CategoriesContabilidade para Prestadores de Serviços

O que mudou na emissão das notas fiscais de serviços em 2026?

A partir de 2026 todas as empresas prestadoras de serviços no Brasil estão obrigadas a utilizar o Emissor Nacional da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e)

Essa mudança representa uma virada no modelo de emissão adotado até então, centralizando em um único sistema nacional o processo que antes era controlado individualmente por milhares de municípios.

Se você presta serviços, mas ainda não se adequou ao novo sistema, saiba que é muito importante entender o que mudou, o que fazer agora e quais os cuidados para manter sua empresa em situação regular com o fisco.

Por que o Emissor Nacional se tornou obrigatório?

A obrigatoriedade do uso do Emissor Nacional da NFS-e foi estabelecida para padronizar o processo de emissão de notas fiscais de serviços em todo o país

Antes, cada município adotava seu próprio sistema, com formatos, códigos de serviço e regras distintas, o que gerava confusão, custos adicionais e erros frequentes, principalmente para empresas que atuam em mais de uma cidade.

Com o novo emissor, o objetivo é:

  • Unificar o modelo da NFS-e em todo o território nacional;
  • Centralizar as informações fiscais em um banco de dados nacional;
  • Facilitar a fiscalização e o cruzamento de dados pela Receita Federal e pelos municípios;
  • Simplificar a rotina fiscal das empresas prestadoras de serviços;
  • Aumentar a segurança jurídica e a automação dos processos.

O que é o Emissor Nacional da NFS-e?

O Emissor Nacional da NFS-e é uma plataforma pública, gratuita e padronizada, desenvolvida pelo governo federal para substituir os antigos emissores municipais. 

Por meio dessa plataforma, qualquer empresa prestadora de serviços pode emitir suas notas fiscais em conformidade com o novo modelo nacional.

O emissor está disponível no seguinte endereço: 🔗 www.nfse.gov.br/EmissorNacional

O que mudou na emissão da NFS-e em 2026?

Abaixo, você confere os principais pontos da mudança:

1. Obrigatoriedade para todas as empresas

A partir de janeiro de 2026, todas as empresas prestadoras de serviços devem emitir suas NFS-e exclusivamente pelo modelo nacional.

Isso vale para:

  • MEIs;
  • Microempresas;
  • Empresas do Simples Nacional;
  • Empresas do Lucro Presumido;
  • Empresas do Lucro Real.

2. Fim da fragmentação entre municípios

Com o novo modelo, a emissão de NFS-e deixa de ser responsabilidade exclusiva de cada prefeitura. Isso significa que não é mais necessário acessar diferentes sistemas para emitir notas em cidades distintas.

Agora, todas as notas são emitidas com base em um layout nacional e processadas de forma centralizada, trazendo mais agilidade e consistência para as empresas e para a fiscalização.

3. Novo layout padronizado da NFS-e

O novo modelo traz um layout padronizado, com campos obrigatórios e códigos nacionais de serviços.

Isso elimina divergências de formatação entre cidades e evita problemas como:

  • Descrições vagas de serviços;
  • Falta de padronização nos códigos de atividade;
  • Dificuldade no preenchimento dos campos obrigatórios.

Agora, todos devem utilizar a Tabela Nacional de Serviços, com códigos CNAE e itens de serviço harmonizados.

4. Fiscalização integrada com a Receita Federal

Todas as NFS-e emitidas são automaticamente enviadas ao Ambiente de Dados Nacional, que se integra com a Receita Federal, com as Secretarias Municipais.

Sendo assim, a Receita terá acesso em tempo real a todas as NFS-e emitidas no Brasil, aumentando a fiscalização e dificultando omissões ou fraudes.

5. Cancelamento e substituição centralizados

Outra mudança importante é que o cancelamento de notas fiscais agora também acontece dentro do ambiente nacional. A empresa pode solicitar o cancelamento diretamente no portal, desde que:

  • A nota ainda esteja dentro do prazo legal de cancelamento;
  • A nota não tenha sido utilizada para dedução tributária por nenhuma das partes.

Como emitir NFS-e pelo novo sistema?

Veja o passo a passo para emitir sua nota pelo Emissor Nacional:

1.Acesse o site nfse.gov.br/EmissorNacional

2.Escolha o tipo de login: certificado digital ou conta Gov.br

3.Cadastre os dados da sua empresa, se for o primeiro acesso

4.Clique em “Emitir NFS-e”

5.Preencha os dados do cliente (tomador de serviço):

  • Nome ou razão social
  • CPF ou CNPJ
  • Município

6.Escolha o serviço prestado:

  • Código do serviço (de acordo com a tabela nacional)
  • Descrição
  • Valor
  • Alíquota do ISS (automática ou ajustável)

7.Confirme os dados e clique em “Emitir”

8.Gere o PDF ou envie a nota por e-mail ao cliente

Tudo isso pode ser feito de forma rápida e gratuita, direto pelo navegador.

O que acontece com os sistemas de emissão antigos?

Se sua empresa usava o portal da prefeitura para emitir notas, a partir de 2026 ele pode:

  • Ser desativado e redirecionado para o emissor nacional;
  • Funcionar apenas como consulta, mas não mais para emissão.

O fato é: o único modelo válido de nota fiscal de serviços é o padrão nacional.

Multas e riscos para quem não se adaptar

Emitir notas fora do padrão nacional a partir de 2026 representa grave irregularidade fiscal, com riscos como:

  • Multas municipais e federais por descumprimento de obrigação acessória;
  • Impossibilidade de deduzir despesas com serviços não comprovados;
  • Autuações por omissão de receita;
  • Problemas com fornecedores e clientes que exigem nota válida.

O papel da contabilidade nesse momento de transição

Muitas empresas ainda não entenderam a importância dessa mudança. É por isso que a atuação do contador é essencial para:

  • Orientar sobre a migração correta para o novo emissor;
  • Realizar treinamentos internos com os responsáveis pelo faturamento;
  • Adequar sistemas internos de gestão à nova NFS-e nacional;
  • Conferir alíquotas e códigos de serviço para evitar autuações;
  • Fazer conciliações fiscais e relatórios contábeis com base nos novos dados.

Como a Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua empresa?

A Five Consultant Contabilidade está pronta para auxiliar empresas de todos os portes a se adaptarem de forma segura ao novo cenário fiscal da NFS-e em 2026. Nossa equipe oferece:

  • Suporte na implantação do emissor nacional;
  • Orientações práticas para equipes que emitem notas;
  • Integração da NFS-e com sistemas ERP e contábeis;
  • Análise de códigos de serviço e alíquotas do ISS;
  • Consultoria tributária para evitar erros e aproveitar benefícios legais.

📞 Entre em contato agora mesmo com a Five Consultant e garanta que sua empresa emita NFS-e da forma correta, sem riscos ou transtornos!

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Como emitir notas fiscais de serviços no emissor nacional?

A obrigatoriedade da emissão de nota fiscal de serviços por meio do emissor nacional da NFS-e é uma das mudanças mais importantes na rotina dos prestadores de serviço em 2026. 

A partir de agora, todas as empresas e profissionais com CNPJ precisam se adaptar ao novo modelo de emissão, que padroniza e centraliza o processo em nível nacional.

Neste conteúdo preparado pela Five Consultant Contabilidade, você vai entender o que é preciso para emitir sua nota fiscal de forma correta, quem está obrigado a utilizar o sistema e quais cuidados devem ser tomados para evitar inconsistências fiscais.

O que é o emissor nacional de nota fiscal de serviços?

O emissor nacional da NFS-e é um sistema desenvolvido pela Receita Federal em parceria com os municípios brasileiros, com o objetivo de centralizar a emissão de notas fiscais de serviços em uma única plataforma digital.

Antes disso, cada cidade tinha um sistema próprio de emissão, o que gerava grande confusão para empresas que atuavam em diferentes municípios. 

A mudança busca resolver essa fragmentação e tornar o processo mais simples, transparente e seguro.

Com o novo emissor, as notas são registradas em um Ambiente de Dados Nacional, acessado tanto pela Receita Federal quanto pelas prefeituras, o que facilita o cruzamento de dados e a fiscalização.

Por que a emissão passou a ser padronizada?

A criação do emissor nacional faz parte de um movimento de modernização do sistema tributário brasileiro. 

A falta de padronização anterior dificultava o controle fiscal e gerava riscos tanto para os empreendedores quanto para o próprio Fisco.

