos;
  • Furtos ou desvios;
  • Falhas no registro de entradas e saídas.

Existe ainda o efeito do mix de vendas.

Uma farmácia pode comercializar produtos com margens muito diferentes. Se em determinado mês aumentar significativamente a participação de itens com margens menores no faturamento, seu CMV percentual poderá subir mesmo que não exista necessariamente um problema nas compras.

Portanto, um CMV elevado precisa ser investigado, e não apenas observado.

Qual é o CMV ideal para uma farmácia?

Não existe um único percentual de CMV que possa ser considerado ideal para todas as farmácias.

O indicador varia conforme localização, porte, estratégia comercial, fornecedores, perfil dos clientes e principalmente o mix de mercadorias.

Uma farmácia com grande participação de medicamentos pode apresentar uma estrutura de margem diferente de outra que venda proporcionalmente mais dermocosméticos, suplementos, produtos de higiene ou itens de conveniência.

Por isso, o acompanhamento deve considerar principalmente o histórico da própria empresa e sua estratégia de margem.

Se a farmácia normalmente opera com CMV de 55% e o indicador começa a subir para 58%, 60% ou 62%, por exemplo, existe um sinal que merece investigação.

Uma diferença aparentemente pequena pode representar muito dinheiro.

Em uma farmácia que fatura R$ 300 mil mensais, cada ponto percentual equivale a R$ 3 mil sobre o faturamento.

Uma deterioração de quatro pontos percentuais na relação entre CMV e vendas representa R$ 12 mil em um único mês.

Como reduzir o CMV de uma farmácia?

Reduzir o CMV não significa simplesmente comprar os produtos mais baratos disponíveis.

A gestão precisa considerar preço, prazo, giro, volume e rentabilidade.

Entre as estratégias que podem ser avaliadas estão:

  • Negociar melhores condições com fornecedores;
  • Comparar preços antes das compras;
  • Reduzir compras excessivas de produtos de baixo giro;
  • Acompanhar produtos próximos do vencimento;
  • Revisar descontos concedidos;
  • Analisar margem por categoria;
  • Controlar diferenças de estoque;
  • Melhorar o planejamento de compras.

Também é interessante acompanhar o CMV mensalmente, comparando o indicador com faturamento, margem bruta, despesas e lucro.

Dessa maneira, a farmácia deixa de descobrir problemas somente quando falta dinheiro no caixa e passa a identificar mudanças de margem com antecedência.

Sua farmácia acompanha o CMV todos os meses?

Como vimos, saber como calcular o CMV de uma farmácia é essencial para entender quanto às mercadorias vendidas realmente custam e qual margem está sobrando para sustentar a operação.

A fórmula é relativamente simples:

CMV = Estoque Inicial + Compras – Estoque Final

Entretanto, o verdadeiro valor desse indicador está na análise.

É necessário acompanhar sua evolução, investigar variações, controlar estoques, avaliar o mix de produtos e relacionar o CMV às demais despesas da empresa.

A Five Consultant Contabilidade conta com expertise no segmento farmacêutico e pode ajudar sua empresa a transformar números contábeis e financeiros em informações úteis para a tomada de decisão.

Quer entender se o CMV da sua farmácia está comprometendo sua margem e seus resultados? Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e conte com uma equipe especializada em farmácias.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Quanto uma farmácia precisa faturar para dar lucro?

Quanto uma farmácia precisa faturar para dar lucro? Para quem está planejando abrir uma drogaria ou já possui uma operação em funcionamento, essa é uma das perguntas mais importantes para avaliar a saúde financeira do negócio.

Entretanto, não existe um valor de faturamento que garanta lucro para todas as farmácias. Duas empresas podem faturar R$ 200 mil por mês e apresentar resultados completamente diferentes.

Enquanto uma pode terminar o mês com R$ 15 mil de lucro, outra pode ficar no zero a zero ou até registrar prejuízo.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como fazer essa análise e quais números o empresário precisa acompanhar para melhorar a rentabilidade da farmácia.

Faturamento e lucro de uma farmácia são a mesma coisa?

Não. Um dos primeiros conceitos que o empresário precisa compreender é a diferença entre faturamento e lucro.

O faturamento representa, de maneira simplificada, o total das vendas realizadas pela empresa em determinado período.

Imagine uma farmácia que vendeu R$ 200 mil durante um mês. Isso não significa que o proprietário ganhou R$ 200 mil.

Desse montante, será necessário retirar o custo dos medicamentos e demais produtos vendidos, além de despesas e tributos relacionados à operação.

Podemos imaginar um exemplo simplificado:

  • Faturamento mensal: R$ 200.000;
  • Custo das mercadorias vendidas: R$ 130.000;
  • Despesas com funcionários: R$ 25.000;
  • Aluguel e ocupação: R$ 8.000;
  • Impostos: R$ 10.000;
  • Outras despesas: R$ 17.000.

Nesse cenário hipotético, sobrariam R$ 10 mil.

Portanto, apesar de faturar R$ 200 mil, a farmácia apresentaria um resultado equivalente a 5% das vendas nesse exemplo.

É justamente por isso que olhar apenas para o faturamento pode criar uma percepção equivocada sobre a situação financeira do negócio.

Afinal, quanto uma farmácia precisa faturar para dar lucro?

A resposta depende da estrutura de custos da própria farmácia. Na prática, a empresa começa a gerar resultado operacional depois que suas vendas são suficientes para superar o ponto de equilíbrio.

O ponto de equilíbrio representa o volume de vendas necessário para que a margem gerada pelas operações seja suficiente para cobrir os custos e despesas fixas.

Para entender o cálculo, primeiro precisamos conhecer a margem de contribuição.

