CategoriesContabilidade para indústrias

5 erros que podem diminuir o lucro da sua indústria

Manter o lucro em alta é um dos maiores desafios enfrentados pelos gestores industriais, principalmente em um cenário de concorrência acirrada, instabilidade econômica e aumento constante dos custos operacionais. 

E mesmo com uma boa estrutura de produção e vendas, alguns erros estratégicos e operacionais podem comprometer diretamente o resultado final da empresa.

Neste artigo, a equipe da Five Consultant Contabilidade mostra os 5 erros mais comuns que podem reduzir o lucro da sua indústria, explica como identificá-los e o que fazer para evitá-los. 

Se você deseja aumentar sua margem de lucro com inteligência financeira e eficiência operacional, acompanhe a leitura até o fim!

1. Falta de controle de custos e despesas

Um dos erros mais graves, e também mais comuns, é a ausência de um controle eficaz dos custos e despesas da operação industrial

Muitas indústrias não sabem ao certo quanto custa fabricar cada produto, qual é a margem real de contribuição e quais gastos estão impactando o caixa de forma desnecessária.

Esse descontrole pode levar a diversos problemas, como:

  • Precificação incorreta, que compromete a competitividade e a margem de lucro;

  • Desperdício de insumos e matérias-primas, principalmente quando não há uma gestão eficiente de estoque;

  • Custos fixos elevados que passam despercebidos, como energia, manutenção e mão de obra improdutiva;

  • Dificuldade para identificar gargalos que elevam os custos da produção.

🔎 Como evitar: 

A melhor forma de resolver esse problema é contar com o suporte de uma contabilidade especializada para indústrias, que organize as informações contábeis e implemente um controle de custos por centro de resultado, produto e processo. 

Além disso, investir em um sistema de gestão industrial (ERP) e acompanhar periodicamente relatórios de rentabilidade por produto é essencial para a tomada de decisão.

2. Escolha equivocada do regime tributário

Outro erro que pode afetar diretamente a lucratividade é estar enquadrado em um regime tributário inadequado

Muitas indústrias permanecem no Simples Nacional por comodidade ou optam pelo Lucro Presumido sem realizar simulações, quando na verdade poderiam pagar menos impostos no Lucro Real, ou vice-versa.

Cada regime tributário possui características específicas:

  • Simples Nacional: Mais simples de administrar, mas pode ter carga mais pesada se o faturamento ultrapassar certos limites ou se o Fator R não for vantajoso;

  • Lucro Presumido: Usa presunções de margem que podem ser desfavoráveis para indústrias com lucro real abaixo da média;

  • Lucro Real: Mais burocrático, mas pode oferecer economia tributária quando bem gerenciado, com possibilidade de deduções e créditos fiscais.

Uma escolha errada pode gerar pagamento excessivo de impostos, reduzir a margem líquida e até dificultar o crescimento do negócio.

Como resolver: 

É fundamental realizar planejamento tributário anual com apoio de um contador especializado no setor industrial. 

A equipe da Five Consultant Contabilidade pode simular diferentes cenários e indicar o enquadramento mais vantajoso de acordo com o perfil da sua indústria.

3. Precificação incorreta dos produtos

Você sabe exatamente quanto custa para produzir cada item do seu catálogo? E mais: sabe quanto precisa cobrar para atingir a margem desejada, considerando impostos, despesas fixas e variáveis, além do lucro planejado?

Precificar mal é um erro fatal para o lucro da indústria. Cobrar abaixo do necessário leva à perda financeira; cobrar acima do mercado pode reduzir a competitividade.

🚩 Sinais de problemas na precificação:

  • Alta rotatividade de produtos, mas baixa rentabilidade;

  • Estoque parado de itens com preço fora do padrão de mercado;

  • Falta de clareza sobre margens por produto ou linha;

  • Vendas que não cobrem os custos operacionais.

💡 Dica prática:

Implemente uma formação de preço baseada em custos reais e margem de contribuição. Isso pode ser feito com apoio do seu contador industrial e com a ajuda de planilhas ou ERPs que permitam simulações automáticas.

4. Falta de indicadores de desempenho e gestão financeira

Sem medir, é impossível gerenciar. Muitas indústrias operam “no escuro”, sem acompanhar KPIs (indicadores-chave de desempenho) que mostram como está a saúde financeira e operacional do negócio.

Essa ausência de métricas pode gerar:

  • Decisões baseadas em achismo;

  • Falta de visão sobre gargalos de produção ou vendas;

  • Desconhecimento sobre o ciclo financeiro e o fluxo de caixa;

  • Atrasos em investimentos importantes para expansão.

📊 Exemplos de indicadores que você precisa acompanhar:

  • Margem bruta e líquida;

  • Ticket médio por cliente;

  • Giro de estoque;

  • Custo fixo por unidade produzida;

  • EBITDA;

  • ROI (retorno sobre investimento).

🔧 Como corrigir:

Crie uma rotina mensal de análise de indicadores, junto ao seu contador ou consultor financeiro. 

A Five Consultant pode ajudar sua indústria a estruturar controles inteligentes, com relatórios gerenciais que permitam decisões mais rápidas e estratégicas.

5. Falta de planejamento estratégico e orçamentário

Por fim, um erro comum é a falta de planejamento de médio e longo prazo. Muitas indústrias estão tão envolvidas com a operação do dia a dia que esquecem de traçar metas, revisar o orçamento e planejar o crescimento.

❗ Isso leva a uma gestão reativa, em vez de proativa.

🔄 Consequências da ausência de planejamento:

  • Crescimento desordenado;

  • Falta de capital para expandir;

  • Ausência de previsões de vendas, compras e investimentos;

  • Baixo aproveitamento de oportunidades fiscais, de crédito ou de mercado.

🎯 O que fazer:

Implemente um planejamento orçamentário anual, com metas financeiras claras, margens esperadas, investimentos planejados e previsão de receitas e despesas. 

Um contador especializado ajuda não só na projeção, como também no acompanhamento mensal, comparando o realizado com o planejado.

Conclusão: mais lucro com gestão inteligente e contabilidade especializada

Aumentar o lucro da indústria não depende apenas de vender mais. É preciso gestão estratégica, controle de custos, eficiência tributária e análise financeira contínua. 

Os 5 erros que listamos aqui são responsáveis por reduzir a margem de muitas indústrias que, em tese, poderiam ser muito mais lucrativas.

A boa notícia é que todos eles podem ser corrigidos com o apoio certo.

A Five Consultant Contabilidade é especialista em contabilidade industrial e planejamento tributário. Podemos ajudar você a reorganizar o financeiro da sua indústria, reduzir impostos e aumentar sua rentabilidade.

Fale com nossos consultores e descubra como podemos ajudar seu negócio a lucrar mais com segurança e inteligência.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como aumentar o lucro da farmácia: estratégias para crescer com eficiência

Aumentar o lucro da farmácia é um desafio muito comum entre empreendedores do setor farmacêutico, principalmente em um mercado tão competitivo e regulado como o brasileiro. 

No entanto, com a aplicação das estratégias corretas,que envolvem gestão financeira, controle de estoque, precificação inteligente, marketing e planejamento tributário, é possível obter resultados expressivos e sustentáveis.

Neste artigo completo, elaborado pelo time da Five Consultant Contabilidade, vamos apresentar as principais ações que você pode implementar para melhorar a rentabilidade do seu negócio. 

Continue a leitura e descubra como transformar sua farmácia em uma empresa mais lucrativa, eficiente e competitiva.

1.Conheça seus custos e margens com precisão

Uma farmácia só pode ser realmente lucrativa quando o gestor entende com clareza os custos envolvidos na operação. Isso inclui:

  • Custo de aquisição dos produtos (CMV – Custo das Mercadorias Vendidas)

  • Despesas fixas: aluguel, energia, folha de pagamento, taxas e sistemas

  • Despesas variáveis: impostos sobre vendas, comissões, taxas de cartão

  • Custos ocultos: perdas por vencimento, furtos, produtos obsoletos

📌 Dica prática: Mantenha sua contabilidade sempre atualizada e tenha relatórios gerenciais que mostrem a margem de contribuição por produto, categoria e fornecedor. 

Na prática, isso ajudará você a tomar decisões mais inteligentes sobre quais produtos manter ou descontinuar.

2.Faça um bom controle de estoque

Um dos grandes vilões do lucro de uma farmácia é a má gestão de estoque. Produtos vencidos, excesso de mercadorias paradas ou falta de itens essenciais geram prejuízos financeiros diretos.

Boas práticas de controle de estoque incluem:

  • Cadastro correto de produtos com validade e lote

  • Curva ABC para identificar produtos que mais vendem

  • Inventários regulares para evitar perdas

  • Reposição baseada em giro e sazonalidade

  • Integração do sistema de vendas com o estoque

💡 Atenção: Um estoque desorganizado impede o crescimento da farmácia e consome capital de giro. Automatizar esse processo com um bom sistema de gestão faz toda a diferença.