Entre os principais objetivos da NFS-e Nacional, podemos destacar:

  • Padronização nacional da emissão de notas de serviços;
  • Redução de custos com sistemas municipais distintos;
  • Integração entre os fiscos federal e municipal;
  • Facilidade de fiscalização e cruzamento de dados;
  • Mais segurança e rastreabilidade nas informações fiscais.

Quem está obrigado a usar o emissor nacional?

A obrigatoriedade de utilização do emissor nacional vale para todos os prestadores de serviços com CNPJ, incluindo:

  • MEIs (Microempreendedores Individuais);
  • Empresas do Simples Nacional;
  • Empresas do Lucro Presumido e Lucro Real;
  • Profissionais liberais que atuam como pessoa jurídica.

O sistema, no entanto, é exclusivo para notas de serviços. Empresas que comercializam produtos e mercadorias continuam utilizando a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), emitida em outro ambiente.

Quais são os principais benefícios da NFS-e Nacional?

Além da padronização e simplificação, o novo emissor traz diversas vantagens para quem precisa emitir notas fiscais de serviço. Veja algumas delas:

  • Facilidade para emitir nota mesmo em cidades pequenas, sem precisar depender do sistema municipal;
  • Acesso por meio de login único com certificado digital ou código de acesso;
  • Mais organização e centralização das informações fiscais;
  • Redução de erros de preenchimento e divergências;
  • Facilidade na integração com sistemas de contabilidade.

Quais dados são exigidos na hora de emitir a NFS-e?

Para preencher a nota fiscal de forma correta no novo sistema nacional, você deve ter em mãos as seguintes informações:

  • CNPJ, razão social e endereço da empresa prestadora do serviço;
  • Nome completo e CPF/CNPJ do tomador do serviço;
  • Descrição clara do serviço prestado;
  • Valor total da prestação;
  • Município onde o serviço foi executado;
  • Data de prestação do serviço;

Esses dados precisam estar corretos e atualizados para que a nota seja emitida sem erros e para que o imposto seja recolhido corretamente.

Onde emitir nota fiscal de serviços no novo modelo?

O acesso ao emissor nacional deve ser feito pelo site oficial da NFS-e Nacional:

👉 https://www.nfse.gov.br/EmissorNacional/

Neste portal, o prestador pode realizar o login com certificado digital ou outras formas de autenticação para emitir as notas fiscais.

O sistema também permite que a empresa consulte notas emitidas, edite ou cancele documentos, conforme as regras estabelecidas.

Passo a passo: Como emitir nota fiscal de serviços no emissor nacional

Emitir sua nota no novo sistema não é complicado. A seguir, veja o passo a passo básico:

  1. Acesse o site www.nfse.gov.br/EmissorNacional;
  2. Realize o login com o certificado digital da empresa ou outro meio de acesso autorizado;
  3. No menu, clique em “Nova NFS-e”;
  4. Preencha os dados do tomador do serviço;
  5. Descreva o serviço prestado, incluindo o código do serviço;
  6. Informe o município da prestação e o valor do serviço;
  7. Confira todas as informações com atenção;
  8. Clique em “Emitir” para gerar a nota fiscal.

Após a emissão, você poderá salvar o PDF, enviar por e-mail ou compartilhar com seu cliente.

Como a contabilidade pode ajudar nessa transição?

A Five Consultant Contabilidade tem acompanhado de perto a transição dos clientes para o novo emissor nacional, oferecendo:

  • Orientação completa para adequação ao novo modelo;
  • Parametrização correta dos serviços prestados;
  • Cadastro adequado dos dados no emissor nacional;
  • Suporte na emissão e correção de notas;
  • Integração com sistemas de gestão e escrituração contábil.

Ter um contador especializado ao lado da sua empresa nesse momento é essencial para garantir conformidade fiscal, evitar erros e manter a saúde financeira do negócio.

Dicas para não errar ao emitir sua nota

Antes de concluir, vale destacar algumas dicas importantes para garantir uma emissão sem problemas:

  • Confirme o código de serviço para evitar problemas com o ISS;
  • Verifique se os dados do cliente estão atualizados (nome, CPF/CNPJ, endereço);
  • Descreva os serviços com clareza e evite termos genéricos;
  • Mantenha um controle interno das notas emitidas;
  • Converse com seu contador para entender o impacto da NFS-e no seu regime tributário.

Conclusão

A chegada do emissor nacional de nota fiscal de serviços é uma mudança que veio para ficar. Embora represente uma adaptação no início, a centralização das informações e a padronização dos processos devem facilitar a vida dos empreendedores a médio e longo prazo.

Se você é prestador de serviço, autônomo com CNPJ ou dono de empresa, é essencial entender como emitir sua nota no novo ambiente e contar com uma contabilidade de confiança para te apoiar.

A Five Consultant Contabilidade está pronta para te ajudar a entender, configurar e operar com segurança o novo modelo de emissão.

👉 Entre em contato com a nossa equipe e regularize suas notas fiscais com tranquilidade!

CategoriesContabilidade para indústrias

Como saber se sua indústria está dando lucro

Saber se uma indústria está realmente dando lucro vai muito além de observar se “sobrou dinheiro no caixa”. 

A realidade é que muitos empresários se surpreendem ao descobrir que suas empresas, embora movimentadas, operam com margens apertadas ou até prejuízo, especialmente quando não há controle rigoroso sobre custos, despesas e indicadores financeiros.

A lucratividade é um dos principais termômetros da saúde financeira de qualquer negócio, mas no setor industrial, ela envolve diversas variáveis, como custos de produção, impostos, precificação, eficiência operacional e carga tributária. 

Sem uma análise profunda e recorrente, é fácil se perder entre entradas e saídas e acabar tomando decisões com base em impressões, e não em dados reais.

Neste artigo, você vai entender como calcular o lucro real da sua indústria, quais são os principais indicadores que devem ser acompanhados, e como a contabilidade especializada pode ajudar nesse processo.

Diferença entre lucro, faturamento e caixa

Muitos empresários confundem lucro com faturamento ou com o que “sobrou na conta” ao final do mês. Por isso, o primeiro passo é entender o que esses conceitos significam:

  • Faturamento: É o total de receitas obtidas com as vendas de produtos ou serviços em um determinado período. É o valor bruto, antes de qualquer desconto ou imposto. 
  • Lucro bruto: É o valor que sobra depois de subtrair apenas os custos diretos da produção (matéria-prima, mão de obra direta, energia da fábrica, etc.) do faturamento. 
  • Lucro operacional ou líquido: É o que sobra após o pagamento de todos os custos fixos, variáveis, despesas administrativas, impostos, encargos e investimentos. 
  • Fluxo de caixa: É o movimento de entradas e saídas de dinheiro no caixa da empresa, independentemente de apuração contábil do lucro.

Uma empresa pode ter um bom faturamento e até um bom caixa, mas ainda assim operar sem lucro, se os custos e despesas forem maiores que as receitas. Por isso, analisar o lucro líquido real é essencial.

Como calcular o lucro real da sua indústria

A fórmula básica do lucro líquido é:

Lucro Líquido = Receita Total – (Custos + Despesas + Tributos)

No entanto, dentro do contexto industrial, o cálculo do lucro exige uma visão muito mais detalhada:

  1. Identifique o custo dos produtos vendidos (CPV): Inclui matéria-prima, insumos, mão de obra direta, energia elétrica proporcional à produção, depreciação de máquinas, entre outros. O CPV precisa ser corretamente calculado para não mascarar o lucro. 
  2. Apure as despesas fixas e variáveis: Despesas com pessoal, aluguel, logística, manutenção, marketing, administrativos e outras precisam ser identificadas e classificadas corretamente. 
  3. Inclua os tributos diretos e indiretos: Impostos como ICMS, IPI, PIS, COFINS, IRPJ, CSLL e encargos trabalhistas afetam diretamente o resultado final e precisam ser considerados conforme o regime tributário adotado (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real). 
  4. Considere depreciações e provisões: Máquinas e equipamentos depreciam ao longo do tempo, e isso deve ser considerado nos relatórios contábeis e financeiros. Provisões para férias, 13º e inadimplência também devem ser lançadas corretamente.

Ao realizar essa apuração completa, você terá clareza se a sua indústria está gerando lucro verdadeiro ou apenas sobrevivendo.

Principais indicadores que revelam a lucratividade

Além de calcular o lucro líquido, é essencial acompanhar indicadores de performance (KPIs) que ajudam a identificar gargalos e oportunidades de melhoria na gestão da indústria. 