Ela representa quanto sobra das vendas depois de descontados os custos e despesas variáveis associados a essas vendas.

De forma simplificada: Margem de contribuição = faturamento – custos e despesas variáveis

Suponha que uma farmácia apresente:

  • faturamento de R$ 150.000;
  • custos e despesas variáveis de R$ 112.500;
  • margem de contribuição de R$ 37.500.

Nesse exemplo, a margem de contribuição percentual seria de 25%.

Agora, imagine que as despesas fixas mensais dessa mesma farmácia sejam de R$ 30 mil.

O ponto de equilíbrio aproximado seria: R$ 30.000 ÷ 25% = R$ 120.000

Portanto, nessa simulação, a farmácia precisaria faturar aproximadamente R$ 120 mil por mês para atingir o ponto de equilíbrio.

Acima disso, começaria a existir espaço para geração de resultado, considerando as premissas utilizadas no cálculo.

Observe que esse número não pode ser simplesmente aplicado a outra farmácia. Se os custos, despesas ou margens forem diferentes, o faturamento necessário também será.

Como calcular quanto a farmácia precisa vender para ter o lucro desejado?

O empresário não precisa calcular apenas quanto deve vender para ficar no zero a zero.

É possível fazer uma projeção considerando o lucro desejado.

Vamos continuar utilizando uma farmácia hipotética com:

Despesas fixas mensais: R$ 30 mil

Margem de contribuição: 25%

O proprietário deseja obter um resultado mensal de R$ 20 mil.

Em uma simulação simplificada, podemos somar o resultado desejado às despesas fixas:

R$ 30.000 + R$ 20.000 = R$ 50.000

Depois, dividimos pela margem de contribuição:

R$ 50.000 ÷ 25% = R$ 200.000

Nesse exemplo, a farmácia precisaria faturar aproximadamente R$ 200 mil por mês para gerar R$ 20 mil de resultado, considerando que as margens e despesas previstas sejam mantidas.

Se ela faturasse R$ 150 mil, a projeção seria diferente.

Com uma margem de contribuição de 25%, teríamos:

R$ 150.000 x 25% = R$ 37.500

Retirando R$ 30 mil de despesas fixas:

R$ 37.500 – R$ 30.000 = R$ 7.500

Perceba como o faturamento sozinho diz muito pouco. Para saber se uma farmácia realmente é rentável, precisamos analisar quanto sobra de cada real vendido para pagar a estrutura e gerar lucro.

Quais custos precisam entrar nessa conta?

Para calcular corretamente quanto uma farmácia precisa faturar, é fundamental conhecer detalhadamente os custos do negócio.

Um dos componentes mais relevantes é o CMV — Custo das Mercadorias Vendidas.

A farmácia compra medicamentos, produtos de higiene, cosméticos, suplementos e outros itens para posteriormente revendê-los. O custo dessas mercadorias afeta diretamente sua rentabilidade.

Além disso, existem diversas outras despesas, como:

  • Salários e encargos trabalhistas;
  • Pró-labore;
  • Aluguel;
  • Energia elétrica;
  • Sistemas e softwares;
  • Serviços contábeis;
  • Taxas de cartão;
  • Despesas bancárias;
  • Marketing;
  • Entregas;
  • Manutenção;
  • Impostos;
  • Licenças e obrigações regulatórias;
  • Perdas de estoque;
  • Produtos vencidos;
  • Descontos concedidos.

É importante também separar corretamente custos e despesas fixas dos componentes variáveis, pois essa classificação será utilizada na análise da margem de contribuição e do ponto de equilíbrio.

Uma farmácia que não conhece esses números pode até aumentar suas vendas e continuar com dificuldades financeiras.

Como saber se minha farmácia está dando lucro de verdade?

Para responder a essa pergunta, não basta olhar quanto existe na conta bancária no último dia do mês.

O empresário precisa acompanhar relatórios gerenciais e contábeis que demonstrem o desempenho real do negócio.

Entre os indicadores importantes estão:

  • Faturamento mensal;
  • CMV;
  • Margem bruta;
  • Margem de contribuição;
  • Despesas fixas;
  • Ponto de equilíbrio;
  • Ticket médio;
  • Giro de estoque;
  • Despesas com pessoal;
  • Carga tributária;
  • Resultado operacional;
  • Lucro líquido.

A DRE — Demonstração do Resultado do Exercício também possui papel fundamental nessa análise, pois organiza receitas, custos e despesas para demonstrar o resultado da empresa em determinado período.

Sua farmácia sabe quanto precisa faturar para dar lucro?

Como vimos, não existe uma resposta única para a pergunta “quanto uma farmácia precisa faturar para dar lucro?”

Uma farmácia pode precisar faturar R$ 100 mil, R$ 200 mil, R$ 500 mil ou muito mais, dependendo de sua estrutura.

Para chegar ao número correto, é necessário analisar principalmente custos, despesas, margem de contribuição e ponto de equilíbrio.

Também é importante acompanhar CMV, estoque, impostos, folha de pagamento e demais indicadores que afetam a rentabilidade.

Sem essas informações, o empresário pode comemorar recordes de faturamento enquanto o lucro permanece baixo.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua farmácia a organizar os números, acompanhar os resultados, analisar a tributação e tomar decisões baseadas em informações concretas.

Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e conte com uma equipe especializada para cuidar da contabilidade da sua farmácia e ajudar seu negócio a crescer com mais controle, planejamento e rentabilidade.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como calcular o ponto de equilíbrio de uma farmácia?