3.Reavalie sua política de preços

Muitos farmacistas têm receio de reajustar os preços por medo de perder clientes, mas precificar corretamente é essencial para garantir margens saudáveis.

Veja o que considerar ao definir os preços:

  • Tabela de Preços Máximos ao Consumidor (PMC) da Anvisa

  • Concorrência direta e posicionamento da sua farmácia

  • Custos fixos e variáveis embutidos na operação

  • Perfil do público-alvo e valor percebido

🎯 Uma boa prática é monitorar os produtos que mais vendem (os “campeões de venda”) e garantir que eles tenham margens equilibradas. Em outros itens, com menor sensibilidade de preço, é possível aplicar uma margem um pouco maior.

4.Invista em marketing farmacêutico

Não adianta ter bons produtos e preços competitivos se os clientes não sabem disso. O marketing é uma poderosa ferramenta para atrair e fidelizar consumidores, aumentando o ticket médio e a frequência de compras.

Ações de marketing que ajudam a aumentar o lucro da farmácia:

  • Criação de programas de fidelidade com cashback ou pontos

  • Divulgação de promoções por WhatsApp, SMS e redes sociais

  • Parcerias com clínicas, médicos e profissionais de saúde

  • Campanhas sazonais (como gripe, verão, dia das mães)

  • Otimização do Google Meu Negócio para atrair clientes locais

📣 Lembre-se: O marketing digital local (como anúncios no Google e presença no Instagram) é extremamente eficaz para farmácias de bairro ou cidades de médio porte.

5.Treine sua equipe de atendimento

O atendimento é um dos maiores diferenciais competitivos em uma farmácia. Farmacêuticos e atendentes bem treinados conseguem:

  • Indicar produtos adicionais (venda cruzada)

  • Orientar com segurança sobre o uso dos medicamentos

  • Fidelizar o cliente pela qualidade do serviço

  • Evitar erros que geram retrabalho ou prejuízos

🧑‍🏫 Invista em capacitação constante, incluindo noções de atendimento humanizado, técnicas de venda consultiva, conhecimento sobre medicamentos e ética no relacionamento com o cliente.

6.Reduza a carga tributária com planejamento fiscal

Você sabia que muitos donos de farmácia pagam mais impostos do que deveriam simplesmente por estarem no regime tributário inadequado?

Dependendo do faturamento, da folha de pagamento e da margem de lucro, sua farmácia pode ter uma economia significativa ao migrar do Simples Nacional para o Lucro Presumido, por exemplo.

O que um bom contador pode fazer por sua farmácia:

  • Avaliar o regime tributário mais vantajoso

  • Elaborar um planejamento fiscal sob medida

  • Identificar créditos tributários (PIS/COFINS, ICMS-ST)

  • Otimizar a folha de pagamento e pró-labore

  • Evitar multas e autuações da Receita Federal

📊 A Five Consultant Contabilidade pode ajudar você a pagar menos impostos de forma legal e aumentar a lucratividade da sua farmácia.

7.Monitore indicadores de desempenho

Você só melhora o que pode medir. Por isso, acompanhar os indicadores de desempenho é fundamental para entender o que está funcionando e o que precisa ser ajustado.

Principais KPIs para farmácias:

  • Margem de lucro líquida

  • Giro de estoque

  • Ticket médio por cliente

  • Faturamento por funcionário

  • Percentual de vendas por categoria (medicamentos, dermocosméticos, etc.)

  • Índice de perdas por vencimento ou furtos

📈 Com esses números em mãos, você consegue tomar decisões baseadas em dados, e não em achismos.

8.Trabalhe com mix inteligente de produtos

Uma farmácia que vende só medicamentos deixa dinheiro na mesa. Ampliar o mix com produtos de conveniência e maior margem pode melhorar significativamente os resultados.

Itens que costumam ter alta margem:

  • Cosméticos e perfumaria

  • Suplementos alimentares

  • Produtos infantis

  • Higiene pessoal

  • Acessórios de saúde (termômetros, inaladores)

🔄 Faça testes A/B, avalie a aceitação do público e mantenha os produtos com melhor giro e maior rentabilidade.

9.Aposte em canais digitais e delivery

As farmácias que oferecem atendimento multicanal conseguem alcançar mais clientes e vender mais. O uso de canais digitais é essencial para se manter competitivo.

Exemplos de canais e serviços:

  • Loja virtual própria ou integração com marketplaces

  • Atendimento por WhatsApp com catálogo e pagamento via link

  • Delivery com motoboy ou integração com apps de entrega

  • Agendamento de serviços (vacinação, teste de glicemia, aferição de pressão)

📱 A digitalização não é mais tendência, é uma exigência do novo consumidor.

Conclusão: a Five Consultant Contabilidade ajuda sua farmácia a lucrar mais

Como você viu, aumentar o lucro da farmácia depende de uma série de ações integradas, que envolvem desde controle de estoque e precificação até marketing e planejamento tributário. Não existe fórmula mágica, mas sim gestão estratégica, baseada em dados, tecnologia e apoio especializado.

Se você quer aumentar a rentabilidade da sua farmácia com segurança, economia e inteligência fiscal, conte com a Five Consultant Contabilidade.

👉 Fale com nossos especialistas e descubra como podemos ajudar seu negócio a crescer com lucratividade e solidez!

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como recuperar créditos tributários no setor farmacêutico

O setor farmacêutico é um dos mais complexos quando o assunto é tributação. Com diferentes regimes fiscais, inúmeros produtos com tratamentos tributários variados e constantes atualizações na legislação, é comum que farmácias e distribuidoras de medicamentos acabem pagando mais tributos do que deveriam, muitas vezes sem perceber.

A boa notícia é que essas distorções podem ser corrigidas. Por meio de uma análise especializada, é possível recuperar créditos tributários e até reaver valores pagos indevidamente nos últimos anos, trazendo alívio para o caixa da empresa e mais margem de lucro.

Neste artigo da Five Consultant Contabilidade, você vai entender o que são os créditos tributários, como identificá-los no setor farmacêutico, quais tributos podem ser recuperados e qual o passo a passo para aproveitar essa oportunidade com segurança jurídica.

O que são créditos tributários?

Créditos tributários são valores pagos a maior ou indevidamente em tributos e que podem ser compensados ou ressarcidos pela empresa. 

Em outras palavras, quando uma farmácia recolhe um imposto de forma incorreta, ou deixa de utilizar algum benefício fiscal permitido, tem direito a recuperar esse valor junto ao fisco.

A recuperação pode ser:

  • Administrativa: por meio de compensação com tributos futuros;

  • Judicial: por via de ação na Justiça, quando há controvérsia na interpretação da lei.

No caso do setor farmacêutico, esses créditos geralmente são descobertos após uma revisão tributária minuciosa, considerando o tipo de produto, o regime de apuração, a classificação fiscal (NCM) e a legislação aplicável.

Por que farmácias pagam tributos indevidamente?

Alguns fatores explicam por que o setor farmacêutico é altamente exposto a pagamentos indevidos:

  1. Classificação incorreta de produtos

Muitos medicamentos e produtos de perfumaria e higiene possuem isenções, reduções de base de cálculo ou substituição tributária parcial, mas é comum que esses tratamentos não sejam aplicados corretamente por erro na classificação fiscal (NCM).

  1. Mudanças frequentes na legislação

A legislação tributária muda com frequência e, se a farmácia ou distribuidora não tiver acompanhamento contábil especializado, pode continuar recolhendo tributos com base em regras antigas.

  1. Erro na apuração do ICMS-ST

O ICMS por Substituição Tributária (ICMS-ST) é um dos pontos mais sensíveis para farmácias. 

Muitas vezes, o imposto é recolhido na origem com base em uma margem de valor agregado (MVA) presumida, mas o preço efetivo de venda ao consumidor é menor, o que gera créditos passíveis de restituição.

  1. Não aproveitamento de créditos de PIS/COFINS

Farmácias no Lucro Real têm direito a créditos de PIS e COFINS sobre insumos, mas nem sempre o sistema está configurado corretamente para aproveitar esses valores. Isso gera pagamentos cumulativos e perda de margem.

Quais tributos podem gerar créditos no setor farmacêutico?

A seguir, destacamos os principais tributos que podem ser revistos e recuperados:

ICMS-ST – Substituição Tributária

No modelo de substituição tributária, o ICMS é pago antecipadamente na cadeia de distribuição, com base em uma MVA presumida. Se a farmácia vender o produto por um valor menor do que o presumido, tem direito à restituição da diferença.

Esse direito está respaldado no artigo 150, §7º da Constituição Federal e já foi reconhecido pelo STF. A restituição pode ser feita via compensação administrativa ou judicialmente.

