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Como preparar sua empresa para o CBS e IBS

A reforma tributária brasileira já começou a transformar a forma como as empresas lidam com seus tributos, e um dos temas que mais gera dúvidas entre empresários e gestores é a chegada da CBS e do IBS. 

Embora a transição ocorra de forma gradual, as empresas que começarem a se preparar desde agora terão mais facilidade para se adaptar às mudanças, reduzir riscos e identificar oportunidades de economia tributária.

Muitos empresários acreditam que a reforma tributária só produzirá efeitos quando as novas alíquotas estiverem totalmente implementadas. No entanto, essa visão pode ser perigosa. A adaptação exige revisão de processos internos, atualização de sistemas, análise de contratos, adequação fiscal e planejamento estratégico.

Por isso, compreender o funcionamento da CBS e do IBS e iniciar a preparação o quanto antes pode fazer toda a diferença para a competitividade do negócio nos próximos anos.

Neste artigo, você entenderá o que são esses novos tributos, como eles impactarão as empresas e quais medidas devem ser adotadas para garantir uma transição segura.

O que são CBS e IBS?

A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) são os novos tributos criados pela reforma tributária para substituir diversos impostos atualmente existentes no sistema brasileiro.

A CBS será um tributo de competência federal e substituirá principalmente:

  • PIS;
  • Cofins.

Já o IBS será compartilhado entre estados e municípios, substituindo:

  • ICMS;
  • ISS.

Na prática, a reforma busca simplificar o sistema tributário brasileiro por meio da criação de um modelo de IVA Dual (Imposto sobre Valor Agregado Dual), amplamente utilizado em diversos países.

O objetivo é reduzir a complexidade, eliminar a cumulatividade e tornar a tributação mais transparente para empresas e consumidores.

Embora a proposta seja simplificar o sistema no longo prazo, o período de transição exigirá grande atenção das empresas.

Como funcionará a CBS?

A CBS será responsável pela arrecadação federal sobre o consumo. Ela substituirá o atual sistema de PIS e Cofins, que hoje possui regras complexas, diferentes regimes de apuração e inúmeras discussões tributárias.

Uma das principais características da CBS será a não cumulatividade ampla. Isso significa que a empresa poderá aproveitar créditos relacionados às suas aquisições de bens e serviços utilizados na atividade econômica.

Na prática, o imposto pago em etapas anteriores da cadeia produtiva poderá ser compensado, reduzindo o efeito cascata que existe em algumas situações atualmente.

Esse modelo exige um controle muito mais detalhado das operações e dos documentos fiscais, tornando a qualidade das informações fiscais ainda mais importante.

Empresas que possuem falhas cadastrais, inconsistências na escrituração ou sistemas desatualizados poderão enfrentar dificuldades para aproveitar créditos tributários.

Como funcionará o IBS?

O IBS substituirá o ICMS e o ISS, dois dos tributos mais complexos do sistema brasileiro.

Atualmente, as empresas precisam lidar com legislações estaduais e municipais diferentes, gerando enorme complexidade operacional.

Com o IBS, a tributação passará a seguir regras mais uniformes.

Outro ponto importante é que o imposto será cobrado no destino, ou seja, no local onde ocorre o consumo do bem ou serviço.

Essa mudança pode alterar significativamente a dinâmica tributária de diversos setores econômicos.

Empresas que vendem para diferentes estados ou municípios precisarão revisar suas estratégias comerciais e seus processos fiscais para garantir conformidade com as novas regras.

Além disso, a apuração dos créditos também terá papel fundamental na formação do custo tributário das operações.

Quando CBS e IBS entrarão em vigor?

A implementação será gradual.O período de transição foi criado justamente para permitir que empresas, governos e sistemas se adaptem ao novo modelo tributário.

A partir de 2026, inicia-se a fase de testes dos novos tributos.

Nos anos seguintes ocorrerá a convivência entre os tributos antigos e os novos, até que a substituição seja concluída de forma definitiva.

Essa transição se estenderá até 2033. Apesar de parecer um prazo longo, as empresas precisam começar a se preparar imediatamente.

Mudanças estruturais relacionadas à gestão tributária, tecnologia, precificação e contratos não costumam acontecer de forma rápida.

Quanto antes a organização iniciar seu planejamento, menor será o impacto futuro.

Por que sua empresa deve começar a se preparar agora?

Um dos maiores erros que empresários podem cometer é acreditar que ainda existe tempo suficiente para deixar as adaptações para os últimos anos da transição.

A chegada da CBS e do IBS afetará diversas áreas da empresa.

Entre elas:

  • Fiscal;
  • Contábil;
  • Financeira;
  • Comercial;
  • Tecnologia;
  • Compras;
  • Jurídico.

Muitas decisões tomadas atualmente podem influenciar diretamente a carga tributária futura da empresa.

Além disso, organizações que realizarem diagnósticos antecipados conseguirão identificar oportunidades de redução de custos e ganho de eficiência.

Outro fator importante é a necessidade de treinamento das equipes. Os profissionais responsáveis pela gestão tributária precisarão compreender as novas regras para evitar erros de apuração e problemas fiscais.

Revise seus processos fiscais e contábeis

Uma das primeiras medidas para se preparar para CBS e IBS é realizar uma revisão completa dos processos fiscais e contábeis.

A reforma tributária aumentará a importância da qualidade das informações utilizadas na escrituração fiscal.

Erros cadastrais, falhas na classificação fiscal de produtos e inconsistências em documentos eletrônicos podem comprometer o aproveitamento de créditos.

Por isso, é recomendável avaliar:

  • A qualidade dos cadastros de clientes e fornecedores.
  • Os códigos fiscais utilizados.
  • Os procedimentos de emissão de notas fiscais.
  • A consistência dos registros contábeis.
  • A integração entre departamentos.

Quanto mais organizada estiver a estrutura fiscal da empresa, mais tranquila será a adaptação ao novo sistema.

Atualize sistemas e tecnologias

Outro passo fundamental é verificar se os sistemas de gestão utilizados pela empresa estão preparados para as mudanças. A reforma tributária exigirá adaptações significativas nos ERPs, softwares fiscais e ferramentas de gestão.

Empresas que utilizam sistemas antigos ou processos excessivamente manuais poderão enfrentar dificuldades para atender às novas exigências.

Além da atualização tecnológica, é importante garantir que os sistemas sejam capazes de gerar informações confiáveis para controle de créditos tributários.

Em um modelo baseado na não cumulatividade ampla, a qualidade dos dados será determinante para o resultado tributário da empresa.

Investir em tecnologia não deve ser visto apenas como uma obrigação de adequação, mas também como uma oportunidade de ganho operacional.

Analise o impacto na formação de preços

Muitas empresas terão mudanças na sua carga tributária efetiva. Por esse motivo, a precificação deverá ser revisada. Dependendo do setor de atuação, o impacto poderá ser positivo ou negativo.

Empresas que hoje possuem poucos créditos tributários podem enfrentar alterações relevantes em seus custos.

Por outro lado, organizações com cadeias produtivas mais complexas podem se beneficiar do novo modelo de créditos.

A realização de simulações é essencial para compreender esses efeitos. O ideal é projetar diferentes cenários considerando as futuras regras da CBS e do IBS.

Esse trabalho permite antecipar ajustes e evitar surpresas quando a transição avançar.

Revise contratos com clientes e fornecedores

Outro aspecto frequentemente ignorado é o impacto da reforma tributária sobre os contratos.

Muitas cláusulas comerciais foram elaboradas considerando a estrutura atual de tributos.

Com a substituição de PIS, Cofins, ICMS e ISS por CBS e IBS, alguns contratos poderão exigir ajustes.

É importante avaliar questões relacionadas a:

  • Responsabilidade tributária.
  • Repasses de custos.
  • Formação de preços.
  • Cláusulas de reajuste.
  • Prestação de serviços em diferentes localidades.
  • Negociações futuras também devem considerar o novo cenário tributário.

Quanto mais cedo essas análises forem realizadas, menores serão os riscos de conflitos contratuais.

Conclusão

A chegada da CBS e do IBS representa uma transformação histórica no sistema tributário brasileiro.

Embora o objetivo da reforma seja simplificar a tributação sobre o consumo, a fase de transição exigirá planejamento, organização e adaptação por parte das empresas.

Revisar processos fiscais, atualizar sistemas, capacitar equipes, analisar contratos e projetar impactos financeiros são medidas que devem começar desde já.

Quanto antes a empresa se preparar, maiores serão as chances de aproveitar os benefícios do novo modelo e reduzir riscos durante a implementação.

A Five Consultant Contabilidade acompanha de perto todas as mudanças relacionadas à reforma tributária e pode ajudar sua empresa a construir uma estratégia segura para enfrentar esse novo cenário. 

Entre em contato com nossa equipe e descubra como se preparar para a CBS e o IBS com mais tranquilidade e eficiência.

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Como adequar sua empresa para a NR-01?

A adequação à NR-01 se tornou um tema prioritário para empresas de todos os portes. 

Com as atualizações promovidas pelo Ministério do Trabalho, a norma passou a exigir que as organizações incluam os riscos psicossociais na gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), ampliando a responsabilidade das empresas em relação ao bem-estar mental e emocional dos colaboradores.

Na prática, isso significa que fatores como estresse excessivo, assédio moral, sobrecarga de trabalho, pressão constante por resultados, conflitos interpessoais e outros elementos que possam comprometer a saúde psicológica dos trabalhadores precisam ser identificados, avaliados e controlados pelas empresas.