Você sabe quanto uma farmácia precisa faturar por mês para pagar todas as despesas e começar a gerar lucro? A resposta pode ser encontrada por meio do cálculo do ponto de equilíbrio.

Esse é um dos indicadores mais importantes para a gestão financeira, pois permite estabelecer uma meta mínima de faturamento e avaliar se o volume atual de vendas é suficiente para manter a operação saudável.

Uma farmácia pode, por exemplo, faturar R$ 200 mil por mês e ainda assim apresentar prejuízo, enquanto outra, com faturamento menor, pode ser lucrativa. Tudo depende de fatores como margem de contribuição, despesas fixas, custos dos produtos, impostos e estrutura operacional.

Por isso, acompanhar somente o faturamento não é suficiente.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como calcular o ponto de equilíbrio de uma farmácia, apresenta um exemplo prático e mostra como utilizar esse indicador para melhorar os resultados do negócio.

O que é o ponto de equilíbrio de uma farmácia?

O ponto de equilíbrio representa o volume de vendas necessário para que as receitas sejam suficientes para cobrir todos os custos e despesas da operação.

Nesse ponto: Receitas = custos + despesas

Portanto, a empresa não apresenta lucro nem prejuízo. 

Imagine uma farmácia cujo ponto de equilíbrio seja de R$ 180 mil mensais.

Se ela faturar R$ 160 mil, existe uma forte indicação de que o volume de vendas não é suficiente para sustentar sua atual estrutura de custos.

Se faturar exatamente R$ 180 mil, estará no ponto de equilíbrio.

Agora, se alcançar R$ 230 mil, os R$ 50 mil adicionais não correspondem automaticamente ao lucro, pois ainda existem custos variáveis associados às vendas. 

Entretanto, a margem de contribuição gerada pelo faturamento acima do ponto de equilíbrio passa a contribuir para a formação do resultado positivo.

É por isso que conhecer esse indicador ajuda o empresário a definir metas muito mais realistas.

O que é preciso saber antes de calcular o ponto de equilíbrio?

Antes de fazer o cálculo, é necessário separar corretamente custos e despesas fixas dos custos e despesas variáveis.

Os gastos fixos são aqueles que não acompanham diretamente o volume vendido no curto prazo.

Uma farmácia pode ter, por exemplo:

  • Aluguel;
  • Salários administrativos;
  • Sistemas;
  • Serviços contábeis;
  • Internet;
  • Segurança;
  • Despesas administrativas;
  • Pró-labore;
  • Determinados contratos recorrentes.

Isso não significa que esses gastos nunca mudem. O aluguel pode ser reajustado e a folha pode aumentar. Eles são classificados como fixos porque não crescem automaticamente na mesma proporção de cada venda realizada.

Já os gastos variáveis estão diretamente relacionados às vendas.  Entre eles podem estar:

  • Custo das mercadorias vendidas;
  • Impostos sobre vendas;
  • Taxas de cartões;
  • Comissões;
  • Fretes relacionados às vendas;
  • Outras despesas variáveis.

Fazer essa separação corretamente é indispensável para chegar a um ponto de equilíbrio confiável.

O que é margem de contribuição?

Outro conceito fundamental é a margem de contribuição. Ela representa quanto sobra das vendas depois da dedução dos custos e despesas variáveis. Esse valor é utilizado para pagar as despesas fixas e, depois que elas são cobertas, gerar lucro.

Considere um produto vendido por R$ 100,00.

Imagine que:

  • custo de aquisição: R$ 60,00;
  • impostos sobre a venda: R$ 5,00;
  • taxas e outras despesas variáveis: R$ 3,00.

Temos R$ 68,00 em custos e despesas variáveis.

Portanto: R$ 100,00 – R$ 68,00 = R$ 32,00

A margem de contribuição desse produto seria de R$ 32,00 ou 32%.

Isso significa que, de cada R$ 100,00 vendidos nas mesmas condições, aproximadamente R$ 32,00 ficam disponíveis para cobrir despesas fixas e, posteriormente, formar o lucro.

Em uma farmácia, entretanto, existem milhares de produtos com margens diferentes. Por isso, para calcular o ponto de equilíbrio geral do estabelecimento, normalmente é necessário trabalhar com a margem de contribuição média da operação.

Como calcular o ponto de equilíbrio de uma farmácia?

Depois de identificar as despesas fixas e calcular a margem de contribuição média, podemos descobrir quanto a farmácia precisa faturar.

A fórmula do ponto de equilíbrio financeiro em faturamento é:

Ponto de equilíbrio = Despesas fixas ÷ Margem de contribuição percentual

Vamos utilizar um exemplo.

Imagine uma farmácia que apresente os seguintes números mensais:

Faturamento: R$ 300.000,00

Custos e despesas variáveis: R$ 225.000,00

Primeiramente, calculamos a margem de contribuição:

R$ 300.000,00 – R$ 225.000,00 = R$ 75.000,00

Agora, calculamos o percentual:

R$ 75.000,00 ÷ R$ 300.000,00 = 25%

A farmácia possui, portanto, uma margem de contribuição média de 25%.

Suponha agora que suas despesas fixas sejam de R$ 50 mil mensais.

O cálculo será:

R$ 50.000,00 ÷ 25% = R$ 200.000,00

Nesse exemplo, o ponto de equilíbrio da farmácia é de R$ 200 mil mensais.

Em outras palavras, considerando as premissas utilizadas, a empresa precisa faturar aproximadamente R$ 200 mil para cobrir seus custos e despesas.

A partir desse patamar, começa a existir geração de resultado positivo.

Como saber se o ponto de equilíbrio da farmácia está muito alto?

Um ponto de equilíbrio elevado significa que a empresa precisa gerar um volume significativo de vendas antes de começar a apresentar lucro.