Veja os principais:

1. Margem de Lucro Bruto

Fórmula: Lucro Bruto ÷ Receita Total × 100

Esse indicador mostra o percentual de lucro sobre as vendas, antes de considerar despesas administrativas e tributos. Uma margem baixa pode indicar problemas na precificação ou aumento nos custos diretos.

2. Margem de Lucro Líquido

Fórmula: Lucro Líquido ÷ Receita Total × 100

Mostra o quanto a empresa efetivamente lucra sobre cada real vendido. É um dos indicadores mais importantes para avaliar se a empresa está financeiramente saudável.

3. Ponto de Equilíbrio

Representa o valor mínimo de faturamento necessário para cobrir todos os custos e despesas. Abaixo dele, há prejuízo. Acima, começa o lucro.

4. Mark-up e precificação

O mark-up é o índice usado para formar o preço de venda com base nos custos. Um mark-up mal calculado pode comprometer toda a margem da indústria, levando a prejuízos mesmo com boas vendas.

5. Lucratividade por produto ou linha

Nem todos os produtos são igualmente lucrativos. É possível que uma linha de produto com alto volume esteja gerando prejuízo por ter margem muito apertada. 

A análise de lucratividade por linha ou família de produtos é essencial.

Problemas que distorcem a visão de lucro na indústria

Diversos fatores podem gerar uma visão ilusória do lucro e mascarar problemas financeiros. Entre os mais comuns, estão:

  • Estoque mal controlado: Entradas e saídas erradas geram desvios e dificultam o cálculo correto do custo de produção. 
  • Custos indiretos não rateados: Energia, manutenção, supervisão e outros custos são muitas vezes ignorados no custo unitário. 
  • Mistura de finanças pessoais e empresariais: Retiradas não contabilizadas e gastos pessoais com recursos da empresa distorcem os relatórios. 
  • Falta de atualização contábil: Sem lançamentos corretos, o DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício) não reflete a realidade.

Esses erros impedem uma leitura precisa dos números e atrasam decisões importantes para a sustentabilidade da empresa.

A importância da contabilidade gerencial na indústria

A contabilidade gerencial vai além das obrigações fiscais. Ela fornece relatórios, análises e projeções que ajudam os gestores a entender a real performance da indústria.

Por meio da contabilidade gerencial, é possível:

  • Avaliar a margem de cada produto; 
  • Projetar o crescimento baseado em dados reais; 
  • Reduzir desperdícios e otimizar processos; 
  • Reestruturar a precificação conforme o mercado; 
  • Melhorar o planejamento tributário.

Contar com uma contabilidade especializada no setor industrial permite identificar riscos, oportunidades e definir estratégias para aumentar a lucratividade de forma segura e escalável.

Como a Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a ser mais lucrativa

Na Five Consultant Contabilidade, entendemos os desafios do setor industrial. Por isso, oferecemos uma assessoria contábil e fiscal voltada para resultados, com foco no controle de custos, planejamento tributário e relatórios gerenciais que mostram a verdade por trás dos números.

Nosso time está preparado para apoiar sua empresa na apuração correta do lucro, análise de margens, gestão estratégica e expansão segura. 

Você saberá exatamente quais produtos geram mais resultado, quais custos podem ser otimizados e como melhorar a rentabilidade mês a mês.

Conclusão

Saber se sua indústria está realmente dando lucro é essencial para garantir o crescimento sustentável e a segurança financeira do negócio. Para isso, é preciso ir além dos números do caixa e adotar uma gestão baseada em dados, indicadores e uma contabilidade estratégica.

Se você quer entender o desempenho real da sua indústria e identificar caminhos para aumentar sua lucratividade, conte com a Five Consultant Contabilidade.

Juntos, podemos transformar dados em decisões inteligentes e seu negócio em uma indústria ainda mais rentável.

CategoriesContabilidade Consultiva

Recuperação de créditos tributários na indústria: como funciona

Você sabe o que é, como funciona e quais os benefícios da recuperação de créditos tributários na indústria?

Não tenha dúvidas, a carga tributária brasileira é uma das mais complexas e pesadas do mundo, especialmente para o setor industrial.

Por sua vez, em meio a esse cenário desafiador, a recuperação de créditos tributários na indústria surge como uma ferramenta poderosa para reduzir custos, melhorar o fluxo de caixa e aumentar a competitividade.

Neste artigo da Five Consultant Contabilidade, você vai entender como funciona a recuperação de créditos tributários na indústria, quais são os principais tributos passíveis de recuperação, quais estratégias podem ser adotadas e por que o apoio de um contador especializado faz toda a diferença.

O que são créditos tributários?

Antes de falarmos sobre recuperação, é fundamental entender o conceito de crédito tributário

Na prática, trata-se de valores pagos a maior, indevidamente ou acumulados pelas empresas junto ao Fisco, que podem ser compensados com tributos futuros ou até mesmo restituídos em dinheiro.

Esses créditos podem surgir por diversos motivos, como:

  • Erros no cálculo de tributos;

  • Classificação incorreta de produtos na NCM;

  • Incidência de tributo em operações isentas ou não tributadas;

  • Aquisições de insumos tributados que geram direito a crédito;

  • Aproveitamento incompleto de créditos do PIS e da COFINS;

  • Pagamento cumulativo em regime onde caberia não-cumulatividade.

Na indústria, devido à quantidade de insumos, fornecedores, tributos e operações, as chances de surgirem créditos são ainda maiores.

Por que a indústria tem alto potencial de recuperação tributária?

O setor industrial, por operar com insumos, produção, armazenagem, transporte e venda em larga escala, lida com uma ampla cadeia de tributos. Além disso, muitas indústrias se enquadram no regime de Lucro Real, onde há maior possibilidade de aproveitar créditos, especialmente de PIS, COFINS, ICMS e IPI.

Entre os principais motivos para o alto potencial de créditos na indústria, destacam-se:

  • Pagamento indevido ou em duplicidade de tributos;

  • Crédito acumulado de ICMS em exportações;

  • Erros na parametrização fiscal do sistema ERP;

  • Insumos utilizados no processo produtivo que geram créditos não aproveitados;

  • Compras de matérias-primas com ICMS-ST sem compensação posterior;

  • Apuração incorreta do IPI em operações de industrialização por encomenda;

  • Desconhecimento das legislações específicas do setor.

Essas distorções, ao longo do tempo, geram um volume significativo de valores que podem ser recuperados de forma legal e segura.

Quais tributos podem ser recuperados na indústria?

Diversos tributos podem gerar créditos tributários passíveis de recuperação. A seguir, listamos os principais deles no contexto industrial:

  1. ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)
  • Créditos de ICMS sobre compras de insumos e bens do ativo imobilizado;

  • Créditos de ICMS-ST em casos de substituição tributária mal aplicada;

  • Créditos acumulados em operações de exportação;

  • Recuperação de ICMS pago indevidamente em operações isentas.
  1. PIS e COFINS (Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)
  • Créditos não aproveitados no regime não cumulativo (Lucro Real);

  • Insumos não contabilizados corretamente;

  • Despesas operacionais que geram direito ao crédito;

  • Créditos sobre fretes de entrada e saída;

  • Recuperação de PIS e COFINS monofásico em revendas.
  1. IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
  • Créditos sobre matérias-primas e produtos intermediários;

  • Aproveitamento em operações de industrialização por encomenda;

  • Restituição de IPI pago indevidamente em exportações ou isenções.
  1. IRPJ e CSLL (Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)
  • Compensações de prejuízos fiscais não utilizados;

  • Dedução indevida de receitas ou adições indevidas na apuração do Lucro Real.

Como funciona o processo de recuperação de créditos tributários?

A recuperação de créditos tributários na indústria é um processo técnico, que exige análise contábil, fiscal e jurídica especializada. Veja as principais etapas:

1. Diagnóstico fiscal

O primeiro passo é realizar um levantamento detalhado de todos os tributos pagos nos últimos 5 anos (prazo máximo de prescrição). 

Isso inclui análise de documentos fiscais, obrigações acessórias, SPEDs, livros contábeis e relatórios de ERP.

Essa análise identifica possíveis valores pagos a maior, tributos não aproveitados ou inconsistências na apuração.

2. Cálculo e quantificação dos créditos

Com base nos dados coletados, a equipe contábil calcula os valores passíveis de recuperação, com base na legislação vigente e jurisprudência atualizada. Isso pode incluir:

  • Planilhas de cálculos;

  • Relatórios de validação;

  • Simulações de compensações.

