CategoriesContabilidade para indústrias

Indústria deve abrir filial ou novo CNPJ?

Quando uma indústria decide expandir sua operação, uma dúvida comum é: vale mais a pena abrir uma filial ou constituir uma nova empresa?

As duas alternativas podem ser utilizadas para ampliar a produção, entrar em uma nova região, criar uma unidade de distribuição ou separar determinadas atividades. No entanto, existem diferenças importantes entre elas.

Uma filial está vinculada juridicamente à empresa matriz. Já a abertura de uma nova empresa cria outra pessoa jurídica, com estrutura societária e responsabilidades próprias.

Por isso, a escolha não deve considerar apenas o custo de abertura. É necessário avaliar tributação, riscos, gestão financeira, atividade desenvolvida, estrutura societária e objetivos da expansão.

Neste artigo, entenda as principais diferenças e descubra qual alternativa pode fazer mais sentido para uma indústria.

Qual é a diferença entre abrir uma filial e um novo CNPJ?

Apesar de a filial possuir um estabelecimento próprio e número de CNPJ específico, ela não é uma pessoa jurídica independente da matriz.

Na prática, matriz e filial fazem parte da mesma empresa.

Por exemplo, uma indústria pode possuir:

  • Matriz: Unidade responsável pela produção.
  • Filial: Centro de distribuição localizado em outro estado.

Embora cada estabelecimento tenha seu próprio CNPJ e possa possuir obrigações específicas, ambos pertencem à mesma pessoa jurídica.

A situação é diferente quando os sócios constituem uma nova empresa.

Nesse caso, surge outra pessoa jurídica, com:

  • CNPJ próprio;
  • Contrato social próprio;
  • Capital social próprio;
  • Contabilidade própria;
  • Obrigações fiscais próprias;
  • Patrimônio próprio;
  • Resultado próprio.

Essa diferença é fundamental para entender as vantagens e limitações de cada estrutura.

Quando abrir uma filial pode ser mais interessante para a indústria?

A filial costuma fazer sentido quando a nova unidade é uma extensão da operação que já existe. Imagine uma indústria localizada em São Paulo que pretende abrir um centro de distribuição em Minas Gerais.

Se a intenção é apenas ampliar sua capacidade logística, sem criar uma operação empresarial independente, a filial pode ser uma alternativa natural.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado quando a indústria pretende abrir uma segunda unidade produtiva que continuará integrada à estrutura atual.

Entre as vantagens está a possibilidade de manter a operação dentro da mesma organização empresarial. 

Isso facilita a visão consolidada do negócio e evita a criação desnecessária de outra empresa apenas para representar uma nova unidade.

Ainda assim, abrir uma filial não significa simplesmente alugar um imóvel e começar a operar. 

Dependendo da atividade, será necessário analisar questões como inscrição estadual, licenciamento, alvarás, exigências ambientais e demais autorizações relacionadas à atividade industrial.

Quando pode ser melhor abrir uma nova empresa?

Existem situações em que separar as operações pode ser estratégico. Uma delas acontece quando a indústria pretende desenvolver uma atividade significativamente diferente da atual.

Imagine uma indústria que fabrica determinado produto e decide criar uma nova operação dedicada a outro segmento, com fornecedores, clientes, estrutura e riscos diferentes.

A constituição de uma nova empresa pode facilitar a separação dos resultados.

Também pode fazer sentido quando existem sócios diferentes em cada negócio. Suponha que uma indústria tenha três sócios, mas apenas dois deles participarão de um novo projeto.

Nesse cenário, simplesmente abrir uma filial não resolveria a questão societária, pois a filial pertence à mesma pessoa jurídica da matriz.

Uma nova empresa permite estruturar uma composição societária própria para a nova operação.

Por isso, antes da escolha, é importante entender se estamos diante de uma expansão da empresa atual ou da criação de um negócio que precisa funcionar de maneira independente.

Abrir uma filial reduz os impostos da indústria?

Não necessariamente. A decisão entre filial e nova empresa não deve ser tomada apenas com a expectativa de pagar menos impostos.

É preciso fazer um planejamento tributário considerando características como:

  • Faturamento atual;
  • Faturamento projetado;
  • Margem da operação;
  • Produtos fabricados;
  • Localização das unidades;
  • Operações entre estabelecimentos;
  • Regime tributário;
  • Créditos tributários;
  • Estrutura de custos.

Em uma indústria, a análise tributária tende a ser ainda mais importante devido às particularidades da cadeia produtiva.

Uma estrutura que parece mais barata quando analisada apenas pelo valor dos impostos pode gerar custos adicionais em logística, controles internos e obrigações fiscais.

Portanto, é necessário fazer simulações antes de escolher a estrutura.

O que analisar antes de abrir uma filial ou outro CNPJ?

Antes de tomar a decisão, os sócios precisam desenvolver um estudo da nova operação.

Algumas perguntas ajudam nessa análise: 

  • A nova unidade terá a mesma atividade da empresa atual?

Se a resposta for sim, a filial pode ganhar força como alternativa.

  • Os sócios serão os mesmos? 

Se houver uma composição societária diferente, provavelmente será necessário avaliar uma nova empresa.

  • As operações precisam ser separadas?

Quando existem negócios independentes, separar as pessoas jurídicas pode facilitar a gestão.

  • Qual será o impacto tributário?

É necessário simular os cenários antes da abertura.

  • A nova unidade ficará em outro estado?

Nesse caso, devem ser analisadas as particularidades fiscais e as obrigações aplicáveis naquela localidade.

  • Existem riscos diferentes entre as operações?

Essa questão também deve ser considerada na estruturação empresarial.

As respostas ajudam a construir uma visão muito mais completa do que simplesmente comparar os custos para registrar uma filial e abrir uma nova empresa.

Afinal, indústria deve abrir filial ou novo CNPJ?

Se a intenção é simplesmente expandir a mesma operação, mantendo atividades, estrutura societária e estratégia integradas, abrir uma filial pode ser o caminho mais adequado.

Por outro lado, quando a nova operação possui outros sócios, atividade diferente, riscos próprios ou necessidade de independência financeira e administrativa, constituir uma nova empresa pode ser mais interessante.

A decisão, entretanto, precisa ser tomada com planejamento. Antes de fazer qualquer alteração societária, é importante comparar os impactos tributários, financeiros, contábeis e operacionais das alternativas.

A Five Consultant Contabilidade pode auxiliar sua indústria nessa análise, simulando diferentes cenários e identificando a estrutura mais adequada para a expansão.

Assim, a empresa consegue crescer com uma estrutura compatível com seus objetivos, evitando decisões que aumentem desnecessariamente os impostos, os custos administrativos ou a complexidade da operação.

Receba apoio e orientação especializada, entre em contato com um dos nossos especialistas!

CategoriesContabilidade para indústrias

Quando uma indústria deve sair do Simples?

O Simples Nacional costuma ser uma alternativa interessante para pequenas indústrias, principalmente pela facilidade no recolhimento dos impostos. 

No entanto, conforme a empresa cresce, chega um momento em que permanecer no regime pode deixar de ser a opção mais econômica.

Por isso, uma dúvida comum entre empresários é: quando uma indústria deve sair do Simples Nacional? A resposta não depende apenas do faturamento.

Mesmo que a indústria ainda possa legalmente permanecer no regime, pode existir uma alternativa tributária mais vantajosa, como o Lucro Presumido ou o Lucro Real.

O caminho correto é fazer um planejamento tributário, comparando quanto a empresa pagaria em cada cenário. Entenda os principais pontos que devem ser analisados.

Qual é o limite do Simples Nacional para indústria?

O limite geral de receita bruta para enquadramento como empresa de pequeno porte e permanência no Simples Nacional é de R$ 4,8 milhões por ano.

  • As atividades industriais são tradicionalmente tributadas pelo Anexo II do Simples Nacional.

A tabela possui seis faixas de faturamento, e as alíquotas nominais aumentam conforme cresce a receita bruta acumulada nos últimos 12 meses.

Isso significa que uma indústria próxima do limite do Simples não possui a mesma carga tributária de uma pequena fábrica que ainda está nas primeiras faixas.

Além disso, existem regras específicas relacionadas ao sublimite. Com as adequações da Reforma Tributária, o sublimite de R$ 3,6 milhões também passa a ser considerado para o recolhimento de IBS, além de ICMS e ISS, dentro do Simples Nacional.

Portanto, conforme o faturamento aumenta, a análise tributária se torna ainda mais importante.

A indústria precisa esperar atingir R$ 4,8 milhões para sair do Simples?

Não. Esse é um dos pontos mais importantes para o empresário compreender.

O limite estabelece até quando a empresa pode permanecer no regime, mas não significa que o Simples será obrigatoriamente a opção mais econômica até esse valor.

Imagine uma indústria que fature R$ 3 milhões por ano. Ela ainda está dentro do limite do regime. Entretanto, dependendo de suas despesas, folha de pagamento, margem de lucro, produtos comercializados e características das operações, outro regime pode gerar uma carga tributária menor.

Por isso, existem duas situações diferentes:

  • Saída obrigatória: Ocorre quando a empresa deixa de cumprir os requisitos necessários para permanecer no Simples.

 

  • Saída por planejamento: Ocorre quando a indústria continua autorizada a utilizar o Simples, mas identifica que outro regime é financeiramente mais vantajoso.

É justamente a segunda situação que muitos empresários deixam de analisar.

Como saber se o Simples ainda é vantajoso para a indústria?