PIS e COFINS

Farmácias no regime de Lucro Real têm direito a crédito de PIS e COFINS não cumulativos, sobre diversos itens considerados insumos:

  • Medicamentos sujeitos à tributação

  • Embalagens

  • Equipamentos utilizados na armazenagem e refrigeração

  • Energia elétrica proporcional à atividade

Muitas empresas deixam de aproveitar esses créditos por erro de classificação ou desconhecimento da legislação.

IRPJ e CSLL

Em alguns casos, pode haver recolhimento indevido de IRPJ e CSLL, seja por base de cálculo incorreta, por não deduzir corretamente as despesas ou por opção indevida por regime tributário menos vantajoso.

Recuperação de créditos tributários: como funciona o processo?

A recuperação de créditos tributários deve ser feita com cuidado, por uma contabilidade especializada, que conheça as especificidades do setor e a legislação vigente.

Veja o passo a passo:

1. Diagnóstico tributário

O primeiro passo é a análise dos últimos 5 anos fiscais, verificando se há recolhimentos indevidos ou oportunidades de créditos não aproveitados.

Nessa fase, a contabilidade analisa:

  • Classificação fiscal dos produtos

  • Recolhimentos de ICMS-ST

  • Registros de PIS/COFINS no SPED Contribuições

  • Apuração de IRPJ e CSLL

  • Folha de pagamento

2. Cálculo dos créditos

Após identificar as oportunidades, são realizados os cálculos dos valores passíveis de restituição, com base na legislação e nos documentos fiscais da empresa.

O crédito precisa estar documentado e justificado. Por isso, é elaborado um laudo técnico ou relatório detalhado, que serve de base para o pedido de restituição ou compensação.

3. Compensação ou restituição

A empresa pode:

  • Compensar os créditos com tributos federais vincendos (via PER/DCOMP);

  • Solicitar restituição em dinheiro (casos específicos, como ICMS-ST);

  • Ingressar com ação judicial, quando a compensação administrativa é contestada ou negada.

Em quanto tempo os valores podem ser recuperados?

O tempo para recuperação dos créditos varia conforme o tipo de tributo e o caminho escolhido (administrativo ou judicial). Em média:

  • Compensação via PER/DCOMP (PIS, COFINS, IRPJ, CSLL): de 3 a 6 meses

  • ICMS-ST por restituição administrativa: de 6 a 12 meses (a depender do Estado)

  • Judicial (ICMS-ST ou INSS): de 12 a 24 meses

Quanto antes a empresa iniciar o processo, mais rápido poderá usar os valores para reforçar o caixa, investir ou expandir.

Quais os benefícios de recuperar créditos tributários?

A recuperação de tributos pagos indevidamente traz diversos benefícios diretos para farmácias e distribuidoras:

  • Aumento da margem de lucro

  • Recuperação de caixa

  • Correção de falhas contábeis

  • Maior segurança fiscal

  • Possibilidade de investir os valores em estoque, estrutura ou marketing

Além disso, contribui para a competitividade no setor, permitindo a prática de preços mais atrativos com o mesmo nível de rentabilidade.

Five Consultant Contabilidade: sua aliada na recuperação tributária

A Five Consultant Contabilidade é especializada no setor farmacêutico e possui experiência comprovada em recuperação de créditos tributários de forma segura, estratégica e com total respaldo legal.

Nosso time realiza:

  • Revisão tributária completa dos últimos 5 anos

  • Cálculo e laudo técnico dos créditos

  • Gestão do processo de compensação ou restituição

  • Suporte completo com orientação sobre compliance e planejamento fiscal

Se você é dono de farmácia ou distribuidora e desconfia que está pagando mais impostos do que deveria, entre em contato com nossos especialistas e descubra quanto sua empresa pode recuperar.

👉 Fale agora com a Five Consultant Contabilidade e veja como transformar tributos pagos a mais em recursos para crescer com segurança.

CategoriesImposto

Quem vai precisar declarar Imposto de Renda em 2026?

O Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) é uma obrigação fiscal anual que precisa ser cumprida por milhões de brasileiros. Além disso, a cada ano, a Receita Federal atualiza critérios e prazos, exigindo atenção redobrada por parte dos contribuintes.

Embora não exista ainda, um cronograma oficial para a declaração de 2026, já é possível saber quem deve se preparar para entregar a declaração. 

Se você deseja evitar problemas com o Fisco, multas e outras dores de cabeça, continue conosco até o final deste artigo.

A Five Consultant Contabilidade preparou este conteúdo completo para esclarecer quem estará obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026 e o que fazer para cumprir essa exigência.

Afinal, o que será declarado em 2026?

Antes de entender quem está obrigado a declarar, é essencial lembrar que a declaração do Imposto de Renda feita em 2026 se refere ao ano-calendário de 2025, ou seja, inclui todos os rendimentos, bens, dívidas, ganhos e outras movimentações ocorridas entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.

Isso engloba salários, aluguéis recebidos, vendas de bens, investimentos, lucros de empresas, movimentações com criptomoedas, entre outras fontes de renda, inclusive aquelas no exterior.

As principais regras para declarar o IR em 2026

Embora a Receita Federal ainda não tenha publicado a Instrução Normativa oficial com as regras para a declaração de 2026, é muito provável que os critérios sigam o mesmo padrão de anos anteriores. 

A seguir, destacamos as situações mais comuns que tornam a declaração obrigatória:

1. Rendimentos tributáveis acima do limite de isenção

Se você recebeu rendimentos tributáveis acima do limite fixado pela Receita no ano-base 2025, estará obrigado a declarar. Em 2025, esse limite foi de R$ 33.888,00. 

Para 2026, espera-se uma atualização do valor com base na inflação ou outros critérios legais.

Esses rendimentos incluem:

  • Salários

  • Aposentadorias

  • Aluguéis

  • Pró-labore

  • Honorários

  • Pensões

É importante somar todas essas fontes de renda e verificar se o total ultrapassa o limite de isenção definido.

2. Rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil

Mesmo que os rendimentos sejam isentos ou tributados exclusivamente na fonte, como no caso de:

  • Indenizações por rescisão

  • Distribuição de lucros de empresa

  • JCP (juros sobre capital próprio)

  • Rendimentos de poupança

Se a soma ultrapassar R$ 200 mil no ano, a declaração também será obrigatória.

3. Receita bruta de atividade rural superior ao limite

Quem atua com atividade rural (como produtores agrícolas, criadores de animais ou extrativistas) deve ficar atento. Se a receita bruta anual superar R$ 169.440,00, a declaração do IR é obrigatória. 

Mesmo que o valor não seja atingido, quem deseja compensar prejuízos rurais de anos anteriores também deve declarar.

4. Propriedade de bens ou direitos com valor superior a R$ 800 mil

Contribuintes que possuíam, em 31 de dezembro de 2025, bens ou direitos com valor total superior a R$ 800.000,00 precisam apresentar a declaração. Isso inclui:

  • Imóveis

  • Veículos

  • Investimentos

  • Participações societárias

  • Criptomoedas

  • Obras de arte

Mesmo que esses bens não tenham gerado rendimento, a obrigatoriedade da declaração se mantém.

5. Ganho de capital com venda de bens

Se você vendeu imóveis, veículos, ações ou outros bens com lucro (ganho de capital), precisa declarar o IR, mesmo que o imposto tenha sido pago no momento da venda. 

É muito importante declarar esse ganho corretamente para evitar problemas com o Fisco.

Além disso, quem utilizou o benefício de isenção por reinvestimento em outro imóvel residencial (dentro de 180 dias) também precisa informar a operação.

6. Operações na bolsa de valores e outros mercados

Realizar operações em bolsa de valores, mercadorias, futuros ou similares, independentemente do valor movimentado, torna a declaração obrigatória.

Mesmo que tenha havido prejuízo ou isenção, como nas vendas abaixo de R$ 20 mil em ações, ainda assim o contribuinte precisa informar os dados ao Fisco.

7. Rendimentos recebidos no exterior

Quem possui bens, contas, investimentos ou fontes de renda fora do Brasil, mesmo que residindo no país, está obrigado a declarar. Isso inclui:

  • Renda de aluguel de imóveis no exterior

  • Lucros de empresas fora do país

  • Rendimentos de aplicações internacionais

  • Salários recebidos do exterior

A Receita exige que esses valores sejam declarados com base nas regras brasileiras e, se houver imposto a pagar, ele deve ser quitado via carnê-leão.

8. Titularidade de trusts ou contratos no exterior

Aqueles que são beneficiários ou titulares de trusts (instrumentos jurídicos estrangeiros de planejamento patrimonial), holdings ou contratos similares também estão obrigados a declarar, mesmo que os bens estejam em nome de terceiros.