Se os créditos forem procedentes, é necessário fazer os lançamentos retroativos corretos na escrituração contábil e fiscal da empresa, conforme normas do SPED Fiscal, Contribuições e ECF.

 

3. Compensação ou restituição

Dependendo do tipo de tributo e da situação da empresa, os créditos podem ser:

  • Compensados com tributos futuros via PER/DCOMP Web;

  • Restituídos em espécie (em casos específicos);

  • Utilizados para abater débitos tributários em aberto.

Após a recuperação, é importante manter um sistema de controle preventivo, para evitar novos pagamentos indevidos e aproveitar corretamente os créditos gerados nas operações do dia a dia.

Vantagens da recuperação de créditos tributários

A recuperação de créditos tributários traz uma série de benefícios para a indústria, entre eles:

  • Redução da carga tributária efetiva;

  • Melhoria no fluxo de caixa e capital de giro;

  • Aumento da margem de lucro;

  • Correção de erros contábeis e fiscais passados;

  • Maior segurança e conformidade tributária;

  • Oportunidade de reinvestimento em tecnologia, pessoas e inovação.

Trata-se de uma prática legítima, prevista na legislação, que valoriza a boa gestão e o planejamento tributário eficiente.

Como a Five Consultant Contabilidade pode ajudar?

Na Five Consultant Contabilidade, oferecemos soluções especializadas para indústrias, com foco em:

  • Diagnóstico tributário completo;

  • Recuperação segura de créditos federais e estaduais;

  • Escrituração e parametrização fiscal adequada;

  • Planejamento tributário preventivo;

  • Consultoria para reestruturação e compliance.

Nosso time de especialistas conta com experiência em diversos segmentos industriais, garantindo uma atuação estratégica, segura e com foco em resultados reais.

Conclusão

A recuperação de créditos tributários na indústria é uma oportunidade concreta de gerar economia, corrigir distorções e fortalecer a competitividade do seu negócio. No entanto, é um processo técnico, que exige conhecimento profundo das regras fiscais, sistemas de apuração e legislação aplicável.

Com o suporte da Five Consultant Contabilidade, sua indústria pode recuperar o que pagou a mais nos últimos anos e ainda estruturar um modelo de apuração mais eficiente para o futuro.

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CategoriesContabilidade para Farmácias

Como organizar o financeiro de uma farmácia pequena

Organizar o financeiro de uma farmácia pequena é um dos maiores desafios enfrentados por empreendedores do varejo farmacêutico, especialmente diante de margens apertadas, alta concorrência, controle rigoroso de estoque e forte impacto dos impostos no resultado final. 

Sem uma gestão financeira bem estruturada, mesmo farmácias com bom volume de vendas podem enfrentar dificuldades de caixa e prejuízos recorrentes.

Neste artigo, a Five Consultant Contabilidade apresenta um guia prático e estratégico sobre como organizar o financeiro de uma farmácia pequena, abordando controle de receitas e despesas, fluxo de caixa, estoque, precificação, impostos e o papel da contabilidade na sustentabilidade do negócio.

Por que a organização financeira é vital para uma farmácia pequena

Farmácias pequenas operam em um cenário bastante específico. Além da concorrência com grandes redes, há desafios como:

  • Margens reduzidas em medicamentos tabelados

  • Necessidade de capital de giro constante

  • Estoque com validade limitada

  • Alto volume de obrigações fiscais

  • Dependência de convênios e cartões

Quando o financeiro não está organizado, o gestor perde visibilidade sobre o negócio e passa a tomar decisões com base apenas no saldo bancário, o que é um erro comum e perigoso.

Organizar o financeiro não significa apenas “anotar gastos”, mas sim estruturar processos, analisar números e usar informações para melhorar resultados.

Veja à seguir algumas dicas, e inicie hoje mesmo, o processo de organização financeira do seu negócio!

1.Separe finanças pessoais e financeiras da farmácia

O primeiro passo para organizar o financeiro de uma farmácia pequena é separar completamente as finanças do negócio das finanças pessoais do proprietário.

Misturar contas gera:

  • Falta de controle real do lucro

  • Dificuldade para apurar impostos corretamente

  • Problemas na precificação

  • Risco fiscal e contábil

O ideal é:

  • Ter uma conta bancária PJ exclusiva

  • Definir um pró-labore fixo para o dono

  • Registrar retiradas de forma correta

Essa separação é a base para qualquer gestão financeira eficiente.

2.Estruture o controle de receitas e despesas

Nenhuma farmácia consegue se organizar financeiramente sem um controle detalhado das entradas e saídas.

É fundamental registrar:

  • Vendas à vista

  • Vendas no cartão (débito e crédito)

  • Convênios

  • Pix e transferências

  • Outras receitas

Da mesma forma, todas as despesas precisam ser classificadas, como:

  • Compra de medicamentos e perfumaria

  • Aluguel

  • Salários e encargos

  • Energia, água, internet e telefone

  • Taxas de cartão

  • Despesas administrativas

Esse controle permite identificar:

  • Onde o dinheiro está sendo gasto

  • Quais despesas podem ser reduzidas

  • Quais produtos geram mais resultado

3.Controle o fluxo de caixa diariamente

O fluxo de caixa é o coração do financeiro da farmácia. Ele mostra quando o dinheiro entra e quando sai, e não apenas quanto foi faturado.

Em uma farmácia pequena, o fluxo de caixa deve ser:

  • Atualizado diariamente

  • Separado por datas de vencimento

  • Acompanhado de forma preventiva

É comum que farmácias vendam muito no cartão, mas recebam apenas semanas depois, enquanto as despesas vencem antes. Sem controle, isso gera falta de caixa mesmo com boas vendas.

Um bom fluxo de caixa ajuda a:

  • Evitar atrasos em pagamentos

  • Planejar compras de estoque

  • Negociar prazos com fornecedores

  • Antecipar problemas financeiros

4.Organize o controle de estoque para proteger o financeiro

O estoque é um dos maiores ativos e também um dos maiores riscos financeiros de uma farmácia.

Estoque desorganizado gera:

  • Capital parado

  • Vencimento de medicamentos

  • Compras desnecessárias

  • Falta de produtos de giro rápido

Para organizar o financeiro, é essencial:

  • Controlar entrada e saída de produtos

  • Monitorar validade dos medicamentos

  • Identificar itens de alto e baixo giro

  • Evitar excesso de estoque

Quanto mais dinheiro parado no estoque, menos capital disponível para pagar despesas e investir no negócio.

5.Entenda a margem real dos produtos vendidos

Um erro comum em farmácias pequenas é acreditar que vender mais significa lucrar mais. Isso nem sempre é verdade.

Para organizar o financeiro corretamente, o gestor precisa conhecer:

  • Custo real do produto

  • Impostos incidentes

  • Taxas de cartão

  • Margem líquida de cada item

Medicamentos com preço controlado costumam ter margens menores, enquanto produtos de perfumaria, cosméticos e conveniência geralmente oferecem maior rentabilidade.

Com essa análise, a farmácia pode:

  • Ajustar o mix de produtos

  • Criar estratégias de venda cruzada

  • Priorizar itens mais lucrativos

6.Planeje o capital de giro da farmácia

Capital de giro é o dinheiro necessário para manter a farmácia funcionando no dia a dia.

Uma farmácia pequena precisa de capital de giro para:

  • Comprar mercadorias

  • Pagar funcionários

  • Arcar com impostos

  • Cobrir despesas fixas

Sem planejamento, o gestor acaba recorrendo a:

  • Empréstimos caros

  • Cheque especial

  • Antecipação de recebíveis

O ideal é calcular o capital de giro necessário e manter uma reserva mínima para imprevistos, garantindo saúde financeira.

7.Organize o pagamento de impostos corretamente

A carga tributária impacta diretamente o financeiro da farmácia. Sem orientação, muitos negócios pagam mais impostos do que deveriam.

Farmácias podem estar enquadradas em:

  • Simples Nacional

  • Lucro Presumido

  • Lucro Real

Cada regime possui impactos diferentes sobre:

  • ICMS

  • PIS e Cofins

  • IRPJ e CSLL

Além disso, erros fiscais podem gerar multas, juros e autuações, afetando o caixa do negócio.