A resposta precisa vir dos números. Não existe um faturamento específico a partir do qual todas as indústrias deveriam migrar para outro regime.

Duas fábricas com faturamento de R$ 2 milhões podem apresentar cenários tributários completamente diferentes.

Por isso, o planejamento deve considerar fatores como:

  • Receita bruta;
  • Margem de lucro;
  • Folha de pagamento;
  • Quantidade de colaboradores;
  • Custos com matéria-prima;
  • Produtos fabricados;
  • Operações realizadas;
  • Benefícios fiscais existentes;
  • Créditos tributários;
  • Estado onde a indústria está instalada;
  • Estados para os quais vende seus produtos.

A partir dessas informações, a contabilidade consegue realizar simulações.

Por exemplo, pode calcular quanto a empresa pagaria permanecendo no Simples e comparar com uma projeção no Lucro Presumido ou no Lucro Real.

A decisão deve ser tomada com base nessa comparação, e não simplesmente na ideia de que “o Simples sempre paga menos imposto”.

Quando o Lucro Presumido pode ser melhor para uma indústria?

O Lucro Presumido pode aparecer como alternativa em determinados cenários. Nesse regime, IRPJ e CSLL são calculados utilizando percentuais de presunção estabelecidos pela legislação, enquanto os demais tributos seguem suas próprias regras.

Por isso, a margem efetivamente obtida pela indústria é um fator importante na análise.

Uma empresa com boa margem de lucro pode encontrar um cenário interessante no Lucro Presumido, dependendo das demais características da operação. 

Mas a comparação não pode olhar apenas para IRPJ e CSLL. É necessário considerar toda a carga tributária e os custos relacionados ao regime.

Em outras palavras, não adianta descobrir que determinado imposto seria menor e ignorar que outros tributos podem aumentar. A análise precisa comparar o custo tributário total.

Quando o Lucro Real pode valer a pena para uma indústria?

O Lucro Real também merece atenção, principalmente em operações industriais mais estruturadas.

Nesse regime, IRPJ e CSLL estão diretamente relacionados ao resultado tributável da empresa. Por isso, empresas com margens menores ou com determinadas estruturas de custos podem encontrar vantagens.

Além disso, historicamente, a possibilidade de aproveitamento de créditos em tributos sujeitos ao sistema não cumulativo tornou a análise especialmente relevante para empresas que possuem volume expressivo de compras e insumos.

Entretanto, o Lucro Real possui uma operação fiscal e contábil mais complexa. Não basta comparar uma alíquota com outra.

É necessário analisar o impacto completo da mudança, incluindo os controles exigidos e as características específicas da atividade industrial.

Como a Reforma Tributária influencia essa decisão?

A Reforma Tributária tornou essa análise mais importante. As novas regras incorporam IBS e CBS à estrutura do Simples Nacional e também estabelecem situações relacionadas à apropriação de créditos pelos adquirentes.

Esse ponto é especialmente relevante para empresas que vendem para outras empresas.

Imagine uma indústria cujo público seja predominantemente formado por distribuidores, atacadistas ou outras indústrias.

Para esses compradores, os créditos tributários podem influenciar inclusive as negociações comerciais.

Portanto, o empresário precisa começar a analisar não apenas quanto sua própria empresa paga de imposto, mas também como seu regime tributário interfere na cadeia em que está inserida.

Com a Reforma Tributária, permanecer ou não no Simples passa a exigir uma análise ainda mais cuidadosa.

Quais sinais indicam que é hora de revisar o regime tributário?

Algumas situações devem servir de alerta para o empresário. A primeira é o crescimento acelerado do faturamento.

Se a indústria saiu de R$ 1 milhão para R$ 3 milhões de faturamento anual, por exemplo, não faz sentido continuar utilizando uma análise tributária realizada quando a empresa era muito menor.

Outro sinal é a redução das margens. Uma fábrica pode aumentar bastante as vendas e, ao mesmo tempo, enfrentar crescimento dos custos com matéria-prima, energia, mão de obra e logística.

Também é importante revisar o regime quando ocorrerem:

  • Expansão da fábrica;
  • Entrada em novos mercados;
  • Alteração significativa da margem;
  • Aumento expressivo do faturamento;
  • Mudança relevante na folha de pagamento;
  • Lançamento de novos produtos;
  • Abertura de filiais;
  • Crescimento das vendas para outras empresas.

Quanto mais a operação muda, maior a necessidade de refazer as contas.

Afinal, quando a indústria deve sair do Simples?

Uma indústria deve considerar a saída do Simples quando não puder mais permanecer legalmente no regime ou quando as simulações demonstrarem que outra opção tributária é mais vantajosa para sua operação.

Portanto, não existe um número mágico de faturamento que determine o momento ideal para todas as empresas. O importante é não tomar essa decisão com base em suposições.

A Five Consultant Contabilidade pode realizar um planejamento tributário da indústria, comparando Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real e considerando as particularidades da operação.

Dessa forma, a empresa consegue identificar qual regime oferece a melhor combinação entre carga tributária, segurança fiscal e eficiência, em vez de permanecer no Simples apenas porque ainda não ultrapassou o limite de faturamento.

Receba apoio e orientação especializada, entre em contato com um dos nossos especialistas!

CategoriesContabilidade para indústrias

Como reduzir o ciclo financeiro da indústria?

Para reduzir o ciclo financeiro da indústria, a empresa precisa diminuir o tempo que o dinheiro permanece preso na operação. 

Na prática, isso significa girar os estoques mais rapidamente, receber dos clientes em menos tempo e negociar prazos maiores para pagar os fornecedores.

  • Esse cuidado é especialmente importante no setor industrial.

Antes de receber por uma venda, uma fábrica normalmente precisa comprar matéria-prima, produzir, manter produtos em estoque, entregar os pedidos e aguardar o prazo concedido aos clientes.

Enquanto o dinheiro não retorna ao caixa, alguém precisa financiar a operação. Quanto maior esse intervalo, maior tende a ser a necessidade de capital de giro.

Por isso, reduzir o ciclo financeiro pode liberar caixa, diminuir a necessidade de empréstimos e permitir que a indústria cresça sem aumentar na mesma proporção os recursos necessários para financiar sua operação.

O que é ciclo financeiro na indústria?

O ciclo financeiro representa o período entre o pagamento relacionado à operação e o recebimento das vendas.

Uma forma bastante utilizada de analisar esse intervalo considera três indicadores:

  • Ciclo financeiro = Prazo Médio de Estoque + Prazo Médio de Recebimento – Prazo Médio de Pagamento

Considere uma indústria com:

  • Prazo Médio de Estoque (PME): 50 dias;
  • Prazo Médio de Recebimento (PMR): 45 dias;
  • Prazo Médio de Pagamento (PMP): 30 dias.

Teríamos: 50 + 45 – 30 = 65 dias

Isso significa, de maneira simplificada, que a empresa precisa financiar aproximadamente 65 dias do seu ciclo operacional.

Durante esse período existem matérias-primas, produtos em elaboração, mercadorias acabadas ou valores a receber consumindo recursos da indústria.

Quanto maior for o ciclo, maior tende a ser a necessidade de dinheiro para sustentar a operação.

Por que um ciclo financeiro longo é um problema?

Imagine uma indústria que venda R$ 3 milhões por mês e seja lucrativa. Mesmo com bons resultados, ela pode enfrentar dificuldades financeiras se precisar pagar fornecedores muito antes de receber dos clientes.

É possível, portanto, ter: Lucro + vendas crescendo + falta de caixa.

Isso acontece porque lucro e disponibilidade financeira não são a mesma coisa. O problema pode se tornar ainda maior durante períodos de crescimento.

Para aumentar as vendas, a indústria compra mais matéria-prima, aumenta a produção e forma estoques maiores. Porém, se os clientes pagarem somente depois de 60 ou 90 dias, será necessário financiar toda essa expansão.

  • É por isso que reduzir o ciclo financeiro pode ser tão importante quanto aumentar o faturamento.

Como reduzir o prazo médio de estoque?

A primeira frente é o estoque. Matéria-prima parada representa dinheiro que já foi investido, mas ainda não retornou ao caixa. O mesmo acontece com produtos em processo e produtos acabados aguardando venda.

  • A solução, entretanto, não é simplesmente cortar estoques.

Reduzi-los excessivamente pode interromper a produção ou provocar atrasos na entrega. O objetivo deve ser eliminar excessos e melhorar o giro.

A indústria pode:

  • Melhorar a previsão de demanda;
  • Planejar compras de acordo com a produção;
  • Identificar matérias-primas com baixo giro;
  • Reduzir estoques obsoletos;
  • Acompanhar produtos acabados sem saída;
  • Melhorar o planejamento da produção;
  • Reduzir perdas e retrabalho;
  • Negociar entregas mais frequentes com fornecedores.

Imagine uma empresa que mantenha R$ 1,2 milhão em estoque e descubra que R$ 300 mil correspondem a materiais com baixíssima movimentação.

Existe uma quantidade relevante de dinheiro imobilizada. Por isso, gestão de estoque também é gestão financeira.

Como receber mais rápido dos clientes?

Imagine uma indústria que compra matéria-prima pagando em 30 dias e vende para receber em 90.

Mesmo que venda com uma excelente margem, existe um intervalo relevante que precisa ser financiado.