Isso pode acontecer por dois motivos principais: despesas fixas elevadas ou margem de contribuição baixa.

Imagine uma farmácia com despesas fixas de R$ 80 mil e margem de contribuição de 20%.

Seu ponto de equilíbrio seria:

R$ 80.000,00 ÷ 20% = R$ 400.000,00

Para reduzir esse valor, a gestão pode trabalhar em duas frentes.

  • A primeira é revisar despesas fixas e identificar possíveis desperdícios.
  • A segunda é melhorar a margem de contribuição por meio de ações como negociação com fornecedores, revisão do mix, controle de descontos e melhoria da política de preços.

Reduzir custos sem estratégia, entretanto, também pode ser prejudicial. Cortar funcionários essenciais ou reduzir demais o estoque, por exemplo, pode comprometer vendas e atendimento.

Conte com uma contabilidade especializada em farmácias

Saber como calcular o ponto de equilíbrio de uma farmácia permite descobrir quanto o estabelecimento precisa vender para sustentar sua estrutura e começar a gerar lucro.

No entanto, para que o cálculo seja confiável, custos, despesas, CMV e margens precisam estar corretamente registrados e classificados.

É nesse ponto que uma contabilidade especializada pode fazer diferença.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua farmácia a organizar os números, acompanhar indicadores financeiros e tributários e identificar oportunidades para melhorar margens e resultados.

Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e conte com uma equipe especializada para ajudar sua farmácia a crescer com planejamento, controle e rentabilidade.

 

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como calcular o capital de giro de uma farmácia?

Saber como calcular o capital de giro de uma farmácia é fundamental para manter o negócio funcionando, pagar fornecedores nos prazos combinados e evitar dificuldades financeiras, mesmo em períodos de queda nas vendas.

Isso é especialmente importante no setor farmacêutico, pois uma parcela significativa dos recursos da empresa costuma ficar concentrada em estoques de medicamentos, suplementos, produtos de higiene, cosméticos e outros itens.

Além disso, existem despesas que precisam ser pagas independentemente do volume de vendas, como salários, aluguel, energia, sistemas, impostos e fornecedores.

Por isso, uma farmácia pode apresentar um bom faturamento e, ainda assim, enfrentar falta de dinheiro no caixa.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica o que é capital de giro, como calcular, apresenta exemplos práticos e mostra como descobrir quanto sua farmácia precisa manter disponível para funcionar com segurança.

O que é capital de giro de uma farmácia?

O capital de giro corresponde aos recursos necessários para financiar as atividades do negócio no curto prazo.

Na prática, existe um intervalo entre o momento em que a farmácia desembolsa dinheiro e o momento em que efetivamente recebe pelas vendas.

Imagine uma farmácia que compra R$ 80 mil em mercadorias de seus fornecedores. Parte desses produtos pode permanecer várias semanas no estoque antes de ser vendida.

Quando a venda acontece, ainda existe outro fator: o recebimento.

Nas vendas realizadas no cartão de crédito, por exemplo, pode existir um prazo entre a compra do cliente e a entrada efetiva do dinheiro na conta da empresa.

Enquanto isso, a farmácia continua tendo compromissos como:

  • Pagamento de fornecedores;
  • Folha de pagamento;
  • Aluguel;
  • Impostos;
  • Energia elétrica;
  • Sistemas e softwares;
  • Serviços contábeis;
  • Reposição de mercadorias.

O capital de giro ajuda justamente a sustentar a operação durante esse intervalo.

Como calcular o capital de giro de uma farmácia?

Uma das formas mais utilizadas para analisar o capital de giro é calcular o Capital Circulante Líquido (CCL).

A fórmula é:

Capital de Giro = Ativo Circulante – Passivo Circulante

O ativo circulante reúne valores e bens que podem ser convertidos em dinheiro no curto prazo, como:

  • Dinheiro disponível em caixa;
  • Saldo bancário;
  • Aplicações financeiras de curto prazo;
  • Contas a receber;
  • Estoque de medicamentos e demais produtos.

Já o passivo circulante corresponde às obrigações que precisam ser pagas no curto prazo, incluindo:

  • Fornecedores;
  • Impostos;
  • Salários e encargos;
  • Empréstimos de curto prazo;
  • Aluguel;
  • Contas operacionais;
  • Outras obrigações.

Vamos considerar uma farmácia com a seguinte situação:

Ativo circulante

Caixa e bancos: R$ 50.000
Contas a receber: R$ 70.000
Estoques: R$ 180.000

Total: R$ 300.000

Agora, imagine que a empresa tenha:

Passivo circulante

Fornecedores: R$ 140.000
Impostos: R$ 20.000
Folha e encargos: R$ 35.000
Outras obrigações: R$ 25.000

Total: R$ 220.000

Portanto:

R$ 300.000 – R$ 220.000 = R$ 80.000

Nesse exemplo, a farmácia possui capital circulante líquido positivo de R$ 80 mil.

No entanto, esse número sozinho não é suficiente para avaliar a saúde financeira da empresa.

O que é necessidade de capital de giro?

Para administrar uma farmácia, também é muito importante conhecer a Necessidade de Capital de Giro (NCG).

Enquanto o CCL apresenta uma fotografia da posição financeira de curto prazo, a NCG ajuda a identificar quanto a operação precisa financiar em função dos seus prazos de recebimento, estoque e pagamento.

Uma fórmula simplificada é:

NCG = Ativos Operacionais Circulantes – Passivos Operacionais Circulantes

Nos ativos operacionais podem entrar principalmente: estoques + contas a receber.