Muitos empresários ainda acreditam que a gestão da saúde mental é apenas uma questão de clima organizacional ou de boas práticas de recursos humanos. No entanto, a nova interpretação da NR-01 transforma esse tema em uma obrigação relacionada à gestão de riscos ocupacionais.

Neste artigo, você vai entender o que mudou na NR-01, quais empresas precisam se adequar, quais são os riscos do descumprimento e como implementar medidas práticas para proteger seus colaboradores e manter sua empresa em conformidade.

O que é a NR-01?

A Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01) estabelece as disposições gerais e os requisitos para a gestão de Segurança e Saúde no Trabalho.

Ela funciona como uma norma-base para todas as demais NRs e define as diretrizes que devem ser seguidas pelas empresas na identificação, avaliação e controle dos riscos ocupacionais.

Nos últimos anos, a NR-01 passou por diversas atualizações, acompanhando as transformações do mercado de trabalho e as novas demandas relacionadas à saúde dos trabalhadores.

Uma das mudanças mais relevantes foi a ampliação do conceito de riscos ocupacionais, incluindo de forma mais clara os chamados riscos psicossociais.

Essa alteração reflete uma preocupação crescente com o aumento dos casos de ansiedade, síndrome de burnout, depressão e outros transtornos mentais relacionados ao ambiente de trabalho.

Dessa forma, a empresa deixa de focar apenas em riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos, passando também a considerar fatores que possam comprometer a saúde emocional dos colaboradores.

O que mudou na NR-01 em relação à saúde mental?

A principal mudança está relacionada à necessidade de incluir os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Antes, a maioria das empresas concentrava suas análises em fatores mais tradicionais, como ruído, calor, máquinas, produtos químicos e ergonomia.

Agora, torna-se necessário avaliar aspectos como:

  • Excesso de cobrança por metas;
  • Jornadas excessivas;
  • Falta de autonomia;
  • Assédio moral;
  • Assédio sexual;
  • Conflitos constantes entre equipes;
  • Ambientes de trabalho tóxicos;
  • Falta de reconhecimento profissional;
  • Pressão psicológica excessiva;
  • Sobrecarga emocional.

A empresa deve identificar esses fatores, avaliar os impactos que podem causar e implementar ações preventivas e corretivas.

Não basta apenas reconhecer que os riscos existem. É preciso demonstrar que medidas efetivas estão sendo adotadas para minimizá-los.

Essa abordagem segue uma tendência mundial de valorização da saúde mental no ambiente corporativo e busca reduzir os afastamentos relacionados a doenças psicológicas.

Quais empresas precisam se adequar?

A adequação à NR-01 não é uma exigência exclusiva para grandes empresas.

Qualquer organização que possua empregados contratados pelo regime da CLT deve observar as regras relacionadas à gestão de riscos ocupacionais.

Isso inclui:

  • Pequenas empresas;
  • Médias empresas;
  • Grandes corporações;
  • Comércios;
  • Indústrias;
  • Prestadoras de serviços.

Embora a complexidade das ações possa variar conforme o porte da empresa, todas devem demonstrar que identificam e gerenciam os riscos existentes em seu ambiente de trabalho.

Negócios que ignorarem os riscos psicossociais podem enfrentar dificuldades em fiscalizações trabalhistas e até mesmo em processos judiciais relacionados à saúde dos colaboradores.

Por isso, a adequação não deve ser vista apenas como uma obrigação legal, mas como uma medida de proteção para a própria empresa.

Como identificar os riscos psicossociais dentro da empresa?

O primeiro passo para adequação consiste em mapear os fatores que podem afetar a saúde psicológica dos trabalhadores. Esse processo exige uma análise detalhada da rotina organizacional.

É importante avaliar como as atividades são executadas, quais são as condições de trabalho oferecidas e quais situações podem gerar sofrimento emocional.

Alguns sinais costumam indicar a presença de riscos psicossociais relevantes:

  • Aumento da rotatividade de funcionários.
  • Elevado número de afastamentos médicos.
  • Conflitos frequentes entre equipes.
  • Queda de produtividade.
  • Baixo engajamento dos colaboradores.
  • Reclamações constantes sobre excesso de trabalho.
  • Absenteísmo recorrente.
  • Dificuldades de relacionamento entre lideranças e equipes.

Além da observação direta, a empresa pode utilizar pesquisas de clima organizacional, entrevistas, questionários anônimos e avaliações realizadas por profissionais especializados em saúde ocupacional.

Quanto mais detalhado for o diagnóstico, mais eficazes serão as ações implementadas posteriormente.

Como incluir os riscos psicossociais no PGR?

O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) é um dos principais instrumentos previstos pela NR-01.

Com as novas exigências, os riscos psicossociais devem fazer parte desse documento.

Isso significa que a empresa precisa registrar:

  • A identificação dos riscos.
  • A avaliação dos impactos.
  • As medidas de controle adotadas.
  • Os responsáveis pelas ações.
  • Os prazos de implementação.
  • Os mecanismos de monitoramento.

Na prática, o PGR deve demonstrar que a organização está acompanhando continuamente a situação e promovendo melhorias sempre que necessário. O documento não pode ser tratado como mera formalidade.

Em uma eventual fiscalização, será necessário comprovar que as medidas previstas realmente estão sendo executadas.

Por isso, o envolvimento do setor de Recursos Humanos, da liderança e dos profissionais de SST torna-se fundamental.

Conte com apoio especializado para adequar sua empresa

A adequação à NR-01 exige planejamento, conhecimento técnico e integração entre diferentes áreas da empresa.

Mapear riscos psicossociais, atualizar o PGR, revisar processos internos e implementar ações preventivas são etapas que demandam atenção e acompanhamento profissional.

Por isso, contar com uma assessoria especializada pode fazer toda a diferença para garantir conformidade legal e segurança jurídica.

A Five Consultant Contabilidade pode auxiliar sua empresa na organização dos processos internos, na gestão das obrigações trabalhistas e no suporte necessário para enfrentar as novas exigências relacionadas à saúde e segurança no trabalho.

Entre em contato com nossa equipe e descubra como podemos ajudar sua empresa a se adequar à NR-01 com segurança, eficiência e tranquilidade.

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Crescimento sem controle fiscal: o erro silencioso que reduz o lucro da empresa

O crescimento sem controle fiscal é um dos problemas mais perigosos para empresas que estão expandindo suas operações, aumentando o faturamento e conquistando novos clientes.

Muitos empresários acreditam que crescer significa automaticamente ganhar mais dinheiro, mas na prática isso nem sempre acontece.

Existem empresas que aumentam o faturamento ano após ano e, ainda assim, enfrentam dificuldades financeiras, redução de margem de lucro e problemas no caixa. Em muitos casos, o principal motivo está justamente na falta de gestão tributária e controle fiscal adequado.

O problema é que esse tipo de erro costuma ser silencioso. Diferente de uma queda brusca nas vendas, o impacto fiscal normalmente acontece aos poucos, corroendo a lucratividade da empresa sem que o empresário perceba imediatamente.

Tributação incorreta, pagamento indevido de impostos, falta de aproveitamento de créditos tributários, erros de classificação fiscal e desenquadramentos mal planejados podem consumir uma parcela significativa do lucro empresarial.

Neste artigo, você vai entender como o crescimento sem controle fiscal afeta diretamente os resultados da empresa, quais são os erros mais comuns e como evitar que o aumento do faturamento se transforme em aumento de prejuízo.

Por que empresas que crescem podem lucrar menos?

Muitos empresários associam crescimento exclusivamente ao aumento de vendas. Porém, crescimento saudável depende também de controle financeiro, operacional e tributário.

Quando uma empresa cresce sem planejamento fiscal, ela pode começar a pagar mais impostos do que deveria, perder benefícios tributários importantes e enfrentar problemas que reduzem drasticamente a margem de lucro.

Esse cenário é mais comum do que parece.

Em muitos casos, o empresário percebe que a empresa vende mais, possui mais clientes e movimenta mais dinheiro, mas o lucro líquido não acompanha esse crescimento.

Isso acontece porque o aumento do faturamento traz novas obrigações tributárias, mudanças de regime fiscal e maior complexidade operacional.

Entre os problemas mais comuns, podemos destacar:

  • Aumento da carga tributária sem planejamento;
  • Perda de benefícios fiscais;
  • Mudança inadequada de regime tributário;
  • Falta de controle sobre impostos incidentes;
  • Crescimento desorganizado das despesas;
  • Erros na emissão de notas fiscais;
  • Pagamento de tributos em duplicidade;
  • Ausência de revisão fiscal preventiva.

Outro ponto importante é que empresas em crescimento normalmente aumentam também o volume de operações, fornecedores, funcionários e movimentações financeiras.

Sem controle fiscal eficiente, o risco de erros cresce proporcionalmente.

O resultado disso pode incluir:

  • Redução da margem de lucro;
  • Problemas de caixa;
  • Multas e autuações;
  • Dificuldade para reinvestir no negócio;
  • Endividamento tributário.

Ou seja, crescer sem organização fiscal pode transformar o crescimento em um problema.

Os principais erros fiscais que reduzem o lucro das empresas

Muitas empresas perdem dinheiro todos os meses sem perceber. E boa parte dessas perdas está relacionada a falhas fiscais aparentemente simples.