Algumas alternativas para reduzir o prazo médio de recebimento incluem:

  • Negociar prazos menores;
  • Incentivar pagamentos antecipados;
  • Estabelecer políticas comerciais por perfil de cliente;
  • Melhorar a análise de crédito;
  • Acompanhar vencimentos;
  • Realizar cobranças rapidamente;
  • Reduzir atrasos e inadimplência;
  • Revisar condições excessivamente longas.

Uma política comercial aparentemente boa pode ser financeiramente ruim.

Por exemplo, conceder 90 dias em vez de 30 pode ajudar o vendedor a fechar o pedido, mas também obriga a empresa a financiar mais 60 dias da venda.

Por isso, prazo precisa fazer parte da negociação comercial.

Quanto dinheiro pode ser liberado reduzindo o ciclo financeiro?

Imagine uma indústria com desembolsos operacionais médios de R$ 60 mil por dia e ciclo financeiro de 70 dias.

De forma simplificada, a operação precisa sustentar: 70 × R$ 60.000 = R$ 4,2 milhões

Agora suponha que a empresa consiga:

  • Reduzir estoque em 10 dias;
  • Receber clientes 5 dias antes;
  • Aumentar o prazo dos fornecedores em 5 dias.

O ciclo passaria de: 70 para 50 dias.

A necessidade associada ao intervalo cairia, nessa simulação simplificada, para: 50 × R$ 60.000 = R$ 3 milhões

Diferença: R$ 1,2 milhão

Isso não significa que R$ 1,2 milhão aparecerá automaticamente na conta bancária. O exemplo demonstra a ordem de grandeza dos recursos que podem deixar de ficar comprometidos no financiamento do ciclo.

Quais indicadores a indústria deve acompanhar?

Para reduzir o ciclo financeiro, não basta olhar apenas o saldo bancário.

A gestão deve acompanhar pelo menos:

  • Prazo Médio de Estoque (PME);
  • Prazo Médio de Recebimento (PMR);
  • Prazo Médio de Pagamento (PMP);
  • Ciclo financeiro;
  • Giro de estoque;
  • Inadimplência;
  • Necessidade de capital de giro;
  • Fluxo de caixa projetado.

O ideal é acompanhar a evolução mensal desses indicadores. Imagine que o ciclo tenha passado de 45 para 70 dias nos últimos seis meses.

A gestão precisa identificar onde estão os 25 dias adicionais.

  • O estoque aumentou?
  • Os clientes passaram a pagar mais tarde?
  • A empresa perdeu prazo com fornecedores?

Essa análise transforma um problema genérico de “falta de caixa” em causas concretas que podem ser corrigidas.

Como reduzir o ciclo financeiro sem prejudicar a operação?

Reduzir o ciclo não significa simplesmente comprar menos, pressionar todos os clientes para pagar à vista e atrasar fornecedores.

Esse tipo de estratégia pode prejudicar produção, vendas e relacionamento comercial. O objetivo é encontrar ineficiências.

  • Uma indústria pode descobrir que possui estoque excessivo de determinados itens enquanto falta matéria-prima essencial. 
  • Pode conceder 90 dias para clientes que aceitariam 45. 
  • Pode pagar fornecedores em 15 dias mesmo tendo possibilidade contratual de pagar em 30.

É nesses descasamentos que existem oportunidades.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a analisar fluxo de caixa, capital de giro, estoques, contas a receber e indicadores financeiros para identificar onde os recursos estão ficando presos.

Entre em contato conosco e fale com um dos nossos especialistas!

CategoriesContabilidade para indústrias

Como formar preço de venda na indústria?

Formar o preço de venda na indústria exige conhecer quanto realmente custa fabricar cada produto, quanto a empresa gasta para vendê-lo e qual margem precisa obter para sustentar a operação.

O cálculo é mais complexo do que simplesmente pegar o custo da matéria-prima e acrescentar 30%, 40% ou 50%.

Uma indústria possui mão de obra, máquinas, energia, manutenção, perdas de produção, embalagens, despesas administrativas, tributos, comissões e diversos outros gastos que precisam ser pagos pelas vendas.

Por isso, um produto pode parecer lucrativo e, na prática, gerar uma margem muito pequena ou até prejuízo.

Neste artigo, a Five Consultant explica como estruturar a formação do preço de venda na indústria e mostra um exemplo prático para facilitar o cálculo.

O que precisa entrar na formação do preço de venda?

O primeiro passo é entender que preço de venda e custo de produção são coisas diferentes.

O custo industrial mostra quanto a empresa gasta para fabricar determinado produto.

Já o preço precisa ser suficiente para cobrir os custos, contribuir para o pagamento das despesas da empresa, absorver os valores incidentes sobre a venda e proporcionar o resultado esperado.

Entre os elementos que precisam ser analisados estão:

  • Matéria-prima;
  • Componentes;
  • Embalagens;
  • Mão de obra;
  • Energia utilizada na produção;
  • Manutenção;
  • Depreciação das máquinas;
  • Perdas e desperdícios;
  • Despesas administrativas;
  • Logística;
  • Comissões;
  • Tributos;
  • Margem desejada.

Além disso, o preço calculado internamente precisa ser confrontado com aquilo que o mercado aceita pagar.

Portanto, existem duas perguntas diferentes: 

  • Quanto precisamos cobrar para que o produto seja rentável?
  • Quanto o cliente está disposto a pagar por ele?

A precificação precisa conciliar essas duas respostas.

Como descobrir o custo de produção de cada produto?

O ponto de partida é uma boa estrutura de custos. Imagine uma indústria que fabrica 10 mil unidades mensais de determinado produto.

No período, os gastos relacionados à fabricação foram:

  • Matéria-prima: R$ 120.000;
  • Embalagens: R$ 20.000;
  • Mão de obra produtiva: R$ 40.000;
  • Outros custos diretamente atribuídos: R$ 10.000;
  • Custos indiretos de fabricação atribuídos ao produto: R$ 50.000.

O custo industrial seria: R$ 120.000 + R$ 20.000 + R$ 40.000 + R$ 10.000 + R$ 50.000 = R$ 240.000

Dividindo pelas 10 mil unidades: R$ 240.000 ÷ 10.000 = R$ 24,00 por unidade

Esse é o primeiro número que a empresa precisa conhecer. 

Entretanto, R$ 24,00 ainda não é o preço de venda.

A empresa possui despesas e valores incidentes sobre as vendas que também precisam ser considerados.

Como os custos indiretos podem distorcer o preço?

Um dos maiores desafios da indústria está justamente nos custos que não podem ser relacionados diretamente a uma unidade.

Considere uma fábrica com três linhas de produtos utilizando as mesmas máquinas.

  • Quanto da manutenção pertence ao produto A?
  • Quanto da depreciação deve ser atribuída ao produto B?
  • Quanto da supervisão da fábrica está relacionada ao produto C?

É necessário utilizar critérios de apropriação e rateio coerentes.

Um rateio mal elaborado pode fazer um produto absorver custos demais enquanto outro recebe custos de menos.

O resultado pode ser perigoso: Produto A parece pouco lucrativo, mas está absorvendo custos excessivos.

Enquanto: Produto B parece extremamente rentável porque parte dos custos que deveria carregar foi atribuída a outro item.

Por isso, indústrias com diversos produtos precisam analisar a rentabilidade por SKU, família ou linha, em vez de observar apenas o resultado geral da empresa.

Como formar o preço de venda com markup?

Uma das metodologias utilizadas na precificação é o markup. Ele permite considerar percentuais que incidem sobre a receita e a margem pretendida.

Uma fórmula simplificada é: Markup divisor = 1 – (percentuais considerados no preço)

Depois: Preço de venda = custo base ÷ markup divisor

Vamos voltar ao produto com custo industrial de R$ 24,00.

Considere, apenas para fins didáticos:

  • Tributos sobre a receita: 10%;
  • Comissão: 5%;
  • Outras despesas variáveis: 5%;
  • Margem pretendida: 20%.

Somando: 10% + 5% + 5% + 20% = 40%

Logo:

Markup divisor = 1 – 0,40 = 0,60

Preço:

R$ 24,00 ÷ 0,60 = R$ 40,00

O preço calculado seria R$ 40,00 por unidade.

Essa metodologia evita um erro muito comum: confundir percentual aplicado sobre o custo com margem sobre o preço de venda.

O preço do concorrente deve ser usado como referência?

Sim, mas não deve substituir o cálculo interno. Suponha que sua indústria chegue a um preço de R$ 150,00 enquanto concorrentes vendem produtos equivalentes por R$ 125,00.

Reduzir imediatamente para R$ 125,00 pode transformar uma venda lucrativa em prejuízo.

Primeiro, investigue a diferença.

O concorrente pode:

  • Comprar matéria-prima por um preço menor;
  • Possuir maior produtividade;
  • Trabalhar com escala superior;
  • Utilizar tecnologia diferente;
  • Ter menos desperdícios;
  • Possuir outra estrutura tributária;
  • Aceitar uma margem menor;
  • Entregar um produto com especificações diferentes..

Se o mercado aceita R$ 125,00 e sua indústria precisa cobrar R$ 150,00 o problema talvez não esteja no preço. Pode estar no custo.

Essa conclusão é muito mais útil do que simplesmente conceder desconto.

Quando revisar o preço de venda?

O preço não deve ser calculado uma vez e permanecer indefinidamente na tabela. É necessário revisar a precificação quando houver mudanças relevantes em:

  • Matéria-prima;
  • Salários;
  • Energia;
  • Fretes;
  • Câmbio;
  • Produtividade;
  • Capacidade utilizada;
  • Tributação;
  • Comissões;
  • Despesas;
  • Mercado.