8.Use relatórios financeiros para tomar decisões

Organizar o financeiro não é apenas registrar dados, mas analisar informações. Veja alguns relatórios essenciais para uma farmácias:

  • DRE (Demonstrativo de Resultados)

  • Fluxo de caixa projetado

  • Relatório de vendas por produto

  • Relatório de despesas fixas e variáveis

Com esses dados, o gestor consegue:

  • Avaliar se a farmácia está lucrando

  • Corrigir falhas rapidamente

  • Planejar crescimento com segurança

O papel da contabilidade na organização financeira da farmácia

A contabilidade vai muito além do cálculo de impostos. Uma contabilidade especializada em farmácias atua como parceira estratégica do negócio.

A Five Consultant Contabilidade auxilia farmácias pequenas com:

  • Organização financeira e contábil

  • Planejamento tributário

  • Análise de custos e margens

  • Escolha do regime tributário mais econômico

  • Apoio na tomada de decisões

Com apoio contábil adequado, o gestor passa a entender os números e agir de forma preventiva, não apenas corretiva.

A Five Consultant Contabilidade está preparada para ajudar sua farmácia a organizar o financeiro, reduzir custos, pagar menos impostos de forma legal e construir um negócio mais sólido e lucrativo. 

Se você quer sair do improviso e assumir o controle financeiro da sua farmácia, entre em contato conosco e conte com especialistas que entendem do seu segmento.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como controlar estoque na farmácia e evitar perdas

Controlar estoque na farmácia é uma das tarefas mais estratégicas para garantir lucratividade, evitar perdas financeiras e manter a conformidade com as exigências sanitárias e fiscais do setor farmacêutico. 

Uma gestão de estoque mal feita pode gerar vencimento de medicamentos, rupturas de produtos essenciais, autuações da Vigilância Sanitária e até prejuízos graves no caixa da farmácia.

Neste artigo completo da Five Consultant Contabilidade, você vai conferir tudo que precisa saber para controlar estoque na farmácia de forma eficiente. Vale a pena conferir!

Por que o controle de estoque é um dos maiores desafios da farmácia

O estoque farmacêutico é diferente do estoque de outros tipos de comércio. Ele envolve produtos com prazo de validade, exigências regulatórias, controle de lotes, necessidade de rastreabilidade e alta rotatividade em determinados itens.

Além disso, farmácias lidam com:

  • Medicamentos de alto custo

  • Produtos controlados

  • Itens com giro muito rápido

  • Produtos com demanda sazonal

  • Margens que variam conforme o tipo de item

Sem um controle rigoroso, o gestor perde visibilidade sobre o que vende mais, o que está parado, o que está próximo do vencimento e onde estão ocorrendo perdas silenciosas.

Na prática, uma farmácia pode estar faturando bem e, ainda assim, perdendo dinheiro todos os meses por falhas no controle de estoque.

Principais causas de perdas no estoque da farmácia

Antes de entender como melhorar o controle, é fundamental saber onde surgem as perdas.

Uma das causas mais comuns é o vencimento de medicamentos, geralmente provocado por compras sem planejamento, falta de giro ou ausência de monitoramento de validade.

Outra fonte frequente de prejuízo são erros de registro, como entradas não lançadas, saídas sem baixa no sistema ou divergência entre estoque físico e estoque contábil.

Também há perdas causadas por:

  • Quebras e avarias

  • Furtos internos ou externos

  • Compras excessivas para aproveitar descontos

  • Falta de padronização nos processos de recebimento

Sem dados confiáveis, o gestor toma decisões no “achismo”, o que aumenta ainda mais o risco de desperdício.

Como controlar estoque na farmácia de forma eficiente

Para controlar estoque na farmácia de maneira eficiente, é preciso ir além de simplesmente “saber o que tem no depósito”. O controle precisa ser sistemático, contínuo e integrado à gestão financeira.

Veja algumas dicas:

Mantenha os cadastros corretos e atualizados: O cadastro precisa conter informações como descrição do produto, fornecedor, preço de custo, preço de venda, validade e lote.

Registre todas as entradas e saídas: Não importa se o produto saiu por venda, troca, perda ou vencimento: tudo precisa estar refletido no sistema.

Defina uma rotina de conferência periódica: Compare o estoque físico com o estoque registrado. Isso permite identificar falhas rapidamente, antes que o prejuízo se torne significativo.

Controlar estoque não é tarefa pontual. É um processo diário que exige disciplina e método.

Importância do controle de validade, lotes e produtos controlados

Um dos maiores riscos no setor farmacêutico está relacionado ao prazo de validade. Medicamentos vencidos não podem ser comercializados e precisam ser descartados corretamente, o que gera prejuízo direto.

Por isso, o controle de estoque na farmácia deve priorizar:

  • Monitoramento constante das datas de vencimento

  • Organização física por validade (PEPS / FIFO)

  • Ações comerciais para giro de produtos próximos ao vencimento

Além disso, produtos controlados exigem atenção redobrada, com registros específicos e cumprimento das normas da Anvisa e do SNGPC.

A falta de controle nesses itens pode gerar não apenas perdas financeiras, mas também sanções legais e administrativas, colocando a farmácia em risco.

Indicadores de estoque que toda farmácia precisa acompanhar

Uma gestão eficiente depende de números. Controlar estoque na farmácia sem indicadores é como dirigir no escuro.

Alguns indicadores fundamentais incluem:

  • Giro de estoque: Mostra a velocidade de venda dos produtos

  • Cobertura de estoque: Indica por quanto tempo o estoque atual sustenta as vendas

  • Índice de perdas: Revela quanto do estoque é perdido por vencimento, quebra ou furto

  • Ruptura de estoque: Mede a falta de produtos no ponto de venda

A análise desses indicadores permite decisões mais inteligentes, como ajustar compras, renegociar com fornecedores e melhorar o mix de produtos.

Farmácias que acompanham esses dados conseguem reduzir perdas e melhorar o fluxo de caixa, mesmo sem aumentar o faturamento.

Erros comuns no controle de estoque em farmácias

Infelizmente, muitos empresários acabam cometendo alguns erros comuns no controle de estoque das suas farmácias, e com isso, acabam comprometendo os resultados do negócio.

Dentre os erros mais comuns, podemos destacar:

  • Comprar com base apenas em descontos

  • Não revisar estoque parado

  • Ignorar pequenos desvios recorrentes

  • Falta de inventários periódicos

  • Ausência de integração entre estoque e financeiro

Quando repetidos, esses erros, geram prejuízos significativos ao longo do tempo.

O papel da contabilidade na gestão de estoque da farmácia

Engana-se quem pensa que a contabilidade cuida apenas de impostos. Uma contabilidade estratégica atua diretamente na organização da gestão, incluindo o controle de estoque.

A contabilidade especializada ajuda a:

  • Analisar custos reais dos produtos

  • Avaliar impactos do estoque no lucro

  • Identificar perdas ocultas

  • Apoiar decisões de compra

  • Ajustar processos para reduzir desperdícios

Quando estoque, financeiro e contabilidade caminham juntos, a farmácia ganha eficiência e previsibilidade.

Como a Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua farmácia

A Five Consultant Contabilidade atua ao lado de farmácias e drogarias que buscam mais controle, menos perdas e crescimento sustentável.

O trabalho vai além da contabilidade tradicional, oferecendo:

  • Análise integrada de estoque e financeiro

  • Apoio na organização de processos

  • Orientação para redução de perdas

  • Suporte para conformidade fiscal e sanitária

  • Planejamento para melhoria de resultados

Com uma visão estratégica, a Five ajuda o gestor a transformar o estoque em um ativo, e não em um problema.

Conclusão

Controlar estoque na farmácia é uma tarefa essencial para evitar perdas, proteger o caixa e garantir a sustentabilidade do negócio. Em um setor altamente regulado e competitivo, erros simples podem gerar grandes prejuízos.

Com processos bem definidos, uso de tecnologia, acompanhamento de indicadores e apoio de uma contabilidade especializada, é possível reduzir desperdícios, melhorar a rentabilidade e tomar decisões mais inteligentes.

A Five Consultant Contabilidade está preparada para apoiar sua farmácia nesse processo, ajudando você a profissionalizar a gestão, reduzir perdas e construir um negócio mais eficiente e lucrativo.

Entre em contato conosco e fale com um dos nossos especialistas!

CategoriesContabilidade Consultiva

Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil: veja como funciona!

A nova faixa de isenção do Imposto de Renda é uma das mudanças mais relevantes na política tributária brasileira dos últimos anos. 

Com a sanção da nova lei em 15.270/25, milhões de brasileiros serão beneficiados a partir de janeiro de 2026.