Nos passivos operacionais, temos principalmente: fornecedores + outras obrigações operacionais.

Imagine que determinada farmácia apresente:

  • Estoques: R$ 200.000;
  • Contas a receber: R$ 100.000;
  • Fornecedores: R$ 160.000;
  • Obrigações operacionais: R$ 40.000.

Nesse caso:

NCG = (R$ 200.000 + R$ 100.000) – (R$ 160.000 + R$ 40.000)

NCG = R$ 100.000

Isso significa que a operação exige aproximadamente R$ 100 mil em recursos para financiar seu ciclo financeiro, considerando essa fotografia simplificada.

É justamente nesse ponto que muitos empresários percebem por que faturamento elevado não significa necessariamente dinheiro sobrando.

Por que o estoque influencia tanto o capital de giro da farmácia?

O estoque é um dos principais pontos de atenção na gestão financeira de uma farmácia.

Cada medicamento parado na prateleira representa dinheiro que já foi investido, mas ainda não retornou ao caixa.

Se a farmácia mantém R$ 400 mil em estoque quando poderia operar adequadamente com R$ 250 mil, existem aproximadamente R$ 150 mil adicionais imobilizados em mercadorias.

Além disso, estoque excessivo aumenta outros riscos, como:

  • Vencimento de medicamentos;
  • Perdas e avarias;
  • Produtos com baixa saída;
  • Necessidade de promoções;
  • Redução das margens para liquidar itens;
  • Falta de dinheiro para comprar produtos de maior giro.

Por outro lado, reduzir demais o estoque também pode ser prejudicial. A falta de medicamentos importantes gera perda de vendas e pode fazer o consumidor procurar um concorrente.

Por isso, a solução não é simplesmente ter menos produtos, mas trabalhar com estoque adequado ao giro de cada categoria.

Quanto de capital de giro uma farmácia deve ter?

Não existe um valor único que possa ser aplicado a todas as farmácias. Uma farmácia que fatura R$ 100 mil mensais possui necessidades completamente diferentes de outra que movimenta R$ 1 milhão por mês.

Além do faturamento, devem ser considerados fatores como:

  • Despesas mensais;
  • Tamanho do estoque;
  • Prazo dos fornecedores;
  • Prazo de recebimento;
  • Sazonalidade;
  • Nível de endividamento;
  • Margem de contribuição;
  • Crescimento esperado das vendas.

Por isso, utilizar simplesmente uma regra como “manter três meses de despesas no caixa” pode não refletir a realidade do negócio.

O ideal é calcular a necessidade com base no ciclo operacional e financeiro da própria farmácia e manter também uma reserva adequada para situações inesperadas.

Sua farmácia precisa melhorar a gestão financeira?

Saber como calcular o capital de giro de uma farmácia é essencial para tomar decisões mais seguras e evitar que um negócio lucrativo enfrente dificuldades por falta de recursos disponíveis.

Como vimos, não basta acompanhar o saldo bancário ou o faturamento.

É necessário analisar estoques, contas a receber, fornecedores, despesas, prazos e ciclo financeiro para descobrir quanto a operação realmente precisa.

Nesse cenário, contar com uma contabilidade especializada no segmento farmacêutico pode fazer a diferença.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua farmácia a organizar seus números, acompanhar indicadores, analisar custos e tributos e tomar decisões com base em informações confiáveis.

Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e descubra como uma contabilidade especializada pode contribuir para a saúde financeira e o crescimento da sua farmácia.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Farmácia consegue recuperar impostos?

Recuperar impostos pode ser uma possibilidade real para muitas farmácias que recolheram tributos indevidamente ou em valor superior ao efetivamente devido.

Isso acontece porque o setor farmacêutico possui uma das estruturas tributárias mais complexas do comércio. Uma única farmácia pode vender medicamentos, cosméticos, produtos de higiene pessoal, suplementos, alimentos e outros itens submetidos a tratamentos tributários diferentes.

Em alguns produtos, por exemplo, o PIS e a COFINS seguem o regime de tributação monofásica, no qual a cobrança fica concentrada, em regra, no fabricante ou importador.

Se a farmácia não classificar corretamente suas mercadorias e oferecer o tratamento tributário adequado a cada venda, pode acabar pagando impostos desnecessariamente.

Mas como descobrir se existem valores para recuperar? Quais impostos podem ser revisados? E como fazer isso com segurança?

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica os principais pontos sobre recuperação tributária para farmácias.

Por que farmácias podem pagar impostos a mais?

O problema normalmente começa na enorme diversidade de produtos comercializados.

Imagine uma farmácia com milhares de SKUs cadastrados no sistema. Embora todos estejam sendo vendidos pelo mesmo estabelecimento, eles não necessariamente recebem o mesmo tratamento tributário.

É possível encontrar mercadorias sujeitas a:

  • Tributação monofásica de PIS e Cofins;
  • Tributação normal;
  • Substituição tributária de ICMS, conforme legislação aplicável;
  • Benefícios fiscais específicos;
  • Regras tributárias diferenciadas conforme a mercadoria e o estado.

O regime monofásico é um bom exemplo dessa complexidade. Nesse modelo, a legislação concentra a incidência de PIS e COFINS em determinada etapa da cadeia, normalmente no fabricante ou importador, desonerando as etapas seguintes nos casos previstos em lei.

  • O problema surge quando o cadastro tributário da farmácia não identifica corretamente essas mercadorias.

No Simples Nacional, por exemplo, as receitas sujeitas à tributação monofásica precisam ser informadas adequadamente no PGDAS-D para que os percentuais correspondentes de PIS e COFINS recebam o tratamento previsto na legislação. O próprio material oficial do Simples Nacional orienta sobre a segregação dessas receitas.