Também é importante comparar periodicamente: Preço previsto × custo real × margem prevista × margem realizada.

Imagine que um produto tenha sido precificado para gerar margem de contribuição de 35%, mas os relatórios dos últimos três meses indiquem 27%.

A gestão precisa descobrir por quê.

Pode ter ocorrido aumento de matéria-prima, crescimento das perdas, concessão excessiva de descontos ou algum custo não considerado inicialmente.

Como melhorar a formação de preços da indústria?

O primeiro passo é abandonar a precificação baseada exclusivamente em percentual padrão ou preço dos concorrentes.

Uma indústria precisa saber quanto custa fabricar e vender cada produto.

Depois, deve acompanhar indicadores como:

  • Custo unitário;
  • Margem de contribuição;
  • Lucratividade por produto;
  • Desperdícios;
  • Capacidade ociosa;
  • Ponto de equilíbrio;
  • Preço médio realizado;
  • Descontos concedidos.

A precificação deixa, então, de ser apenas uma conta comercial e passa a fazer parte da gestão financeira.

Uma empresa pode faturar milhões e continuar com dificuldade de caixa se vender produtos com margens insuficientes.

Por outro lado, conhecer a rentabilidade de cada linha permite decidir onde aumentar produção, quais produtos precisam de reajuste e quais custos precisam ser reduzidos.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a organizar custos, analisar margens, avaliar a tributação e transformar os números contábeis em informações para decisões de preço.

Entre em contato conosco e converse com um dos nossos especialistas!

 

CategoriesContabilidade para indústrias

Como calcular o capital de giro de uma indústria?

Saber como calcular o capital de giro de uma indústria é fundamental para manter a produção funcionando, pagar fornecedores e funcionários e cumprir as obrigações financeiras enquanto a empresa aguarda o recebimento das vendas.

Nas indústrias, essa necessidade costuma ser ainda mais relevante porque existe um intervalo entre a compra da matéria-prima e a entrada efetiva do dinheiro no caixa. Primeiro, a empresa compra os insumos, depois produz, mantém produtos em estoque, vende e, muitas vezes, ainda concede prazo para os clientes pagarem.

Isso significa que uma indústria pode ser lucrativa e apresentar um bom faturamento, mas ainda assim enfrentar dificuldades financeiras por falta de capital de giro suficiente para sustentar sua operação.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como calcular o capital de giro de uma indústria, quais informações precisam ser consideradas e como melhorar a gestão desses recursos.

O que é capital de giro de uma indústria?

Capital de giro é o conjunto de recursos necessários para financiar as atividades do dia a dia da empresa.

Na prática, é o dinheiro que mantém a operação funcionando enquanto a indústria transforma seus investimentos em produção e vendas até que os valores retornem ao caixa.

Entre outras necessidades, o capital de giro ajuda a financiar:

  • Compra de matérias-primas;
  • Formação de estoques;
  • Pagamento de fornecedores;
  • Folha de pagamento;
  • Energia elétrica;
  • Fretes e logística;
  • Tributos;
  • Manutenção da estrutura;
  • Outras despesas operacionais.

Uma característica importante da atividade industrial é que normalmente existe dinheiro aplicado em diferentes etapas do processo produtivo.

A empresa pode ter recursos investidos simultaneamente em matéria-prima, produtos em elaboração, mercadorias acabadas e contas a receber.

Por isso, quanto mais longo for o ciclo entre a compra dos insumos e o recebimento das vendas, maior poderá ser a necessidade de recursos para financiar a operação.

Qual é a diferença entre capital de giro e necessidade de capital de giro?

Os dois conceitos estão relacionados, mas não representam exatamente a mesma coisa.

Uma maneira simples de analisar o capital de giro líquido é calcular a diferença entre ativo circulante e passivo circulante:

Capital de Giro Líquido = Ativo Circulante – Passivo Circulante

O ativo circulante reúne valores e direitos de curto prazo, como caixa, aplicações financeiras, estoques e contas a receber.

Já o passivo circulante reúne as obrigações de curto prazo, incluindo fornecedores, salários, tributos, empréstimos e outras contas.

Entretanto, para a gestão financeira, também é muito importante calcular a Necessidade de Capital de Giro (NCG), concentrando a análise nas contas diretamente relacionadas à operação.

Uma fórmula bastante utilizada é:

NCG = Ativo Circulante Operacional – Passivo Circulante Operacional

Essa análise permite identificar quanto da operação precisa ser financiado pela própria empresa ou por outras fontes de recursos.

Como calcular a necessidade de capital de giro de uma indústria?

Vamos considerar uma indústria que apresente os seguintes números relacionados à sua operação:

Ativo circulante operacional:

  • Estoque de matéria-prima: R$ 180.000,00;
  • Produtos em elaboração e acabados: R$ 220.000,00;
  • Contas a receber de clientes: R$ 350.000,00.

Nesse cenário, temos:

R$ 180.000,00 + R$ 220.000,00 + R$ 350.000,00 = R$ 750.000,00

Agora, considere que a indústria possua:

Passivo circulante operacional:

  • Fornecedores: R$ 300.000,00;
  • Obrigações trabalhistas operacionais: R$ 80.000,00;
  • Tributos e outras obrigações operacionais: R$ 70.000,00.

Portanto:

R$ 300.000 + R$ 80.000,00 + R$ 70.000,00 = R$ 450.000,00

Aplicando a fórmula:

NCG = R$ 750.000,00 – R$ 450.000,00

NCG = R$ 300.000,00

Nesse exemplo simplificado, a indústria possui uma necessidade de capital de giro de R$ 300 mil para financiar a diferença entre os recursos aplicados na operação e as obrigações operacionais que ajudam a financiá-la.

Esse cálculo precisa ser analisado dentro da realidade de cada negócio, pois a composição das contas e o comportamento financeiro podem variar significativamente entre diferentes segmentos industriais.

Como estoque, clientes e fornecedores afetam o capital de giro?

Uma das melhores maneiras de entender a necessidade de capital de giro de uma indústria é analisar seu ciclo financeiro.

Imagine que a empresa compre matéria-prima hoje, leve 20 dias para produzir e mantenha o produto acabado mais 20 dias em estoque antes de realizar a venda.

Depois disso, concede mais 30 dias para o cliente pagar.

Existe, portanto, um período considerável entre o desembolso necessário para produzir e o recebimento da venda.

Se o fornecedor exigir pagamento em 30 dias, a indústria precisará financiar parte desse intervalo com recursos próprios ou de terceiros.

Por isso, três fatores exercem grande influência sobre o capital de giro:

  • Prazo médio de estoque: Quanto mais tempo matérias-primas e produtos permanecem parados, mais dinheiro fica imobilizado.
  • Prazo médio de recebimento: Quanto maior o prazo concedido aos clientes, mais tempo a empresa precisa esperar para transformar vendas em dinheiro disponível.
  • Prazo médio de pagamento: Prazos maiores negociados com fornecedores podem ajudar a reduzir a necessidade de recursos próprios para financiar a operação.

O equilíbrio entre esses três elementos é essencial para uma gestão financeira saudável.

Uma indústria que vende muito pode ficar sem capital de giro?

Sim. Inclusive, crescimento acelerado pode aumentar a necessidade de capital de giro.

Imagine uma indústria que normalmente venda R$ 500 mil por mês e receba um grande contrato que elevará seu faturamento para R$ 800 mil.

A princípio, a notícia é positiva. Entretanto, para atender aos novos pedidos, talvez seja necessário comprar mais matéria-prima, aumentar o estoque, contratar funcionários, ampliar turnos e pagar mais despesas antes de receber dos clientes.

Se a empresa não tiver recursos suficientes para financiar essa expansão, poderá enfrentar falta de caixa mesmo com uma carteira de pedidos crescente.

Esse fenômeno demonstra por que faturamento, lucro e disponibilidade de caixa são conceitos diferentes.

Uma venda realizada a prazo aumenta a receita da empresa, mas não significa necessariamente que o dinheiro já esteja disponível para pagar as contas.

Por isso, o planejamento do capital de giro deve acompanhar o crescimento da indústria.

Como reduzir a necessidade de capital de giro?

Nem sempre a solução para uma necessidade elevada de capital de giro é buscar empréstimos.

Antes disso, a indústria pode avaliar diferentes pontos da operação para identificar recursos que estão ficando presos no ciclo financeiro.

Uma gestão eficiente pode envolver medidas como:

  • Reduzir estoques excessivos, sem comprometer a produção;
  • Negociar melhores prazos de pagamento com fornecedores;
  • Reduzir o prazo médio concedido aos clientes;
  • Melhorar processos de cobrança;
  • Analisar clientes inadimplentes;
  • Planejar compras conforme a demanda;
  • Identificar matérias-primas e produtos com baixo giro;
  • Elaborar projeções de fluxo de caixa;
  • Revisar periodicamente a necessidade de capital de giro.

Imagine, por exemplo, uma indústria com R$ 1 milhão em estoque, sendo que R$ 250 mil correspondem a itens com movimentação muito baixa.

Nesse caso, parte importante do capital da empresa está imobilizada e não está contribuindo adequadamente para o fluxo operacional.

Portanto, gestão de estoque também é gestão de capital de giro.

Como a contabilidade pode ajudar na gestão do capital de giro industrial?

Uma gestão eficiente depende de informações confiáveis. Não basta olhar apenas para o saldo disponível na conta bancária. A indústria precisa compreender quanto possui em estoques, quanto tem para receber, quais compromissos estão próximos do vencimento e como essas contas se relacionam.