Essa regra é cada vez mais utilizada para cruzamento de dados internacionais e combate à sonegação.

9. Novo residente no Brasil

Se você passou a residir no Brasil em qualquer mês de 2025 e permaneceu no país até 31 de dezembro, deve entregar a declaração em 2026, informando os rendimentos e bens no Brasil e no exterior, conforme o caso.

Prazo para envio e multa por atraso

A expectativa é que o prazo de envio da declaração comece em 15 de março e vá até 29 de maio de 2026, como nos anos anteriores. 

Quem perder esse prazo estará sujeito à multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a até 20% do imposto devido.

A multa é gerada no momento da entrega fora do prazo, e o contribuinte tem 30 dias para quitar a guia via DARF.

Como se preparar para a declaração de 2026

A melhor forma de garantir tranquilidade e evitar problemas com o Leão é se planejar. Veja algumas dicas importantes:

  • Organize todos os comprovantes de rendimentos e despesas de 2025;

  • Atualize os dados de bens e direitos;

  • Registre transações de compra e venda, principalmente em investimentos;

  • Avalie se você se enquadra nas regras de obrigatoriedade;

  • Utilize os sistemas da Receita (como o app Meu Imposto de Renda) para simular;

  • Considere o apoio de um contador para evitar erros e aproveitar benefícios fiscais.

Conte com o suporte da Five Consultant Contabilidade

Declarar o IR com segurança exige atenção às regras, domínio técnico e planejamento. Pequenos erros ou omissões podem gerar multas, cair na malha fina e até impedir sua restituição.

A equipe da Five Consultant Contabilidade está pronta para ajudar você, seja pessoa física ou empresário, a organizar seus rendimentos, apurar corretamente os impostos e entregar a declaração de forma segura e eficiente.

📞 Precisa de apoio com o Imposto de Renda 2026?

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CategoriesContabilidade para Prestadores de Serviços

O que mudou na emissão das notas fiscais de serviços em 2026?

A partir de 2026 todas as empresas prestadoras de serviços no Brasil estão obrigadas a utilizar o Emissor Nacional da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e)

Essa mudança representa uma virada no modelo de emissão adotado até então, centralizando em um único sistema nacional o processo que antes era controlado individualmente por milhares de municípios.

Se você presta serviços, mas ainda não se adequou ao novo sistema, saiba que é muito importante entender o que mudou, o que fazer agora e quais os cuidados para manter sua empresa em situação regular com o fisco.

Por que o Emissor Nacional se tornou obrigatório?

A obrigatoriedade do uso do Emissor Nacional da NFS-e foi estabelecida para padronizar o processo de emissão de notas fiscais de serviços em todo o país

Antes, cada município adotava seu próprio sistema, com formatos, códigos de serviço e regras distintas, o que gerava confusão, custos adicionais e erros frequentes, principalmente para empresas que atuam em mais de uma cidade.

Com o novo emissor, o objetivo é:

  • Unificar o modelo da NFS-e em todo o território nacional;
  • Centralizar as informações fiscais em um banco de dados nacional;
  • Facilitar a fiscalização e o cruzamento de dados pela Receita Federal e pelos municípios;
  • Simplificar a rotina fiscal das empresas prestadoras de serviços;
  • Aumentar a segurança jurídica e a automação dos processos.

O que é o Emissor Nacional da NFS-e?

O Emissor Nacional da NFS-e é uma plataforma pública, gratuita e padronizada, desenvolvida pelo governo federal para substituir os antigos emissores municipais. 

Por meio dessa plataforma, qualquer empresa prestadora de serviços pode emitir suas notas fiscais em conformidade com o novo modelo nacional.

O emissor está disponível no seguinte endereço: 🔗 www.nfse.gov.br/EmissorNacional

O que mudou na emissão da NFS-e em 2026?

Abaixo, você confere os principais pontos da mudança:

1. Obrigatoriedade para todas as empresas

A partir de janeiro de 2026, todas as empresas prestadoras de serviços devem emitir suas NFS-e exclusivamente pelo modelo nacional.

Isso vale para:

  • MEIs;
  • Microempresas;
  • Empresas do Simples Nacional;
  • Empresas do Lucro Presumido;
  • Empresas do Lucro Real.

2. Fim da fragmentação entre municípios

Com o novo modelo, a emissão de NFS-e deixa de ser responsabilidade exclusiva de cada prefeitura. Isso significa que não é mais necessário acessar diferentes sistemas para emitir notas em cidades distintas.

Agora, todas as notas são emitidas com base em um layout nacional e processadas de forma centralizada, trazendo mais agilidade e consistência para as empresas e para a fiscalização.

3. Novo layout padronizado da NFS-e

O novo modelo traz um layout padronizado, com campos obrigatórios e códigos nacionais de serviços.

Isso elimina divergências de formatação entre cidades e evita problemas como:

  • Descrições vagas de serviços;
  • Falta de padronização nos códigos de atividade;
  • Dificuldade no preenchimento dos campos obrigatórios.

Agora, todos devem utilizar a Tabela Nacional de Serviços, com códigos CNAE e itens de serviço harmonizados.

4. Fiscalização integrada com a Receita Federal

Todas as NFS-e emitidas são automaticamente enviadas ao Ambiente de Dados Nacional, que se integra com a Receita Federal, com as Secretarias Municipais.

Sendo assim, a Receita terá acesso em tempo real a todas as NFS-e emitidas no Brasil, aumentando a fiscalização e dificultando omissões ou fraudes.

5. Cancelamento e substituição centralizados

Outra mudança importante é que o cancelamento de notas fiscais agora também acontece dentro do ambiente nacional. A empresa pode solicitar o cancelamento diretamente no portal, desde que:

  • A nota ainda esteja dentro do prazo legal de cancelamento;
  • A nota não tenha sido utilizada para dedução tributária por nenhuma das partes.

Como emitir NFS-e pelo novo sistema?

Veja o passo a passo para emitir sua nota pelo Emissor Nacional:

1.Acesse o site nfse.gov.br/EmissorNacional

2.Escolha o tipo de login: certificado digital ou conta Gov.br

3.Cadastre os dados da sua empresa, se for o primeiro acesso

4.Clique em “Emitir NFS-e”

5.Preencha os dados do cliente (tomador de serviço):

  • Nome ou razão social
  • CPF ou CNPJ
  • Município

6.Escolha o serviço prestado:

  • Código do serviço (de acordo com a tabela nacional)
  • Descrição
  • Valor
  • Alíquota do ISS (automática ou ajustável)

7.Confirme os dados e clique em “Emitir”

8.Gere o PDF ou envie a nota por e-mail ao cliente

Tudo isso pode ser feito de forma rápida e gratuita, direto pelo navegador.

O que acontece com os sistemas de emissão antigos?

Se sua empresa usava o portal da prefeitura para emitir notas, a partir de 2026 ele pode:

  • Ser desativado e redirecionado para o emissor nacional;
  • Funcionar apenas como consulta, mas não mais para emissão.

O fato é: o único modelo válido de nota fiscal de serviços é o padrão nacional.

Multas e riscos para quem não se adaptar

Emitir notas fora do padrão nacional a partir de 2026 representa grave irregularidade fiscal, com riscos como:

  • Multas municipais e federais por descumprimento de obrigação acessória;
  • Impossibilidade de deduzir despesas com serviços não comprovados;
  • Autuações por omissão de receita;
  • Problemas com fornecedores e clientes que exigem nota válida.

O papel da contabilidade nesse momento de transição

Muitas empresas ainda não entenderam a importância dessa mudança. É por isso que a atuação do contador é essencial para:

  • Orientar sobre a migração correta para o novo emissor;
  • Realizar treinamentos internos com os responsáveis pelo faturamento;
  • Adequar sistemas internos de gestão à nova NFS-e nacional;
  • Conferir alíquotas e códigos de serviço para evitar autuações;
  • Fazer conciliações fiscais e relatórios contábeis com base nos novos dados.

Como a Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua empresa?

A Five Consultant Contabilidade está pronta para auxiliar empresas de todos os portes a se adaptarem de forma segura ao novo cenário fiscal da NFS-e em 2026. Nossa equipe oferece:

  • Suporte na implantação do emissor nacional;
  • Orientações práticas para equipes que emitem notas;
  • Integração da NFS-e com sistemas ERP e contábeis;
  • Análise de códigos de serviço e alíquotas do ISS;
  • Consultoria tributária para evitar erros e aproveitar benefícios legais.

📞 Entre em contato agora mesmo com a Five Consultant e garanta que sua empresa emita NFS-e da forma correta, sem riscos ou transtornos!

CategoriesContabilidade Consultiva

Como emitir notas fiscais de serviços no emissor nacional?

A obrigatoriedade da emissão de nota fiscal de serviços por meio do emissor nacional da NFS-e é uma das mudanças mais importantes na rotina dos prestadores de serviço em 2026. 