A promessa do governo federal foi cumprida: ampliar a isenção para quem ganha até R$ 5.000 por mês. 

Mas a lei vai além, estabelecendo também uma nova sistemática de descontos parciais para quem recebe até R$ 7.350 mensais e uma tributação mínima sobre rendas altas.

Neste artigo, você vai entender:

  • Quem está isento de IR com a nova regra

  • Como ficam os descontos para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350

  • Quem precisará pagar o imposto mínimo

  • Como a isenção afeta CLT, autônomos e empresários

  • Se ainda será necessário declarar o IR

  • E como uma contabilidade especializada pode ajudar nesse novo cenário

Quando a nova regra começa a valer?

A nova faixa de isenção começa a valer em janeiro de 2026, ou seja, terá impacto sobre os rendimentos recebidos ao longo desse ano.

Sendo assim, a primeira declaração que refletirá essa mudança será feita em 2027, quando os contribuintes irão declarar o IRPF referente ao ano-base 2026.

Importante: A declaração de 2026, que se refere aos rendimentos de 2025, ainda seguirá as faixas e regras antigas.

Quem está totalmente isento do Imposto de Renda?

A partir de janeiro de 2026, quem ganha até R$ 5.000,00 brutos por mês ficará isento do IR. Essa faixa de isenção abrange uma parcela significativa da população economicamente ativa, incluindo por exemplo:

  • Trabalhadores CLT (carteira assinada)

  • Aposentados e pensionistas

  • Servidores públicos

  • Profissionais autônomos que declaram como Pessoa Física

Vale destacar que o valor considerado é o rendimento bruto tributável, ou seja, antes de qualquer desconto de INSS, pensão alimentícia, dependentes ou outras deduções.

Quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00 também terá vantagem?

Sim. Mesmo quem ultrapassa a faixa de R$ 5.000,00 mensais não será totalmente excluído dos benefícios da nova lei.

Foi criada uma sistemática de desconto parcial voltada para trabalhadores que recebem rendimentos entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00.

Como funciona a tributação mínima para quem ganha mais?

A nova lei também criou uma regra que atinge os contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil, o que equivale a R$ 50 mil por mês.

Essas pessoas terão que pagar uma alíquota mínima de contribuição na entrega da declaração anual de Imposto de Renda.

Isso significa que, mesmo que a maior parte da renda venha de fontes que normalmente não sofrem retenção de IR, como lucros distribuídos por empresas, ainda assim será exigido um pagamento mínimo.

Essa medida visa aumentar a justiça fiscal e reduzir a desigualdade no sistema de arrecadação.

Tenho mais de uma fonte de renda: posso ser isento?

Sim, é possível. Mas é necessário atenção: a soma de todas as rendas tributáveis (salários, pró-labore, aluguéis, honorários etc.) não pode ultrapassar R$ 5.000,00 por mês.

Por sua vez, caso ultrapasse esse valor, mas ainda esteja abaixo de R$ 7.350,00 o contribuinte se enquadrará na faixa de desconto parcial.

Se a soma superar os R$ 7.350,00 mensais, a tributação seguirá normalmente conforme a tabela progressiva vigente.

Como a nova regra afeta o IR retido na fonte?

Para trabalhadores com carteira assinada (CLT), a mudança será percebida diretamente no holerite.

A partir de janeiro de 2026, quem estiver na faixa de isenção não terá mais IR retido na folha de pagamento, o que aumenta o valor do salário líquido sem a necessidade de esperar pela restituição.

Na prática, isso representa mais dinheiro no bolso todo mês.

E os autônomos, são beneficiados?

Sim. Profissionais liberais e prestadores de serviço que atuam como pessoa física e pagam o carnê-leão também terão direito à isenção, se receberem até R$ 5.000,00 por mês.

Esse benefício vale, por exemplo, para:

  • Psicólogos

  • Fisioterapeutas

  • Advogados

  • Engenheiros

  • Terapeutas

  • Consultores

  • Prestadores de serviço em geral

No entanto, se a renda ultrapassar os R$ 7.350,00 pode ser mais vantajoso abrir um CNPJ e passar a atuar como Pessoa Jurídica, aproveitando alíquotas menores no Simples Nacional ou no Lucro Presumido.

É possível pagar menos imposto com planejamento?

Sim. Mesmo que você não esteja na faixa de isenção, ainda há diversas estratégias legais de planejamento tributário que podem reduzir o valor do IR a pagar.

Algumas possibilidades incluem:

  • Deduções legais:

    • Plano de saúde e despesas médicas

    • Educação do contribuinte ou dependentes

    • Pensão alimentícia judicial

    • Previdência privada do tipo PGBL

  • Revisão do modelo de declaração:

    • Avaliação entre modelo simplificado e completo

  • Mudança de regime:

    • Para autônomos ou profissionais liberais, atuar como Pessoa Jurídica pode gerar economia com alíquotas mais baixas e regime de lucro apropriado

  • Contabilidade especializada:

    • Simulações, organização de documentos e controle de despesas dedutíveis ajudam a evitar erros e a otimizar sua carga tributária

O papel da contabilidade nesse novo cenário

As mudanças no IR exigem mais do que apenas saber se está ou não isento. Elas exigem planejamento, atenção às obrigações e entendimento das alternativas disponíveis.

Com o suporte da Five Consultant Contabilidade, você poderá:

  • Verificar se está realmente na faixa de isenção

  • Entender se a declaração ainda é obrigatória no seu caso

  • Avaliar se vale a pena abrir CNPJ e atuar como PJ

  • Reduzir impostos legalmente com deduções e estratégias

  • Evitar cair na malha fina e sofrer autuações futuras

Conclusão

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda é uma conquista importante para os brasileiros, especialmente para a classe média e os trabalhadores autônomos. 

Mas tão importante quanto “pagar menos imposto” é saber como se adaptar a essa nova realidade e tomar decisões com base em planejamento tributário.

Se você deseja entender como a nova lei afeta sua vida financeira, se está realmente isento ou se pode se beneficiar com outras estratégias, conte com a Five Consultant Contabilidade.

👉 Fale agora com um especialista e descubra como pagar menos imposto com segurança!

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Minha empresa foi excluída do MEI: o que fazer?

A exclusão do MEI (Microempreendedor Individual) é um momento delicado na trajetória de um pequeno negócio.

Muitos empreendedores são pegos de surpresa com a notificação de desenquadramento e ficam sem saber como agir.

Se esse é o seu caso, não se preocupe: a Five Consultant Contabilidade preparou este guia completo para esclarecer os principais pontos e ajudar você a tomar decisões seguras.

Por que minha empresa foi excluída do MEI?

A exclusão do MEI pode ocorrer por iniciativa da própria Receita Federal, Prefeitura ou por ação voluntária do empreendedor.

Na maioria dos casos, a exclusão acontece por descumprimento das regras que definem quem pode ser MEI.

A seguir, listamos os principais motivos:

1. Faturamento acima do limite

O MEI pode faturar, no máximo, R$ 81 mil por ano (média de R$ 6.750 por mês). Se esse limite for ultrapassado, a empresa será automaticamente desenquadrada:

  • Até 20% acima do limite (R$ 97.200/ano): O desenquadramento vale a partir de 1º de janeiro do ano seguinte.

  • Acima de 20%: O desenquadramento é retroativo a 1º de janeiro do ano em que o excesso ocorreu.

2. Exercício de atividade não permitida

O MEI só pode atuar em atividades previstas no rol de ocupações permitidas para o MEI.

Se sua empresa passou a exercer uma atividade que não está na lista, o CNPJ pode ser excluído do MEI.

3. Inclusão de sócio ou mudança na estrutura

O MEI é um modelo de empresa individual. Portanto, se houve inclusão de sócio ou transformação em sociedade, a exclusão é automática.

Além disso, caso o microempreendedor decida abrir uma filial ou ter participação em outra empresa, ele precisa sair do MEI.

4. Contratação irregular de funcionários

O MEI pode ter apenas um funcionário, contratado com salário mínimo ou piso da categoria.

Contratar mais de um empregado ou pagar fora dos padrões legais pode levar à exclusão.

5. Débitos com a Receita Federal

Por fim, se a empresa acumular dívidas com a Receita Federal ou deixar de pagar o DAS-MEI (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), o CNPJ pode ser excluído.

Como saber se minha empresa foi mesmo excluída?