Uma contabilidade especializada pode auxiliar na análise de indicadores como capital de giro, necessidade de capital de giro, liquidez, endividamento, margens, custos e resultados.

Com esses números organizados, os gestores conseguem tomar decisões mais fundamentadas sobre compras, produção, preços, investimentos e crescimento.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a transformar informações contábeis e financeiras em ferramentas para a gestão do negócio.

Entre em contato com a Five Consultant e descubra como uma contabilidade especializada pode contribuir para uma indústria mais organizada, eficiente e preparada para crescer com segurança.

CategoriesContabilidade para indústrias

Como calcular o ponto de equilíbrio de uma indústria?

Saber como calcular o ponto de equilíbrio de uma indústria é fundamental para entender quanto a empresa precisa produzir e vender para conseguir pagar todos os seus custos e despesas sem registrar prejuízo.

Em uma operação industrial, esse cálculo merece atenção especial. Afinal, além das despesas administrativas comuns a qualquer empresa, existem custos relacionados à matéria-prima, mão de obra, energia utilizada na produção, manutenção de máquinas, embalagens, logística e diversos outros fatores.

Por isso, uma indústria pode apresentar um faturamento aparentemente elevado e, ainda assim, operar com margens muito pequenas ou até mesmo no prejuízo.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica o que é ponto de equilíbrio, quais informações são necessárias para calculá-lo e apresenta um exemplo prático para facilitar o entendimento.

O que é o ponto de equilíbrio de uma indústria?

O ponto de equilíbrio representa o nível de vendas necessário para que as receitas da indústria sejam suficientes para cobrir seus custos e despesas.

Quando a empresa está exatamente nesse ponto, não existe lucro nem prejuízo.

Podemos dividir a situação em três cenários:

  • Abaixo do ponto de equilíbrio: A indústria está operando no prejuízo;
  • No ponto de equilíbrio: as receitas são suficientes para cobrir os custos e despesas;
  • Acima do ponto de equilíbrio: A operação começa a gerar resultado positivo.

Imagine, por exemplo, que uma indústria tenha um ponto de equilíbrio mensal de R$ 400 mil.

Se faturar R$ 350 mil, estará abaixo do valor necessário para sustentar sua estrutura. Se faturar exatamente R$ 400 mil, terá alcançado o equilíbrio. A partir daí, considerando que custos, preços e demais variáveis permaneçam dentro do previsto, as vendas adicionais passam a contribuir para a formação do lucro.

Por isso, conhecer esse indicador ajuda a estabelecer metas comerciais muito mais realistas.

Quais informações são necessárias para calcular o ponto de equilíbrio?

Antes de realizar o cálculo, a indústria precisa conhecer alguns números importantes da sua operação.

O primeiro deles corresponde aos custos e despesas fixas. São aqueles gastos que não acompanham diretamente a quantidade produzida ou vendida no curto prazo.

Podem entrar nessa categoria:

  • Aluguel da fábrica;
  • Salários administrativos;
  • Sistemas e softwares;
  • Honorários contábeis;
  • Seguros;
  • Contratos recorrentes;
  • Serviços administrativos;
  • Determinados gastos de manutenção e estrutura.

O segundo grupo é formado pelos custos e despesas variáveis, ou seja, aqueles diretamente relacionados à produção e às vendas.

Entre os principais exemplos estão matéria-prima, embalagens, comissões, determinados gastos logísticos, tributos incidentes sobre as vendas e outros desembolsos que variam conforme o volume da operação.

Por fim, é necessário conhecer a receita da indústria e sua margem de contribuição.

O que é margem de contribuição?

A margem de contribuição mostra quanto sobra das vendas depois que são retirados os custos e despesas variáveis.

Esse valor é chamado de contribuição justamente porque representa a parcela disponível para pagar os gastos fixos e, posteriormente, gerar lucro.

Imagine uma indústria que venda determinado produto por R$ 100,00.

Para produzir e comercializar cada unidade, existem R$ 60,00 em custos e despesas variáveis.

Nesse caso: R$ 100,00 – R$ 60,00 = R$ 40,00

A margem de contribuição unitária é de R$ 40,00, equivalente a 40% do preço de venda.

Isso significa que, a cada R$ 100,00 vendidos, aproximadamente R$ 40,00 ficam disponíveis para cobrir a estrutura fixa e formar o resultado da empresa.

Quanto menor for essa margem, maior tende a ser o volume de vendas necessário para alcançar o ponto de equilíbrio.

Como calcular o ponto de equilíbrio de uma indústria?

Uma das formas de calcular o ponto de equilíbrio financeiro em valor de vendas é dividir os custos e despesas fixas pela margem de contribuição percentual.

Considere uma indústria com os seguintes números mensais:

  • Custos e despesas fixas: R$ 150.000,00
  • Faturamento: R$ 500.000,00
  • Custos e despesas variáveis: R$ 300.000,00

Primeiro, precisamos encontrar a margem de contribuição:

R$ 500.000,00 – R$ 300.000,00 = R$ 200.000,00

Em termos percentuais:

R$ 200.000,00 ÷ R$ 500.000,00 = 40%

Agora podemos calcular o ponto de equilíbrio:

R$ 150.000,00 ÷ 40% = R$ 375.000,00

Portanto, essa indústria precisa faturar aproximadamente R$ 375 mil por mês para cobrir sua estrutura de custos e despesas, considerando as premissas utilizadas no cálculo.

Se faturar menos, tende a registrar prejuízo. Se faturar mais, o valor excedente contribuirá para a geração de resultado.

Quando o objetivo é descobrir o ponto de equilíbrio em unidades de um único produto, também é possível dividir os custos fixos pela margem de contribuição unitária.

No exemplo anterior, com preço de R$ 100,00 e margem de contribuição de R$ 40,00 se os gastos fixos fossem R$ 150 mil, teríamos:

R$ 150.000 ÷ R$ 40 = 3.750 unidades

Portanto, seria necessário vender 3.750 unidades para atingir o equilíbrio.

Por que o ponto de equilíbrio é tão importante para uma indústria?

Conhecer esse indicador permite transformar informações contábeis e financeiras em decisões práticas.

Imagine uma indústria que tenha capacidade para produzir 10 mil unidades por mês, mas descubra que precisa vender 9.500 unidades para atingir o ponto de equilíbrio.

Essa situação merece atenção, pois significa que praticamente toda a capacidade produtiva precisa ser utilizada apenas para evitar prejuízo.

Por outro lado, se o equilíbrio for alcançado com 5 mil unidades, existe uma margem operacional significativamente maior.

O cálculo também pode ajudar a administração a tomar decisões relacionadas a:

  • Formação do preço de venda;
  • Definição de metas comerciais;
  • Redução de custos;
  • Negociação com fornecedores;
  • Análise de novos investimentos;
  • Contratação de funcionários;
  • Ampliação da capacidade produtiva;
  • Lançamento ou retirada de produtos;
  • Avaliação da rentabilidade da operação.

Assim, decisões importantes deixam de ser tomadas apenas com base em percepção.

Como a contabilidade pode ajudar a indústria a acompanhar esse indicador?

Para calcular corretamente o ponto de equilíbrio, não basta conhecer o faturamento. A indústria precisa ter uma boa organização de custos, despesas e informações gerenciais.

Erros na classificação dos gastos podem produzir indicadores pouco confiáveis e levar a decisões equivocadas.

Além disso, o ponto de equilíbrio não deve ser calculado uma única vez e esquecido. Preços, custos de matéria-prima, folha de pagamento, tributos e despesas operacionais mudam ao longo do tempo.

Por isso, é importante acompanhar periodicamente indicadores como:

  • Margem de contribuição;
  • Custos fixos e variáveis;
  • Margem por produto;
  • Ponto de equilíbrio;
  • Lucratividade;
  • Rentabilidade;
  • Fluxo de caixa.

Com informações contábeis confiáveis, a gestão consegue identificar quanto precisa vender, quais produtos realmente contribuem para o resultado e onde existem oportunidades para melhorar as margens.

A Five Consultant Contabilidade pode auxiliar indústrias na organização contábil, fiscal e gerencial, transformando números em informações úteis para a tomada de decisão.

Entre em contato com a Five Consultant e descubra como uma contabilidade especializada pode ajudar sua indústria a ter mais controle sobre custos, margens e resultados.

CategoriesContabilidade para indústrias

Como calcular a margem de contribuição na indústria

Saber como calcular a margem de contribuição na indústria é fundamental para entender quais produtos realmente ajudam a empresa a gerar resultado e quanto precisa ser vendido para cobrir os custos fixos e começar a produzir lucro.

No ambiente industrial, essa análise é especialmente importante. Afinal, uma empresa pode fabricar diferentes produtos, utilizar matérias-primas distintas e ter custos de produção que variam significativamente entre uma linha e outra.

Por isso, olhar apenas para faturamento ou preço de venda não é suficiente para descobrir se determinado produto é realmente interessante para o negócio.

É nesse contexto que entra a margem de contribuição, um indicador que mostra quanto sobra das vendas depois de descontados os custos e despesas variáveis.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como calcular a margem de contribuição na indústria, quais valores devem entrar na conta e como utilizar esse indicador para melhorar as decisões financeiras da empresa.

O que é margem de contribuição na indústria?

A margem de contribuição representa quanto sobra da receita de vendas depois que a empresa desconta os custos e despesas variáveis relacionados àquela venda.