O primeiro grande erro é acreditar que pagar impostos altos é algo inevitável.

Na realidade, muitas empresas pagam mais tributos do que deveriam por falta de planejamento tributário adequado.

Escolha errada do regime tributário

Um dos erros mais comuns acontece na escolha do regime tributário.

Empresas que permanecem no Simples Nacional mesmo quando o Lucro Presumido seria mais vantajoso acabam comprometendo parte importante da lucratividade.

Por outro lado, existem empresas no Lucro Presumido que poderiam reduzir impostos no Simples.

Sem análise periódica, a empresa pode permanecer anos em um regime desfavorável.

Falta de revisão tributária

Outro problema comum é a ausência de revisão fiscal preventiva.

Muitas empresas deixam de recuperar créditos tributários, aproveitam benefícios de forma incorreta ou pagam impostos indevidos simplesmente porque nunca fizeram uma revisão técnica da operação.

Erros na classificação fiscal

A classificação incorreta de produtos e serviços também gera prejuízos relevantes.

Um simples erro de NCM, CST ou tributação pode aumentar impostos sem necessidade ou gerar riscos de autuação fiscal.

Crescimento sem estrutura contábil

Outro problema recorrente acontece quando a empresa cresce mais rápido do que sua estrutura administrativa.

O empresário aumenta vendas, expande operações, contrata funcionários e abre novas frentes comerciais, mas mantém controles internos extremamente frágeis.

Isso gera:

  • Erros operacionais;
  • Falhas em documentos fiscais;
  • Informações inconsistentes;
  • Problemas em obrigações acessórias;
  • Risco elevado de fiscalização.

Na prática, a empresa cresce em faturamento, mas perde eficiência financeira.

Como a falta de controle fiscal impacta diretamente o caixa da empresa

Muitos empresários só percebem problemas fiscais quando recebem uma notificação da Receita Federal ou acumulam dívidas tributárias.

Porém, o impacto fiscal negativo normalmente começa muito antes.

A falta de controle tributário afeta diretamente o fluxo de caixa da empresa.

Isso acontece porque impostos pagos indevidamente reduzem capital de giro, limitam investimentos e diminuem a capacidade financeira do negócio.

Além disso, multas, juros e encargos tributários podem crescer rapidamente quando existem falhas fiscais recorrentes.

Outro problema importante está relacionado à precificação.

Empresas sem gestão tributária eficiente muitas vezes calculam preços sem considerar corretamente os impactos fiscais da operação.

Isso gera dois cenários perigosos:

  • A empresa vende com margem menor do que imagina;
  • Ou perde competitividade por precificar acima do mercado.

Nos dois casos, o lucro sofre impacto direto.

Outro ponto extremamente relevante é o avanço da fiscalização eletrônica.

Hoje, Receita Federal, estados e municípios possuem sistemas cada vez mais integrados e automatizados.

Informações inconsistentes entre:

  • Notas fiscais;
  • Declarações;
  • Movimentação bancária;
  • Cartões;
  • PIX;
  • Folha de pagamento;
  • Obrigações acessórias;

podem gerar cruzamentos automáticos e aumentar significativamente o risco fiscal da empresa.

Por isso, controle fiscal deixou de ser apenas uma obrigação burocrática. Hoje ele faz parte da estratégia financeira da empresa.

Planejamento tributário: como proteger a lucratividade da empresa

Empresas que crescem de forma saudável normalmente possuem algo em comum: planejamento tributário contínuo.

Isso não significa sonegação ou manobras ilegais.

Planejamento tributário significa organizar a operação da empresa de forma inteligente para reduzir legalmente a carga tributária e aumentar eficiência financeira.

Uma gestão fiscal estratégica ajuda a empresa a:

  • Escolher o regime tributário mais vantajoso;
  • Aproveitar benefícios fiscais;
  • Reduzir riscos de autuação;
  • Melhorar o fluxo de caixa;
  • Aumentar margem de lucro;
  • Organizar expansão empresarial.

Além disso, empresas bem estruturadas conseguem tomar decisões com muito mais segurança.

Antes de expandir operações, contratar funcionários ou abrir novas unidades, é fundamental analisar os impactos tributários envolvidos.

Em muitos casos, pequenas mudanças operacionais já geram grande diferença tributária.

Outro ponto importante é o acompanhamento constante da legislação.

As regras fiscais mudam frequentemente no Brasil, especialmente com o avanço da Reforma Tributária.

Empresas sem acompanhamento especializado podem perder oportunidades importantes ou cometer erros por desconhecimento das novas regras.

Por isso, o suporte contábil consultivo se tornou cada vez mais importante para empresas que desejam crescer com segurança.

Crescer com organização fiscal é crescer com mais lucro

O verdadeiro crescimento empresarial não está apenas no aumento do faturamento.

Empresas saudáveis crescem com:

  • Margem;
  • Controle;
  • Organização;
  • Previsibilidade;
  • Segurança tributária.

Muitos empresários descobrem tarde demais que crescer sem controle fiscal pode destruir a lucratividade da empresa silenciosamente.

Enquanto o faturamento sobe, os impostos aumentam, os custos se acumulam e a margem diminui.

Sem gestão tributária eficiente, a empresa pode trabalhar mais, vender mais e lucrar menos.

Por outro lado, empresas que possuem controle fiscal estratégico conseguem crescer de forma muito mais sustentável.

Elas reduzem desperdícios tributários, evitam erros operacionais e tomam decisões mais inteligentes.

Isso faz toda diferença em mercados cada vez mais competitivos.

Conclusão

O crescimento sem controle fiscal é um dos erros mais perigosos que uma empresa pode cometer.

Muitas vezes, os problemas começam silenciosamente e só aparecem quando a margem já foi comprometida, o caixa apertou ou surgiram autuações fiscais.

Por isso, não basta apenas vender mais. É preciso crescer com estrutura, organização e planejamento tributário.

Empresas que investem em gestão fiscal conseguem:

  • Proteger o lucro;
  • Melhorar o fluxo de caixa;
  • Reduzir riscos;
  • Aproveitar oportunidades tributárias;
  • Crescer com mais segurança.

A Five Consultant Contabilidade oferece suporte estratégico para empresas que desejam crescer com controle fiscal, organização tributária e maior lucratividade.

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Crédito de impostos na indústria: como não perder dinheiro por falta de controle

O crédito de impostos na indústria é um tema extremamente importante para empresas que desejam reduzir custos, aumentar a margem de lucro e melhorar a competitividade no mercado.

No entanto, muitas indústrias acabam perdendo dinheiro todos os meses por falta de controle tributário, erros operacionais e ausência de acompanhamento especializado.

Na prática, diversos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva podem gerar créditos tributários que ajudam a reduzir o valor dos impostos devidos pela empresa. O problema é que muitos negócios deixam de aproveitar esses créditos corretamente.

Além disso, erros no cadastro fiscal, classificação incorreta de produtos, falhas no ERP e falta de revisão tributária podem fazer com que a indústria acumule prejuízos silenciosos durante anos.

Com a chegada da Reforma Tributária e do novo modelo baseado em IBS e CBS, o controle de créditos tributários se tornará ainda mais estratégico para a saúde financeira das empresas.

Neste artigo, vamos mostrar como funciona o crédito de impostos na indústria, quais erros mais geram perdas financeiras e como evitar prejuízos por falta de controle.

O que são créditos tributários na indústria

Os créditos tributários funcionam como mecanismos de compensação de impostos pagos ao longo da cadeia produtiva.

Na indústria, isso ocorre principalmente em tributos não cumulativos, como:

  • ICMS;
  • IPI;
  • PIS;
  • COFINS.

Na prática, quando a indústria compra matéria-prima, insumos, embalagens ou determinados serviços, ela paga impostos embutidos nessas operações.

Posteriormente, parte desses valores pode ser utilizada para reduzir os tributos devidos nas vendas realizadas pela empresa.

Esse sistema evita o chamado “efeito cascata”, em que o imposto seria cobrado várias vezes ao longo da cadeia econômica.

Por exemplo:

Uma indústria compra matéria-prima pagando ICMS. Posteriormente, ao vender o produto final, ela também terá ICMS sobre a operação. Nesse caso, o imposto pago anteriormente pode gerar crédito para abatimento.

O mesmo acontece com PIS e COFINS no regime não cumulativo e com o IPI em determinadas operações industriais.

O problema é que muitas empresas deixam de aproveitar créditos legítimos por falhas de controle, parametrização incorreta ou desconhecimento da legislação.

Em alguns casos, o prejuízo acumulado pode chegar a centenas de milhares de reais.

Como a falta de controle faz a indústria perder dinheiro

Muitas perdas tributárias acontecem de forma silenciosa.

A empresa continua operando normalmente, emitindo notas fiscais e pagando tributos, mas deixa de recuperar créditos que poderiam melhorar significativamente o fluxo de caixa e a lucratividade.

Entre os principais problemas que causam perda de dinheiro, estão:

Cadastro fiscal incorreto

Erros no cadastro de produtos são extremamente comuns na indústria.

Quando o NCM, CST, CFOP ou alíquotas estão incorretos, o sistema pode impedir o aproveitamento correto dos créditos tributários.

Além disso, classificações fiscais erradas podem gerar recolhimentos indevidos ou perda de benefícios fiscais.