Quando isso não é feito corretamente, existe a possibilidade de recolhimento maior do que o devido.

Farmácia do Simples Nacional pode recuperar impostos?

Sim, uma farmácia optante pelo Simples Nacional pode ter valores pagos indevidamente e passíveis de restituição, desde que seja comprovado efetivamente o pagamento a maior.

  • Um dos pontos que merece atenção é justamente a classificação das receitas relacionadas a produtos submetidos à tributação monofásica.

Medicamentos e determinados produtos de perfumaria, higiene e toucador podem estar submetidos a regras específicas de PIS e COFINS, conforme sua classificação e enquadramento legal.

Por isso, não é correto simplesmente assumir que tudo o que uma farmácia vende recebe o mesmo tratamento.

Imagine, de maneira simplificada, que determinado estabelecimento tenha recolhido o DAS durante anos sem fazer corretamente a segregação das receitas monofásicas.

Nesse caso, é necessário revisar as vendas, identificar os produtos efetivamente abrangidos pelo regime e recalcular os períodos para verificar se houve recolhimento indevido.

É justamente daí que pode surgir o direito de recuperar impostos. Entretanto, existe um cuidado importante: não basta procurar uma lista genérica de produtos monofásicos na internet.

A classificação precisa ser feita de acordo com informações fiscais, NCM, legislação aplicável e períodos analisados.

A Receita Federal, inclusive, mantém tabelas no SPED com os enquadramentos legais relacionados aos bens submetidos a tratamentos diferenciados de PIS e Cofins.

Quais produtos da farmácia devem ser analisados?

A análise precisa considerar individualmente o mix de mercadorias. Esse cuidado é fundamental porque uma farmácia moderna comercializa muito mais do que medicamentos.

Além dos medicamentos tradicionais, podem existir:

  • Cosméticos;
  • Produtos de perfumaria;
  • Itens de higiene pessoal;
  • Dermocosméticos;
  • Suplementos alimentares;
  • Alimentos;
  • Bebidas;
  • Produtos infantis;
  • Produtos hospitalares;
  • Produtos de conveniência.

Não significa que todos esses produtos sejam monofásicos ou que gerem automaticamente direito a restituição.

A análise correta precisa identificar produto por produto quais regras estavam vigentes em cada período. Depois disso, é possível cruzar essas informações com as vendas realizadas e com os valores efetivamente recolhidos.

É possível recuperar PIS e COFINS pagos a mais?

Essa costuma ser uma das principais áreas de revisão tributária no segmento farmacêutico.

A legislação estabelece tributação concentrada para determinados produtos, incluindo mercadorias do setor farmacêutico. Para alguns desses itens, a incidência fica concentrada na indústria ou na importação, com tratamento diferenciado nas vendas subsequentes.

Por isso, uma farmácia que tenha recolhido PIS e Cofins indevidamente sobre receitas que deveriam ter recebido outro tratamento pode possuir valores a recuperar.

No Simples Nacional, isso costuma exigir uma revisão das informações transmitidas pelo estabelecimento.

O trabalho pode envolver:

  1. Levantamento das vendas: Identificação das mercadorias vendidas durante o período analisado.
  2. Revisão dos cadastros: Conferência de NCM, tributação e demais informações fiscais dos produtos.
  3. Identificação das receitas monofásicas: Separação apenas dos produtos que efetivamente se enquadravam nessa condição em cada período.
  4. Recálculo dos impostos: Comparação entre aquilo que deveria ter sido recolhido e aquilo que efetivamente foi pago.
  5. Correção das declarações necessárias: Quando aplicável, as informações fiscais precisam ser ajustadas antes da solicitação dos valores.

Somente depois dessas etapas é possível saber se existe efetivamente um crédito e qual é o seu valor.

Farmácia pode recuperar ICMS?

O ICMS também pode fazer parte de uma revisão tributária, mas sua análise é mais complexa porque se trata de um imposto estadual.

Além disso, determinados produtos podem estar submetidos ao regime de substituição tributária, no qual o imposto referente às operações subsequentes é recolhido antecipadamente na cadeia. 

O Convênio ICMS 142/2018 estabelece regras gerais relacionadas aos regimes de substituição tributária e antecipação.

A possibilidade de restituição depende da situação concreta e, principalmente, da legislação do estado em que a farmácia está localizada.

Portanto, não existe uma regra única que permita afirmar que toda farmácia possui determinado percentual de ICMS para recuperar. É necessário analisar operações, produtos, documentos fiscais e normas estaduais.

Essa mesma cautela deve existir em qualquer trabalho de recuperação tributária: crédito tributário precisa possuir fundamento documental e legal.

Quanto uma farmácia pode recuperar de impostos?

Não existe um percentual fixo. Uma farmácia pode não possuir qualquer valor relevante para recuperar, enquanto outra pode descobrir recolhimentos indevidos acumulados durante vários exercícios.

Tudo depende de fatores como:

  • Faturamento;
  • Mix de produtos;
  • Regime tributário;
  • Qualidade do cadastro fiscal;
  • Forma como as receitas foram segregadas;
  • Quantidade de mercadorias monofásicas;
  • Período analisado;
  • Valores efetivamente recolhidos.

Five Consultant: contabilidade especializada para farmácias

Sim, farmácia consegue recuperar impostos quando existem pagamentos indevidos ou superiores ao que determinava a legislação. No entanto, a existência do crédito não pode ser presumida.

É necessário revisar produtos, documentos fiscais, enquadramentos tributários e recolhimentos para identificar com segurança se existem valores passíveis de restituição ou compensação.