O valor restante é utilizado para contribuir com o pagamento dos custos e despesas fixas da indústria e, posteriormente, com a formação do lucro.

Para entender melhor, imagine que uma indústria venda determinado produto por R$ 200,00.

Para produzir e comercializar uma unidade, ela possui R$ 120,00 em custos e despesas variáveis.

Nesse caso: R$ 200,00 – R$ 120,00 = R$ 80,00

A margem de contribuição unitária seria de R$ 80,00.

Isso significa que cada unidade vendida contribui com R$ 80,00 para pagar a estrutura fixa da empresa e, depois que essa estrutura estiver coberta, ajudar na geração de resultado.

Portanto, não podemos afirmar que os R$ 80,00 são automaticamente o lucro da venda.

A indústria ainda possui despesas que não desaparecem simplesmente porque determinado produto deixou de ser fabricado ou vendido naquele momento, como determinadas despesas administrativas, aluguel e outros gastos fixos.

Qual é a fórmula da margem de contribuição?

A fórmula básica é relativamente simples:

Margem de contribuição = Receita de vendas – Custos variáveis – Despesas variáveis

Também é possível calcular a margem de contribuição percentual:

Margem de contribuição (%) = Margem de contribuição ÷ Receita de vendas x 100

Vamos considerar uma indústria que vende uma peça por R$ 500,00.

Os custos e despesas variáveis relacionados a cada unidade são:

  • Matéria-prima: R$ 220,00;
  • Embalagem: R$ 15,00;
  • Comissão sobre venda: R$ 20,00;
  • Outros gastos variáveis considerados na análise: R$ 20,00.

Total: R$ 275,00

A margem de contribuição unitária seria: R$ 500,00 – R$ 275,00 = R$ 225,00

Agora calculamos o percentual: R$ 225,00 ÷ R$ 500,00 x 100 = 45%

Portanto, nesse exemplo, a indústria possui uma margem de contribuição de R$ 225,00 por unidade, equivalente a 45% do preço de venda.

Em outras palavras, de cada R$ 500,00 vendidos, R$ 225,00 ficam disponíveis para contribuir com a estrutura fixa e, depois de sua cobertura, com o resultado da empresa.

Quais custos devem entrar no cálculo da margem de contribuição?

Esse é um dos pontos que mais exigem atenção. Para calcular corretamente a margem de contribuição, a indústria precisa identificar quais custos e despesas variam conforme a produção ou as vendas.

Dependendo das características da operação, podem entrar na análise itens como:

  • Matéria-prima;
  • Insumos utilizados na fabricação;
  • Componentes;
  • Embalagens;
  • Determinadas despesas de frete;
  • Comissões sobre vendas;
  • Taxas diretamente vinculadas às vendas;
  • Outros gastos variáveis relacionados à produção e comercialização.

A composição precisa ser analisada individualmente porque nem todo gasto industrial possui o mesmo comportamento.

Qual é a diferença entre margem de contribuição e margem de lucro?

Apesar de estarem relacionadas, margem de contribuição e margem de lucro não são a mesma coisa.

A margem de contribuição mostra quanto sobra das vendas depois dos custos e despesas variáveis considerados no cálculo.

O lucro, por outro lado, depende também da estrutura de custos e despesas da empresa.

Imagine novamente uma indústria com:

  • Receita mensal: R$ 500.000,00;
  • Custos e despesas variáveis: R$ 300.000,00;
  • Margem de contribuição: R$ 200.000,00;
  • Custos e despesas fixas: R$ 160.000,00.

Nesse cenário simplificado: R$ 500.000,00 – R$ 300.000,00 = R$ 200.000,00 de margem de contribuição

Depois:

R$ 200.000,00 – R$ 160.000,00 = R$ 40.000,00

Portanto, a empresa teria R$ 200 mil de margem de contribuição, mas um resultado de R$ 40 mil antes de outros efeitos eventualmente considerados na apuração completa.

Essa diferença explica por que uma indústria pode ter produtos com boas margens e, ainda assim, apresentar baixa lucratividade quando sua estrutura fixa é muito pesada.

O que pode reduzir a margem de contribuição da indústria?

A margem pode diminuir por diversos motivos, inclusive sem que o gestor perceba imediatamente.

Imagine uma empresa que mantenha o mesmo preço durante vários meses enquanto o custo da matéria-prima aumenta.

O faturamento pode continuar crescendo, mas cada unidade passa a contribuir menos para a cobertura da estrutura.

Entre os fatores que merecem acompanhamento estão:

  • Aumento do preço das matérias-primas;
  • Desperdícios;
  • Baixa produtividade;
  • Descontos comerciais excessivos;
  • Aumento das comissões;
  • Alterações nos custos logísticos;
  • Mudanças na tributação das operações;
  • Mudanças no mix de produtos;
  • Variações cambiais em insumos importados;
  • Falhas na formação de preços.

Por isso, a margem de contribuição não deve ser calculada uma única vez e esquecida.

Os custos mudam, os preços mudam e o mercado muda.

A indústria precisa revisar periodicamente seus indicadores para identificar rapidamente a perda de rentabilidade.

Sua indústria conhece a margem de contribuição dos produtos?

Como vimos, saber como calcular a margem de contribuição na indústria permite descobrir quanto cada venda efetivamente contribui para pagar a estrutura fixa e gerar resultado.

No entanto, para que o indicador seja confiável, os custos precisam estar corretamente identificados e classificados.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a organizar custos, analisar resultados, acompanhar indicadores e identificar oportunidades para melhorar sua rentabilidade.

Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e conte com uma equipe especializada para cuidar da contabilidade da sua indústria e fornecer informações que contribuam para decisões mais seguras e estratégicas.

CategoriesContabilidade para indústrias

Como organizar o fluxo de caixa na indústria?

Como organizar o fluxo de caixa na indústria? Controlar corretamente as entradas e saídas financeiras é fundamental para manter a produção funcionando, cumprir compromissos com fornecedores e funcionários e evitar que uma empresa lucrativa enfrente falta de dinheiro.

Na indústria, esse controle merece atenção especial porque normalmente existe um intervalo relevante entre comprar matéria-prima, produzir, vender e efetivamente receber dos clientes.

Uma fábrica pode pagar seus fornecedores em 30 dias, gastar com folha de pagamento e energia durante a produção e vender seus produtos para receber em 60 ou 90 dias. Nesse intervalo, precisa existir dinheiro disponível para sustentar toda a operação.

Por isso, faturamento elevado não significa necessariamente caixa saudável.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como organizar o fluxo de caixa na indústria e quais indicadores precisam ser acompanhados para melhorar a gestão financeira.

O que é fluxo de caixa na indústria?

O fluxo de caixa registra e projeta todas as movimentações financeiras de uma empresa durante determinado período.

Basicamente, temos: Saldo inicial + entradas – saídas = saldo final.

Apesar de a fórmula parecer simples, uma operação industrial possui diversas movimentações.

Entre as entradas podemos encontrar:

  • Recebimentos de clientes;
  • Vendas à vista;
  • Antecipação de recebíveis;
  • Aportes dos sócios;
  • Financiamentos;
  • Outras receitas.

Nas saídas aparecem matéria-prima, fornecedores, salários, impostos, energia, fretes, manutenção, financiamentos e investimentos. O objetivo não é apenas descobrir quanto existe na conta bancária hoje.

Um fluxo de caixa eficiente precisa responder principalmente: quanto dinheiro a indústria terá disponível nas próximas semanas e meses?

É essa projeção que permite antecipar problemas.

Por que o fluxo de caixa industrial exige mais atenção?

Indústrias normalmente precisam investir recursos antes de realizar uma venda.

Imagine uma fábrica que compra R$ 200 mil em matérias-primas. Depois da compra, ainda existem custos de produção, mão de obra, energia, armazenamento e logística.

Somente depois o produto é vendido. Se os clientes ainda possuem prazo para pagar, o dinheiro investido pode levar meses para retornar ao caixa.

Esse intervalo cria uma necessidade de capital de giro. Quanto maior for o ciclo financeiro da indústria, maior tende a ser a quantidade de recursos necessária para financiar a operação.

  • O problema surge quando a empresa cresce sem considerar esse efeito.

Uma indústria pode aumentar rapidamente as vendas e, ao mesmo tempo, enfrentar dificuldades financeiras porque precisa comprar mais matéria-prima e produzir mais antes de receber pelas novas vendas.

O que é fluxo de caixa projetado?

Registrar o que já aconteceu é importante, mas insuficiente. Uma indústria precisa trabalhar com fluxo de caixa projetado. 

A ideia é estimar antecipadamente entradas e saídas futuras.

Considere a seguinte projeção:

  • Saldo inicial: R$ 150 mil
  • Recebimentos previstos: R$ 400 mil
  • Pagamentos a fornecedores: R$ 250 mil
  • Folha e encargos: R$ 100 mil
  • Impostos: R$ 50 mil
  • Outras despesas: R$ 80 mil

Nesse cenário: R$ 150 mil + R$ 400 mil – R$ 480 mil = R$ 70 mil.

A empresa terminaria o período com R$ 70 mil. Se houver uma compra extraordinária de matéria-prima de R$ 100 mil, entretanto, o saldo ficaria negativo.

Ao identificar essa situação antecipadamente, a empresa pode renegociar prazos, antecipar recebimentos ou reorganizar compras.

Como controlar contas a pagar e a receber?

O controle financeiro precisa estar integrado ao fluxo de caixa.