Parametrização inadequada do ERP

Muitas empresas utilizam sistemas de gestão sem revisão tributária adequada.

Isso faz com que o ERP calcule impostos de maneira incorreta ou deixe de registrar créditos automaticamente.

Na prática, a indústria pode perder créditos diariamente sem perceber.

Falta de conferência das notas fiscais de entrada

Outro erro comum é aceitar automaticamente as notas fiscais emitidas pelos fornecedores sem validação fiscal.

Quando há erro tributário na nota de entrada, a indústria pode:

  • Aproveitar crédito indevido;
  • Deixar de aproveitar crédito legítimo;
  • Gerar inconsistências fiscais;
  • Sofrer autuações futuramente.

Ausência de revisão tributária periódica

A legislação tributária muda constantemente.

Sem revisão periódica, a empresa pode continuar operando com regras desatualizadas e perder oportunidades relevantes de economia fiscal.

Quais créditos tributários merecem mais atenção na indústria

A indústria possui diversas possibilidades de aproveitamento de créditos tributários.

No entanto, alguns merecem atenção especial devido ao impacto financeiro significativo.

Créditos de ICMS

O ICMS está entre os tributos mais relevantes para a indústria.

Dependendo da operação, podem gerar créditos:

  • Compra de matéria-prima;
  • Aquisição de insumos;
  • Energia elétrica utilizada na produção;
  • Fretes;
  • Produtos intermediários;
  • Embalagens;
  • Ativo imobilizado em determinadas situações.

Erros no controle desses créditos afetam diretamente o custo da operação.

Créditos de IPI

O IPI também possui sistemática não cumulativa em muitas operações industriais.

Indústrias tributadas pelo imposto podem utilizar créditos relacionados à compra de insumos aplicados na produção.

O problema é que muitas empresas deixam de aproveitar créditos por falhas na escrituração fiscal.

Créditos de PIS e COFINS

No regime não cumulativo, diversas despesas podem gerar créditos de PIS e COFINS.

Entre elas:

  • Insumos produtivos;
  • Energia elétrica;
  • Aluguéis;
  • Máquinas;
  • Serviços relacionados à atividade-fim;
  • Fretes;
  • Armazenagem.

Esse é um dos pontos mais complexos da legislação tributária brasileira e também uma das maiores fontes de recuperação de créditos para indústrias.

Como erros tributários impactam diretamente o lucro da indústria

Quando a indústria perde créditos tributários, o impacto acontece diretamente no resultado financeiro.

Na prática, isso significa:

  • Aumento da carga tributária;
  • Redução da margem de lucro;
  • Menor competitividade;
  • Redução do caixa;
  • Diminuição da capacidade de investimento.

Muitas vezes, empresários buscam aumentar vendas para melhorar resultados, enquanto parte do lucro está sendo perdida por falhas fiscais internas.

Além disso, empresas com gestão tributária eficiente conseguem operar com custos menores e preços mais competitivos.

Outro ponto importante envolve a formação de preço.

Quando a empresa não considera corretamente os créditos tributários disponíveis, a precificação pode ficar distorcida.

Isso gera dois cenários perigosos:

  • Margem reduzida sem percepção do gestor;
  • Produto mais caro do que o mercado.

Em ambos os casos, a lucratividade da indústria é prejudicada.

Conclusão

Entender como funciona o crédito de impostos na indústria é fundamental para evitar perdas financeiras e melhorar a lucratividade do negócio.

Muitas empresas deixam de recuperar valores importantes simplesmente por falta de controle tributário, parametrização inadequada ou ausência de revisão fiscal preventiva.

Além disso, com a Reforma Tributária, o aproveitamento correto dos créditos fiscais será ainda mais estratégico para a competitividade das indústrias.

Por isso, investir em gestão tributária eficiente deixou de ser apenas uma obrigação fiscal e passou a ser uma ferramenta importante de crescimento financeiro.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a identificar oportunidades de recuperação tributária, revisar processos fiscais e reduzir perdas financeiras causadas por falhas no aproveitamento de créditos tributários.

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Como erros na classificação fiscal impactam diretamente o lucro da indústria

Como erros na classificação fiscal impactam diretamente o lucro da indústria é um tema que merece atenção especial de empresários, gestores financeiros e responsáveis pelo setor fiscal das empresas. 

Muitas indústrias concentram esforços em vendas, produção e redução de custos operacionais, mas acabam deixando de lado um ponto extremamente estratégico: a correta classificação fiscal de produtos.

Na prática, um erro de classificação pode gerar pagamento excessivo de impostos, perda de créditos tributários, multas, problemas com o Fisco e até redução da competitividade da empresa no mercado.

Além disso, com o avanço da fiscalização eletrônica e do cruzamento automático de informações realizado pela Receita Federal e pelas Secretarias da Fazenda, inconsistências fiscais são identificadas com cada vez mais rapidez.

Neste artigo, vamos mostrar como erros na classificação fiscal podem afetar diretamente o lucro da indústria, quais são os principais riscos envolvidos e como evitar prejuízos fiscais e financeiros.

O que é classificação fiscal e por que ela é tão importante para a indústria

A classificação fiscal é o processo utilizado para identificar corretamente um produto dentro das tabelas fiscais brasileiras, especialmente por meio do código NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul).

Cada mercadoria possui um código específico que determina:

  • Tributação aplicável;
  • Incidência de impostos;
  • Regras de substituição tributária;
  • Benefícios fiscais;
  • Necessidade de licenças;
  • Obrigações acessórias;
  • Alíquotas de importação;
  • Regras de crédito tributário.

Em outras palavras, a classificação fiscal funciona como uma “identidade tributária” do produto.

Na indústria, isso é ainda mais relevante porque pequenas diferenças na composição, finalidade ou aplicação de um item podem alterar completamente sua tributação.

Por exemplo, dois produtos aparentemente semelhantes podem possuir:

  • Alíquotas diferentes de ICMS;
  • Tratamentos distintos no IPI;
  • Regras diferentes de PIS e COFINS;
  • Benefícios fiscais específicos;
  • Incidência ou não de substituição tributária.

Quando a classificação fiscal é feita incorretamente, a empresa pode pagar impostos além do necessário ou recolher tributos abaixo do devido, criando um passivo tributário extremamente perigoso.

Além disso, erros fiscais comprometem o planejamento financeiro da indústria e reduzem a margem de lucro sem que muitos empresários percebam.

Como erros de classificação aumentam os custos da indústria

Um dos impactos mais comuns dos erros na classificação fiscal é o aumento da carga tributária.

Isso acontece porque um produto enquadrado incorretamente pode acabar recebendo uma tributação maior do que deveria.

Na prática, a indústria passa a pagar:

  • ICMS maior;
  • IPI indevido;
  • PIS e COFINS acima do necessário;
  • Alíquotas de importação mais elevadas;
  • Taxas adicionais relacionadas ao enquadramento incorreto.

Em muitos casos, esse problema permanece por anos sem ser identificado.

O resultado é um prejuízo silencioso que reduz diretamente a lucratividade da operação.

Imagine uma indústria que vende milhares de unidades mensalmente. Uma diferença aparentemente pequena de tributação pode representar centenas de milhares de reais pagos indevidamente ao longo do tempo.

Além disso, erros fiscais também podem gerar perda de competitividade.

Isso ocorre porque empresas que pagam mais impostos acabam tendo:

  • Custos maiores;
  • Menor margem;
  • Preço final menos competitivo;
  • Redução da capacidade de investimento;
  • Menor poder de negociação comercial.

Enquanto isso, concorrentes que possuem um enquadramento fiscal mais eficiente conseguem operar com custos menores e preços mais competitivos.

Outro ponto importante envolve a formação de preço.

Se a classificação fiscal estiver errada, toda a precificação da indústria pode ficar comprometida, afetando margem, markup e rentabilidade.

Os riscos de multas, autuações e passivos tributários

Além do impacto direto nos custos, erros na classificação fiscal também podem gerar problemas graves com o Fisco.

Hoje, os órgãos de fiscalização utilizam sistemas altamente automatizados capazes de identificar inconsistências entre:

  • NCM utilizado;
  • Descrição do produto;
  • CFOP;
  • CST;
  • Alíquotas aplicadas;
  • Informações da nota fiscal eletrônica;
  • Dados de fornecedores e clientes.

Quando há divergências, a empresa pode sofrer:

  • Multas fiscais;
  • Cobrança retroativa de tributos;
  • Juros;
  • Penalidades acessórias;
  • Fiscalizações aprofundadas;
  • Bloqueios operacionais.

Em casos mais graves, o passivo tributário pode comprometer seriamente o caixa da indústria.

Isso é especialmente perigoso para empresas que operam com grande volume de vendas ou possuem margens apertadas.

Outro problema comum envolve a utilização incorreta de benefícios fiscais.

Muitas indústrias acabam aplicando incentivos tributários sem possuir o enquadramento correto, o que pode gerar autuações milionárias futuramente.

Além disso, erros relacionados à substituição tributária também são extremamente frequentes.

Um produto classificado incorretamente pode entrar ou sair indevidamente do regime de ST, gerando recolhimentos incorretos e distorções financeiras importantes.

Como a classificação fiscal afeta créditos tributários e recuperação de impostos

Outro impacto relevante está relacionado aos créditos tributários.

Na indústria, a recuperação de créditos de ICMS, IPI, PIS e COFINS faz parte da estratégia financeira e tributária da operação.