A exclusão geralmente é notificada por meio de:

  • Comunicado no Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN)

  • Notificação no Portal do Simples Nacional

Se você tem dúvidas, a equipe da Five Consultant Contabilidade pode verificar a situação do seu CNPJ e orientar os próximos passos.

O que fazer após a exclusão do MEI?

Agora que você entendeu por que foi excluído, veja como resolver a situação e manter sua empresa regularizada.

1. Verifique a data de exclusão e possíveis retroatividades

Se a exclusão for retroativa, você pode ter impostos a recolher referentes aos meses anteriores.

Por isso, é essencial fazer um levantamento com o apoio de um contador para:

  • Reconstituir as obrigações fiscais

  • Calcular valores devidos

  • Emitir guias e regularizar a situação

2. Escolha o novo regime tributário

A partir da exclusão, sua empresa pode ser enquadrada em outro modelo:

Simples Nacional

  • Pode ser utilizado por empresas que faturam até R$ 4,8 milhões/ano.
  • Mantém certa simplificação e unificação de tributos, sendo o mais próximo do
  • MEI. Permite atuar com mais atividades, ter sócios e contratar mais funcionários.

Lucro Presumido

  • Pode ser utilizado por empresas com faturamento até R$ 78 milhões por ano.
  • A tributação é calculada sobre uma presunção de lucro, com alíquotas definidas para cada setor.
  • Exige apuração contábil e mais controle financeiro.

Lucro Real

  • Obrigatório para algumas atividades e empresas com faturamento muito alto.
  • A tributação é feita com base no lucro contábil real apurado.
  • Pode ser vantajoso em empresas com margens de lucro baixas, mas exige contabilidade completa e detalhada.

A Five Consultant Contabilidade pode fazer uma simulação e apontar qual regime é mais econômico e vantajoso para seu tipo de negócio.

3. Atualize o cadastro da empresa

Após a exclusão do MEI, a empresa passa a ser considerada uma ME (Microempresa).

Diante disso, será preciso atualizar o cadastro da mesma, nos seguintes locais:

É importante destacar, que no momento da atualização cadastral, é possível modificar atividades vinculadas ao CNPJ ou incluir sócios no negócio.

4. Regularize débitos pendentes do MEI

Antes de seguir no novo regime, é fundamental quitar ou parcelar os débitos acumulados enquanto você ainda era MEI (caso existam).

Você pode consultar e emitir as guias em atraso pelo PGMEI ou fazer um parcelamento diretamente no portal do Simples Nacional.

A inadimplência pode impedir o novo enquadramento ou gerar bloqueios no CNPJ.

Além disso, é preciso entregar a DASN MEI, declaração que caráter obrigatório para microempreendedores individuais.

Quais são os riscos de não tomar nenhuma providência?

Ignorar a exclusão do MEI pode trazer sérias consequências, como:

  • Multas por falta de recolhimento de tributos

  • Inscrição em dívida ativa

  • Impedimento para emitir nota fiscal

  • Suspensão ou baixa do CNPJ

  • Restrição de acesso a crédito bancário ou linhas de financiamento

Além disso, a empresa poderá ser fiscalizada e sofrer autuações por descumprimento de obrigações legais.

Diante disso, antes de maiores complicações, é fundamental que o empreendedor busque à orientação de uma contabilidade especializada.

A exclusão do MEI não é o fim do seu negócio, mas um sinal de que a empresa está crescendo, e que em função disso, precisa adaptar a sua estrutura jurídica e forma de recolhimento dos impostos.

Como a Five Consultant Contabilidade pode ajudar?

A Five Consultant Contabilidade está preparada para atender empresas que cresceram além do MEI e agora precisam de:

✅ Regularização contábil e fiscal pós-exclusão
✅ Escolha do melhor regime tributário
✅ Cálculo de tributos e emissão de guias
✅ Emissão de notas fiscais e escrituração
✅ Apoio com parcelamentos e controle de débitos
✅ Planejamento tributário personalizado

Conclusão

A exclusão do MEI não precisa ser o fim do seu negócio, pode ser o começo de uma fase mais sólida, profissional e lucrativa.

O mais importante é agir rápido, entender as implicações e buscar ajuda contábil especializada para manter a empresa legalizada e em pleno funcionamento.

👉 Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e receba uma análise gratuita da sua empresa.

Estamos prontos para orientar você em cada etapa, desde a regularização até o crescimento sustentável.

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Imposto de Renda sobre distribuição de lucros: como vai funcionar em 2026

A distribuição de lucros sempre foi um dos maiores atrativos para quem possui empresa no Brasil. 

Durante três décadas, essa forma de remuneração foi totalmente isenta de Imposto de Renda, desde que os lucros fossem devidamente apurados e registrados na contabilidade.

No entanto, a Lei 15270/25 trouxe uma nova regra que passa a tributar parte dos lucros distribuídos.

Essa mudança exige atenção tanto dos empresários quanto dos contadores, pois impacta diretamente o planejamento financeiro e a forma de remunerar sócios e acionistas.

Neste artigo, você vai entender como funciona o Imposto de Renda sobre distribuição de lucros a partir de 2026, quais são os limites de isenção, como calcular o imposto e como se planejar para reduzir a carga tributária de forma legal e segura.

O que mudou na regra da distribuição de lucros?

A principal mudança é que, a partir de 1º de janeiro de 2026, os lucros e dividendos pagos por empresas para pessoas físicas passam a ser parcialmente tributados. Até então, essa distribuição era isenta, independentemente do valor.

A nova legislação cria duas formas de tributação:

  • Retenção de 10% de IR na fonte, sempre que o valor distribuído ultrapassar R$ 50 mil mensais por sócio, por empresa.

  • Tributação complementar na declaração anual, caso a renda total do contribuinte ultrapasse R$ 600 mil no ano.

Em resumo, lucros que antes eram totalmente livres de imposto passam a ser tributados dependendo do valor da distribuição.

Quem será mais impactado por essa mudança

Essa mudança afeta todos os sócios e acionistas de empresas, mas o impacto será maior para alguns perfis, como:

  • Empresários que retiram valores altos de lucros mensalmente.

  • Profissionais liberais de alta renda que atuam como PJ, como médicos, dentistas, advogados, engenheiros, entre outros.

  • Pessoas físicas com diversas fontes de renda (pró-labore, salários, aluguéis, investimentos), que somam mais de R$ 600 mil por ano.

Se você se encaixa em algum desses perfis, é essencial reavaliar sua estratégia de retirada de lucros para não ser surpreendido pela nova tributação.

Como funciona o limite de R$ 50 mil por mês

A regra é simples: lucros distribuídos para uma mesma pessoa física, acima de R$ 50 mil em um único mês, serão tributados em 10% na fonte.

Se a distribuição mensal for igual ou inferior a R$ 50 mil, não haverá retenção de IR na fonte. 

Porém, a Receita Federal poderá verificar na declaração anual se a pessoa ultrapassou o limite total de R$ 600 mil no ano, e cobrar imposto complementar, se for o caso.

Imagine que uma empresa distribua R$ 120 mil de lucros para um sócio no mês de março de 2026. Como o valor ultrapassa os R$ 50 mil de isenção:

  • O valor total será tributado na fonte:
    10% sobre R$ 120 mil = R$ 12 mil de IR retido

  • O sócio receberá líquido:
    R$ 108 mil

Perceba que, mesmo que apenas R$ 70 mil esteja acima do limite, a tributação de 10% incide sobre o valor total recebido naquele mês, e não apenas sobre o excedente.

Como funciona o limite anual de R$ 600 mil

Esse segundo limite considera todos os rendimentos recebidos pela pessoa física ao longo do ano, como:

  • Lucros e dividendos

  • Pró-labore

  • Salários

  • Aluguéis

  • Rendimentos financeiros

  • Outros rendimentos tributáveis

Se a soma ultrapassar R$ 600 mil no ano, será feita uma verificação para garantir que o contribuinte pagou ao menos um valor mínimo de IR proporcional à sua renda. Caso não tenha pago, ele poderá ser cobrado na declaração de ajuste anual.

Como se planejar para pagar menos imposto

Diante das novas regras, algumas estratégias podem ajudar empresários e sócios a reduzir a carga tributária de forma legal:

1. Distribua lucros ainda em 2025

Lucros acumulados até 2025 são isentos. Se sua empresa tem reservas de lucros ou pode apurar resultados neste ano, vale a pena antecipar a distribuição. Para isso:

  • Regularize a contabilidade

  • Aprove os balanços intermediários

  • Registre a ata de distribuição até 31/12/2025

2. Fracione os pagamentos em 2026

Ao invés de distribuir grandes valores em um único mês, considere fracionar os pagamentos mensais, mantendo-os abaixo de R$ 50 mil por sócio. Isso evita a retenção de 10% na fonte.