A Five Consultant Contabilidade possui experiência no atendimento a farmácias e pode realizar uma análise completa da situação tributária do seu negócio.

Além de verificar oportunidades para recuperar impostos, nossa equipe pode identificar falhas nos cadastros e processos fiscais que estejam fazendo sua empresa pagar mais tributos do que realmente deveria.

Sua farmácia cresceu, possui grande variedade de produtos ou nunca realizou uma revisão tributária detalhada?

Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e solicite uma análise tributária da sua farmácia.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como recuperar impostos na farmácia? Veja o passo a passo

Recuperar impostos na farmácia é uma possibilidade real para estabelecimentos que recolheram tributos indevidamente, em duplicidade ou em valor superior ao determinado pela legislação. 

Como as farmácias comercializam medicamentos, produtos de higiene, cosméticos, itens de conveniência e mercadorias sujeitas a diferentes tratamentos fiscais, erros na classificação fiscal das receitas são comuns. 

Neste artigo, você entenderá como recuperar impostos na farmácia, quais tributos podem ser revisados, quais documentos precisam ser analisados e quais cuidados são indispensáveis para evitar pedidos irregulares.

O que significa recuperar impostos na farmácia?

A recuperação tributária é o procedimento utilizado para identificar e reaver valores que foram pagos indevidamente ou a maior pela empresa.

Na prática, a contabilidade realiza uma revisão das apurações fiscais dos períodos anteriores para comparar o que a farmácia efetivamente recolheu com aquilo que deveria ter sido pago de acordo com a legislação.

Quando é identificado um pagamento indevido, o estabelecimento pode solicitar a restituição do valor ou, conforme o tipo de crédito e o regime tributário, utilizá-lo para compensar débitos futuros.

As oportunidades podem surgir em situações como:

  • Tributação de receitas que deveriam ter recebido tratamento monofásico;
  • Falta de segregação das receitas no Simples Nacional;
  • Recolhimento indevido de ICMS sobre produtos sujeitos à substituição tributária;
  • Erros na classificação fiscal de medicamentos e cosméticos;
  • Pagamentos duplicados;
  • Preenchimento incorreto de declarações;
  • Aproveitamento insuficiente de créditos permitidos;
  • Divergências entre o cadastro de produtos e a legislação vigente.

Portanto, recuperar tributos não significa criar créditos artificiais ou adotar interpretações sem respaldo legal. O objetivo é corrigir pagamentos que comprovadamente excederam o valor devido.

Por que as farmácias podem pagar impostos a maior?

A farmácia trabalha com um cadastro extenso e diversificado de mercadorias. Um único estabelecimento pode comercializar milhares de itens submetidos a regras tributárias diferentes.

Enquanto determinados medicamentos estão sujeitos à tributação monofásica de PIS e COFINS, outros produtos podem seguir a tributação normal. 

Há ainda mercadorias submetidas à substituição tributária do ICMS, produtos com redução de base de cálculo e itens que passaram por alterações legislativas ao longo do tempo.

Essa diversidade aumenta o risco de erros, principalmente quando o sistema da farmácia não está corretamente integrado ao software fiscal e contábil.

Entre as causas mais frequentes de recolhimento a maior estão:

  • NCM cadastrado incorretamente;
  • Ausência de atualização do cadastro após mudanças legais;
  • CST ou CSOSN incompatível com a operação;
  • Tratamento de todos os produtos como se fossem tributados da mesma maneira;
  • Falhas na segregação das receitas no PGDAS-D;
  • Parametrização incorreta do sistema de gestão;
  • Utilização de listas genéricas de produtos sem validação individual;
  • Divergências entre notas fiscais, estoque e escrituração fiscal.

Um cadastro incorreto pode se repetir em todas as vendas durante meses ou anos. Por isso, um erro aparentemente pequeno pode gerar uma diferença tributária relevante quando aplicado a um grande volume de operações.

Como recuperar impostos na farmácia pelo regime monofásico?

Uma das principais oportunidades para farmácias está relacionada ao PIS e à COFINS cobrados pelo regime monofásico. Nesse sistema, a legislação concentra a tributação no fabricante ou no importador. 

Para determinados produtos farmacêuticos, a legislação estabelece alíquota zero de PIS e COFINS sobre a receita de venda obtida por pessoas jurídicas que não sejam fabricantes ou importadoras dos produtos abrangidos.

Isso significa que a farmácia, na condição de revendedora, pode não precisar recolher PIS e COFINS sobre a venda de determinados produtos já tributados anteriormente na cadeia.

No Simples Nacional, por exemplo, o valor não é retirado automaticamente da guia apenas porque a mercadoria é monofásica. A empresa precisa informar corretamente a natureza da receita no sistema de apuração.

Quando todas as vendas são lançadas como receitas sujeitas à tributação normal, o PGDAS-D pode calcular parcelas de PIS e COFINS sobre produtos que deveriam ter tratamento específico. É justamente essa diferença que pode dar origem ao pedido de restituição ou compensação.

Entretanto, a recuperação depende de uma análise produto por produto. Não se deve utilizar apenas a descrição comercial, como “medicamento”, “cosmético” ou “produto de higiene”. A identificação precisa considerar:

  • NCM;
  • Descrição fiscal do produto;
  • Período em que a venda ocorreu;
  • Legislação vigente naquele período;
  • Posição da empresa na cadeia;
  • Regime tributário;
  • Informações constantes nas notas fiscais de entrada e saída.

É possível recuperar ICMS pago pela farmácia?

Também podem existir oportunidades relacionadas ao ICMS, principalmente em operações sujeitas à substituição tributária.