No entanto, quando há erro na classificação fiscal, a empresa pode:

  • Perder créditos legítimos;
  • Aproveitar créditos indevidos;
  • Comprometer compensações tributárias;
  • Sofrer glosas fiscais;
  • Reduzir o potencial de recuperação de impostos.

Na prática, isso significa perda direta de dinheiro.

Muitas empresas deixam de recuperar valores importantes simplesmente porque os produtos foram classificados incorretamente ao longo da cadeia fiscal.

Além disso, erros em NCM podem comprometer operações de importação e exportação.

Dependendo da classificação utilizada, a indústria pode pagar mais imposto de importação, deixar de acessar benefícios aduaneiros ou enfrentar dificuldades alfandegárias.

Outro ponto importante envolve a Reforma Tributária.

Com a chegada do IBS e da CBS, a correta parametrização fiscal ganhará ainda mais relevância, especialmente devido ao modelo de aproveitamento de créditos ao longo da cadeia.

Empresas com cadastros fiscais inconsistentes poderão enfrentar:

  • Problemas de creditamento;
  • Dificuldades na emissão fiscal;
  • Erros de cálculo tributário;
  • Impactos no fluxo de caixa;
  • Risco de perda financeira.

Como evitar prejuízos com erros na classificação fiscal

A melhor forma de evitar problemas fiscais é investir em revisão tributária preventiva e acompanhamento especializado.

Algumas medidas fazem grande diferença:

  • Revisar periodicamente o cadastro de produtos;
  • Validar tecnicamente os NCMs utilizados;
  • Integrar setores fiscal, contábil e operacional;
  • Automatizar processos fiscais;
  • Realizar auditorias tributárias preventivas;
  • Monitorar mudanças na legislação;
  • Contar com suporte contábil especializado em indústria.

Além disso, muitas empresas conseguem identificar oportunidades relevantes de recuperação tributária após corrigirem erros de classificação fiscal.

Em diversos casos, valores pagos indevidamente podem ser recuperados administrativamente ou judicialmente.

Outro ponto importante é a preparação para a Reforma Tributária.

A transição para o novo modelo tributário exigirá muito mais controle sobre cadastros fiscais, parametrizações e regras de tributação.

Empresas que começarem essa organização desde agora terão muito mais segurança e competitividade nos próximos anos.

Conclusão

Entender como erros na classificação fiscal impactam diretamente o lucro da indústria é fundamental para qualquer empresa que deseja crescer de forma sustentável e segura.

Mais do que uma obrigação burocrática, a classificação fiscal influencia diretamente:

  • Custos;
  • Margem de lucro;
  • Formação de preço;
  • Recuperação tributária;
  • Competitividade;
  • Segurança fiscal.

Pequenos erros podem gerar grandes prejuízos financeiros ao longo do tempo, além de aumentar significativamente os riscos de autuação.

Por isso, investir em revisão fiscal preventiva e gestão tributária estratégica deixou de ser apenas uma opção e passou a ser uma necessidade para a indústria moderna.

A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a revisar processos fiscais, identificar riscos tributários e encontrar oportunidades legais de economia para aumentar a lucratividade do negócio.

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Lucro Real: alíquotas, cálculo, tudo que você precisa saber

O Lucro Real é um dos regimes tributários mais complexos do sistema brasileiro, mas também pode ser o mais vantajoso para empresas que possuem margens menores ou grande volume de despesas dedutíveis. 

Apesar de muitas empresas evitarem esse regime por considerá-lo complicado, a verdade é que, quando bem estruturado, o Lucro Real pode gerar economia tributária significativa.

Diferente de outros regimes, o Lucro Real calcula os impostos com base no lucro efetivamente apurado pela empresa, o que exige maior controle financeiro e contábil, mas oferece maior precisão na tributação.

Neste artigo, você vai entender como funciona o Lucro Real, quais são suas alíquotas, como é feito o cálculo na prática e quando esse regime pode ser a melhor escolha para o seu negócio.

O que é Lucro Real e como funciona esse regime tributário?

O Lucro Real é um regime tributário em que os impostos são calculados com base no lucro líquido da empresa, ajustado por adições e exclusões previstas na legislação fiscal.

Na prática, isso significa que a empresa paga impostos apenas sobre o lucro efetivamente obtido, e não sobre uma margem presumida, como ocorre no Lucro Presumido.

O cálculo começa com o resultado contábil da empresa (receitas menos despesas), que depois passa por ajustes fiscais. Esses ajustes podem incluir despesas não dedutíveis, receitas isentas ou compensações de prejuízos fiscais.

Esse modelo torna o Lucro Real mais justo, pois empresas com menor lucratividade pagam menos impostos. No entanto, exige um controle rigoroso da contabilidade e da gestão financeira.

Além disso, o Lucro Real pode ser obrigatório para algumas empresas, como:

  • Instituições financeiras

  • Empresas com faturamento elevado

  • Negócios que atuam em setores específicos

Por ser mais detalhado, esse regime também aumenta a responsabilidade fiscal, exigindo maior organização e acompanhamento constante.

Quais são as alíquotas do Lucro Real?

As alíquotas do Lucro Real envolvem principalmente dois tributos federais: o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).

O IRPJ é calculado com base no lucro apurado e possui as seguintes alíquotas:

  • 15% sobre o lucro

  • Adicional de 10% sobre a parcela do lucro que exceder R$ 20 mil por mês

Já a CSLL possui alíquotas que variam conforme o tipo de atividade, sendo geralmente:

  • 9% para a maioria das empresas

  • 15% para instituições financeiras

Além disso, empresas no Lucro Real também estão sujeitas ao PIS e COFINS no regime não cumulativo, com as seguintes alíquotas:

  • PIS: 1,65%

  • COFINS: 7,6%

No entanto, nesses casos, a empresa pode aproveitar créditos sobre determinados custos e despesas, reduzindo a carga tributária efetiva.

Isso torna o Lucro Real um regime mais técnico, mas também mais flexível em termos de planejamento tributário.

Como é feito o cálculo do Lucro Real na prática?

O cálculo do Lucro Real começa com a apuração do lucro contábil da empresa, que é obtido pela diferença entre receitas e despesas.

A partir desse valor, são realizados ajustes fiscais para chegar ao lucro tributável. Esses ajustes incluem:

  • Adições: despesas que não são aceitas pela legislação fiscal

  • Exclusões: receitas que não são tributáveis

  • Compensações: prejuízos fiscais de períodos anteriores

Após esses ajustes, chega-se ao chamado lucro real, que será a base de cálculo para IRPJ e CSLL.

O processo pode ser resumido assim:

  1. Apurar o lucro contábil

  2. Realizar ajustes fiscais

  3. Encontrar o lucro tributável

  4. Aplicar as alíquotas de IRPJ e CSLL

Além disso, a apuração pode ser feita de duas formas:

  • Trimestral

  • Anual (com estimativas mensais)

Esse modelo exige controle detalhado das operações e acompanhamento constante da contabilidade.

Quais são as vantagens do Lucro Real para empresas?

Apesar da complexidade, o Lucro Real pode trazer diversas vantagens para empresas que possuem uma gestão financeira bem estruturada.

Uma das principais vantagens é a tributação baseada no lucro efetivo. Isso significa que empresas com margens reduzidas pagam menos impostos, o que não ocorre em regimes como o Lucro Presumido.

Outro benefício importante é a possibilidade de aproveitar créditos de PIS e COFINS, o que reduz a carga tributária em operações com muitos custos e despesas.

Além disso, o Lucro Real permite:

  • Compensação de prejuízos fiscais

  • Maior flexibilidade no planejamento tributário

  • Adequação a negócios com variação de resultados

Empresas que possuem custos elevados, como indústrias e negócios com estrutura operacional robusta, costumam se beneficiar bastante desse regime.

No entanto, para aproveitar essas vantagens, é essencial ter controle contábil eficiente e acompanhamento especializado.

Quando o Lucro Real é a melhor escolha para sua empresa?

O Lucro Real é mais indicado para empresas que possuem características específicas que favorecem esse regime.

Entre os principais cenários, destacam-se:

  • Empresas com margens de lucro reduzidas

  • Negócios com alto volume de despesas dedutíveis

  • Empresas com prejuízos fiscais acumulados

  • Operações com muitos créditos de PIS e COFINS

Além disso, empresas em crescimento ou com resultados variáveis podem se beneficiar da tributação baseada no lucro real.

Outro ponto importante é a obrigatoriedade. Algumas empresas, por lei, devem optar pelo Lucro Real, independentemente de ser a opção mais vantajosa.

A escolha ideal depende de uma análise detalhada da situação da empresa, considerando aspectos financeiros e tributários.

Conclusão: vale a pena optar pelo Lucro Real?

O Lucro Real é um regime tributário que exige mais controle e organização, mas pode ser extremamente vantajoso quando bem utilizado.

Ele oferece maior precisão na tributação, permite planejamento fiscal e pode gerar economia significativa para empresas com o perfil adequado.

Por outro lado, a complexidade exige acompanhamento constante e apoio especializado para evitar erros e aproveitar oportunidades.

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Holding: o que é, para que serve e quais os benefícios?

Holding é uma estrutura societária estratégica utilizada para organizar empresas, proteger patrimônio e otimizar a gestão financeira e tributária de pessoas físicas e jurídicas. 