A partir de agora, todas as empresas e profissionais com CNPJ precisam se adaptar ao novo modelo de emissão, que padroniza e centraliza o processo em nível nacional.

Neste conteúdo preparado pela Five Consultant Contabilidade, você vai entender o que é preciso para emitir sua nota fiscal de forma correta, quem está obrigado a utilizar o sistema e quais cuidados devem ser tomados para evitar inconsistências fiscais.

O que é o emissor nacional de nota fiscal de serviços?

O emissor nacional da NFS-e é um sistema desenvolvido pela Receita Federal em parceria com os municípios brasileiros, com o objetivo de centralizar a emissão de notas fiscais de serviços em uma única plataforma digital.

Antes disso, cada cidade tinha um sistema próprio de emissão, o que gerava grande confusão para empresas que atuavam em diferentes municípios. 

A mudança busca resolver essa fragmentação e tornar o processo mais simples, transparente e seguro.

Com o novo emissor, as notas são registradas em um Ambiente de Dados Nacional, acessado tanto pela Receita Federal quanto pelas prefeituras, o que facilita o cruzamento de dados e a fiscalização.

Por que a emissão passou a ser padronizada?

A criação do emissor nacional faz parte de um movimento de modernização do sistema tributário brasileiro. 

A falta de padronização anterior dificultava o controle fiscal e gerava riscos tanto para os empreendedores quanto para o próprio Fisco.

Entre os principais objetivos da NFS-e Nacional, podemos destacar:

  • Padronização nacional da emissão de notas de serviços;
  • Redução de custos com sistemas municipais distintos;
  • Integração entre os fiscos federal e municipal;
  • Facilidade de fiscalização e cruzamento de dados;
  • Mais segurança e rastreabilidade nas informações fiscais.

Quem está obrigado a usar o emissor nacional?

A obrigatoriedade de utilização do emissor nacional vale para todos os prestadores de serviços com CNPJ, incluindo:

  • MEIs (Microempreendedores Individuais);
  • Empresas do Simples Nacional;
  • Empresas do Lucro Presumido e Lucro Real;
  • Profissionais liberais que atuam como pessoa jurídica.

O sistema, no entanto, é exclusivo para notas de serviços. Empresas que comercializam produtos e mercadorias continuam utilizando a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), emitida em outro ambiente.

Quais são os principais benefícios da NFS-e Nacional?

Além da padronização e simplificação, o novo emissor traz diversas vantagens para quem precisa emitir notas fiscais de serviço. Veja algumas delas:

  • Facilidade para emitir nota mesmo em cidades pequenas, sem precisar depender do sistema municipal;
  • Acesso por meio de login único com certificado digital ou código de acesso;
  • Mais organização e centralização das informações fiscais;
  • Redução de erros de preenchimento e divergências;
  • Facilidade na integração com sistemas de contabilidade.

Quais dados são exigidos na hora de emitir a NFS-e?

Para preencher a nota fiscal de forma correta no novo sistema nacional, você deve ter em mãos as seguintes informações:

  • CNPJ, razão social e endereço da empresa prestadora do serviço;
  • Nome completo e CPF/CNPJ do tomador do serviço;
  • Descrição clara do serviço prestado;
  • Valor total da prestação;
  • Município onde o serviço foi executado;
  • Data de prestação do serviço;

Esses dados precisam estar corretos e atualizados para que a nota seja emitida sem erros e para que o imposto seja recolhido corretamente.

Onde emitir nota fiscal de serviços no novo modelo?

O acesso ao emissor nacional deve ser feito pelo site oficial da NFS-e Nacional:

👉 https://www.nfse.gov.br/EmissorNacional/

Neste portal, o prestador pode realizar o login com certificado digital ou outras formas de autenticação para emitir as notas fiscais.

O sistema também permite que a empresa consulte notas emitidas, edite ou cancele documentos, conforme as regras estabelecidas.

Passo a passo: Como emitir nota fiscal de serviços no emissor nacional

Emitir sua nota no novo sistema não é complicado. A seguir, veja o passo a passo básico:

  1. Acesse o site www.nfse.gov.br/EmissorNacional;
  2. Realize o login com o certificado digital da empresa ou outro meio de acesso autorizado;
  3. No menu, clique em “Nova NFS-e”;
  4. Preencha os dados do tomador do serviço;
  5. Descreva o serviço prestado, incluindo o código do serviço;
  6. Informe o município da prestação e o valor do serviço;
  7. Confira todas as informações com atenção;
  8. Clique em “Emitir” para gerar a nota fiscal.

Após a emissão, você poderá salvar o PDF, enviar por e-mail ou compartilhar com seu cliente.

Como a contabilidade pode ajudar nessa transição?

A Five Consultant Contabilidade tem acompanhado de perto a transição dos clientes para o novo emissor nacional, oferecendo:

  • Orientação completa para adequação ao novo modelo;
  • Parametrização correta dos serviços prestados;
  • Cadastro adequado dos dados no emissor nacional;
  • Suporte na emissão e correção de notas;
  • Integração com sistemas de gestão e escrituração contábil.

Ter um contador especializado ao lado da sua empresa nesse momento é essencial para garantir conformidade fiscal, evitar erros e manter a saúde financeira do negócio.

Dicas para não errar ao emitir sua nota

Antes de concluir, vale destacar algumas dicas importantes para garantir uma emissão sem problemas:

  • Confirme o código de serviço para evitar problemas com o ISS;
  • Verifique se os dados do cliente estão atualizados (nome, CPF/CNPJ, endereço);
  • Descreva os serviços com clareza e evite termos genéricos;
  • Mantenha um controle interno das notas emitidas;
  • Converse com seu contador para entender o impacto da NFS-e no seu regime tributário.

Conclusão

A chegada do emissor nacional de nota fiscal de serviços é uma mudança que veio para ficar. Embora represente uma adaptação no início, a centralização das informações e a padronização dos processos devem facilitar a vida dos empreendedores a médio e longo prazo.

Se você é prestador de serviço, autônomo com CNPJ ou dono de empresa, é essencial entender como emitir sua nota no novo ambiente e contar com uma contabilidade de confiança para te apoiar.

A Five Consultant Contabilidade está pronta para te ajudar a entender, configurar e operar com segurança o novo modelo de emissão.

👉 Entre em contato com a nossa equipe e regularize suas notas fiscais com tranquilidade!

CategoriesContabilidade para indústrias

Como saber se sua indústria está dando lucro

Saber se uma indústria está realmente dando lucro vai muito além de observar se “sobrou dinheiro no caixa”. 

A realidade é que muitos empresários se surpreendem ao descobrir que suas empresas, embora movimentadas, operam com margens apertadas ou até prejuízo, especialmente quando não há controle rigoroso sobre custos, despesas e indicadores financeiros.

A lucratividade é um dos principais termômetros da saúde financeira de qualquer negócio, mas no setor industrial, ela envolve diversas variáveis, como custos de produção, impostos, precificação, eficiência operacional e carga tributária. 

Sem uma análise profunda e recorrente, é fácil se perder entre entradas e saídas e acabar tomando decisões com base em impressões, e não em dados reais.

Neste artigo, você vai entender como calcular o lucro real da sua indústria, quais são os principais indicadores que devem ser acompanhados, e como a contabilidade especializada pode ajudar nesse processo.

Diferença entre lucro, faturamento e caixa

Muitos empresários confundem lucro com faturamento ou com o que “sobrou na conta” ao final do mês. Por isso, o primeiro passo é entender o que esses conceitos significam:

  • Faturamento: É o total de receitas obtidas com as vendas de produtos ou serviços em um determinado período. É o valor bruto, antes de qualquer desconto ou imposto. 
  • Lucro bruto: É o valor que sobra depois de subtrair apenas os custos diretos da produção (matéria-prima, mão de obra direta, energia da fábrica, etc.) do faturamento. 
  • Lucro operacional ou líquido: É o que sobra após o pagamento de todos os custos fixos, variáveis, despesas administrativas, impostos, encargos e investimentos. 
  • Fluxo de caixa: É o movimento de entradas e saídas de dinheiro no caixa da empresa, independentemente de apuração contábil do lucro.

Uma empresa pode ter um bom faturamento e até um bom caixa, mas ainda assim operar sem lucro, se os custos e despesas forem maiores que as receitas. Por isso, analisar o lucro líquido real é essencial.