Nas contas a receber, acompanhe:

  • Cliente;
  • Valor;
  • Vencimento;
  • Forma de pagamento;
  • Status do recebimento;
  • Atrasos.

Nas contas a pagar, registre fornecedor, vencimento, valor, categoria e situação do pagamento. 

Um erro muito comum é analisar apenas os valores totais. O prazo também importa. 

Uma indústria pode possuir R$ 500 mil a receber e apenas R$ 300 mil a pagar. À primeira vista, parece uma situação confortável.

Porém, se os R$ 300 mil vencem nos próximos 30 dias e os R$ 500 mil serão recebidos somente em 90 dias, existe um descasamento financeiro que precisa ser administrado.

Como estoque e fluxo de caixa estão relacionados?

Essa relação é fundamental na indústria. Estoque representa dinheiro imobilizado.

Quando a empresa compra R$ 300 mil em matéria-prima e mantém esse material parado durante meses, parte do capital fica indisponível para outras necessidades.

O mesmo acontece com produtos acabados que demoram para ser vendidos. Por isso, é importante acompanhar indicadores como:

  • Giro de estoque;
  • Prazo médio de estocagem;
  • Nível de matérias-primas.

Comprar grandes quantidades pode proporcionar descontos, mas nem sempre representa uma boa decisão financeira.

Imagine economizar R$ 10 mil em uma compra maior, mas precisar contratar R$ 200 mil em crédito bancário para financiar o estoque adicional. O custo financeiro pode eliminar completamente a economia obtida.

O que é ciclo financeiro da indústria?

O ciclo financeiro ajuda a entender por quanto tempo a empresa precisa financiar suas operações com recursos próprios ou de terceiros.

Considere:

  • Prazo médio de estoque: 40 dias
  • Prazo médio de recebimento: 50 dias
  • Prazo médio de pagamento aos fornecedores: 30 dias

De maneira simplificada: 40 + 50 – 30 = 60 dias.

Nesse exemplo, a indústria precisa financiar aproximadamente 60 dias da sua operação.

Reduzir esse intervalo pode liberar uma quantidade significativa de dinheiro. Para isso, a empresa pode negociar prazos maiores com fornecedores, diminuir estoques ou melhorar as condições de recebimento dos clientes.

Quais erros prejudicam o fluxo de caixa industrial?

Entre os erros mais frequentes estão:

  • Misturar despesas dos sócios com as da empresa;
  • Registrar vendas como se fossem recebimentos;
  • Não projetar impostos;
  • Ignorar parcelas de financiamentos;
  • Manter estoque excessivo;
  • Conceder prazos muito longos aos clientes;
  • Pagar fornecedores rapidamente sem necessidade;
  • Não acompanhar inadimplência;
  • Realizar investimentos sem analisar o impacto financeiro;
  • Retirar lucros sem verificar a disponibilidade de caixa.

Outro erro importante é confundir lucro com dinheiro disponível. Uma venda pode gerar lucro contabilmente e ainda não ter sido recebida. Por isso, DRE e fluxo de caixa devem ser analisados conjuntamente.

Organize o fluxo de caixa com apoio da Five Consultant

Saber como organizar o fluxo de caixa na indústria é essencial para garantir que a empresa tenha recursos suficientes para sustentar produção, estoque, funcionários, fornecedores e investimentos.

O primeiro passo é registrar corretamente entradas e saídas. Depois, é necessário projetar o futuro, acompanhar contas a pagar e receber, controlar estoques e analisar o ciclo financeiro.

Mais do que mostrar quanto dinheiro existe hoje, um bom fluxo de caixa precisa antecipar quando poderá faltar ou sobrar dinheiro.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a transformar números contábeis e financeiros em informações úteis para a gestão.

Quer melhorar o controle financeiro e tomar decisões com mais segurança? Entre em contato com a Five Consultant e conte com uma contabilidade preparada para apoiar o crescimento da sua indústria.

CategoriesContabilidade para indústrias

Como calcular o preço de venda na indústria?

Como calcular o preço de venda na indústria? Essa é uma decisão que influencia diretamente a margem de lucro, a competitividade e a capacidade de crescimento de qualquer indústria.

O cálculo é mais complexo do que simplesmente verificar quanto custa produzir determinada mercadoria e acrescentar uma margem. Para chegar ao preço adequado, é necessário considerar matéria-prima, mão de obra, custos indiretos, despesas, impostos, comissões, margem desejada e condições do mercado.

Uma indústria pode apresentar um excelente volume de vendas e, ainda assim, enfrentar dificuldades financeiras quando seus produtos estão precificados incorretamente.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como calcular o preço de venda na indústria, apresenta um exemplo prático e mostra quais informações não podem ficar de fora da formação do preço.

Por que calcular corretamente o preço de venda na indústria?

O preço precisa cumprir pelo menos três funções: cobrir os custos, pagar as despesas e gerar lucro.

Quando o preço fica abaixo do necessário, aumentar as vendas pode até piorar o problema. Afinal, quanto maior o volume comercializado, maior poderá ser o prejuízo.

Por outro lado, simplesmente aumentar os preços não resolve tudo. Se o valor ficar muito acima daquele praticado pelos concorrentes sem uma justificativa percebida pelo cliente, a indústria pode perder mercado.

Por isso, precificação exige equilíbrio entre três dimensões:

  • Custos internos de produção;
  • Margem necessária para o negócio;
  • Preço que o mercado aceita pagar.

A contabilidade gerencial é fundamental para transformar essas informações em números confiáveis.

Quais custos entram no preço de venda da indústria?

O primeiro passo é conhecer quanto realmente custa produzir. Dentro de uma indústria, existem custos diretos e indiretos.

Os custos diretos são aqueles que podem ser associados com maior facilidade a determinado produto.

Imagine uma fábrica de móveis. Madeira, ferragens e componentes utilizados em uma mesa podem ser mensurados por unidade produzida.

Entre os principais exemplos estão:

  • Matéria-prima;
  • Embalagens;
  • Componentes;
  • Mão de obra diretamente relacionada à produção.

Já os custos indiretos são necessários para a operação industrial, mas nem sempre podem ser atribuídos diretamente a uma única unidade.

Podemos citar manutenção das máquinas, supervisão da fábrica, depreciação de equipamentos e determinados gastos com energia.

Esses custos precisam ser distribuídos entre os produtos utilizando critérios adequados.

Qual é a diferença entre custo e despesa?

Essa diferenciação é importante para calcular o preço de venda corretamente.

  • Custo está relacionado à produção. Matéria-prima utilizada na fabricação é um exemplo.
  • Despesa, por sua vez, está relacionada à administração ou comercialização do negócio.

Podemos considerar despesas:

  • Marketing;
  • Setor administrativo;
  • Honorários;
  • Sistemas;
  • Comissões comerciais;
  • Determinadas despesas financeiras;
  • Estrutura do escritório.

Embora essas despesas não façam parte fisicamente da fabricação, elas precisam ser pagas pelo dinheiro gerado pelas vendas.

Portanto, ignorá-las na formação dos preços pode produzir uma falsa sensação de lucratividade.

Como calcular o custo unitário de um produto?

Depois de identificar os custos, é necessário calcular quanto cada unidade efetivamente consome.

Considere uma indústria que produza 10.000 unidades mensais de determinado item.

Durante o período, ela apresenta:

  • Matéria-prima: R$ 100.000
  • Mão de obra produtiva: R$ 30.000
  • Outros custos diretos: R$ 10.000
  • Custos indiretos atribuídos à produção: R$ 40.000

O custo industrial total seria: R$ 100.000,00 + R$ 30.000,00 + R$ 10.000,00 + R$ 40.000,00 = R$ 180.000,00

Dividindo pela produção: R$ 180.000,00 ÷ 10.000,00 = R$ 18,00 por unidade.

Portanto, cada produto apresenta, nesse exemplo simplificado, um custo industrial de R$ 18,00.

Mas isso ainda não significa que basta vender por R$ 18,00 mais o lucro desejado. Existem outros componentes.

Como os impostos afetam o preço de venda?

A tributação possui impacto significativo na precificação industrial. Uma indústria pode estar enquadrada no Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, e cada regime possui regras próprias.

Além disso, dependendo do produto e da operação, podem existir diferentes tratamentos tributários. Por isso, copiar a margem utilizada por outra empresa é perigoso.

Uma indústria pode possuir créditos tributários relevantes enquanto outra não possui a mesma estrutura. Com a Reforma Tributária, essa análise ganha ainda mais importância devido à implementação da CBS e do IBS, que substituirão gradualmente os tributos atuais.

A lógica de créditos do novo sistema também precisará entrar na formação dos preços. Consequentemente, o setor fiscal e a contabilidade precisam participar ativamente das decisões comerciais.

O que é markup e como utilizá-lo na indústria?

O markup é uma metodologia bastante utilizada para ajudar a chegar ao preço de venda.

Ele considera os percentuais que incidem sobre a receita, como impostos, comissões, despesas e margem de lucro desejada.

Uma fórmula simplificada é: Markup divisor = 1 – (percentuais incidentes sobre a venda)

Depois: Preço de venda = custo ÷ markup divisor

Imagine um produto com custo de R$ 50,00.

Considere:

  • Impostos: 10%
  • Comissão: 5%
  • Despesas variáveis: 5%
  • Margem desejada: 20%

A soma corresponde a 40%.