Nos últimos anos, a holding deixou de ser uma ferramenta restrita a grandes grupos empresariais e passou a fazer parte do planejamento de empresários, médicos, investidores e famílias que desejam crescer com segurança.

Mas afinal, o que é uma holding na prática? Ela realmente reduz impostos? É legal? Vale a pena para pequenas e médias empresas? 

Neste artigo da Five Consultant Contabilidade, vamos esclarecer essas dúvidas de forma técnica e estratégica, mostrando quando essa estrutura faz sentido e quais são seus reais benefícios.

Se você busca proteção patrimonial, organização societária e planejamento sucessório eficiente, este conteúdo foi feito para você.

O que é uma holding e como ela funciona na prática?

A holding é uma empresa criada com a finalidade principal de participar do capital de outras empresas ou administrar bens e direitos. 

Diferente de uma empresa operacional, que exerce atividade comercial ou presta serviços, a holding tem como objetivo central controlar, organizar ou administrar patrimônio e participações societárias.

Na prática, ela pode:

  • Ser sócia de uma ou mais empresas operacionais
  • Administrar imóveis e investimentos
  • Organizar quotas familiares
  • Centralizar decisões estratégicas
  • Estruturar planejamento sucessório

Por exemplo, um empresário pode ter:

  • Uma empresa operacional que presta serviços
  • Uma holding que detém as quotas dessa empresa

Nesse modelo, a holding passa a ser a controladora, enquanto a empresa operacional continua exercendo a atividade econômica normalmente.

Essa separação traz vantagens estratégicas, especialmente no que diz respeito à proteção patrimonial e à organização societária.

Para que serve uma holding?

A holding serve como ferramenta de estruturação empresarial e patrimonial, permitindo organizar bens, empresas e participações de forma mais eficiente.

Entre suas principais finalidades estão:

Proteção patrimonial: Ao transferir bens e participações para uma holding, é possível separar o patrimônio da atividade operacional, reduzindo riscos em caso de processos judiciais ou problemas financeiros.

Planejamento sucessório: A holding facilita a sucessão familiar, permitindo a transferência de quotas ainda em vida, com cláusulas de proteção como:

  • Incomunicabilidade
  • Impenhorabilidade
  • Inalienabilidade

Isso evita inventários longos e custosos.

  • Organização societária: Empresas com múltiplos sócios podem utilizar a holding para centralizar decisões e facilitar expansão.
  • Planejamento tributário: Dependendo da estrutura, é possível otimizar a tributação sobre lucros e rendimentos.

A holding não é apenas um instrumento jurídico. Ela é uma ferramenta estratégica de gestão.

Quais são os tipos de holding existentes?

A estrutura da holding pode variar conforme o objetivo do empresário ou da família.

Holding patrimonial: É criada para administrar bens como:

  • Imóveis
  • Investimentos financeiros
  • Participações societárias

Muito utilizada por famílias que desejam organizar patrimônio e reduzir riscos.

Holding operacional: Controla outras empresas que exercem atividade econômica. É comum em grupos empresariais.

Holding mista: Combina administração patrimonial com participação em empresas operacionais.

Holding familiar: Focada em planejamento sucessório e organização de patrimônio entre herdeiros.

Cada tipo exige estrutura contratual específica e planejamento tributário adequado.

Holding reduz impostos?

Uma dúvida recorrente é se a holding reduz impostos automaticamente. A resposta é: depende. 

A holding pode gerar economia tributária em situações específicas, como:

  • Tributação sobre aluguel de imóveis
  • Distribuição de lucros
  • Planejamento sucessório
  • Venda de participações

Por exemplo, na locação de imóveis, uma holding no Lucro Presumido pode ter carga tributária menor do que a pessoa física, dependendo do volume de receita.

No entanto, a estrutura deve ser analisada com cautela. Criar holding apenas com objetivo de “pagar menos imposto” sem planejamento pode gerar aumento de carga tributária.

O segredo está no estudo personalizado da estrutura atual.

Quem deve considerar abrir uma holding?

A holding costuma ser indicada para:

  • Empresários com múltiplas empresas
  • Profissionais liberais com alto faturamento
  • Investidores imobiliários
  • Famílias com patrimônio relevante
  • Grupos empresariais em expansão

Também é comum em:

  • Médicos que possuem clínicas e imóveis
  • Empresários do varejo
  • Sócios que desejam organizar participações

Se há crescimento patrimonial ou complexidade societária, a holding pode ser uma solução estratégica.

Como funciona a abertura de uma holding?

A criação de uma holding envolve etapas técnicas que exigem acompanhamento contábil e jurídico.

1.Análise patrimonial: Mapeamento completo de:

  • Empresas existentes
  • Imóveis
  • Investimentos
  • Estrutura societária

2.Definição do tipo societário: Normalmente constituída como:

  • Sociedade Limitada (LTDA)
  • Sociedade Anônima (em casos maiores)

3.Elaboração do contrato social: O contrato deve prever:

  • Objeto social adequado
  • Regras de administração
  • Cláusulas de proteção patrimonial
  • Regras de sucessão

Integralização de bens: Transferência de quotas ou imóveis para a holding, com análise de eventual incidência de ITBI.

Definição do regime tributário: A escolha entre Lucro Presumido ou Lucro Real depende da atividade exercida. Cada etapa deve ser conduzida com planejamento técnico para evitar riscos fiscais.

Quais são os principais benefícios da holding?

A estrutura de holding pode gerar benefícios significativos quando bem planejada.

  • Segurança jurídica: Organiza a relação entre sócios e familiares.
  • Redução de conflitos: Define regras claras de sucessão e administração.
  • Planejamento sucessório eficiente: Evita inventário judicial e custos elevados.
  • Proteção contra riscos operacionais: Separa patrimônio da atividade empresarial.
  • Gestão centralizada: Facilita controle estratégico de múltiplas empresas.

A holding não é apenas um modelo societário, mas uma estratégia de longo prazo.

Conclusão: holding é estratégia, não modismo

A holding é uma ferramenta poderosa de organização patrimonial e societária, mas deve ser utilizada com estratégia e planejamento.

Ela pode oferecer:

  • Proteção patrimonial
  • Planejamento sucessório
  • Organização empresarial
  • Possível eficiência tributária

Porém, cada caso deve ser analisado individualmente.

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A Five Consultant Contabilidade é especialista em estruturação societária e planejamento estratégico para empresas e famílias.

Nossa equipe oferece:

  • Diagnóstico patrimonial completo
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O que é e como vai funcionar o split payment na reforma tributária?

A reforma tributária não vai apenas unificar impostos. Ela também mudou completamente a forma como os tributos serão pagos ao governo. 

Entre as novidades mais importantes, e ainda pouco compreendidas pelas empresas, está o split payment.

Esse mecanismo será um dos pilares operacionais do novo modelo, pois altera diretamente o fluxo financeiro das vendas. Em vez do contribuinte receber o valor integral da operação e depois pagar o imposto, parte do dinheiro já será direcionada automaticamente ao Fisco no momento do pagamento.

Na prática, a reforma não quer apenas simplificar tributos. Ela quer reduzir drasticamente a sonegação e aumentar a previsibilidade da arrecadação. O split payment nasce exatamente com esse objetivo.

Neste artigo da Five Consultant Contabilidade, você vai entender como o mecanismo irá funcionar e terá a oportunidade de esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto.

O que é split payment na reforma tributária

O split payment é uma ferramenta que irá realizar a separação automática do valor da transação em duas partes:

  • Uma parte destinada para a empresa.

  • Outra parte destinada diretamente ao governo.

Sendo assim, o imposto deixa de ser recolhido posteriormente pelo contribuinte e passa a ser retido no ato do pagamento.

Hoje, quando uma empresa vende um serviço ou produto, ela recebe o valor integral e depois calcula os tributos para recolher em uma data futura. No novo modelo, o imposto já será separado eletronicamente na própria liquidação financeira.

Isso muda o paradigma de arrecadação, já que o governo deixa de confiar na declaração e passa a receber automaticamente o tributo devido na operação.

Por que o governo criou o split payment?

O sistema tributário até então, sempre funcionou baseado no modelo da autodeclaração, onde a empresa calcula, informa e paga o imposto. Isso exige fiscalização posterior e gera alto índice de inadimplência e discussões fiscais.

Em resumo, o novo modelo busca três objetivos principais:

  • Reduzir sonegação: O tributo será recolhido antes de entrar no caixa da empresa, eliminando omissões.
  • Evitar fraudes de crédito tributário: Como o imposto será pago na origem, créditos fictícios tendem a desaparecer.
  • Simplificar fiscalização: O controle passa a ser financeiro e não mais declaratório.

Na prática, a reforma muda a lógica: o imposto deixa de ser uma obrigação futura e passa a ser uma retenção automática.

Sendo assim, podemos afirmar que a reforma tributária não visa apenas a simplificação de impostos, mas também, a redução da sonegação fiscal.

Como o split payment vai funcionar na prática?

O funcionamento será integrado aos meios de pagamento eletrônicos e sistemas bancários. Quando ocorrer uma venda, o valor será dividido automaticamente.

Imagine uma operação de R$ 1.000,00 com R$ 100,00 de tributos:

  • R$ 900,00 entram na conta da empresa

  • R$ 100,00 entram na conta do governo

A empresa não recolherá mais esse valor depois, pois o imposto será liquidado diretamente na fonte.