Como calcular o lucro real da sua indústria

A fórmula básica do lucro líquido é:

Lucro Líquido = Receita Total – (Custos + Despesas + Tributos)

No entanto, dentro do contexto industrial, o cálculo do lucro exige uma visão muito mais detalhada:

  1. Identifique o custo dos produtos vendidos (CPV): Inclui matéria-prima, insumos, mão de obra direta, energia elétrica proporcional à produção, depreciação de máquinas, entre outros. O CPV precisa ser corretamente calculado para não mascarar o lucro. 
  2. Apure as despesas fixas e variáveis: Despesas com pessoal, aluguel, logística, manutenção, marketing, administrativos e outras precisam ser identificadas e classificadas corretamente. 
  3. Inclua os tributos diretos e indiretos: Impostos como ICMS, IPI, PIS, COFINS, IRPJ, CSLL e encargos trabalhistas afetam diretamente o resultado final e precisam ser considerados conforme o regime tributário adotado (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real). 
  4. Considere depreciações e provisões: Máquinas e equipamentos depreciam ao longo do tempo, e isso deve ser considerado nos relatórios contábeis e financeiros. Provisões para férias, 13º e inadimplência também devem ser lançadas corretamente.

Ao realizar essa apuração completa, você terá clareza se a sua indústria está gerando lucro verdadeiro ou apenas sobrevivendo.

Principais indicadores que revelam a lucratividade

Além de calcular o lucro líquido, é essencial acompanhar indicadores de performance (KPIs) que ajudam a identificar gargalos e oportunidades de melhoria na gestão da indústria. 

Veja os principais:

1. Margem de Lucro Bruto

Fórmula: Lucro Bruto ÷ Receita Total × 100

Esse indicador mostra o percentual de lucro sobre as vendas, antes de considerar despesas administrativas e tributos. Uma margem baixa pode indicar problemas na precificação ou aumento nos custos diretos.

2. Margem de Lucro Líquido

Fórmula: Lucro Líquido ÷ Receita Total × 100

Mostra o quanto a empresa efetivamente lucra sobre cada real vendido. É um dos indicadores mais importantes para avaliar se a empresa está financeiramente saudável.

3. Ponto de Equilíbrio

Representa o valor mínimo de faturamento necessário para cobrir todos os custos e despesas. Abaixo dele, há prejuízo. Acima, começa o lucro.

4. Mark-up e precificação

O mark-up é o índice usado para formar o preço de venda com base nos custos. Um mark-up mal calculado pode comprometer toda a margem da indústria, levando a prejuízos mesmo com boas vendas.

5. Lucratividade por produto ou linha

Nem todos os produtos são igualmente lucrativos. É possível que uma linha de produto com alto volume esteja gerando prejuízo por ter margem muito apertada. 

A análise de lucratividade por linha ou família de produtos é essencial.

Problemas que distorcem a visão de lucro na indústria

Diversos fatores podem gerar uma visão ilusória do lucro e mascarar problemas financeiros. Entre os mais comuns, estão:

  • Estoque mal controlado: Entradas e saídas erradas geram desvios e dificultam o cálculo correto do custo de produção. 
  • Custos indiretos não rateados: Energia, manutenção, supervisão e outros custos são muitas vezes ignorados no custo unitário. 
  • Mistura de finanças pessoais e empresariais: Retiradas não contabilizadas e gastos pessoais com recursos da empresa distorcem os relatórios. 
  • Falta de atualização contábil: Sem lançamentos corretos, o DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício) não reflete a realidade.

Esses erros impedem uma leitura precisa dos números e atrasam decisões importantes para a sustentabilidade da empresa.

A importância da contabilidade gerencial na indústria

A contabilidade gerencial vai além das obrigações fiscais. Ela fornece relatórios, análises e projeções que ajudam os gestores a entender a real performance da indústria.

Por meio da contabilidade gerencial, é possível:

  • Avaliar a margem de cada produto; 
  • Projetar o crescimento baseado em dados reais; 
  • Reduzir desperdícios e otimizar processos; 
  • Reestruturar a precificação conforme o mercado; 
  • Melhorar o planejamento tributário.

Contar com uma contabilidade especializada no setor industrial permite identificar riscos, oportunidades e definir estratégias para aumentar a lucratividade de forma segura e escalável.

Como a Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua indústria a ser mais lucrativa

Na Five Consultant Contabilidade, entendemos os desafios do setor industrial. Por isso, oferecemos uma assessoria contábil e fiscal voltada para resultados, com foco no controle de custos, planejamento tributário e relatórios gerenciais que mostram a verdade por trás dos números.

Nosso time está preparado para apoiar sua empresa na apuração correta do lucro, análise de margens, gestão estratégica e expansão segura. 

Você saberá exatamente quais produtos geram mais resultado, quais custos podem ser otimizados e como melhorar a rentabilidade mês a mês.

Conclusão

Saber se sua indústria está realmente dando lucro é essencial para garantir o crescimento sustentável e a segurança financeira do negócio. Para isso, é preciso ir além dos números do caixa e adotar uma gestão baseada em dados, indicadores e uma contabilidade estratégica.

Se você quer entender o desempenho real da sua indústria e identificar caminhos para aumentar sua lucratividade, conte com a Five Consultant Contabilidade.

Juntos, podemos transformar dados em decisões inteligentes e seu negócio em uma indústria ainda mais rentável.

CategoriesContabilidade Consultiva

Recuperação de créditos tributários na indústria: como funciona

Você sabe o que é, como funciona e quais os benefícios da recuperação de créditos tributários na indústria?

Não tenha dúvidas, a carga tributária brasileira é uma das mais complexas e pesadas do mundo, especialmente para o setor industrial.

Por sua vez, em meio a esse cenário desafiador, a recuperação de créditos tributários na indústria surge como uma ferramenta poderosa para reduzir custos, melhorar o fluxo de caixa e aumentar a competitividade.

Neste artigo da Five Consultant Contabilidade, você vai entender como funciona a recuperação de créditos tributários na indústria, quais são os principais tributos passíveis de recuperação, quais estratégias podem ser adotadas e por que o apoio de um contador especializado faz toda a diferença.

O que são créditos tributários?

Antes de falarmos sobre recuperação, é fundamental entender o conceito de crédito tributário

Na prática, trata-se de valores pagos a maior, indevidamente ou acumulados pelas empresas junto ao Fisco, que podem ser compensados com tributos futuros ou até mesmo restituídos em dinheiro.

Esses créditos podem surgir por diversos motivos, como:

  • Erros no cálculo de tributos;

  • Classificação incorreta de produtos na NCM;

  • Incidência de tributo em operações isentas ou não tributadas;

  • Aquisições de insumos tributados que geram direito a crédito;

  • Aproveitamento incompleto de créditos do PIS e da COFINS;

  • Pagamento cumulativo em regime onde caberia não-cumulatividade.

Na indústria, devido à quantidade de insumos, fornecedores, tributos e operações, as chances de surgirem créditos são ainda maiores.

Por que a indústria tem alto potencial de recuperação tributária?

O setor industrial, por operar com insumos, produção, armazenagem, transporte e venda em larga escala, lida com uma ampla cadeia de tributos. Além disso, muitas indústrias se enquadram no regime de Lucro Real, onde há maior possibilidade de aproveitar créditos, especialmente de PIS, COFINS, ICMS e IPI.

Entre os principais motivos para o alto potencial de créditos na indústria, destacam-se:

  • Pagamento indevido ou em duplicidade de tributos;

  • Crédito acumulado de ICMS em exportações;

  • Erros na parametrização fiscal do sistema ERP;

  • Insumos utilizados no processo produtivo que geram créditos não aproveitados;

  • Compras de matérias-primas com ICMS-ST sem compensação posterior;

  • Apuração incorreta do IPI em operações de industrialização por encomenda;

  • Desconhecimento das legislações específicas do setor.

Essas distorções, ao longo do tempo, geram um volume significativo de valores que podem ser recuperados de forma legal e segura.

Quais tributos podem ser recuperados na indústria?

Diversos tributos podem gerar créditos tributários passíveis de recuperação. A seguir, listamos os principais deles no contexto industrial:

  1. ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)
  • Créditos de ICMS sobre compras de insumos e bens do ativo imobilizado;

  • Créditos de ICMS-ST em casos de substituição tributária mal aplicada;

  • Créditos acumulados em operações de exportação;

  • Recuperação de ICMS pago indevidamente em operações isentas.
  1. PIS e COFINS (Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)
  • Créditos não aproveitados no regime não cumulativo (Lucro Real);

  • Insumos não contabilizados corretamente;

  • Despesas operacionais que geram direito ao crédito;

  • Créditos sobre fretes de entrada e saída;

  • Recuperação de PIS e COFINS monofásico em revendas.
  1. IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
  • Créditos sobre matérias-primas e produtos intermediários;

  • Aproveitamento em operações de industrialização por encomenda;

  • Restituição de IPI pago indevidamente em exportações ou isenções.
  1. IRPJ e CSLL (Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)
  • Compensações de prejuízos fiscais não utilizados;

  • Dedução indevida de receitas ou adições indevidas na apuração do Lucro Real.