Então: Markup divisor = 1 – 0,40 = 0,60

O preço seria: R$ 50,00 ÷ 0,60 = R$ 83,33

Assim, vender por R$ 75,00 simplesmente adicionando 50% ao custo não produziria necessariamente a margem imaginada.

Essa é uma diferença importante entre markup sobre custo e margem sobre venda.

Como calcular o preço de venda na indústria na prática?

Vamos utilizar outro exemplo. Imagine uma indústria que calculou um custo unitário de R$ 80,00.

Sobre o preço de venda, considere hipoteticamente:

  • Tributos: 12%;
  • Comissão comercial: 4%;
  • Outras despesas variáveis: 4%;
  • Margem de contribuição desejada após esses componentes: 25%.

A soma é: 12% + 4% + 4% + 25% = 45%.

O markup divisor será:

1 – 0,45 = 0,55.

Logo: Preço de venda = R$ 80,00 ÷ 0,55

Preço de venda = R$ 145,45.

Agora podemos conferir.

De uma venda de R$ 145,45, aproximadamente R$ 65,45 seriam destinados aos componentes percentuais considerados no cálculo, enquanto R$ 80,00 corresponderiam ao custo utilizado como base.

O exemplo é simplificado, mas demonstra por que a precificação precisa ser matemática e não intuitiva.

O preço dos concorrentes deve entrar no cálculo?

Sim, mas como referência de mercado, e não como única base. Imagine que sua indústria calcule que determinado produto precisa ser vendido por R$ 150,00 mas tem concorrentes que comercializam produtos equivalentes por R$ 120,00.

Simplesmente reduzir para R$ 120,00 pode destruir sua margem. Nesse caso, é necessário descobrir por que existe essa diferença.

O concorrente pode:

  • Comprar matéria-prima mais barato;
  • Produzir em maior escala;
  • Possuir processo mais eficiente;
  • Trabalhar com margem menor;
  • Ter tributação diferente;
  • Oferecer um produto com especificações diferentes.

Essa análise pode revelar oportunidades de redução de custos. O mercado funciona como um teste de realidade para a precificação.

Precisa melhorar a precificação da sua indústria? Conte com a Five Consultant

Saber como calcular o preço de venda na indústria exige muito mais do que adicionar um percentual ao custo da matéria-prima.

É necessário conhecer custos diretos e indiretos, despesas, impostos, comissões, capacidade produtiva e margem desejada. Depois disso, o preço calculado ainda precisa ser confrontado com a realidade do mercado.

Sem essas informações, a indústria corre o risco de vender muito e lucrar pouco.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a transformar informações contábeis em ferramentas de gestão, analisando custos, tributação, margens e indicadores importantes para a tomada de decisões.

Quer descobrir se os produtos da sua indústria estão realmente gerando a margem esperada? Entre em contato com a Five Consultant e conte com uma contabilidade preparada para apoiar o crescimento do seu negócio.

CategoriesContabilidade para indústrias

Créditos de IBS e CBS na indústria: veja como vai funcionar

IBS e CBS vão transformar a forma como as indústrias brasileiras calculam tributos, aproveitam créditos e analisam o custo efetivo de suas compras. 

Com a Reforma Tributária, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema de IVA Dual, baseado na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado de forma compartilhada por estados e municípios.

  • Para a indústria, uma das mudanças mais importantes está justamente na não cumulatividade e no aproveitamento dos créditos tributários.

Hoje, empresas precisam conviver com diferentes regras de creditamento de PIS, Cofins, ICMS e IPI, além de inúmeras discussões sobre quais aquisições permitem ou não apropriação de créditos.

Com o IBS e a CBS, a proposta é estabelecer uma não cumulatividade mais ampla, na qual, em linhas gerais, os tributos incidentes nas aquisições relacionadas à atividade econômica poderão gerar créditos, observadas as regras, restrições e condições estabelecidas pela legislação.

Neste conteúdo, a Five Consultant Contabilidade explica como funcionarão os créditos de IBS e CBS e o que as indústrias precisam fazer para se preparar.

O que são IBS e CBS?

Antes de falarmos sobre os créditos, precisamos entender o novo modelo.

A Reforma Tributária criou dois tributos que formarão o chamado IVA Dual brasileiro:

  • CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência federal;
  • IBS – Imposto sobre Bens e Serviços, de competência dos estados e municípios.

A CBS substituirá principalmente PIS e Cofins, enquanto o IBS assumirá gradualmente o espaço atualmente ocupado pelo ICMS e pelo ISS.

A transição começou em 2026 e será realizada progressivamente até a implementação completa do novo modelo.

Durante esse período, as empresas precisarão conviver com regras antigas e novas simultaneamente, tornando o planejamento tributário ainda mais importante.

Como vão funcionar os créditos de IBS e CBS?

A lógica básica dos créditos de IBS e CBS pode ser compreendida da seguinte forma: a empresa calcula os tributos incidentes sobre suas operações e desconta os créditos permitidos relativos às aquisições realizadas.

Imagine, de maneira simplificada, que determinada indústria realizou compras que geraram R$ 20 mil em créditos de IBS e CBS.

No mesmo período, suas vendas resultaram em R$ 35 mil de débitos desses tributos.

Teríamos:

Débitos de IBS e CBS: R$ 35.000

(-) Créditos: R$ 20.000

(=) Saldo: R$ 15.000

Portanto, a indústria não suportaria novamente toda a tributação correspondente aos R$ 35 mil. Os créditos das etapas anteriores seriam utilizados para reduzir o saldo tributário.

Essa lógica é essencial em uma cadeia industrial.

Antes de um produto chegar ao consumidor, podem existir várias etapas envolvendo matéria-prima, componentes, fabricação, embalagem, transporte, distribuição e comercialização.

A não cumulatividade busca impedir que a tributação se acumule integralmente em cada uma dessas etapas.

O objetivo é fazer com que o tributo incida, economicamente, sobre o valor agregado em cada etapa da cadeia.

Quais compras poderão gerar créditos de IBS e CBS para a indústria?

Essa é uma das perguntas mais importantes para os departamentos fiscais das indústrias.

O novo sistema adota uma lógica de não cumulatividade ampla, permitindo, como regra geral, o creditamento relacionado às aquisições de bens e serviços utilizados pelo contribuinte em sua atividade econômica, respeitadas as exceções previstas na legislação.

  • Isso representa uma mudança relevante em relação a diversos conflitos existentes no sistema atual.

Na prática, dependendo das características da operação e do atendimento aos requisitos legais, poderão existir créditos relacionados a aquisições como:

  • Matérias-primas;
  • Insumos industriais;
  • Componentes;
  • Materiais intermediários;
  • Embalagens;
  • Energia elétrica;
  • Serviços contratados;
  • Máquinas;
  • Equipamentos;
  • Bens incorporados ao ativo;
  • Determinados gastos necessários à atividade empresarial.

Naturalmente, isso não significa que qualquer despesa realizada pela empresa gerará automaticamente crédito.

Existem limitações e exceções, especialmente para aquisições caracterizadas como de uso ou consumo pessoal e outras situações previstas na legislação.

O ponto central é que a lógica do IBS e da CBS tende a ser mais ampla do que diversos modelos de creditamento existentes atualmente. Para uma indústria, isso pode ter um impacto expressivo.

Como os créditos de IBS e CBS afetam o fluxo de caixa?

Para uma indústria, crédito tributário não é apenas um conceito contábil. É dinheiro.

Quanto maior o período entre o desembolso financeiro de uma compra e a efetiva utilização do crédito correspondente, maior pode ser a necessidade de capital de giro.

Imagine uma indústria que compra grandes volumes de matéria-prima no início do mês, produz durante algumas semanas e vende posteriormente.

Durante esse ciclo, existe dinheiro imobilizado em:

estoque → produção → produto acabado → venda → recebimento.

Se acrescentarmos diferenças temporais relacionadas aos créditos tributários, o planejamento de caixa fica ainda mais importante.

Indústrias que atualmente analisam impostos principalmente no fechamento mensal precisarão migrar para uma gestão tributária muito mais próxima da operação em tempo real.

Será necessário acompanhar:

  • Créditos gerados;
  • Créditos apropriados;
  • Créditos pendentes;
  • Débitos de IBS e CBS;
  • Pagamentos vinculados às operações;
  • Saldos acumulados;
  • Pedidos de ressarcimento quando aplicáveis;
  • Impactos sobre capital de giro.

Quanto maior a empresa e maior o volume de operações, maior tende a ser a importância da automação desses controles.

Como a contabilidade especializada pode ajudar a indústria?

A gestão dos créditos de IBS e CBS exigirá muito mais do que simplesmente calcular impostos no final do mês.

Será necessário compreender como cada operação afeta custos, preços, créditos, margens e fluxo de caixa.

Uma contabilidade especializada no setor industrial pode ajudar a empresa a realizar simulações e responder perguntas estratégicas como:

  • Quanto de crédito nossa operação poderá gerar?
  • Quais fornecedores terão maior impacto tributário?
  • Qual será o custo líquido das matérias-primas?
  • Como os novos tributos afetarão nossa margem?
  • Será necessário renegociar preços?
  • Quais processos precisam ser modificados antes da transição?

Essas perguntas precisam ser respondidas com antecedência. Quanto maior o volume de compras e vendas da indústria, maior pode ser o impacto de pequenas ineficiências na gestão tributária.

Sua indústria já calculou quanto poderá gerar e aproveitar em créditos de IBS e CBS?

Entre em contato com a equipe da Five Consultant Contabilidade e prepare sua empresa para as novas regras tributárias.