Esse processo ocorrerá por meio de integração entre:

  • Nota fiscal eletrônica

  • Sistema financeiro

  • Instituição de pagamento

  • Administração tributária

Em resumo, a própria instituição responsável por intermediar o pagamento, fará a retenção e o repasse dos impostos ao fisco.

Impactos do split payment no fluxo de caixa das empresas

Sem dúvida alguma, a mudança mais sensível não será contábil, mas sim, financeira.

Hoje, muitas empresas utilizam o intervalo entre recebimento e pagamento do imposto como capital de giro. No entanto, esse período deixará de existir. O valor do tributo não entrará mais no caixa.

Na prática, isso gera três efeitos imediatos:

Redução do capital de giro operacional: Empresas precisarão financiar a operação com recursos próprios ou crédito.

Mudança na precificação: Margens precisarão considerar que o imposto não comporá mais o saldo disponível.

Maior controle financeiro: Erros de cálculo tributário deixam de gerar surpresas, pois o valor líquido já será recebido.

Certamente, os negócios com margens apertadas ou grande volume de vendas parceladas serão os mais impactados.

Quais empresas serão impactadas pelo split payment?

Todas as empresas serão alcançadas e vão sentir os efeitos do split payment. No entanto, para algumas, essa mudança será mais impactante.

Veja quem deve ser mais impactado:

  • Empresas de comércio e varejo terão impacto imediato porque trabalham com grande volume de transações e giro rápido de caixa. 

 

  • Empresas de pequeno porte e com caixa apertado, podem enfrentar dificuldades para manter o negócio girando.

 

  • Empresas que trabalham com vendas parceladas, já que em muitos casos, vão recolher os impostos antes de receber pelas vendas.

Esses negócios tradicionalmente utilizam o fluxo entre faturamento e recolhimento como parte da estratégia financeira. Sendo assim, será preciso traçar um planejamento e buscar se adequar com bastante antecedência.

Como as empresas devem se preparar para o split payment?

A adaptação não será apenas tributária, mas operacional. O split payment exige revisão de processos internos e sistemas.

Algumas medidas recomendadas incluem:

  • Revisão de fluxo de caixa: O faturamento bruto não representará mais dinheiro disponível.
  • Adequação de ERP e meios de pagamento: Sistemas precisarão estar integrados ao novo modelo.
  • Reavaliação de preços e margens: O valor líquido recebido mudará a análise de rentabilidade.
  • Planejamento financeiro mais rigoroso: A empresa passa a trabalhar com receita líquida imediata.

Empresas que se prepararem antes da implementação terão vantagem competitiva, pois evitarão choque financeiro no início do novo sistema.

Conclusão

O split payment é uma das mudanças mais profundas da reforma tributária. Ele não altera apenas alíquotas, altera a lógica de arrecadação.

O imposto deixará de ser pago depois e passará a ser retido durante a operação. Isso reduz a sonegação, aumenta o controle governamental e exige maior organização financeira das empresas.

Para o contribuinte, a principal consequência será a necessidade de gestão de caixa mais precisa, já que o valor do tributo não passará mais pelo caixa da empresa.

Empresas que entenderem cedo esse funcionamento conseguirão ajustar preços, capital de giro e processos com antecedência.

Se sua empresa quer se preparar para a nova tributação e evitar impactos financeiros inesperados, a Five Consultant Contabilidade pode analisar seu modelo de negócio e estruturar a adaptação ao novo cenário tributário.

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Reforma Tributária: o que é IVA e como funciona?

A Reforma Tributária aprovada nos últimos anos marca uma das mudanças mais significativas no sistema de arrecadação de tributos no Brasil. Entre os principais pilares dessa reforma está a substituição de diversos tributos por um único imposto, o chamado IVA – Imposto sobre Valor Agregado.

Mas afinal, o que é o IVA? Como ele vai funcionar na prática? Quais impostos ele vai substituir? E qual será o impacto para empresas de diferentes portes e setores?

Neste artigo, a equipe da Five Consultant Contabilidade explica de forma clara e objetiva tudo o que empresários e gestores precisam saber sobre o IVA brasileiro e como se preparar para essa transição.

O que é IVA?

O IVA – Imposto sobre Valor Agregado é um modelo de tributação amplamente utilizado em diversos países, como Canadá, Alemanha, França e Portugal.

Na prática, ele funciona com base na lógica de que o imposto é cobrado apenas sobre o valor que foi agregado em cada etapa da cadeia produtiva, ou seja, sobre a diferença entre o valor de venda e o custo de aquisição dos insumos.

Isso evita a chamada “cascata tributária”, um dos principais problemas do modelo atual brasileiro, em que tributos incidem sobre tributos ao longo da cadeia.

No Brasil, o IVA será implementado em duas frentes: federal e estadual/municipal, formando o chamado IVA Dual.

Como o IVA será implementado no Brasil?

Com a aprovação da Emenda Constitucional 132/2023, o Brasil instituiu o modelo de IVA Dual, composto por dois novos tributos:

1. CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços

  • Responsável: Governo Federal

  • Substitui: PIS, Cofins e IPI

  • Abrangência: Incide sobre operações com bens e serviços em todo o território nacional.

2. IBS – Imposto sobre Bens e Serviços

  • Responsável: Estados e Municípios

  • Substitui: ICMS (estadual) e ISS (municipal)

  • Abrangência: Incide sobre a mesma base de bens e serviços, mas a arrecadação é compartilhada entre estados e municípios.

Quais tributos o IVA vai substituir?

Com a implantação do IVA, os seguintes tributos serão gradualmente extintos:

Substituído pelo CBS (IVA federal) Substituído pelo IBS (IVA estadual/municipal)
PIS ICMS
Cofins ISS
IPI

A unificação tem como principal objetivo simplificar o sistema tributário, tornando-o mais transparente, previsível e menos oneroso para empresas que operam em diversos estados e municípios.

Quando o IVA entra em vigor?

A transição para o novo modelo será gradual e se dará ao longo de vários anos, conforme o cronograma abaixo:

  • 2026: Início da cobrança teste de CBS e IBS com alíquotas simbólicas (1% para IBS e 0,9% para CBS).

  • 2027: Extinção de PIS e Cofins; CBS entra em vigor com alíquota cheia. IPI também é extinto, com exceção de produtos da Zona Franca de Manaus.

  • 2029 a 2032: Fase de transição com redução gradual do ICMS e ISS.

  • 2033: Extinção total de ICMS e ISS; IBS entra em vigor com alíquota cheia.

🔔 Ou seja, entre 2026 e 2032, as empresas conviverão com o sistema antigo e o novo em regime de transição.

Como funciona o IVA na prática?

A lógica do IVA é de débito e crédito. Veja como funciona:

1.Na compra de insumos ou serviços: A empresa paga o IVA embutido no preço e registra esse valor como crédito.

2.Na venda de produtos ou serviços: A empresa cobra o IVA de seu cliente e registra esse valor como débito.

3.Na apuração do imposto: A empresa paga ao Fisco a diferença entre o IVA das vendas (débito) e o IVA das compras (crédito).

🧮 Exemplo simplificado:

  • Compras com IVA de R$ 2.000 → crédito de R$ 2.000

  • Vendas com IVA de R$ 5.000 → débito de R$ 5.000

  • Valor a recolher = R$ 5.000 – R$ 2.000 = R$ 3.000

Isso significa que o imposto é pago apenas sobre o valor que a empresa efetivamente agregou à cadeia, evitando bitributação.

Qual será a alíquota do IVA?

A alíquota ainda não foi oficialmente definida, mas projeções do governo e de entidades especializadas apontam que a alíquota somada (CBS + IBS) poderá ficar entre 26% e 28%.

Esse percentual será o mais alto entre os IVAs do mundo, porém, será compensado pela eliminação de cumulatividade, desoneração da folha em alguns setores e simplificação do sistema.

Alguns setores terão alíquota reduzida pela metade, como:

  • Saúde e educação privadas;

  • Transporte público coletivo;

  • Produtos da cesta básica nacional (com isenção);

  • Entidades do terceiro setor;

  • Profissões regulamentadas, como contadores e advogados.

Principais impactos do IVA nas empresas

Mais transparência

Hoje, muitas empresas pagam tributos sem perceber (PIS e Cofins embutidos na cadeia). Com o IVA, todos os impostos serão visíveis e creditáveis.

Fim da guerra fiscal

Com o IBS sendo cobrado no destino (onde o consumidor está), e não mais na origem (onde a empresa vende), Estados deixam de competir entre si oferecendo benefícios fiscais.

Crédito amplo

As empresas poderão aproveitar créditos de forma mais ampla, inclusive sobre serviços, aluguel, energia elétrica e até bens do ativo.

⚠️ Mais exigência contábil

Com a nova sistemática, será fundamental ter controle rigoroso de notas fiscais, registros e saldos de crédito e débito. O papel da contabilidade será ainda mais estratégico.

⚠️ Impacto no preço de venda

Empresas que hoje operam com margem apertada podem precisar recalcular preços, repensar cadeias de suprimento e reavaliar contratos de longo prazo.

Como sua empresa pode se preparar?