No regime de ICMS-ST, a responsabilidade pelo recolhimento do imposto de etapas posteriores é atribuída a um contribuinte anterior da cadeia. 

Como as regras são estaduais, as hipóteses de restituição, complementação e aproveitamento de créditos variam conforme a unidade da federação.

Uma farmácia pode ter direito à restituição, por exemplo, quando:

  • O fato gerador presumido não ocorrer;
  • A mercadoria for devolvida;
  • Houver recolhimento duplicado;
  • A operação final receber tratamento diferente do previsto;
  • O imposto tiver sido calculado com dados incorretos;
  • Houver venda interestadual que gere direito ao ressarcimento, conforme a legislação estadual;
  • A base efetiva da operação é justificar restituição segundo as regras e decisões aplicáveis.

A análise do ICMS exige atenção especial porque não existe um procedimento único válido para todas as farmácias do país. Cada estado estabelece documentos, arquivos, sistemas e prazos específicos para a solicitação.

Além disso, a empresa precisa conciliar as notas fiscais de entrada, as vendas, o estoque, os códigos fiscais e os valores de ICMS-ST destacados ou informados nos documentos.

Qual é o prazo para recuperar impostos na farmácia?

Em regra, a empresa pode revisar os pagamentos realizados nos últimos cinco anos, observando o termo inicial aplicável a cada tipo de crédito.

Por essa razão, adiar a revisão pode provocar a perda de créditos. A cada mês, um novo período pode ficar fora do prazo.

Isso não significa, entretanto, que basta somar tudo o que foi pago nos últimos cinco anos. O levantamento deve respeitar:

  • A legislação vigente em cada período;
  • As mudanças nas listas de produtos;
  • O regime tributário adotado em cada ano;
  • As retificações já efetuadas;
  • Os valores efetivamente recolhidos;
  • Os prazos específicos aplicáveis;
  • A existência de documentos que comprovem o crédito.

Uma farmácia que mudou de regime tributário durante o período analisado, por exemplo, precisará ter cada fase revisada segundo suas respectivas regras.

Como recuperar impostos na farmácia na prática?

O procedimento deve seguir etapas organizadas para que o crédito seja calculado e solicitado com segurança.

1. Levantamento dos documentos

O primeiro passo é reunir os dados fiscais, contábeis e financeiros dos períodos que serão revisados.

Normalmente, são necessários:

  • Arquivos XML das notas fiscais;
  • Notas de entrada e saída;
  • Relatórios de vendas;
  • Cadastro completo de produtos;
  • NCM de cada mercadoria;
  • CST e CSOSN;
  • Apurações do Simples Nacional;
  • Guias DAS;
  • EFD-Contribuições;
  • SPED Fiscal;
  • DARFs;
  • Livros fiscais;
  • Balancetes;
  • Declarações tributárias;
  • Extratos dos pagamentos.

A documentação deve permitir a identificação da venda, do produto, do tratamento tributário aplicado e do imposto efetivamente recolhido.

2. Revisão do cadastro de produtos

Em seguida, é necessário revisar o cadastro tributário das mercadorias. Esse trabalho não serve apenas para recuperar valores antigos. Ele também corrige a tributação das vendas futuras, evitando que a farmácia continue pagando impostos a maior.

A revisão deve comparar o cadastro interno com as notas fiscais de compra, a classificação fiscal e as tabelas vigentes em cada período.

3. Separação das receitas

As vendas precisam ser agrupadas de acordo com o tratamento tributário correto.

É necessário distinguir, entre outras categorias:

  • Receitas monofásicas;
  • Receitas com tributação normal;
  • Produtos sujeitos ao ICMS-ST;
  • Mercadorias com benefícios específicos;
  • Vendas canceladas;
  • Devoluções;
  • Operações interestaduais.

Essa segregação é fundamental para recalcular corretamente os tributos.

4. Recálculo dos impostos

Após a classificação, a contabilidade compara o valor pago com o valor que seria devido caso as receitas tivessem sido informadas corretamente.

O cálculo precisa ser mensal e demonstrar com clareza:

  • Receita total;
  • Receita por tratamento tributário;
  • Alíquota utilizada;
  • Imposto originalmente pago;
  • Imposto recalculado;
  • Diferença passível de recuperação.

5. Retificação das declarações

Dependendo da origem do crédito, pode ser necessário corrigir declarações fiscais enviadas anteriormente.

As retificações precisam refletir os dados reais da empresa. Alterar declarações apenas para gerar créditos, sem documentação que sustente as mudanças, expõe a farmácia a riscos fiscais.

6. Pedido de restituição ou compensação

Depois de reconhecer e comprovar o crédito, a empresa deve utilizar o canal adequado para solicitar a devolução ou realizar a compensação.

Para outros tributos federais, o pedido normalmente é feito pelo PER/DCOMP, embora o canal correto dependa da natureza do crédito.

Já os créditos de ICMS seguem os procedimentos da Secretaria da Fazenda do respectivo estado.

Como a Five Consultant pode ajudar sua farmácia?

Recuperar impostos na farmácia exige uma análise detalhada dos produtos, das notas fiscais, das declarações e dos pagamentos realizados. 

Não basta identificar que a empresa vende medicamentos ou está enquadrada no Simples Nacional. É necessário comprovar quais mercadorias receberam tributação incorreta, calcular as diferenças e utilizar o procedimento adequado para cada crédito.

A Five Consultant Contabilidade pode realizar uma revisão completa da situação fiscal da farmácia, verificando oportunidades de recuperação tributária.

Para saber mais e descobrir quanto a sua empresa pode recuperar em impostos, clique no botão do WhatsApp e fale com um dos nossos especialistas.