3. Ajuste a proporção entre pró-labore e lucros

O pró-labore continua sendo tributado por INSS e IR, mas pode ser necessário reajustá-lo para equilibrar sua renda e evitar problemas com o limite de R$ 600 mil. Um planejamento bem feito permite aproveitar o melhor dos dois formatos.

4. Evite acumular lucros sem necessidade

Antes, muitos empresários deixavam os lucros na empresa e faziam retiradas pontuais. Com a nova regra, isso pode ser prejudicial. Acumular lucros e distribuir um valor alto de uma só vez pode levar à tributação integral do montante.

5. Faça simulações tributárias personalizadas

Cada caso é único. Faça simulações com a ajuda do seu contador para entender:

  • Qual valor você pode distribuir mensalmente

  • Qual a melhor forma de retirada

  • Qual o impacto total no seu IR

A importância da contabilidade consultiva nesse novo cenário

Com a nova tributação sobre lucros, a contabilidade deixa de ser apenas uma obrigação e passa a ser uma ferramenta estratégica de economia tributária.

Um escritório como a Five Consultant Contabilidade pode ajudar você a:

  • Identificar oportunidades de distribuição isenta em 2025

  • Planejar as melhores formas de remuneração em 2026

  • Simular cenários personalizados

  • Organizar a documentação e evitar problemas com o fisco

  • Adaptar a estrutura societária, se necessário

Conclusão

A nova tributação sobre distribuição de lucros muda completamente a forma como empresários remuneram a si mesmos e aos seus sócios. 

O que antes era simples e isento, agora exige estratégia, planejamento e acompanhamento próximo do contador.

A boa notícia é que ainda dá tempo de se organizar para evitar prejuízos. Distribuir lucros de forma inteligente, ajustar retiradas e fazer um bom planejamento tributário fará toda a diferença a partir de 2026.

Conte com a Five Consultant Contabilidade para atravessar essa transição com segurança e eficiência.

📞 Fale com nossos especialistas e receba um plano personalizado para proteger seus lucros e pagar menos impostos.

CategoriesContabilidade Consultiva

Tributação sobre distribuição de lucros: tire suas dúvidas

A tributação sobre distribuição de lucros é uma das principais dúvidas que empresários e sócios enfrentam após a mudança recente na legislação: quem pode distribuir lucros, quando há isenção, e quando a tributação incide, são temas que geram incerteza e insegurança. 

Se você quer entender de vez como funciona, quais são as regras válidas hoje e como se preparar para distribuir lucros de forma legal e eficiente, este guia da Five Consultant Contabilidade responde às perguntas mais importantes e aponta os cuidados essenciais para evitar surpresas desagradáveis.

O que é e como funciona a distribuição de lucros?

Quando uma empresa gera resultado positivo, ou seja, lucro contábil, os sócios podem decidir distribuir parte ou todo esse valor. Essa distribuição de lucros é uma das formas mais comuns de remuneração aos sócios, porque:

  • Representa o retorno do capital investido ou do esforço operacional.
  • É mais eficiente em termos tributários do que pró‑labore, quando feita de forma correta.
  • Permite flexibilidade: o sócio retira valores de acordo com resultados e necessidades, sem obrigatoriedade fixa.

Para que a distribuição seja legítima, é fundamental que a empresa tenha contabilidade regular, com demonstrações claras, comprovando o lucro distribuído. 

Sem esses registros, a retirada de lucros pode ser questionada pelo fisco e tratada como pró‑labore ou distribuição irregular.

Historicamente, uma das grandes vantagens da distribuição de lucros era a isenção de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para o sócio, o que tornava essa prática muito atraente. 

No entanto, com as novas regras, a tributação passou a depender do valor retirado, e por isso é essencial entender os limites e obrigações.

Quais são as novas regras para distribuição de lucros?

Com a publicação da Lei 15.270/25, foi instituído um limite mensal para isenção na distribuição de lucros:

Cada sócio pode retirar até R$ 50.000,00 por mês sem pagar Imposto de Renda. Acima desse montante, o valor passa a ser integralmente tributado em 10% de IRPF.

Portanto:

  • Distribuições até R$ 50.000/mês por sócioIsentas de IRPF
  • Distribuições acima desse valor → Sofre tributação de 10%

A novidade visa preservar a isenção para micro e pequenas empresas ou sócios que retiram valores médios, enquanto tributa proporcionalmente sócios com retiradas expressivas.

Esse equilíbrio torna a distribuição de lucros uma alternativa continua viável, desde que bem planejada, e reforça a importância de gestão contábil e planejamento tributário antes de realizar retiradas.

Quem será mais afetado pela mudança?

A nova regra de tributação sobre distribuição de lucros atinge sobretudo três perfis de sócios/empresas:

  • Empresas de médio ou grande porte com poucos sócios

Quando os lucros são distribuídos para poucos sócios, é mais fácil ultrapassar o limite de isenção. 

Por exemplo: uma empresa distribui R$ 100 mil por mês e tem dois sócios, se cada um receber R$ 50 mil, continua isento; se um sócio acumular mais, paga imposto.

  • Profissionais liberais e prestadores de serviços com alta renda e estrutura simplificada

Médicos, advogados, consultores, engenheiros e outros profissionais liberais que atuam via PJ e retiram grande parte dos lucros como rendimento, tendem a ser os mais impactados. 

Para esses perfis, a distribuição de lucros acima do limite se torna uma alternativa muito cara.

  • Empresas que estruturavam a retirada como lucro integral sem planejamento

Negócios que não revisavam pró‑labore, fluxo de caixa ou análise contábil podem encontrar problemas ao tentar distribuir valores altos sem provisionar imposto.

Por outro lado, quem retira valores moderados, faz a contabilidade rigorosamente e distribui com periodicidade planejada ou mantém reinvestimento do lucro, dificilmente será atingido pela tributação adicional.

Como calcular o imposto na distribuição de lucros

Fazer o cálculo da tributação de forma correta é essencial para evitar surpresas. Veja como funciona:

1.Pegue o valor total dos lucros distribuídos ao sócio no mês.

2.Se a distribuição for maior que R$ 50 mil, aplique a alíquota de 10% de IRPF.

Exemplo prático

Foi distribuído R$ 85.000,00 a um mesmo sócio no mês (valor acima do limite de isenção).

R$ 85.000,00 x 10% = R$ 8.500,00 (Imposto a ser retido).

Valor líquido a ser pago ao sócio: R$ 76.500,00

Importante destacar: Uma vez ultrapassado o limite, a tributação recai sobre todo o montante e, não apenas sobre o valor excedente.

Também vale destacar que, em empresas com mais de um sócio, o cálculo é feito por sócio individualmente, ou seja, cada um possui seu limite de isenção próprio.

Qual o papel da contabilidade especializada e como a Five Consultant pode ajudar

Diante da complexidade da nova regra, contar com uma contabilidade especializada faz toda a diferença. 

A Five Consultant Contabilidade oferece:

  • Análise personalizada do histórico e projeções da empresa
  • Simulação de cenários de distribuição de lucros considerando o novo limite de isenção
  • Planejamento de pró-labore e retirada de lucros com segurança
  • Organização contábil completa: balanços, registros, livros e demonstrações
  • Assessoria para sócios pluralizados (distribuição entre vários sócios)
  • Monitoramento contínuo para adequação em caso de mudança da legislação

Com suporte profissional, você reduz o risco de autuações, otimiza a tributação e garante que a distribuição de lucros continue sendo benéfica.

Conclusão

A regra de tributação sobre distribuição de lucros mudou, mas não eliminou o benefício de distribuir lucros. Ela o tornou mais seletivo, com limites, e exige mais organização contábil e financeira.

Para empreendedores, profissionais liberais ou sócios de empresas, a boa notícia é: com preparo, é totalmente possível continuar retirando lucros de forma legal e vantajosa. O segredo está em:

  • Manter escrituração contábil rigorosa
  • Planejar retiradas com responsabilidade
  • Conhecer e respeitar os limites legais
  • Contar com uma contabilidade experiente

Se você quer saber exatamente se pode distribuir lucros com isenção, e quanto economizar, a Five Consultant Contabilidade está pronta para ajudar com uma análise personalizada, clara e segura.

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