Como funciona o processo de recuperação de créditos tributários?

A recuperação de créditos tributários na indústria é um processo técnico, que exige análise contábil, fiscal e jurídica especializada. Veja as principais etapas:

1. Diagnóstico fiscal

O primeiro passo é realizar um levantamento detalhado de todos os tributos pagos nos últimos 5 anos (prazo máximo de prescrição). 

Isso inclui análise de documentos fiscais, obrigações acessórias, SPEDs, livros contábeis e relatórios de ERP.

Essa análise identifica possíveis valores pagos a maior, tributos não aproveitados ou inconsistências na apuração.

2. Cálculo e quantificação dos créditos

Com base nos dados coletados, a equipe contábil calcula os valores passíveis de recuperação, com base na legislação vigente e jurisprudência atualizada. Isso pode incluir:

  • Planilhas de cálculos;

  • Relatórios de validação;

  • Simulações de compensações.

Se os créditos forem procedentes, é necessário fazer os lançamentos retroativos corretos na escrituração contábil e fiscal da empresa, conforme normas do SPED Fiscal, Contribuições e ECF.

 

3. Compensação ou restituição

Dependendo do tipo de tributo e da situação da empresa, os créditos podem ser:

  • Compensados com tributos futuros via PER/DCOMP Web;

  • Restituídos em espécie (em casos específicos);

  • Utilizados para abater débitos tributários em aberto.

Após a recuperação, é importante manter um sistema de controle preventivo, para evitar novos pagamentos indevidos e aproveitar corretamente os créditos gerados nas operações do dia a dia.

Vantagens da recuperação de créditos tributários

A recuperação de créditos tributários traz uma série de benefícios para a indústria, entre eles:

  • Redução da carga tributária efetiva;

  • Melhoria no fluxo de caixa e capital de giro;

  • Aumento da margem de lucro;

  • Correção de erros contábeis e fiscais passados;

  • Maior segurança e conformidade tributária;

  • Oportunidade de reinvestimento em tecnologia, pessoas e inovação.

Trata-se de uma prática legítima, prevista na legislação, que valoriza a boa gestão e o planejamento tributário eficiente.

Como a Five Consultant Contabilidade pode ajudar?

Na Five Consultant Contabilidade, oferecemos soluções especializadas para indústrias, com foco em:

  • Diagnóstico tributário completo;

  • Recuperação segura de créditos federais e estaduais;

  • Escrituração e parametrização fiscal adequada;

  • Planejamento tributário preventivo;

  • Consultoria para reestruturação e compliance.

Nosso time de especialistas conta com experiência em diversos segmentos industriais, garantindo uma atuação estratégica, segura e com foco em resultados reais.

Conclusão

A recuperação de créditos tributários na indústria é uma oportunidade concreta de gerar economia, corrigir distorções e fortalecer a competitividade do seu negócio. No entanto, é um processo técnico, que exige conhecimento profundo das regras fiscais, sistemas de apuração e legislação aplicável.

Com o suporte da Five Consultant Contabilidade, sua indústria pode recuperar o que pagou a mais nos últimos anos e ainda estruturar um modelo de apuração mais eficiente para o futuro.

👉 Entre em contato com a Five Consultant Contabilidade e descubra quanto sua empresa pode recuperar em tributos pagos indevidamente!

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como organizar o financeiro de uma farmácia pequena

Organizar o financeiro de uma farmácia pequena é um dos maiores desafios enfrentados por empreendedores do varejo farmacêutico, especialmente diante de margens apertadas, alta concorrência, controle rigoroso de estoque e forte impacto dos impostos no resultado final. 

Sem uma gestão financeira bem estruturada, mesmo farmácias com bom volume de vendas podem enfrentar dificuldades de caixa e prejuízos recorrentes.

Neste artigo, a Five Consultant Contabilidade apresenta um guia prático e estratégico sobre como organizar o financeiro de uma farmácia pequena, abordando controle de receitas e despesas, fluxo de caixa, estoque, precificação, impostos e o papel da contabilidade na sustentabilidade do negócio.

Por que a organização financeira é vital para uma farmácia pequena

Farmácias pequenas operam em um cenário bastante específico. Além da concorrência com grandes redes, há desafios como:

  • Margens reduzidas em medicamentos tabelados

  • Necessidade de capital de giro constante

  • Estoque com validade limitada

  • Alto volume de obrigações fiscais

  • Dependência de convênios e cartões

Quando o financeiro não está organizado, o gestor perde visibilidade sobre o negócio e passa a tomar decisões com base apenas no saldo bancário, o que é um erro comum e perigoso.

Organizar o financeiro não significa apenas “anotar gastos”, mas sim estruturar processos, analisar números e usar informações para melhorar resultados.

Veja à seguir algumas dicas, e inicie hoje mesmo, o processo de organização financeira do seu negócio!

1.Separe finanças pessoais e financeiras da farmácia

O primeiro passo para organizar o financeiro de uma farmácia pequena é separar completamente as finanças do negócio das finanças pessoais do proprietário.

Misturar contas gera:

  • Falta de controle real do lucro

  • Dificuldade para apurar impostos corretamente

  • Problemas na precificação

  • Risco fiscal e contábil

O ideal é:

  • Ter uma conta bancária PJ exclusiva

  • Definir um pró-labore fixo para o dono

  • Registrar retiradas de forma correta

Essa separação é a base para qualquer gestão financeira eficiente.

2.Estruture o controle de receitas e despesas

Nenhuma farmácia consegue se organizar financeiramente sem um controle detalhado das entradas e saídas.

É fundamental registrar:

  • Vendas à vista

  • Vendas no cartão (débito e crédito)

  • Convênios

  • Pix e transferências

  • Outras receitas

Da mesma forma, todas as despesas precisam ser classificadas, como:

  • Compra de medicamentos e perfumaria

  • Aluguel

  • Salários e encargos

  • Energia, água, internet e telefone

  • Taxas de cartão

  • Despesas administrativas

Esse controle permite identificar:

  • Onde o dinheiro está sendo gasto

  • Quais despesas podem ser reduzidas

  • Quais produtos geram mais resultado

3.Controle o fluxo de caixa diariamente

O fluxo de caixa é o coração do financeiro da farmácia. Ele mostra quando o dinheiro entra e quando sai, e não apenas quanto foi faturado.

Em uma farmácia pequena, o fluxo de caixa deve ser:

  • Atualizado diariamente

  • Separado por datas de vencimento

  • Acompanhado de forma preventiva

É comum que farmácias vendam muito no cartão, mas recebam apenas semanas depois, enquanto as despesas vencem antes. Sem controle, isso gera falta de caixa mesmo com boas vendas.

Um bom fluxo de caixa ajuda a:

  • Evitar atrasos em pagamentos

  • Planejar compras de estoque

  • Negociar prazos com fornecedores

  • Antecipar problemas financeiros

4.Organize o controle de estoque para proteger o financeiro

O estoque é um dos maiores ativos e também um dos maiores riscos financeiros de uma farmácia.

Estoque desorganizado gera:

  • Capital parado

  • Vencimento de medicamentos

  • Compras desnecessárias

  • Falta de produtos de giro rápido

Para organizar o financeiro, é essencial:

  • Controlar entrada e saída de produtos

  • Monitorar validade dos medicamentos

  • Identificar itens de alto e baixo giro

  • Evitar excesso de estoque

Quanto mais dinheiro parado no estoque, menos capital disponível para pagar despesas e investir no negócio.

5.Entenda a margem real dos produtos vendidos

Um erro comum em farmácias pequenas é acreditar que vender mais significa lucrar mais. Isso nem sempre é verdade.

Para organizar o financeiro corretamente, o gestor precisa conhecer:

  • Custo real do produto

  • Impostos incidentes

  • Taxas de cartão

  • Margem líquida de cada item

Medicamentos com preço controlado costumam ter margens menores, enquanto produtos de perfumaria, cosméticos e conveniência geralmente oferecem maior rentabilidade.

Com essa análise, a farmácia pode:

  • Ajustar o mix de produtos

  • Criar estratégias de venda cruzada

  • Priorizar itens mais lucrativos

6.Planeje o capital de giro da farmácia

Capital de giro é o dinheiro necessário para manter a farmácia funcionando no dia a dia.

Uma farmácia pequena precisa de capital de giro para:

  • Comprar mercadorias

  • Pagar funcionários

  • Arcar com impostos

  • Cobrir despesas fixas

Sem planejamento, o gestor acaba recorrendo a:

  • Empréstimos caros

  • Cheque especial

  • Antecipação de recebíveis

O ideal é calcular o capital de giro necessário e manter uma reserva mínima para imprevistos, garantindo saúde financeira.

7.Organize o pagamento de impostos corretamente

A carga tributária impacta diretamente o financeiro da farmácia. Sem orientação, muitos negócios pagam mais impostos do que deveriam.