A Five Consultant Contabilidade recomenda algumas ações práticas desde já:

  • Mapeie seu faturamento por tipo de produto/serviço para verificar como será tributado no novo modelo.
  • Analise os créditos que sua empresa gera e consome hoje com PIS/COFINS e ICMS.
  • Revise seus contratos e cláusulas comerciais que envolvam tributos embutidos.
  • Implemente um sistema de gestão fiscal que seja compatível com o novo modelo de IVA e registre corretamente os dados.
  • Simule a transição para estimar como ficará sua carga tributária.
  • Faça planejamento tributário desde já — algumas empresas podem, inclusive, considerar a migração para o Lucro Real dependendo do cenário.

Conclusão

A criação do IVA Dual no Brasil (CBS + IBS) representa uma revolução no sistema tributário brasileiro. Apesar dos desafios da transição, o novo modelo promete maior racionalidade, simplificação e justiça fiscal.

Contudo, empresas que não se prepararem desde já podem enfrentar surpresas desagradáveis em 2026 e nos anos seguintes. Por isso, o momento de agir é agora.

📞 A Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua empresa a se preparar

Com uma equipe especializada em planejamento tributário e transição fiscal, ajudamos empresas a:

  • Simular impactos do IVA na operação;

  • Ajustar contratos e sistemas contábeis;

  • Redesenhar estratégias de precificação;

  • Evitar perdas de crédito e recolhimentos indevidos.

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O que mudou no cálculo do Lucro Presumido?

O Lucro Presumido sempre foi um dos regimes tributários mais utilizados por empresas brasileiras, especialmente aquelas de pequeno e médio porte, por permitir uma apuração simplificada dos impostos federais.

Com base em presunções fixas de lucro, o modelo garante praticidade e previsibilidade para o empresário.

Porém, a partir de 1º de janeiro de 2026, o cenário mudou. Com a entrada em vigor da Lei Complementar nº 224/2025, foi implementado um novo critério de margem de presunção, que afeta diretamente empresas com faturamento acima de R$ 5 milhões por ano.

Neste artigo, a Five Consultant Contabilidade explica exatamente o que mudou, como isso afeta o cálculo do IRPJ e da CSLL, e o que sua empresa pode fazer para evitar pagar mais impostos do que o necessário.

O que é o Lucro Presumido?

O Lucro Presumido é um regime tributário voltado para empresas com receita bruta anual de até R$ 78 milhões, sendo uma alternativa ao Lucro Real.

Neste regime, o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) são apurados com base em margens fixas de presunção, que variam de acordo com a atividade econômica da empresa.

Sendo assim, a Receita presume um percentual de lucro sobre o faturamento bruto, independentemente do lucro real da empresa. Com isso, o empresário não precisa comprovar sua lucratividade real, o que reduz a complexidade da apuração contábil.

Além do IRPJ e da CSLL, a empresa apura separadamente:

  • PIS e COFINS (regra cumulativa – alíquota de 3,65%);

  • ISS ou ICMS, conforme a atividade;

  • INSS Patronal, sobre a folha de pagamento.

Como era o cálculo do Lucro Presumido até 2025?

Até o fim de 2025, todas as empresas enquadradas no Lucro Presumido calculavam os tributos com base nas mesmas margens de presunção, independentemente do valor do faturamento.

Margens de presunção – IRPJ:

Atividade Margem Presumida
Venda de mercadorias, transporte de cargas, atividades imobiliárias, indústria, hospitalares 8%
Serviços de transporte (exceto cargas), serviços gerais com receita até R$ 120 mil 16%
Serviços profissionais, intermediação, locação de bens, administração, outros serviços 32%

Após encontrar a base de cálculo (receita x margem), aplica-se 15% de IRPJ, além de um adicional de 10% sobre lucros que ultrapassam R$ 60 mil por trimestre.

Exemplo IRPJ:

  • Faturamento trimestral: R$ 300.000

  • Atividade: comércio

  • Base: R$ 300.000 x 8% = R$ 24.000

  • IRPJ: R$ 24.000 x 15% = R$ 3.600

Margens de presunção – CSLL:

Atividade Margem Presumida
Comércio, indústria, transporte, hospitalares 12%
Serviços em geral, intermediação, locação, administração 32%

Após encontrar a base de cálculo (receita x margem), aplica-se 9% de CSLL.

Exemplo CSLL:

  • Faturamento trimestral: R$ 300.000

  • Atividade: comércio

  • Base: R$ 300.000 x 12% = R$ 36.000

  • CSLL: R$ 36.000 x 9% = R$ 3.240

Essa sistemática permitia, por exemplo, que uma empresa com alta lucratividade continuasse pagando tributos baixos, desde que seu faturamento não ultrapassasse o limite de R$ 78 milhões.

O que mudou no cálculo do Lucro Presumido em 2026?

Com a sanção da Lei Complementar nº 224/2025, foi criada uma nova sistemática de presunção escalonada.

A partir de 1º de janeiro de 2026, empresas que faturarem mais de R$ 5 milhões por ano, terão acréscimo de 10% na margem de presunção para IRPJ e CSLL.

Na prática, o faturamento será dividido em duas faixas:

  • Até R$ 5 milhões/ano: Margens de presunção tradicionais (8%, 12%, 32% etc.)
  • Acima de R$ 5 milhões ano: Acréscimo de 10% nas margens de presunção

Exemplo comparativo – antes e depois da mudança

Empresa de serviços profissionais (margem de presunção de 32%), faturando R$ 7.200.000 ao ano.

✅ Cálculo até 2025 (antes da nova regra)

Base de cálculo IRPJ:

  • Receita anual: R$ 7.200.000

  • Margem de presunção: 32%

  • Base IRPJ: R$ 7.200.000 × 32% = R$ 2.304.000

  • IRPJ: R$ 2.304.000 × 15% = R$ 345.600

  • Adicional de IRPJ (10% sobre o que excede R$ 240.000 no ano):
    R$ 2.304.000 – R$ 240.000 = R$ 2.064.000
    Adicional IRPJ: R$ 2.064.000 × 10% = R$ 206.400

Base de cálculo CSLL:

  • Mesma base: R$ 2.304.000

  • CSLL: R$ 2.304.000 × 9% = R$ 207.360

💰 Total de tributos (2025):

IRPJ + Adicional + CSLL = R$ 345.600 + R$ 206.400 + R$ 207.360 = R$ 759.360

🚨 Cálculo em 2026 (com nova regra para empresas que faturam acima de R$ 5 milhões)

Parte até R$ 5.000.000 (margem de 32%)

  • R$ 5.000.000 × 32% = R$ 1.600.000

Parte excedente (R$ 2.200.000 × 35,2%)

  • R$ 2.200.000 × 35,2% = R$ 774.400

Nova base total de IRPJ e CSLL:

  • R$ 1.600.000 + R$ 774.400 = R$ 2.374.400

✅ IRPJ em 2026:

  • IRPJ: R$ 2.374.400 × 15% = R$ 356.160

  • Adicional IRPJ:
    R$ 2.374.400 – R$ 240.000 = R$ 2.134.400 × 10% = R$ 213.440

✅ CSLL em 2026:

  • CSLL: R$ 2.374.400 × 9% = R$ 213.696

💸 Total de tributos (2026):

IRPJ + Adicional + CSLL = R$ 356.160 + R$ 213.440 + R$ 213.696 = R$ 783.296

📊 Comparativo final:

Ano Total de IRPJ + CSLL Diferença
2025 R$ 759.360
2026 R$ 783.296 +R$ 23.936

🔍 A empresa pagará R$ 23.936 a mais por ano, mesmo sem mudar de regime. Esse impacto pode ser ainda maior em empresas com margens reais de lucro apertadas.

📊 Diferença de carga tributária após a mudança

  • Antes da mudança (2025): R$ 189.840

  • Depois da mudança (2026): R$ 195.824

  • Acréscimo trimestral: R$ 5.984

  • Acréscimo anual estimado: R$ 23.936

💡 Ou seja, quase R$ 24 mil a mais em tributos por ano, apenas com a mudança no critério da margem de presunção para uma empresa de médio porte.

O que não mudou?

  • As alíquotas de 15% para IRPJ e 9% para CSLL permanecem iguais.

  • O adicional de 10% sobre a parcela do lucro que excede R$ 60.000 por trimestre também permanece.

  • O cálculo de PIS/COFINS (cumulativo de 3,65%) e dos impostos indiretos (ISS/ICMS) continua como antes.


Planejamento tributário deixou de ser opcional

Se até 2025 era possível “seguir no automático” com o Lucro Presumido, em 2026 isso se torna arriscado. Empresas que não revisarem seus cálculos podem pagar mais impostos do que o necessário.

O que a Five Consultant Contabilidade recomenda:

Simule os dois regimes (Presumido x Real) com base no seu faturamento e estrutura de custos;
✅ Avalie se o Lucro Real pode ser mais vantajoso;
✅ Considere rever contratos e políticas de precificação;
Evite ultrapassar o limite de R$ 1.250.000/trim se possível, dividindo receitas de forma estratégica;
✅ Conte com uma contabilidade especializada para atualizar seus processos e garantir economia tributária.

Conclusão

A mudança no cálculo do Lucro Presumido em 2026 pode parecer sutil, mas para empresas com faturamento elevado, ela representa um impacto direto na base de cálculo e no valor do imposto a pagar.

A boa notícia é que com planejamento tributário estratégico e acompanhamento técnico especializado, é possível evitar surpresas desagradáveis e continuar pagando o justo, sem comprometer a saúde financeira da empresa.

📊 Quer saber se o Lucro Presumido ainda vale a pena para sua empresa?

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