Farmácias podem estar enquadradas em:

  • Simples Nacional

  • Lucro Presumido

  • Lucro Real

Cada regime possui impactos diferentes sobre:

  • ICMS

  • PIS e Cofins

  • IRPJ e CSLL

Além disso, erros fiscais podem gerar multas, juros e autuações, afetando o caixa do negócio.

8.Use relatórios financeiros para tomar decisões

Organizar o financeiro não é apenas registrar dados, mas analisar informações. Veja alguns relatórios essenciais para uma farmácias:

  • DRE (Demonstrativo de Resultados)

  • Fluxo de caixa projetado

  • Relatório de vendas por produto

  • Relatório de despesas fixas e variáveis

Com esses dados, o gestor consegue:

  • Avaliar se a farmácia está lucrando

  • Corrigir falhas rapidamente

  • Planejar crescimento com segurança

O papel da contabilidade na organização financeira da farmácia

A contabilidade vai muito além do cálculo de impostos. Uma contabilidade especializada em farmácias atua como parceira estratégica do negócio.

A Five Consultant Contabilidade auxilia farmácias pequenas com:

  • Organização financeira e contábil

  • Planejamento tributário

  • Análise de custos e margens

  • Escolha do regime tributário mais econômico

  • Apoio na tomada de decisões

Com apoio contábil adequado, o gestor passa a entender os números e agir de forma preventiva, não apenas corretiva.

A Five Consultant Contabilidade está preparada para ajudar sua farmácia a organizar o financeiro, reduzir custos, pagar menos impostos de forma legal e construir um negócio mais sólido e lucrativo. 

Se você quer sair do improviso e assumir o controle financeiro da sua farmácia, entre em contato conosco e conte com especialistas que entendem do seu segmento.

CategoriesContabilidade para Farmácias

Como controlar estoque na farmácia e evitar perdas

Controlar estoque na farmácia é uma das tarefas mais estratégicas para garantir lucratividade, evitar perdas financeiras e manter a conformidade com as exigências sanitárias e fiscais do setor farmacêutico. 

Uma gestão de estoque mal feita pode gerar vencimento de medicamentos, rupturas de produtos essenciais, autuações da Vigilância Sanitária e até prejuízos graves no caixa da farmácia.

Neste artigo completo da Five Consultant Contabilidade, você vai conferir tudo que precisa saber para controlar estoque na farmácia de forma eficiente. Vale a pena conferir!

Por que o controle de estoque é um dos maiores desafios da farmácia

O estoque farmacêutico é diferente do estoque de outros tipos de comércio. Ele envolve produtos com prazo de validade, exigências regulatórias, controle de lotes, necessidade de rastreabilidade e alta rotatividade em determinados itens.

Além disso, farmácias lidam com:

  • Medicamentos de alto custo

  • Produtos controlados

  • Itens com giro muito rápido

  • Produtos com demanda sazonal

  • Margens que variam conforme o tipo de item

Sem um controle rigoroso, o gestor perde visibilidade sobre o que vende mais, o que está parado, o que está próximo do vencimento e onde estão ocorrendo perdas silenciosas.

Na prática, uma farmácia pode estar faturando bem e, ainda assim, perdendo dinheiro todos os meses por falhas no controle de estoque.

Principais causas de perdas no estoque da farmácia

Antes de entender como melhorar o controle, é fundamental saber onde surgem as perdas.

Uma das causas mais comuns é o vencimento de medicamentos, geralmente provocado por compras sem planejamento, falta de giro ou ausência de monitoramento de validade.

Outra fonte frequente de prejuízo são erros de registro, como entradas não lançadas, saídas sem baixa no sistema ou divergência entre estoque físico e estoque contábil.

Também há perdas causadas por:

  • Quebras e avarias

  • Furtos internos ou externos

  • Compras excessivas para aproveitar descontos

  • Falta de padronização nos processos de recebimento

Sem dados confiáveis, o gestor toma decisões no “achismo”, o que aumenta ainda mais o risco de desperdício.

Como controlar estoque na farmácia de forma eficiente

Para controlar estoque na farmácia de maneira eficiente, é preciso ir além de simplesmente “saber o que tem no depósito”. O controle precisa ser sistemático, contínuo e integrado à gestão financeira.

Veja algumas dicas:

Mantenha os cadastros corretos e atualizados: O cadastro precisa conter informações como descrição do produto, fornecedor, preço de custo, preço de venda, validade e lote.

Registre todas as entradas e saídas: Não importa se o produto saiu por venda, troca, perda ou vencimento: tudo precisa estar refletido no sistema.

Defina uma rotina de conferência periódica: Compare o estoque físico com o estoque registrado. Isso permite identificar falhas rapidamente, antes que o prejuízo se torne significativo.

Controlar estoque não é tarefa pontual. É um processo diário que exige disciplina e método.

Importância do controle de validade, lotes e produtos controlados

Um dos maiores riscos no setor farmacêutico está relacionado ao prazo de validade. Medicamentos vencidos não podem ser comercializados e precisam ser descartados corretamente, o que gera prejuízo direto.

Por isso, o controle de estoque na farmácia deve priorizar:

  • Monitoramento constante das datas de vencimento

  • Organização física por validade (PEPS / FIFO)

  • Ações comerciais para giro de produtos próximos ao vencimento

Além disso, produtos controlados exigem atenção redobrada, com registros específicos e cumprimento das normas da Anvisa e do SNGPC.

A falta de controle nesses itens pode gerar não apenas perdas financeiras, mas também sanções legais e administrativas, colocando a farmácia em risco.

Indicadores de estoque que toda farmácia precisa acompanhar

Uma gestão eficiente depende de números. Controlar estoque na farmácia sem indicadores é como dirigir no escuro.

Alguns indicadores fundamentais incluem:

  • Giro de estoque: Mostra a velocidade de venda dos produtos

  • Cobertura de estoque: Indica por quanto tempo o estoque atual sustenta as vendas

  • Índice de perdas: Revela quanto do estoque é perdido por vencimento, quebra ou furto

  • Ruptura de estoque: Mede a falta de produtos no ponto de venda

A análise desses indicadores permite decisões mais inteligentes, como ajustar compras, renegociar com fornecedores e melhorar o mix de produtos.

Farmácias que acompanham esses dados conseguem reduzir perdas e melhorar o fluxo de caixa, mesmo sem aumentar o faturamento.

Erros comuns no controle de estoque em farmácias

Infelizmente, muitos empresários acabam cometendo alguns erros comuns no controle de estoque das suas farmácias, e com isso, acabam comprometendo os resultados do negócio.

Dentre os erros mais comuns, podemos destacar:

  • Comprar com base apenas em descontos

  • Não revisar estoque parado

  • Ignorar pequenos desvios recorrentes

  • Falta de inventários periódicos

  • Ausência de integração entre estoque e financeiro

Quando repetidos, esses erros, geram prejuízos significativos ao longo do tempo.

O papel da contabilidade na gestão de estoque da farmácia

Engana-se quem pensa que a contabilidade cuida apenas de impostos. Uma contabilidade estratégica atua diretamente na organização da gestão, incluindo o controle de estoque.

A contabilidade especializada ajuda a:

  • Analisar custos reais dos produtos

  • Avaliar impactos do estoque no lucro

  • Identificar perdas ocultas

  • Apoiar decisões de compra

  • Ajustar processos para reduzir desperdícios

Quando estoque, financeiro e contabilidade caminham juntos, a farmácia ganha eficiência e previsibilidade.

Como a Five Consultant Contabilidade pode ajudar sua farmácia

A Five Consultant Contabilidade atua ao lado de farmácias e drogarias que buscam mais controle, menos perdas e crescimento sustentável.

O trabalho vai além da contabilidade tradicional, oferecendo:

  • Análise integrada de estoque e financeiro

  • Apoio na organização de processos

  • Orientação para redução de perdas

  • Suporte para conformidade fiscal e sanitária

  • Planejamento para melhoria de resultados

Com uma visão estratégica, a Five ajuda o gestor a transformar o estoque em um ativo, e não em um problema.

Conclusão

Controlar estoque na farmácia é uma tarefa essencial para evitar perdas, proteger o caixa e garantir a sustentabilidade do negócio. Em um setor altamente regulado e competitivo, erros simples podem gerar grandes prejuízos.

Com processos bem definidos, uso de tecnologia, acompanhamento de indicadores e apoio de uma contabilidade especializada, é possível reduzir desperdícios, melhorar a rentabilidade e tomar decisões mais inteligentes.

A Five Consultant Contabilidade está preparada para apoiar sua farmácia nesse processo, ajudando você a profissionalizar a gestão, reduzir perdas e construir um negócio mais eficiente e lucrativo.

Entre em contato conosco e fale com um dos nossos especialistas!